2008/05/08
“The Revolution: A Manifesto”, is number one on the New York Times Best Sellers
ARLINGTON, VIRGINIA – Republican Presidential candidate Ron Paul’s newest book, “The Revolution: A Manifesto”, is number one on the New York Times Best Sellers list for May 18th, 2008. The ranking is yet another of the many successes Dr. Paul has had during his presidential candidacy spreading his message of personal freedom and constitutional government.
Upon its official release on April 30th, “The Revolution: A Manifesto” was the number one bestseller on Amazon.com and remains the number one bestseller in political books.
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2008/05/07
Não era já para ser aos 100Usd?
2008/05/01
The Revolution
E: "The Revolution, is number one on Amazon and will debut on the New York Times bestseller list at number seven"
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Liberalismo clássico e direito natural
Liberalismo, de sabor diferente. Por João Luís Pinto.
Do sacrifício das virgens. Por Rui Albuquerque.
Vou ali comer o meu vizinho e volto já para continuarmos a discutir hayek. Por Rui Albuquerque.
Misturas explosivas. Por João Luís Pinto.
Jusnaturalismo liberal: o que dizem os clássicos. Por Rui Albuquerque.
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2008/04/25
Deverão os liberais festejar o "25 de Abril" ?
Se quiséssemos, como os liberais franceses do século XIX tentaram fazer com a revolução de 1789, distinguir no "25 de Abril" entre uma fase inicial, imaculada e generosa, e uma posterior degeneração jacobina (ou, neste caso, socialista), ficaríamos limitados a uma nesga de tempo que dificilmente permitiria comemorar "outro 25 de Abril". É que logo a 1 de Maio, quando os socialistas de todas as matizes (e, em particular, os comunistas) tomaram as ruas, ficou patente quem teria força para imprimir à revolução a direcção e a cor que lhe construiriam a identidade.
Apesar da resistência civil ao radicalismo militar e militante, a normalização de 1976 veio a fazer-se com uma vitória ideológica inequívoca do socialismo, que só o pragmatismo dos políticos e a realidade das coisas foi forçando a esbranquiçar em sucessivas revisões constitucionais. Onde, nesta "herança de Abril", os liberais se podem situar não é nada claro. Em Spínola? Na tímida e lenta liberalização do regime?
Mas será isso ainda o "25 de Abril"?
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2008/04/24
Acabar com o proibicionismo
Drug Consumption Decriminalized In Argentina:
A federal court in Argentina has decriminalized the consumption of marihuana. According to the article, the issue still has to be taken to the Argentinean Supreme Court. Still, this sets an important precedent. Indeed, the Minister of Justice and Security has recently called the war on drug consumers an "absolute failure."
The federal court has ruled in favor of two people who had been detained for possessing marihuana and ecstasy (via LRCBlog)
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2008/04/22
Outras crises bancárias
Publicado no blogue da Causa Liberal (07.12.2005) : A multiplicação do crédito não teve de esperar pelo papel moeda de curso forçado; já se dava sob o padrão-ouro com o sistema de reservas fraccionais. E foram as crises bancárias criadas por esse sistema que serviram de justificação para acabar com o padrão-ouro, culpando-o de "instabilidade" e considerando-se necessária a intervenção estatal na matéria. Em Portugal, a crise bancária de 1876 (que dizimou a finança portuense) foi apresentada, entre outros, pelo coveiro intelectual do liberalismo (Joaquim Pedro de Oliveira Martins) como a prova da necessidade de um regime de papel moeda monopolista gerido pelo Estado.
Herculano, em correspondência da época, ainda disse o obvio, que a crise se devia às reservas fraccionais e que era suficiente ou ilegalizá-las ou responsabilizar criminalmente os banqueiros que não pudessem entregar o ouro resgatado pelos seus depositantes.
Mas a influência das ideias de Oliveira Martins (e do seu livro "A Circulação Fiduciária") fez o seu caminho e quando se deu a crise financeira de 1891 já havia no nosso país muito pouca resistência ideológica ao abandono então verificado do padrão-ouro. Oliveira Martins, com o saber impressionista e romanceado que lhe era próprio, que criou do regime liberal uma imagem negra e caricata, que antecipou como ideal político pós-liberal o cesarismo administrativo e o corporativismo de Estado, foi também entre nós o grande doutrinador da liquidação do padrão-ouro. Bem merece o cognome de "coveiro do liberalismo português".
PS: Gosto desta: "...responsabilizar criminalmente os banqueiros ". E isso incluiria os banqueiros ... centrais.
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Eduardo Catroga: "O 'laissez-faire' teria levado a falência em cadeia de bancos"
Se os Bancos se financiam com depósitos à ordem e empréstimos de curto prazo e investem a 30 anos, quando o financiamento de muito curto prazo desaparece, nada como ter uma entidade estatal a fabricar moeda para conceder o crédito necessário à protecção da falência.
