2003/11/29
Ann Coulter vs. Al Franken
2003/11/28
Quiz Taiwan
"BEIJING, China (CNN) -- China says it is "gravely concerned" over Taiwan's passing of a controversial referendum bill and repeated a warning it would never tolerate independence for the island.
Beijing insists self-ruled, democratic Taiwan is a renegade province that must eventually return to China."
Quiz:
1) Deverão os EUA e os "aliados" assegurar militarmente a defesa de Taiwain?
2) Deveremos arriscar, por princípio (mas qual? o da União, Secessão ou da Democracia?) a uma confronto com a China?
3) E se nos EUA ou "aliados" existirem movimentos de Secessão, deverão Estados terceiros tomar parte, se for necessário até, num conflito militar aberto?
Nota: independentemente da minha opinião, a possibilidade dos EUA e "aliados" conseguirem responder militarmente a uma acção da China é muito duvidosa - mais uma "uninteded consequence" das acções militares ideológicas.
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Beijing insists self-ruled, democratic Taiwan is a renegade province that must eventually return to China."
Quiz:
1) Deverão os EUA e os "aliados" assegurar militarmente a defesa de Taiwain?
2) Deveremos arriscar, por princípio (mas qual? o da União, Secessão ou da Democracia?) a uma confronto com a China?
3) E se nos EUA ou "aliados" existirem movimentos de Secessão, deverão Estados terceiros tomar parte, se for necessário até, num conflito militar aberto?
Nota: independentemente da minha opinião, a possibilidade dos EUA e "aliados" conseguirem responder militarmente a uma acção da China é muito duvidosa - mais uma "uninteded consequence" das acções militares ideológicas.
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A homenagem
É sempre bonito ver o responsável por uma guerra a visitar o campo de batalha e estar com as tropas que fazem aquilo que o seu Estado lhes pede.
Se existe coisa que distingue os Estados modernos foi a forma como aos poucos, as chefias, o líder, se foi afastando do campo de batalha. No inicio, a tribo era liderada pelo guerreiro, e assim foi evoluindo com os nobres locais a liderarem a defesa e expansão do seu território, cuidando da sua população, aplicando a justiça, etc.
A sua legitimidade, estabilidade, perpetuação, era tanto maior quanto mais a "natural law" era respeitada, de contrário desaparecia de uma forma ou outra, ou substituído (=morto) pelos próprios familiares, rivais ou até pela população.
À medida que o Estado se foi centralizando, e em especial no Estado moderno, os fazedores de guerras passaram a combater cada vez menos por motivos territoriais e cada vez mais por razões ideológicas e isso coincidiu com o afastamento das batalhas dos "lideres".
Falo, claro do políticos, democráticos ou não. E por isso mesmo, as guerras modernas tornaram-se cada vez mais mortais, mais totais, sem distinção entre guerreiros e civis. Hoje, a tecnologia permitiu minimizar vidas de civis, mas ainda assim no Afeganistão e Iraque terão morrido milhares de civis em número maior do que a totalidade dos atentados terroristas, a que temos de juntar a destruição do património e da sua estrutura social.
Quando queremos combater um monstro, temos de ter cuidado para não nos transformarmos num monstro. Se ainda os resultados fossem ou vierem a ser os esperados pelos planeadores...o problema é que querer levar o bem a povos inteiros, milhões de pessoas, arrasta consigo enormes complicações, eventos inesperados, consequências visíveis apenas em décadas.
Mesmo para quem acha que vale a pena, um estado permanente de pessimismo e sem moralismos ideológicos serviria para evitar pelo menos, erros maiores.
Mas a prova que o espírito das guerras totais feitas a partir dos sofás (sofas warriors) ainda persiste é o plano para a construção de mini-WMD pelo Pentágono para as quais muitos vislumbram a possibilidade do uso "preventivo" e já apontaram até locais candidatos a alvos (antes já "eles" agora do que a remota possibilidade de "nós" no futuro).
Mas por mim, as batalhas devem lideradas no terreno por quem as quer fazer, isso era bem mais civilizado, e se uma coisa é certa é que os idealistas gostam de idealizar enquanto outros fazem o que a Nação lhes pede. A este últimos, a minha homenagem.
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Se existe coisa que distingue os Estados modernos foi a forma como aos poucos, as chefias, o líder, se foi afastando do campo de batalha. No inicio, a tribo era liderada pelo guerreiro, e assim foi evoluindo com os nobres locais a liderarem a defesa e expansão do seu território, cuidando da sua população, aplicando a justiça, etc.
A sua legitimidade, estabilidade, perpetuação, era tanto maior quanto mais a "natural law" era respeitada, de contrário desaparecia de uma forma ou outra, ou substituído (=morto) pelos próprios familiares, rivais ou até pela população.
À medida que o Estado se foi centralizando, e em especial no Estado moderno, os fazedores de guerras passaram a combater cada vez menos por motivos territoriais e cada vez mais por razões ideológicas e isso coincidiu com o afastamento das batalhas dos "lideres".
Falo, claro do políticos, democráticos ou não. E por isso mesmo, as guerras modernas tornaram-se cada vez mais mortais, mais totais, sem distinção entre guerreiros e civis. Hoje, a tecnologia permitiu minimizar vidas de civis, mas ainda assim no Afeganistão e Iraque terão morrido milhares de civis em número maior do que a totalidade dos atentados terroristas, a que temos de juntar a destruição do património e da sua estrutura social.
Quando queremos combater um monstro, temos de ter cuidado para não nos transformarmos num monstro. Se ainda os resultados fossem ou vierem a ser os esperados pelos planeadores...o problema é que querer levar o bem a povos inteiros, milhões de pessoas, arrasta consigo enormes complicações, eventos inesperados, consequências visíveis apenas em décadas.
Mesmo para quem acha que vale a pena, um estado permanente de pessimismo e sem moralismos ideológicos serviria para evitar pelo menos, erros maiores.
Mas a prova que o espírito das guerras totais feitas a partir dos sofás (sofas warriors) ainda persiste é o plano para a construção de mini-WMD pelo Pentágono para as quais muitos vislumbram a possibilidade do uso "preventivo" e já apontaram até locais candidatos a alvos (antes já "eles" agora do que a remota possibilidade de "nós" no futuro).
Mas por mim, as batalhas devem lideradas no terreno por quem as quer fazer, isso era bem mais civilizado, e se uma coisa é certa é que os idealistas gostam de idealizar enquanto outros fazem o que a Nação lhes pede. A este últimos, a minha homenagem.
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2003/11/27
Re: GETTYSBURG, no Abrupto
Escreveu um seu leitor de que: "
Quando o Lincoln invoca a Liberdade é no fundo para justificar a supressão da mesma. A ideia da sacralização daquele solo tem como único objectivo, não a evocação do heroísmo dos soldados, mas sim o reforço do carácter sagrado (e por isso intocável) da União. A associação dos mortos desta batalha aos Pais Fundadores também não é inocente. O que se passou na Guerra da Secessão foi de facto a refundação de uma nação. Mais forte e mais unida...mas menos democrática e menos livre"
E em homenagem a este leitor do abrupto ficam também as palavras de H.L. Mencken em "Note on the Gettysburg Address":
"The Gettysburg speech was at once the shortest and the most famous oration in American history...the highest emotion reduced to a few poetical phrases. Lincoln himself never even remotely approached it. It is genuinely stupendous. But let us not forget that it is poetry, not logic; beauty, not sense. Think of the argument in it. Put it into the cold words of everyday. The doctrine is simply this: that the Union soldiers who died at Gettysburg sacrificed their lives to the cause of self-determination – that government of the people, by the people, for the people, should not perish from the earth. It is difficult to imagine anything more untrue. The Union soldiers in the battle actually fought against self-determination; it was the Confederates who fought for the right of their people to govern themselves."
E repito:
"We're not fighting for slaves.
Most of us never owned slaves and never expect to,
It takes money to buy a slave and we're most of us poor,
But we won't lie down and let the North walk over us
About slaves or anything else."
Confederate soldiers in John Brown' Body, a book length poem by Stephen Vincent Benét
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Quando o Lincoln invoca a Liberdade é no fundo para justificar a supressão da mesma. A ideia da sacralização daquele solo tem como único objectivo, não a evocação do heroísmo dos soldados, mas sim o reforço do carácter sagrado (e por isso intocável) da União. A associação dos mortos desta batalha aos Pais Fundadores também não é inocente. O que se passou na Guerra da Secessão foi de facto a refundação de uma nação. Mais forte e mais unida...mas menos democrática e menos livre"
E em homenagem a este leitor do abrupto ficam também as palavras de H.L. Mencken em "Note on the Gettysburg Address":
"The Gettysburg speech was at once the shortest and the most famous oration in American history...the highest emotion reduced to a few poetical phrases. Lincoln himself never even remotely approached it. It is genuinely stupendous. But let us not forget that it is poetry, not logic; beauty, not sense. Think of the argument in it. Put it into the cold words of everyday. The doctrine is simply this: that the Union soldiers who died at Gettysburg sacrificed their lives to the cause of self-determination – that government of the people, by the people, for the people, should not perish from the earth. It is difficult to imagine anything more untrue. The Union soldiers in the battle actually fought against self-determination; it was the Confederates who fought for the right of their people to govern themselves."
E repito:
"We're not fighting for slaves.
Most of us never owned slaves and never expect to,
It takes money to buy a slave and we're most of us poor,
But we won't lie down and let the North walk over us
About slaves or anything else."
Confederate soldiers in John Brown' Body, a book length poem by Stephen Vincent Benét
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Coisas do New Deal e ... da PAC
"...we should note that the real world examples of widespread crop destruction are due to government cartels.
During the Great Depression, for example, farmers did indeed destroy crops while other Americans starved.
But this was not an outcome of the free market. No, it was part of FDR's horrible plan to raise farm prices by restricting output."
Em The Rothbardian Critique of Consumer Sovereignty
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During the Great Depression, for example, farmers did indeed destroy crops while other Americans starved.
But this was not an outcome of the free market. No, it was part of FDR's horrible plan to raise farm prices by restricting output."
Em The Rothbardian Critique of Consumer Sovereignty
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Re: Mau, mau, Maria! (3)
"4. Por estranho que isso possa parecer, é possível ser liberal e não gostar da política de MFL."
Ser liberal (pelo menos "liberal da mais pura escola austríaca") significa não gostar de nenhuma política :)
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Ser liberal (pelo menos "liberal da mais pura escola austríaca") significa não gostar de nenhuma política :)
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Re (2): Socialista e Libertário
Confusos? E ainda não conhecem os austrian-libertarians, os property-rights-right-wing anarchists, utilitarian-austro-minarchists-classic-liberals, chicagonites-anarcho-capitalists, objectivists-libertarians, ...
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Re: Socialista e Libertário
MAF questiona-se, com base na declaração de Luís Nazaré, no Causa Nossa, se é possível ser socialista e libertário.
Há uma tradição de socialismo libertário que se identifica, grosso modo, com correntes anarquistas que se opõem ao Estado e não reconhecem o direito de propriedade.
Por outro lado, há autores como Benjamin Tucker que, sendo consistentemente libertários no "nosso" entendimento, tinham simpatia pelos ideais socialistas e esperavam que os mesmos pudessem ser atingidos voluntariamente numa sociedade libertária.
Ainda uma terceira opção, seria o libertarianismo contemporâneo de esquerda da linha da excelente Reason.
Uma quarta hipótese será Luís Nazaré partilhar o socialismo libertário heterodoxo de Orwell (consistente na crítica ao totalitarismo mas, quanto a mim,incoerente na defesa do socialismo).
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Há uma tradição de socialismo libertário que se identifica, grosso modo, com correntes anarquistas que se opõem ao Estado e não reconhecem o direito de propriedade.
Por outro lado, há autores como Benjamin Tucker que, sendo consistentemente libertários no "nosso" entendimento, tinham simpatia pelos ideais socialistas e esperavam que os mesmos pudessem ser atingidos voluntariamente numa sociedade libertária.
Ainda uma terceira opção, seria o libertarianismo contemporâneo de esquerda da linha da excelente Reason.
Uma quarta hipótese será Luís Nazaré partilhar o socialismo libertário heterodoxo de Orwell (consistente na crítica ao totalitarismo mas, quanto a mim,incoerente na defesa do socialismo).
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Re: Mau, mau, Maria! (2)
Mais alguns comentários a afirmações do meu amigo CAA:
1. Ser contra a política de MFL não é admitir o aumento desmesurado do investimento público.
2. Ser contra a política de MFL não é cair no keynesianismo retumbante.
3. Ser contra a polítca de MFL não é ser favorável ao caos, à fome e à guerra.
4. Por estranho que isso possa parecer, é possível ser liberal e não gostar da política de MFL.
Estou de acordo com os 4 pontos, mas não me recordo de ter sequer sugerido o contrário...
5. Acabei de descobrir que a actual ministra das finanças é tida como uma liberal da mais pura escola austríaca (!).
Nunca sugeri que Manuela Ferreira Leite fosse uma "liberal da mais pura escola austríaca". O que eu pergunto é quais são as alternativas?
Face ao sentido pseudo-keynesiano da esmagadora maioria das críticas a MFL, parece-me que a demissão de MFL não traria nada de bom. Admitindo (como admito) que o discurso de MFL corresponde à sua vontade efectiva, parecer-me-ia melhor defender que MFL pudesse demitir vários dos seus colegas de Governo...
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1. Ser contra a política de MFL não é admitir o aumento desmesurado do investimento público.
2. Ser contra a política de MFL não é cair no keynesianismo retumbante.
3. Ser contra a polítca de MFL não é ser favorável ao caos, à fome e à guerra.
4. Por estranho que isso possa parecer, é possível ser liberal e não gostar da política de MFL.
Estou de acordo com os 4 pontos, mas não me recordo de ter sequer sugerido o contrário...
5. Acabei de descobrir que a actual ministra das finanças é tida como uma liberal da mais pura escola austríaca (!).
Nunca sugeri que Manuela Ferreira Leite fosse uma "liberal da mais pura escola austríaca". O que eu pergunto é quais são as alternativas?
Face ao sentido pseudo-keynesiano da esmagadora maioria das críticas a MFL, parece-me que a demissão de MFL não traria nada de bom. Admitindo (como admito) que o discurso de MFL corresponde à sua vontade efectiva, parecer-me-ia melhor defender que MFL pudesse demitir vários dos seus colegas de Governo...
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Re: Mau, mau, Maria!
CAA considera que terei sido injusto e que lhe terei atribuído ideias que não defende no meu anterior post Em defesa de Manuela Ferreira Leite.
Se lhe atribuí ideias que não afirmou, peço desculpa mas gostava que me indicasse quais foram uma vez que francamente não consegui apercer-me de ter feito isso, mesmo de pois de reler várias vezes o que escrevi.
Quanto a ter sido injusto, é possível que tenha interpretado mal a posição de CAA. De qualquer forma, nesta matéria, a questão é fácil de esclarecer.
Se CAA critica MFL por não ter controlado suficientemente a despesa, estou de acordo com ele.
Se CAA critica MFL por ter votado a favor da excepção franco-alemã ao PEC, também estou de acordo com ele.
Se CAA critica o Governo por não tomar as medidas necessárias para reduzir estruturalmente a despesa, mais uma vezestou de acordo com ele, embora saliente que Manuela Ferreira Leite é (infelizmente?) responsável apenas pela pasta das Finanças.
Agora, se CAA critica MFL por uma suposta "obsessão" com o défice e com o PEC, como me pareceu, então está de facto alinhado com o quase consenso keynesiano, responsável pelo despesismo público que bloqueia o desenvolvimento português e é o principal responsável pelo nosso atraso.
Em que ficamos? As críticas a MFL são porque desacelerou demasiado o crescimento da despesa pública motivada por uma desnecessária obsessão com o défice (posição do quase consenso keynesiano) ou por não ter cortado o suficiente no crescimento da despesa pública (que é o que me parece ser a posição mais liberal nesta matéria)?
É que se a posição é a segunda, não é coerente criticar MFL por estar excessivamente preocupada com a redução do défice...
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Se lhe atribuí ideias que não afirmou, peço desculpa mas gostava que me indicasse quais foram uma vez que francamente não consegui apercer-me de ter feito isso, mesmo de pois de reler várias vezes o que escrevi.
Quanto a ter sido injusto, é possível que tenha interpretado mal a posição de CAA. De qualquer forma, nesta matéria, a questão é fácil de esclarecer.
Se CAA critica MFL por não ter controlado suficientemente a despesa, estou de acordo com ele.
Se CAA critica MFL por ter votado a favor da excepção franco-alemã ao PEC, também estou de acordo com ele.
Se CAA critica o Governo por não tomar as medidas necessárias para reduzir estruturalmente a despesa, mais uma vezestou de acordo com ele, embora saliente que Manuela Ferreira Leite é (infelizmente?) responsável apenas pela pasta das Finanças.
Agora, se CAA critica MFL por uma suposta "obsessão" com o défice e com o PEC, como me pareceu, então está de facto alinhado com o quase consenso keynesiano, responsável pelo despesismo público que bloqueia o desenvolvimento português e é o principal responsável pelo nosso atraso.
Em que ficamos? As críticas a MFL são porque desacelerou demasiado o crescimento da despesa pública motivada por uma desnecessária obsessão com o défice (posição do quase consenso keynesiano) ou por não ter cortado o suficiente no crescimento da despesa pública (que é o que me parece ser a posição mais liberal nesta matéria)?
É que se a posição é a segunda, não é coerente criticar MFL por estar excessivamente preocupada com a redução do défice...
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A escolha de Valência
Imprescindível ler os posts de CAA e LR sobre a matéria.
Destaque (do post de LR):
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Destaque (do post de LR):
Sempre o habitual esquema de pôr todos a pagar para alguns, acenando com a "cenoura" do “prestígio” e da “imagem” do País no exterior. Curiosamente, sempre os mesmos a beneficiar, sempre os mesmos a pagar. Já chega!!! Vai sendo tempo de pormos de lado o espalhafato e de nos dedicarmos a actividades mais perenes e verdadeiramente estruturantes do desenvolvimento de todo o País.
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Re: Acabou o Catalaxia (2)
O Catalaxia vai, de facto, deixar saudades e a comunidade liberal perde um dos seus melhores representantes na blogosfera.