Talvez o resto da economia deve exigir isso mesmo. Inflação para todos. Se um banco recusar re-financiar uma PME esta deve poder recorrer ao Banco Central e a sua máquina de fotocópias.
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2008/04/21
Pedro Arroja e os "austríacos"
Cada vez que Pedro Arroja cita Mises, Rothbard e Hayek (vou deixar a defesa de Ayn Rand para outros) como exemplos de má influência liberal, chegando-os a acusar de um estranho neo-liberalismo (explico adiante), como se isso os afastasse do seu paradigma Católico-Acton-Herculano, acabo a comentar que os "austríacos" têm origem na ... Áustria e que isso os liga à cultura intelectual católica (mas não só, não fossem os Habsburgos um exemplo do carácter supra-nacional das monarquias e de coexistência religiosa e étnica - por isso a família de Mises - judaica - é detentora de um título de nobreza).
A acusação de neo-liberalismo numa certa carga de hiper-racionalismo é feita com frequência mas no meu entender totalmente despropositada, dado que se existe um paradgima de eficientismo-maximização-de-utilidades conferindo um carácter de matematização à acção humana pode ser encontrado na Escola de Chicago - que aliás sempre tratou o austrianismo com o mais puro desdém no alto do seu "mainstream"
Pedro Arroja parece acusar Mises do seu utilitarismo e até de ter vivido à conta de empregos no governo (na Áustria tudo fez para impedir o processo de inflação pós-WWI) como se Mises fosse algum anarquista moralista e depois nos EUA de viver do Volker Fund (uma associação privada) porque isso aparentemente contradiz o seu utilitarismo (e Carl Menger foi preceptor do Príncipe...) sem ter em conta que Mises recomeçou a sua liderança intelectual na ciência económica completamente ignorado por todo o mainstream liberal pós-grande-depressão (apesar de ter previsto a recessão antes do crash de 1929) na altura centrado em Chicago (e refazendo uma vida pessoal depois de ter saído de Viena por causa dos nazis passando primeiro pela Suiça e depois como muitos outros por Lisboa) que aliás fez muito pelo crescimento do estatismo e adoptou o positivismo-empiricista radical (desde a sua fundação com Knight) que os afasta muito pouco do paradigma epistemológico do socialismo. Também Hayek foi pessimamente tratado em Chicago, que nunca lhe pagou pelo seu trabalho e só se lembrou dele à pressa quando este ganha o Prémio Nobel.
Quero assim ser bem claro para que não hajam dúvidas, se existiu alguém a quem possa com conotação negativa ser atribuída a classificação de "neo-liberal" como querendo dizer algo de liberalismo impessoal, racionalizado, de homem economicus acultural, será sem dúvida a Escola de Chicago, que tendo já passado por algumas refutações (vou-me lembrar da Utilidade como conceito ordinal e não cardinal) nunca declara estar errada, faz de conta, e segue em frente. De tal forma que todo o trabalho produzido por Chicago que depende directamente da validade da Utilidade ter de ser cardinal (o que já está refutado) de modo a poder ser medida e comparada, parece continuar como ... válido e ensinado como tal como se nada fosse. E não, não estou a invalidar "Chicago", mas de vez em quando vale a pena colocar algumas coisas em perspectiva.
Mises é utilitarista (e genial na sua defesa), Hayek evolucionista e Rothbard parte da Ética. Provavelmente a sintese das 3 perspectivas estará a ser redigida por outro "austríaco" (Soto). Também é conhecida a forma como Rothbard na sua tradição de atacar e refutar tudo e todos sem olhar a "gestão de carreira", procurou demonstrar que se a economia pode ser "value free", o liberalismo e a filosofia não o podem ser, atacando assim o utilitarismo de Mises (o seu mestre em tudo o resto).
Mas eu costumo também chamar a atenção que a própria epistemologia "austríaca" de conhecimento dedutivo a partir de axiomas não nascerá por acaso em Viena, centro do Império que mais fez pela defesa do Catolicismo mas também da possibilidade da sua coexistência com religiões, línguas e etnias (tal Império acaba por imposição do republicano anti-monárquico Woodrow Wilson que fez a "guerra pela democracia" quando já a Alemanha de Kaiser e os Austríacos tinham assembleias com voto universal muito antes do ingleses - imposição que termina com o famoso resultado que se conhece: o princípio do fim do Ocidente).
E assim deixo a sugestão de leitura desde texto no Mises Institute, centro de tantos austro-libertarians, e um dos poucos sítios onde liberalismo radical "anti-state" e cristianismo porque provavelmente um sem o outro fazem pouco sentido dado que é neste que encontramos os intelectuais da "natural law" e "natural rights".