Desejo boa sorte ao Rui para os seus projectos e faço votos para que o seu afastamento da blogosfera seja apenas temporário.
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Desejo boa sorte ao Rui para os seus projectos e faço votos para que o seu afastamento da blogosfera seja apenas temporário.
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Re: ACABOU O CATALAXIA
Vai deixar saudades precisamente pelo debate e discussão provocado. Existe algo que provavelmente supreendeu o panorama intelectual cá deste nosso burgo: como o movimento liberal é diverso, radical, sereno, generoso, idealista e pragmático, interessante, onde não existe qualquer pensamento único, a discussão é constante, viva, inteligente, culta.
Pessoalmente, fiquei curioso quanto à vontade não realizada de "...nomeadamente uma sobre os fundamentos etológicos da propriedade, que podem contribuir para uma compreensão cabal do que nos parece ser o mais importante direito fundamental a defender num Estado de Direito".
Costumo dizer que sou liberal porque acredito na direito à propriedade. E este é "o" direito que torna possível a civilização e o convívio pacífico entre indivíduos com diferentes objectivos, valores, filosofias, que exercem cada um o seu livre arbítrio, é a este direito e não ao "Estado de Direito" ou à "Democracia" que devemos o nosso progresso civilizacional.
Espero que ainda possa vir a escrever sobre o que talvez seja, o nosso único direito - uma vez que a propriedade sobre o nosso livre arbitrío também pode ser encarado como uma consequência desse direito.
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Pessoalmente, fiquei curioso quanto à vontade não realizada de "...nomeadamente uma sobre os fundamentos etológicos da propriedade, que podem contribuir para uma compreensão cabal do que nos parece ser o mais importante direito fundamental a defender num Estado de Direito".
Costumo dizer que sou liberal porque acredito na direito à propriedade. E este é "o" direito que torna possível a civilização e o convívio pacífico entre indivíduos com diferentes objectivos, valores, filosofias, que exercem cada um o seu livre arbítrio, é a este direito e não ao "Estado de Direito" ou à "Democracia" que devemos o nosso progresso civilizacional.
Espero que ainda possa vir a escrever sobre o que talvez seja, o nosso único direito - uma vez que a propriedade sobre o nosso livre arbitrío também pode ser encarado como uma consequência desse direito.
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Trágico e cómico
"Hilarious, Tragic, True", Posted by Christopher Manion at 06:33 PM
"As the neocon designs for a secular, decadent Iraqi government collapse, Iraq’s most important cleric insists that the new “democracy" be based on (horrors!) – direct elections!
The American missionaries of neocon democracy are shocked, SHOCKED! that the future Iraqi government might be governed by (shudder!) – the majority!"
Isto segundo o NYT:
"The nation's most powerful cleric, Grand Ayatollah Ali Sistani, made public today his opposition to a new American plan for indirect elections of an Iraqi government, dealing a possibly fatal blow to the United States initiative to turn power over more quickly to Iraqis."
Nota: pois, quem são de facto a maioria? Os Shiitas. Se a maioria quiser um estado proto-teocrático pro-Irão (ainda que não seja uma fatalidade porque os shiitas iraquianos são árabes e não persas como no Irão), o que vamos fazer, sorry, o que vai Bush e Blair fazer? Já sei, qualquer coisa como "como é bonito alguém poder escrever num país livre, onde as pessoas são obigadas a pagar impostos, para nós podermos levar a democracia a toda existência na terra and beyond"
Reflexões para os democratas jacobinos: "Woodrow W. Bush: Been There, Done That"
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"As the neocon designs for a secular, decadent Iraqi government collapse, Iraq’s most important cleric insists that the new “democracy" be based on (horrors!) – direct elections!
The American missionaries of neocon democracy are shocked, SHOCKED! that the future Iraqi government might be governed by (shudder!) – the majority!"
Isto segundo o NYT:
"The nation's most powerful cleric, Grand Ayatollah Ali Sistani, made public today his opposition to a new American plan for indirect elections of an Iraqi government, dealing a possibly fatal blow to the United States initiative to turn power over more quickly to Iraqis."
Nota: pois, quem são de facto a maioria? Os Shiitas. Se a maioria quiser um estado proto-teocrático pro-Irão (ainda que não seja uma fatalidade porque os shiitas iraquianos são árabes e não persas como no Irão), o que vamos fazer, sorry, o que vai Bush e Blair fazer? Já sei, qualquer coisa como "como é bonito alguém poder escrever num país livre, onde as pessoas são obigadas a pagar impostos, para nós podermos levar a democracia a toda existência na terra and beyond"
Reflexões para os democratas jacobinos: "Woodrow W. Bush: Been There, Done That"
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2003/11/26
Extra, Extra: Ouro passa os 400 USD! Neste mesmo instante.
Ver em www.kitco.com
A batalha "true money" versus Bancos Centrais continua. O BdP terá vendido quase 20% das nossas reservas no final do ano passado e inicio deste ano, bem mais abaixo.
Assista aos próximos capítulos.
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A batalha "true money" versus Bancos Centrais continua. O BdP terá vendido quase 20% das nossas reservas no final do ano passado e inicio deste ano, bem mais abaixo.
Assista aos próximos capítulos.
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Ann Coulter Doll: o seu presente de natal
Push the button on the figure, and you'll hear such "Coulterisms" as:
"Liberals can't just come out and say they want to take more of our money, kill babies, and discriminate on the basis of race."
"At least when right-wingers rant, there's a point."
"Swing voters are more appropriately known as the 'idiot voters' because they have no set of philosophical principles. By the age of fourteen, you're either a Conservative or a Liberal if you have an IQ above a toaster."
"Why not go to war just for oil? We need oil. What do Hollywood celebrities imagine fuels their private jets? How do they think their cocaine is delivered to them?"
"Liberals hate America, they hate flag-wavers, they hate abortion opponents, they hate all religions except Islam, post 9/11. Even Islamic terrorists don't hate America like Liberals do. They don't have the energy. If they had that much energy, they'd have indoor plumbing by now."
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"Liberals can't just come out and say they want to take more of our money, kill babies, and discriminate on the basis of race."
"At least when right-wingers rant, there's a point."
"Swing voters are more appropriately known as the 'idiot voters' because they have no set of philosophical principles. By the age of fourteen, you're either a Conservative or a Liberal if you have an IQ above a toaster."
"Why not go to war just for oil? We need oil. What do Hollywood celebrities imagine fuels their private jets? How do they think their cocaine is delivered to them?"
"Liberals hate America, they hate flag-wavers, they hate abortion opponents, they hate all religions except Islam, post 9/11. Even Islamic terrorists don't hate America like Liberals do. They don't have the energy. If they had that much energy, they'd have indoor plumbing by now."
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E mais sobre Roosevelt , Yalta e os Soviéticos
Como disse alguém, a Guerra Fria começou em 1919, com o poder soviéticos instituído e a velha Europa monárquica destruída, substituída pela luta entre o comunismo e o fascismo (as grandes conquistas das repúblicas).
Roosevelt que com o New Deal, ultrapassa a constituição e eleva o poder do Estado Federal ao ponto de impor a social-democracia, é um dos grandes actores da confirmação do poder comunista no pós guerra. Um dos seus grandes conselheiros foi Harry Hopkins, que ainda hoje é referenciado nos melhores termos, para além do próprio Roosevelt, claro.
"Al Hunt, a liberal columnist for The Wall Street Journal, recently committed the outrage of the century in his final column for 1999. In that column, Hunt listed his choices of the 20th century's best American government officials and included Harry L. Hopkins, President Franklin D. Roosevelt’s closest adviser, as one of the best presidential aides of the century."
Mas o problema é que sabendo que terá sido:
"...Hopkins persuaded the ailing Roosevelt to go to Yalta, where the fate of Poland and other countries under Soviet occupation was sealed. Hopkins said the Russians had been "reasonable and farseeing." Robert Sherwood, a Roosevelt speechwriter, called Yalta "a monstrous fraud." Hopkins had been instrumental in our supplying, with no conditions, the arms that enabled Stalin to defeat the Germans. He helped seal their control of Eastern Europe, and he is suspected of having authorized shipments of uranium that helped them develop their A-bomb. "
Hoje sabe-se que Harry Hopkins era um espião soviético, existindo registos de que:
In his 1990 book "KGB: The Inside Story," Oleg Gordievsky, a high-level KGB defector, reported damning information about Hopkins he heard from Iskhak Akhmerov, an undercover spymaster who controlled the KGB’s "illegal" agents in the U.S. during World War II. He said that Akhmerov had described Harry Hopkins as "the most important of all Soviet wartime agents in the United States." He said that other KGB officers in the directorate in charge of illegals and the U.S. experts in the KGB’s code section, "all agreed that Hopkins had been an agent of major significance."
Ler em Harry Hopkins: Traitor, Not Hero e fazer um busca no google com "Harry Hopkins Soviet agent KGB".
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Roosevelt que com o New Deal, ultrapassa a constituição e eleva o poder do Estado Federal ao ponto de impor a social-democracia, é um dos grandes actores da confirmação do poder comunista no pós guerra. Um dos seus grandes conselheiros foi Harry Hopkins, que ainda hoje é referenciado nos melhores termos, para além do próprio Roosevelt, claro.
"Al Hunt, a liberal columnist for The Wall Street Journal, recently committed the outrage of the century in his final column for 1999. In that column, Hunt listed his choices of the 20th century's best American government officials and included Harry L. Hopkins, President Franklin D. Roosevelt’s closest adviser, as one of the best presidential aides of the century."
Mas o problema é que sabendo que terá sido:
"...Hopkins persuaded the ailing Roosevelt to go to Yalta, where the fate of Poland and other countries under Soviet occupation was sealed. Hopkins said the Russians had been "reasonable and farseeing." Robert Sherwood, a Roosevelt speechwriter, called Yalta "a monstrous fraud." Hopkins had been instrumental in our supplying, with no conditions, the arms that enabled Stalin to defeat the Germans. He helped seal their control of Eastern Europe, and he is suspected of having authorized shipments of uranium that helped them develop their A-bomb. "
Hoje sabe-se que Harry Hopkins era um espião soviético, existindo registos de que:
In his 1990 book "KGB: The Inside Story," Oleg Gordievsky, a high-level KGB defector, reported damning information about Hopkins he heard from Iskhak Akhmerov, an undercover spymaster who controlled the KGB’s "illegal" agents in the U.S. during World War II. He said that Akhmerov had described Harry Hopkins as "the most important of all Soviet wartime agents in the United States." He said that other KGB officers in the directorate in charge of illegals and the U.S. experts in the KGB’s code section, "all agreed that Hopkins had been an agent of major significance."
Ler em Harry Hopkins: Traitor, Not Hero e fazer um busca no google com "Harry Hopkins Soviet agent KGB".
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Socialista e Libertário
Luis Nazaré da Causa Nossa confessa-se "socialista, ateu, benfiquista, liberal e libertário" - aqui.
Na minha humilde ignorância, pergunto a quem me queira esclarecer: é possível ser-se simultaneamente socialista e libertário ?
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Na minha humilde ignorância, pergunto a quem me queira esclarecer: é possível ser-se simultaneamente socialista e libertário ?
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Re: Em defesa de Manuela Ferreira Leite
Concordo com AAA que, dentro da conjuntura, a política de Manuela Ferreira Leite é o menos mau que podemos ter. Também gostei das declarações do PM Durão Barroso, que disse que, com ou sem Pacto de Estabilidade, o rigor orçamental é um objectivo próprio do governo português.
Contraste-se isto com a opinião demagógica de Mário Soares hoje publicada, segundo a qual o voto português contra as sanções da Comissão ao eixo despesista franco-alemão evidenciam o despropósito da actuais opções financeiras do governo português. É verdade que eu não compreendo o voto de Portugal a favor dos governos francês e alemão (alguma "razão de Estado" que não atinjo, provavelmente...), mas é preciso ser-se completamente ignorante em matéria económica para se pensar que o orçamento poderia voltar ao estado em que o actual governo o encontrou (aliás, o próprio Soares sempre reconheceu a sua proverbial ignorância económica, facto que se tornou ainda mais preocupante quando o próprio veio dizer que as "explicações" televisivas da luminária Perez Metelo o tinham ajudado a perceber a mecânica da economia!).
Quanto ao futuro do Pacto de Estabilidade e do euro, o que está a acontecer é muito preocupante, mas absolutamente previsível. Tudo começou quando os Franceses, ainda antes da união monetária, já ousavam falar na necessidade de critérios "democráticos" que temperassem as directivas do B.C.E.; depois, há cerca de um ano, foi Prodi que disse que o Pacto era estúpido e que era necessário flexibilizá-lo. O que virá a seguir não pode surpreender ninguém que conheça a história dos bancos centrais... Porque conhecia bem essa história, em 1989 o Dr. Pedro Arroja, talvez a única voz que entre nós se ergueu com saber e critério contra a ideia da união monetária europeia, previu o que está a acontecer (e previu desfechos ainda mais preocupantes...); talvez seja a altura de o reler.
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Contraste-se isto com a opinião demagógica de Mário Soares hoje publicada, segundo a qual o voto português contra as sanções da Comissão ao eixo despesista franco-alemão evidenciam o despropósito da actuais opções financeiras do governo português. É verdade que eu não compreendo o voto de Portugal a favor dos governos francês e alemão (alguma "razão de Estado" que não atinjo, provavelmente...), mas é preciso ser-se completamente ignorante em matéria económica para se pensar que o orçamento poderia voltar ao estado em que o actual governo o encontrou (aliás, o próprio Soares sempre reconheceu a sua proverbial ignorância económica, facto que se tornou ainda mais preocupante quando o próprio veio dizer que as "explicações" televisivas da luminária Perez Metelo o tinham ajudado a perceber a mecânica da economia!).
Quanto ao futuro do Pacto de Estabilidade e do euro, o que está a acontecer é muito preocupante, mas absolutamente previsível. Tudo começou quando os Franceses, ainda antes da união monetária, já ousavam falar na necessidade de critérios "democráticos" que temperassem as directivas do B.C.E.; depois, há cerca de um ano, foi Prodi que disse que o Pacto era estúpido e que era necessário flexibilizá-lo. O que virá a seguir não pode surpreender ninguém que conheça a história dos bancos centrais... Porque conhecia bem essa história, em 1989 o Dr. Pedro Arroja, talvez a única voz que entre nós se ergueu com saber e critério contra a ideia da união monetária europeia, previu o que está a acontecer (e previu desfechos ainda mais preocupantes...); talvez seja a altura de o reler.
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Ainda o défice
Direito à greve?
"The issue is whether the employer has the right to hire replacement workers and continue in production"
No ibergus, que referencia a Causa Liberal:
In The Union Problem, Rothbard writes:
"Pro-union apologists often insist that workers have a "right to strike." No one denies that. Few people--except for panicky instances where, for example, President Truman threatened to draft striking steel workers into the army and force them back into the factories--advocate forced labor. Everyone surely has the right to quit. But that's not the issue. The issue is whether the employer has the right to hire replacement workers and continue in production.
(...)
In addition to their habitual use of violence, the entire theory of labor unions is deeply flawed. Their view is that the worker somehow "owns" his job, and that therefore it should be illegal for an employer to bid permanent farewell to striking workers. The "ownership of jobs" is of course a clear violation of the property right of the employer to fire or not hire anyone he wants. No one has a "right to a job" in the future; one only has the right to be paid for work contracted and already performed. No one should have the "right" to have his hand in the pocket of his employer forever; that is not a "right" but a systematic theft of other people's property."
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No ibergus, que referencia a Causa Liberal:
In The Union Problem, Rothbard writes:
"Pro-union apologists often insist that workers have a "right to strike." No one denies that. Few people--except for panicky instances where, for example, President Truman threatened to draft striking steel workers into the army and force them back into the factories--advocate forced labor. Everyone surely has the right to quit. But that's not the issue. The issue is whether the employer has the right to hire replacement workers and continue in production.
(...)
In addition to their habitual use of violence, the entire theory of labor unions is deeply flawed. Their view is that the worker somehow "owns" his job, and that therefore it should be illegal for an employer to bid permanent farewell to striking workers. The "ownership of jobs" is of course a clear violation of the property right of the employer to fire or not hire anyone he wants. No one has a "right to a job" in the future; one only has the right to be paid for work contracted and already performed. No one should have the "right" to have his hand in the pocket of his employer forever; that is not a "right" but a systematic theft of other people's property."
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Défice ou rigor?
Ainda sobre o défice e actuação de Manuela Ferreira Leite recomenda-se a leitura deste post de LR no Mata-Mouros.
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2003/11/25
Em defesa de Manuela Ferreira Leite
Já se percebeu que a Ministra das Finanças não goza de grande popularidade junto do Mata-Mouros. Veja-se por exemplo este post.
O problema é que Manuela Ferreira Leite tem pecado, não por "obsessão" excessiva com o défice, mas por não estar a seguir uma política orçamental suficientemente rigorosa. Era preciso estancar a despesa pública e Manuela Ferreira Leite apenas tem conseguido desacelerar o seu ritmo de crescimento. Não pode, no entanto, ser considerada a principal responsável por essa prestação insuficiente quando todos (ou quase todos), à esquerda e à direita, clamam por mais despesa invocando os mais básicos e desacreditados (mas tragicamente populares) receituários pseudo-keynesianos.
CAA que me desculpe, mas Ferreira Leite não "asfixiou" o país ao tentar desacelerar o ritmo de crescimento da despesa pública conter o défice. A única asfixia pela qual Ferreira Leite é co-responsável é a de não cortar a despesa pública tanto quanto seria desejável e necessário. Recorde-se no entanto que a génese do problema vem de trás e, em particular, dos excessos cometidos, em período de conjuntura macroeconómica muito favorável, pelos governos de Guterres.
Ferreira Leite não fez "retrair" as capacidades económicas do país ao tentar conter o défice. O que retrai as capacidades económicas do país é o excessivo peso da despesa públiuca e não as tentativas de o conter.
Face à generalidade das críticas internas de que tem sido alvo, face à irresponsabilidade franco-alemã e face ao fascínio que as falácias pseudo-keynesianas continuam a exercer nos nossos políticos, jornalistas e economistas, sou forçado a concluir que a política de Manuela Ferreira Leite, no contexto português, tem sido claramente melhor (ou menos má) do que a generalidade das alternativas propostas seria.