Hopp(e)ing Onto New Ground: A Rothbardian Proposal for Thomistic Natural Law as the Basis for Hans-Hermann Hoppe's Praxeoogical Defense of Private Property(National University of Singapore)Jude Chua Soo Meng, National University of Singapore,SINGAPORE/ Center for Philosophy of Religion, University of Notre Dame, South Bend, IN, USA
ABSTRACT: This paper is comprised of two parts. In the first I reveal what I call the Rothbardian project in the distinguished career of the Austrian economist Murray N. Rothbard, which project is to ground historically and cohere philosophically the Austrian economic tradition with the thomistic tradition, despite his leanings on Locke. In the second part, in line with this project, I try to ground the Austrian thinker Hans-Hermann Hoppe’s praxeological defense of the principle of original appropriation on the thomistic natural law tradition.
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A origem do problema II
Fiat money inflations often bring on real estate booms followed by busts. These inflations are the common element in real estate cycles that span many countries and many centuries, and they put the lie to the hypothesis that bad lending practices are the culprit. Fraudulent money creation is the culprit, not faulty evaluation of the credit risks of borrowers.
Jesús Huerta De Soto’s book Money, Bank Credit, and Economic Cycles provides documentation of cases. For example, real estate prices fell by 50 percent by 1349 in Florence when boom became bust. That boom was fed by bank money creation:
"Evidence shows that from the beginning of the fourteenth century bankers gradually began to make fraudulent use of a portion of the money on demand deposit, creating out of nowhere a significant amount of expansionary credit. Therefore, it is not surprising that an increase in the money supply (in the form of credit expansion) caused an artificial economic boom followed by a profound, inevitable recession."
In the face of excessive money, lenders tend to adopt laxer standards for making loans. Borrowers and investors tend to use higher amounts of leverage. Asset prices rise. When the rate of money creation slows or halts and asset prices begin to decline, those who have bought houses at high prices, perhaps with little or no equity of their own, quickly find themselves in a position of negative equity, with their promised loan payments exceeding their house values.
This induces default and foreclosures." The Subprime Crisis and Government Failure by Michael S. Rozeff
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A origem do problema: "The most successful systematic theft operation in human history"
"There is no doubt that goldsmiths in early modern times did begin to take on the function of banks. At some point, goldsmith-bankers did begin to lend receipts to gold that were not 100% backed by gold. They did begin to collect interest payments from borrowers who believed that there was enough gold in reserve to pay off receipts under normal circumstances. Banking in Spain during the sixteenth century adopted fractional reserves, and a series of banking house bankruptcies in second half of the century proved it. The Emperor, Charles V, had legalized the system. As usual, the State authorized the practice of fractional reserve banking as a means of financing itself. It wanted a ready market for its debt. (...)
So, in 1933, Franklin Roosevelt unconstitutionally confiscated Americans' gold that was still outside the banks. By unilateral executive order, he made it illegal for American citizens to own any gold coins that had no numismatic value. The government paid the owners $20.67 per ounce. Once the gold was in the possession of the Treasury, Roosevelt officially hiked the price to $35 on January 31, 1934. The Fed then bought the gold from the Treasury by creating new money......So, worldwide, governments and central banks steadily removed gold coins from the economy, thereby demonetizing gold. It was the most successful systematic theft operation in human history. It was all done officially. It was all done with paper IOU's to gold that were revoked by sovereign governments, which in turn chose not to be sued by their victims. The public now is unfamiliar with gold coins as a medium of exchange. "
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Wall Street socialism.
"(...) To hear Kevin Phillips tell it, the U.S. is a world power on the skids, an overstretched empire slumping toward the fate of Hapsburg Spain, the maritime Dutch Republic and imperial Britain. (...)
The book repeats ideas that Phillips has written about before. He again uses the term ``financial mercantilism'' to describe how Washington and Wall Street have collaborated ``to minimize certain unwanted marketplace forces.''
Hence the long, sad history -- from the Latin American debt crisis and the S&L bailout to the subprime mortgage meltdown -- of the U.S. government and Federal Reserve rescuing our failed financial wizards. He gives a name for what happens when taxpayers rescue profligate bankers: ``Wall Street socialism.''
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Afinal querem mais mais crédito e mais barato...
Bank of England Will Unveil Swap to Ease Home Lending (Update1)
April 21 (Bloomberg) -- The Bank of England will today announce a plan to swap about 50 billion pounds ($100 billion) of government bonds for mortgage-backed securities to lower credit costs, three people familiar with the matter said.
The plan will ``unfreeze the situation we've got at the moment,'' Chancellor of the Exchequer Alistair Darling said yesterday in an interview with the BBC, without specifying how much would be made available. ``What the Bank of England will do is, in effect, lend the banks that money. In the meantime, the Bank of England will take a security.''
Prime Minister Gordon Brown's government is trying to encourage lending after a surge in borrowing costs prompted banks to withdraw their best mortgage offers, threatening to exacerbate the worst housing downturn since 1992. (...)"
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