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O problema é que Manuela Ferreira Leite tem pecado, não por "obsessão" excessiva com o défice, mas por não estar a seguir uma política orçamental suficientemente rigorosa. Era preciso estancar a despesa pública e Manuela Ferreira Leite apenas tem conseguido desacelerar o seu ritmo de crescimento. Não pode, no entanto, ser considerada a principal responsável por essa prestação insuficiente quando todos (ou quase todos), à esquerda e à direita, clamam por mais despesa invocando os mais básicos e desacreditados (mas tragicamente populares) receituários pseudo-keynesianos.
CAA que me desculpe, mas Ferreira Leite não "asfixiou" o país ao tentar desacelerar o ritmo de crescimento da despesa pública conter o défice. A única asfixia pela qual Ferreira Leite é co-responsável é a de não cortar a despesa pública tanto quanto seria desejável e necessário. Recorde-se no entanto que a génese do problema vem de trás e, em particular, dos excessos cometidos, em período de conjuntura macroeconómica muito favorável, pelos governos de Guterres.
Ferreira Leite não fez "retrair" as capacidades económicas do país ao tentar conter o défice. O que retrai as capacidades económicas do país é o excessivo peso da despesa públiuca e não as tentativas de o conter.
Face à generalidade das críticas internas de que tem sido alvo, face à irresponsabilidade franco-alemã e face ao fascínio que as falácias pseudo-keynesianas continuam a exercer nos nossos políticos, jornalistas e economistas, sou forçado a concluir que a política de Manuela Ferreira Leite, no contexto português, tem sido claramente melhor (ou menos má) do que a generalidade das alternativas propostas seria.
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Queijo Limiano social-democrata
Interessante o debate entre o "nosso" CAA, do Mata-Mouros e a Grande Loja do Queijo Limiano (parabéns pela feliz escolha do nome).
O último post da Grande Loja merece alguns comentários:
1- A maioria dos liberais deseja também um Estado forte, mas estritamente limitado. As duas características não são, ao contrário do que se costuma fazer crer, contraditórias podendo até a segunda ser condição necessària à primeira.
2- A melhor forma de o Estado combater monopólios e oligopólios é não os criar. Se duvida de mim, analise os monopólios e oligopólios existentes e verifique em quantos dos casos não foram fomentados ou criados por intervenção governamental abusiva nos mercados...
3- Quanto à questão de ser "revolucionário" e liberal, acho que a prudência é uma virtude mas também concordo com Goldwater quando, face a críticas do mesmo teor, afirmou:
Extremism in defence of liberty is no vice; moderation in pursuit of justice is no virtue.
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O último post da Grande Loja merece alguns comentários:
1- A maioria dos liberais deseja também um Estado forte, mas estritamente limitado. As duas características não são, ao contrário do que se costuma fazer crer, contraditórias podendo até a segunda ser condição necessària à primeira.
2- A melhor forma de o Estado combater monopólios e oligopólios é não os criar. Se duvida de mim, analise os monopólios e oligopólios existentes e verifique em quantos dos casos não foram fomentados ou criados por intervenção governamental abusiva nos mercados...
3- Quanto à questão de ser "revolucionário" e liberal, acho que a prudência é uma virtude mas também concordo com Goldwater quando, face a críticas do mesmo teor, afirmou:
Extremism in defence of liberty is no vice; moderation in pursuit of justice is no virtue.
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Ibergus
Más notícias para o Euro
Ministros confirmam «perdão» à França e Alemanha
Confirmam-se assim os piores receios de todos aqueles que têm noção das condições necessárias ao funcionamento saudável de uma zona monetária única com políticas orçamentais e fiscais diferenciadas. Contrariando o equilíbrio delicado que levou à (relativa) contenção da inflação nos anos 90, os últimos desenvolvimentos demonstram que o perigo de uma ruptura monetária (e, necessariamente, económica) na zona Euro volta a estar na ordem do dia.
Esta irresponsabilidade fiscal exige uma política monetária francamente menos expansionista a qual, por sua vez, poderá gerar pressões insustentáveis sobre a autoridade monetária.
Importa estar atento à conduta do BCE nos próximos tempos...
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Fazendo letra morta das propostas da Comissão Europeia, os ministros das Finanças da Zona Euro decidiram avançar com um plano de recuperação para a Alemanha e França, e que determina que os dois países, que em 2004 teriam, pelo terceiro ano consecutivo, um défice das contas públicas superior a 3 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), o limite imposto pelo PEC, não fiquem sujeitos ao «procedimento de défice excessivo», cujo próximo passo era a aplicação de sanções.
Confirmam-se assim os piores receios de todos aqueles que têm noção das condições necessárias ao funcionamento saudável de uma zona monetária única com políticas orçamentais e fiscais diferenciadas. Contrariando o equilíbrio delicado que levou à (relativa) contenção da inflação nos anos 90, os últimos desenvolvimentos demonstram que o perigo de uma ruptura monetária (e, necessariamente, económica) na zona Euro volta a estar na ordem do dia.
Esta irresponsabilidade fiscal exige uma política monetária francamente menos expansionista a qual, por sua vez, poderá gerar pressões insustentáveis sobre a autoridade monetária.
Importa estar atento à conduta do BCE nos próximos tempos...
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Défice e tapetes
O Generalidades e Culatras resume bem a questão fundamental do tratamento do défice:
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Sempre que se esconde o lixo debaixo do tapete ele pode desaparecer da vista, mas por um lado as baratas começam a aparecer e por outro o lixo não diminui, pelo contrário aumenta, e vai continuar a aumentar até um ponto em que o próprio lixo engolirá o tapete e nessa altura é que se vai ver o mal do que se fez entretanto …
Deixem de se armarem em Guterres e enfrentem os problemas de frente … NÃO!!! O Problema não é a recolha de impostos, o problema é o descontrolo da despesa pública …
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Re: 25 de Novembro e a consolidação da Democracia
Para reflexão, uma frase de Orwell (referida por O'Brien em 1984):
"One does not establish a dictatorship in order to safeguard a revolution; one makes the revolution in order to establish the dictatorship."
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"One does not establish a dictatorship in order to safeguard a revolution; one makes the revolution in order to establish the dictatorship."
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25 de Novembro e a consolidação da Democracia
Já tinha dado uma vista de olhos por alguns jornais diários, mas foi preciso uma visita ao Dicionário do Diabo para alguém me lembrar que hoje a "liberdade faz anos".
Concordo com o Pedro Mexia que não devemos esquecer a importancia esta data. No entanto, devo salientar que ele não foi totalmente rigoroso num ponto: não é em 1976 que Portugal se torna, enfim, uma Democracia. Para sermos rigorosos temos que reconhecer que a Democracia só existe em Portugal, na realidade, a partir de 1982, com a extinção do Conselho da Revolução.
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Concordo com o Pedro Mexia que não devemos esquecer a importancia esta data. No entanto, devo salientar que ele não foi totalmente rigoroso num ponto: não é em 1976 que Portugal se torna, enfim, uma Democracia. Para sermos rigorosos temos que reconhecer que a Democracia só existe em Portugal, na realidade, a partir de 1982, com a extinção do Conselho da Revolução.
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Re: Mystic River
A fé na arrogância
Daniel Oliveira não quer uma referência à herança cristã na proposta de "constituição" europeia. Pela minha parte, dispensava a "constituição" europeia, com ou sem a referência ao cristianismo, mas associar o reconhecimento da profunda e imprescindível herança cristã da Europa a um hipotético desejo de menosprezar as minorias religiosas apenas serve para demosntrar o jacobinismo de grande parte da esquerda.
Fiquei também na dúvida se terá ou não havido invasores árabes na Península Ibérica. É provável que não e que, por maioria de razão, também não tenha existido a reconquista cristã, tendo apenas existido um saudável intercâmbio cultural...
Até onde irá a loucura e a insensatez do politicamente correcto?
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Fiquei também na dúvida se terá ou não havido invasores árabes na Península Ibérica. É provável que não e que, por maioria de razão, também não tenha existido a reconquista cristã, tendo apenas existido um saudável intercâmbio cultural...
Até onde irá a loucura e a insensatez do politicamente correcto?
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Luta de grupos de interesse
Com alguns pontos significativos de contacto com o artigo do Professor Moreira já aqui comentado, o Professor João César das Neves chama aqui a atenção para a verdadeira luta de classes, que mais não é do que o conflito entre os grupos de interesse que vivem à custa do Orçamento e a generalidade dos contribuintes que são obrigados a financiá-los:
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Temos diante dos olhos um paradoxo surpreendente. Estamos em crise e isso naturalmente gera protestos e lamentos. Mas quem reclama não são os pobres, os necessitados, os vencidos da tradicional luta de classes. São antes os transportes, estudantes, hospitais e os mais variados grupos de interesse. Porquê? É que hoje o conflito clássico desapareceu. A verdadeira luta é um combate entre os que se julgam com direito ao dinheiro dos outros e os outros.
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Mystic River
Depois de ver o filme, fiquei com a impressão de ser, efectivamente, o melhor de Clint Eastwood desde Unforgiven, e isso quer dizer muito...
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Picuinhices recomendadas
Re: "Mais sentido de Estado, menos governo"
MAF faz uma oportuna referência ao excelente artigo do Professor José Manuel Moreira no Jornal de Negócios e assinala que a parte final do mesmo "assustará" alguns liberais.
À excepção dos anarco-capitalistas, não vejo razão para os restantes liberais se "asustarem", uma vez que é uma realidade bem conhecida que a expansão injustificada da intervenção governamental a um cada vez maior número de áreas económicas e sociais não só gera graves ineficiências nessas áreas como conduz a que o Estado progressivamente negligencie o cumprimento das funções que justificam a sua existência.
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À excepção dos anarco-capitalistas, não vejo razão para os restantes liberais se "asustarem", uma vez que é uma realidade bem conhecida que a expansão injustificada da intervenção governamental a um cada vez maior número de áreas económicas e sociais não só gera graves ineficiências nessas áreas como conduz a que o Estado progressivamente negligencie o cumprimento das funções que justificam a sua existência.
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Re: Artigo do Prof. Mário Pinto no Público
O artigo do Prof. Mário Pinto é, de facto, interessante. Infelizmente, parece-me que o necessário pacto do "arco constitucional" será muito difícil de conceber sem cair em compromissos situacionistas...
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2003/11/24
Artigo do Prof. Mário Pinto no Público
É hoje publicado no Público um artigo do Professor Mário Pinto, intitulado "A tempo e a contratempo", que fala da crise nacional e que deve ser lido - aqui.
O professor queixa-se que "os think-thanks simplesmente não existem". Será que ele conhece a Causa Liberal ?
:)
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O professor queixa-se que "os think-thanks simplesmente não existem". Será que ele conhece a Causa Liberal ?
:)
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"Mais sentido de Estado, menos governo"
O Professor José Manuel Moreira assina hoje um artigo de opinião no Jornal de Negócios, também disponível aqui.
O artigo é muito bom, e deve ser lido na sua totalidade. Transcrevo para aqui algumas partes:
"Seria interessante investigar de que modo, a economia de interesses corporativos tem vindo a minar a saúde do Estado e da economia de mercado".
(...)
"Descobrir qual a percentagem das despesas do governo que consiste simplesmente em transferir rendimento dos politicamente desfavorecidos para os politicamente favorecidos é outra linha de investigação. Esta mais para académicos preocupados com o bom uso dos impostos que alguns pagam. Qual a percentagem da despesa que vai para indivíduos de baixo rendimento e qual a que vai para membros dos grupos que estão politicamente mais bem organizados? As movimentações no sector da saúde e da educação são um bom barómetro da (in)consciência de que dão mostras todos quantos se sentem acossados pela perda de privilégios garantidos pelo orçamento".
(...)
"É tempo de apostar na riqueza do jogo limpo em vez de se lutar só por resultados, e de perceber que a melhor forma de garantir uma Sociedade de Bem-estar é sujeitar o Estado de Bem-estar à prestação de contas, a uma permanente avaliação da sua necessidade".
(...)
"É tempo de comparar as imperfeições das soluções do mercado com as imperfeições das soluções do Governo, de modo a perceber quanto estas estão dependentes de uma burocracia que tem fracos incentivos para servir os consumidores, por isso tende a ser ineficiente."
O mais surpreendente é que o Professor Moreira acaba com uma frase que assustará decerto alguns liberais:
"Precisamos de mais sentido de Estado e de uma Administração Pública legitimada pela isenção e imparcialidade. De mais Estado e de menos Governo. O Estado quase desapareceu. O que temos tido é uma história cheia de muito (des)governo."
Mas uma leitura do artigo inteiro mostra bem que o que o professor defende não é nada parecido com mais Estado. Muito pelo contrário.
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O artigo é muito bom, e deve ser lido na sua totalidade. Transcrevo para aqui algumas partes:
"Seria interessante investigar de que modo, a economia de interesses corporativos tem vindo a minar a saúde do Estado e da economia de mercado".
(...)
"Descobrir qual a percentagem das despesas do governo que consiste simplesmente em transferir rendimento dos politicamente desfavorecidos para os politicamente favorecidos é outra linha de investigação. Esta mais para académicos preocupados com o bom uso dos impostos que alguns pagam. Qual a percentagem da despesa que vai para indivíduos de baixo rendimento e qual a que vai para membros dos grupos que estão politicamente mais bem organizados? As movimentações no sector da saúde e da educação são um bom barómetro da (in)consciência de que dão mostras todos quantos se sentem acossados pela perda de privilégios garantidos pelo orçamento".
(...)
"É tempo de apostar na riqueza do jogo limpo em vez de se lutar só por resultados, e de perceber que a melhor forma de garantir uma Sociedade de Bem-estar é sujeitar o Estado de Bem-estar à prestação de contas, a uma permanente avaliação da sua necessidade".
(...)
"É tempo de comparar as imperfeições das soluções do mercado com as imperfeições das soluções do Governo, de modo a perceber quanto estas estão dependentes de uma burocracia que tem fracos incentivos para servir os consumidores, por isso tende a ser ineficiente."
O mais surpreendente é que o Professor Moreira acaba com uma frase que assustará decerto alguns liberais:
"Precisamos de mais sentido de Estado e de uma Administração Pública legitimada pela isenção e imparcialidade. De mais Estado e de menos Governo. O Estado quase desapareceu. O que temos tido é uma história cheia de muito (des)governo."
Mas uma leitura do artigo inteiro mostra bem que o que o professor defende não é nada parecido com mais Estado. Muito pelo contrário.
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2003/11/23
Dívida Pública, Pacto de Estabilidade e Euro (2)
Uma análise da racionalidade das restrições impostas pelo Pacto de Estabilidade e Crescimento à política orçamental dos Estados da zona euro pode ser lida aqui.
Alguns euro-cépticos que advogam o incumprimento dos limites voluntariamente estabelecidos para os défices orçamentais parecem ignorar o facto de que o caos monetário resultante da abolição do Pacto de Estabilidade e Crescimento poderá constituir um excelente argumento para os euro-entusiastas defenderem uma maior centralização das políticas orçamentais e fiscais.
Ironias...
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Alguns euro-cépticos que advogam o incumprimento dos limites voluntariamente estabelecidos para os défices orçamentais parecem ignorar o facto de que o caos monetário resultante da abolição do Pacto de Estabilidade e Crescimento poderá constituir um excelente argumento para os euro-entusiastas defenderem uma maior centralização das políticas orçamentais e fiscais.
Ironias...
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Dívida Pública, Pacto de Estabilidade e Euro (1)
CN escreveu aqui sobre a questão da dívida pública e o seu impacto no euro:
De facto, não havendo respeito estrito pelos limites estabelecidos para os défices públicos, a moeda única tornar-se-à insustentável.
Os efeitos inevitáveis da irresponsabilidade fiscal numa zona monetária comum deveriam ser tidos em conta por todos quantos, da esquerda à direita, exijem o "relaxamento" do Pacto de Estabilidade e Crescimento ou apelam a que Portugal simplesmente o desrespeite.
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Tudo bem enquanto funcionar. Quando não funcionar, um determinado país só tem a beneficiar enquanto emite muita dívida pública suportada pela emissão de Euros enquanto os outros se portam bem.
De facto, não havendo respeito estrito pelos limites estabelecidos para os défices públicos, a moeda única tornar-se-à insustentável.
Os efeitos inevitáveis da irresponsabilidade fiscal numa zona monetária comum deveriam ser tidos em conta por todos quantos, da esquerda à direita, exijem o "relaxamento" do Pacto de Estabilidade e Crescimento ou apelam a que Portugal simplesmente o desrespeite.
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Descontrolo orçamental nos E.U.A.
Government Outgrows Cap Set by President: Discretionary Spending Up 12.5% in Fiscal '03
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Confounding President Bush's pledges to rein in government growth, federal discretionary spending expanded by 12.5 percent in the fiscal year that ended Sept. 30, capping a two-year bulge that saw the government grow by more than 27 percent, according to preliminary spending figures from congressional budget panels.
The sudden rise in spending subject to Congress's annual discretion stands in marked contrast to the 1990s, when such discretionary spending rose an average of 2.4 percent a year. Not since 1980 and 1981 has federal spending risen at a similar clip. Before those two years, spending increases of this magnitude occurred at the height of the Vietnam War, 1966 to 1968.
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2003/11/21
As últimas sobre David Frum
Sobre o canadiano neocon pró-aborto que chama "unpatriotic" a americanos (desde sempre) conservadores pela "republic, not an empire":
"My sources at National Review – oh yes, we have our spies! – tell me that David Frum, chief enforcer of neocon orthodoxy, is on his way out as an editor of the magazine. Commissar Frum's overwrought excoriation of antiwar conservatives and libertarians – including Robert Novak, Pat Buchanan, Chronicles editor Tom Fleming, and Lew Rockwell, as well as myself – did not go over well with many on the Right, even among those who supported the war. If he, in turn, is being purged – due, no doubt, to some intra-neocon dispute – one can only note, with a certain amount of unconcealed satisfaction, that he who lives by the purge shall perish by the purge."
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"My sources at National Review – oh yes, we have our spies! – tell me that David Frum, chief enforcer of neocon orthodoxy, is on his way out as an editor of the magazine. Commissar Frum's overwrought excoriation of antiwar conservatives and libertarians – including Robert Novak, Pat Buchanan, Chronicles editor Tom Fleming, and Lew Rockwell, as well as myself – did not go over well with many on the Right, even among those who supported the war. If he, in turn, is being purged – due, no doubt, to some intra-neocon dispute – one can only note, with a certain amount of unconcealed satisfaction, that he who lives by the purge shall perish by the purge."
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Re: Estratégia Contraproducente?
Intermitente
"O seu objectivo ultimo é a implantação de estados teocráticos, anti-liberais e anti-modernos."
Pode ser ou pode não ser. A cultura do Islão reconhece a propriedade privada, a cultura do comércio é ancestral, é temente a Deus e pune exemplarmente os criminosos. Se não cabem nos nossos padrões, isso não deve constituir motivo para irmos para lá. Se têm problemas e as mulheres não são livres (eles dizem que no Ocidente são livres para a pornografia, aborto e prostituição), ou têm tiranos ou monarquias e principados absolutos, devem ser os próprios a resolver os seus próprios problemas.
"Qualquer ser humano é um alvo potencial ou no mínimo uma baixa colateral cuja importância é infima perante um plano maior.
Qualquer desvio às suas crenças é uma heresia punível com a morte."
È bem verdade. Mas podemos nós olhar para nós mesmos? O desejo de fazer da democracia e levar os "nossos valores" aos outros, algo a ser imposto já e agora, à custa de milhares de vidas - baixas colaterais - bem mais do que o somatório de todos os atentados, não é exactamente o mesmo?
E a isso devemos juntar, as "unintended consequences" das acções tomadas, como por exemplo, o terrorismo antes inexistente no Iraque, a oportunidade de um campo de batalha e uma causa (a luta contra a ocupação) que pode atrair até moderados, etc.
Não, não chega ter boas intenções e a certeza (eu prefiro ter dúvidas) de que somos portadores da "boa nova", do "fim da história".
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"O seu objectivo ultimo é a implantação de estados teocráticos, anti-liberais e anti-modernos."
Pode ser ou pode não ser. A cultura do Islão reconhece a propriedade privada, a cultura do comércio é ancestral, é temente a Deus e pune exemplarmente os criminosos. Se não cabem nos nossos padrões, isso não deve constituir motivo para irmos para lá. Se têm problemas e as mulheres não são livres (eles dizem que no Ocidente são livres para a pornografia, aborto e prostituição), ou têm tiranos ou monarquias e principados absolutos, devem ser os próprios a resolver os seus próprios problemas.
"Qualquer ser humano é um alvo potencial ou no mínimo uma baixa colateral cuja importância é infima perante um plano maior.
Qualquer desvio às suas crenças é uma heresia punível com a morte."
È bem verdade. Mas podemos nós olhar para nós mesmos? O desejo de fazer da democracia e levar os "nossos valores" aos outros, algo a ser imposto já e agora, à custa de milhares de vidas - baixas colaterais - bem mais do que o somatório de todos os atentados, não é exactamente o mesmo?
E a isso devemos juntar, as "unintended consequences" das acções tomadas, como por exemplo, o terrorismo antes inexistente no Iraque, a oportunidade de um campo de batalha e uma causa (a luta contra a ocupação) que pode atrair até moderados, etc.
Não, não chega ter boas intenções e a certeza (eu prefiro ter dúvidas) de que somos portadores da "boa nova", do "fim da história".
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Re: AS JUNTAS DE FREGUESIA URBANAS
Uma análise do papel das JF no A Democracia Liberal
Quanto a mim, no necessário processo de descentralização, as JF devem assumir o papel de gestão do espaço imobiliário local.
Se as Câmaras Municipais, e a sua gestão, já fogem um pouco à lógica política, e aos poucos, assumem já o seu papel de realismo não ideológico politico, que começa, em minha opinião, já a mostrar os seus frutos, devem as JF assumir um carácter total de centros de boa gestão imobiliária.
Hoje assistimos já a empreendimentos de razoável dimensão, de condomínio fechado em terrenos extensos, onde essa gestão inclui o estabelecimentos de normas, de colectar receitas e fazer orçamentos, de cuidar da segurança, limpeza e boas regras de convívio. È isso, que deve ser atribuído às JF, na medida em que estas manifestem essa vontade.
Muitos gostam de falar de sistemas de "check and balances" nas democracias liberais. Ora a descentralização é um deles, e no caso das JF, estas deviam escapar à lógica política, como forma de equilibrar o sistema.
A minha proposta é que as JF possam assumir o carácter de prestador de serviços, legitimada por uma Assembleia de Proprietários, a que se atribuem votos proporcionais à sua quota, tal como nos condomínios, e onde é decida também a forma de arranjar receitas.
Assim, passe a JF a poder cuidar, contratar, da segurança, do bom estado da propriedade comum - ruas, estradas, espaços públicos, etc., para o qual as despesas são cobertas por taxas, mas também pela rentabilização do seu espaço - pelo estacionamento, por portagens (à boa maneira da Idade Média e das Cidades-Estado). Por exemplo, no litoral, as JF com este estatuto, devem poder gerir as praias e os seus acessos, tentando rentabilizar como entenderem, esse património.
Não é algo que deva ser imposto às CM e JF, mas deve, ser dada a possibilidade de, cumpridos determinados requisitos, incluindo o consenso alargado local (por referendo ou não), poderem as JF reivindicar esse estatuto.
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Quanto a mim, no necessário processo de descentralização, as JF devem assumir o papel de gestão do espaço imobiliário local.
Se as Câmaras Municipais, e a sua gestão, já fogem um pouco à lógica política, e aos poucos, assumem já o seu papel de realismo não ideológico politico, que começa, em minha opinião, já a mostrar os seus frutos, devem as JF assumir um carácter total de centros de boa gestão imobiliária.
Hoje assistimos já a empreendimentos de razoável dimensão, de condomínio fechado em terrenos extensos, onde essa gestão inclui o estabelecimentos de normas, de colectar receitas e fazer orçamentos, de cuidar da segurança, limpeza e boas regras de convívio. È isso, que deve ser atribuído às JF, na medida em que estas manifestem essa vontade.
Muitos gostam de falar de sistemas de "check and balances" nas democracias liberais. Ora a descentralização é um deles, e no caso das JF, estas deviam escapar à lógica política, como forma de equilibrar o sistema.
A minha proposta é que as JF possam assumir o carácter de prestador de serviços, legitimada por uma Assembleia de Proprietários, a que se atribuem votos proporcionais à sua quota, tal como nos condomínios, e onde é decida também a forma de arranjar receitas.
Assim, passe a JF a poder cuidar, contratar, da segurança, do bom estado da propriedade comum - ruas, estradas, espaços públicos, etc., para o qual as despesas são cobertas por taxas, mas também pela rentabilização do seu espaço - pelo estacionamento, por portagens (à boa maneira da Idade Média e das Cidades-Estado). Por exemplo, no litoral, as JF com este estatuto, devem poder gerir as praias e os seus acessos, tentando rentabilizar como entenderem, esse património.
Não é algo que deva ser imposto às CM e JF, mas deve, ser dada a possibilidade de, cumpridos determinados requisitos, incluindo o consenso alargado local (por referendo ou não), poderem as JF reivindicar esse estatuto.
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2003/11/20
Re: FDR Revisited, via Intermitente
Uma chamada de atenção a "Uma crítica ao New Deal de Roosvelt na NRO. " por Jim Powell is a senior fellow at the Cato Institute and the author of FDR's Folly.
Menos comum é a crítica pela forma como a sua "aliança" com Estaline sob o olhar condescendente de Churchill levou à vitória do comunismo na Europa e China. Neste último caso, ao fazer questão na provocação ao Japão (corte e bloqueio de fornecimento de petróleo) e em conseguir uma vitória total, incluindo a sua retirada da Manchúria, permitiu, tal como na Europa, ao avanço sem oposição séria do comunismo por aquelas bandas.
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Menos comum é a crítica pela forma como a sua "aliança" com Estaline sob o olhar condescendente de Churchill levou à vitória do comunismo na Europa e China. Neste último caso, ao fazer questão na provocação ao Japão (corte e bloqueio de fornecimento de petróleo) e em conseguir uma vitória total, incluindo a sua retirada da Manchúria, permitiu, tal como na Europa, ao avanço sem oposição séria do comunismo por aquelas bandas.
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Re: Dívida Pública
"Apesar do "Pacto de Estabilidade", o Governo continua a emitir dívida pública, através de um instituto chamado "de Gestão do Crédito Público" (em inglês, Portuguese Government Debt Agency...)"
A dívida pública é o que permite que existam deficits orçamentais recorrentes nos Estados modernos.
Como é que ela é tão fácil de colocar? Porque os Bancos Centrais financiam os Bancos na sua compra e eles mesmo são compradores.
Para todos os efeitos, os deficits têm como consequência o aumento contínuo da dívida pública, o que só é possível através do crescimento da massa monetária que resulta dos B.C. recorrerem à sua máquina de fotocópias de notas para adquirir parte dessa dívida pública.
A UE é o único exemplo em que o mesmo BC compra dívida pública de vários Estados-Nação, através da emissão (fotocópias) de novos Euros.
Tudo bem enquanto funcionar. Quando não funcionar, um determinado país só tem a beneficiar enquanto emite muita dívida pública suportada pela emissão de Euros enquanto os outros se portam bem. Resultado previsível a prazo?
Algures no futuro o BCE vai ter poderes para recusar (e até por boas razões) a compra de quantidades adicionais de dívida pública de um determinado Estado. Porque a alternativa é os outros países suportarem, através da partilha da mesma moeda, os custos - num efeito de socialização do mau comportamento.
Neste instante, o Castelo construído poderá ruir. Só mesmo o estrito cumprimento de deficits máximos por todas as partes poderá impedir tal evento, ou talvez apenas adiá-lo.
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A dívida pública é o que permite que existam deficits orçamentais recorrentes nos Estados modernos.
Como é que ela é tão fácil de colocar? Porque os Bancos Centrais financiam os Bancos na sua compra e eles mesmo são compradores.
Para todos os efeitos, os deficits têm como consequência o aumento contínuo da dívida pública, o que só é possível através do crescimento da massa monetária que resulta dos B.C. recorrerem à sua máquina de fotocópias de notas para adquirir parte dessa dívida pública.
A UE é o único exemplo em que o mesmo BC compra dívida pública de vários Estados-Nação, através da emissão (fotocópias) de novos Euros.
Tudo bem enquanto funcionar. Quando não funcionar, um determinado país só tem a beneficiar enquanto emite muita dívida pública suportada pela emissão de Euros enquanto os outros se portam bem. Resultado previsível a prazo?
Algures no futuro o BCE vai ter poderes para recusar (e até por boas razões) a compra de quantidades adicionais de dívida pública de um determinado Estado. Porque a alternativa é os outros países suportarem, através da partilha da mesma moeda, os custos - num efeito de socialização do mau comportamento.
Neste instante, o Castelo construído poderá ruir. Só mesmo o estrito cumprimento de deficits máximos por todas as partes poderá impedir tal evento, ou talvez apenas adiá-lo.
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Sobre a recuperação do Japão e Alemanha no pós-Guerra
Num artigo de John T. Kennedy intitulado "Stop Rebuilding Iraq" no "No Treason":
Following the Second World War, West Germany, Hong Kong, and Japan were in worse shape than Iraq is today. Unlike the recent war in Iraq, cities in these nations were nearly leveled. Indiscriminate bombing by the United States, Royal, and Soviet air forces left these nations in ruin. These nations had very little in the way of natural resources to sell to begin with, and the war devastated much of what had been built.
...
West Germany rebuilt itself in a similar fashion. Marshall Plan aid consisted of only a tiny percentage of German GDP. Also, the money that West Germany paid in reparations offset Marshall Plan aid. West Germany received military defense from the U.S. and England, but paid substantial fees for this service. The German Economic Miracle began with a radical program of privatization and deregulation, beginning in 1948. This ended the regulatory controls and elaborate tax system imposed by Hitler and his National Socialists.
Foreign aid had, at best, minimal influence on the West German revival. A free and nondemocratic Germany experienced a strong recovery. If there was anything wrong with the German approach, it is that it allowed for future extensions by the government into private markets.
PS: suspeito que, nos dias que correm, muitos nunca irão percerber como é possivel que "A free and nondemocratic Germany experienced a strong recovery".
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Following the Second World War, West Germany, Hong Kong, and Japan were in worse shape than Iraq is today. Unlike the recent war in Iraq, cities in these nations were nearly leveled. Indiscriminate bombing by the United States, Royal, and Soviet air forces left these nations in ruin. These nations had very little in the way of natural resources to sell to begin with, and the war devastated much of what had been built.
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West Germany rebuilt itself in a similar fashion. Marshall Plan aid consisted of only a tiny percentage of German GDP. Also, the money that West Germany paid in reparations offset Marshall Plan aid. West Germany received military defense from the U.S. and England, but paid substantial fees for this service. The German Economic Miracle began with a radical program of privatization and deregulation, beginning in 1948. This ended the regulatory controls and elaborate tax system imposed by Hitler and his National Socialists.
Foreign aid had, at best, minimal influence on the West German revival. A free and nondemocratic Germany experienced a strong recovery. If there was anything wrong with the German approach, it is that it allowed for future extensions by the government into private markets.
PS: suspeito que, nos dias que correm, muitos nunca irão percerber como é possivel que "A free and nondemocratic Germany experienced a strong recovery".
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James Madison, Peace and War
"Of all the enemies to public liberty war, is, perhaps, the most to be dreaded . . ."
Political Observations, April 20, 1795, (Madison, IV, page 491)
"Perhaps it is a universal truth that the loss of liberty at home is to be charged against provisions against danger, real or pretended from abroad."
Letter to Thomas Jefferson, May 13, 1798, (Madison, II, page 141)
E como extra:
"A silly reason from a wise man is never the true one."
Letter to Richard Rush, June 27, 1817 (Madison, 1865, III, page 44)
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Political Observations, April 20, 1795, (Madison, IV, page 491)
"Perhaps it is a universal truth that the loss of liberty at home is to be charged against provisions against danger, real or pretended from abroad."
Letter to Thomas Jefferson, May 13, 1798, (Madison, II, page 141)
E como extra:
"A silly reason from a wise man is never the true one."
Letter to Richard Rush, June 27, 1817 (Madison, 1865, III, page 44)
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Nunca nos vamos entender?
O atentado na Turquia diz-nos o quê?
Uns, a prova de que tudo é preciso, incluindo mudar regimes "abroad" e "exportar" a democracia, suportando o que for preciso "at home", incluindo perdas de direitos civis e custos financeiros e em vidas, para implementar a estratégia certa para acabar com o terrorismo.
Outros, de que, para combater e conter o terrorismo, é preciso não misturar idealismos morais intervencionistas com conflitos territoriais e actos terroristas de grupos fanáticos com regimes, com o custo de disseminar o que antes estava mais localizado.
Os primeiros evocam as alianças e os acontecimentos da Grande Guerra e Segunda Grande Guerra como exemplo de necessidade de prevenir e agir.
Os segundos, evocam as alianças (por exemplo, da Russia e França) da Grande Guerra e acto preventivo da Aústria no combate ao terrorismo da Sérvia, como a causa do desencadear da lógica da guerra total agravada pelo idealismo de Woodrow Wilson que conduz ao desabar do equilibrio civilizacional europeu e das sua colónias no resto do mundo, que nos leva à Segunda Grande Guerra e a "unintended consequence" da vitória do bloco comunista um pouco por todo o mundo.
Uns, de que prevenir activamente é legítimo (no direito criminal não o é) e contém ameaças futuras.
Os outros de que prevenir activamente pode desencadear acontecimentos até ao ponto de se perder o controlo do que se queria prevenir ou confrontar-se com outros inesperados.
Pessoalmente, e como Liberal, quantas mais acções se propõe o Estado a tomar que não caibam no mal menor de intervir para defender a soberania territorial, conduzem, independentemente das intenções, a erros de julgamento, de aplicação, de ineficácia, a "unintended consequences", de ficar refém a intrigas de grupos de pressão internos e externos, que tendem a ser corrigidos por ainda um maior nivel de intervencionismo até...
E como nota final: acreditam mesmo que se o extremismo fundamentalista ou mesmo apenas os descontentes moderados, no Médio Oriente, Egipto, Turquia, Afeganistão, etc, continuar a subir, que nessas nações se resolverá o seu crescente problema de estabilidade e segurança interna com democracia e direitos civis "ocidentais" impostos à pressa e por ingerência externa?
Não há dúvida que Woodrow Wilson parece ter regressado para mais um desastre civilizacional algures num futuro próximo.
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Uns, a prova de que tudo é preciso, incluindo mudar regimes "abroad" e "exportar" a democracia, suportando o que for preciso "at home", incluindo perdas de direitos civis e custos financeiros e em vidas, para implementar a estratégia certa para acabar com o terrorismo.
Outros, de que, para combater e conter o terrorismo, é preciso não misturar idealismos morais intervencionistas com conflitos territoriais e actos terroristas de grupos fanáticos com regimes, com o custo de disseminar o que antes estava mais localizado.
Os primeiros evocam as alianças e os acontecimentos da Grande Guerra e Segunda Grande Guerra como exemplo de necessidade de prevenir e agir.
Os segundos, evocam as alianças (por exemplo, da Russia e França) da Grande Guerra e acto preventivo da Aústria no combate ao terrorismo da Sérvia, como a causa do desencadear da lógica da guerra total agravada pelo idealismo de Woodrow Wilson que conduz ao desabar do equilibrio civilizacional europeu e das sua colónias no resto do mundo, que nos leva à Segunda Grande Guerra e a "unintended consequence" da vitória do bloco comunista um pouco por todo o mundo.
Uns, de que prevenir activamente é legítimo (no direito criminal não o é) e contém ameaças futuras.
Os outros de que prevenir activamente pode desencadear acontecimentos até ao ponto de se perder o controlo do que se queria prevenir ou confrontar-se com outros inesperados.
Pessoalmente, e como Liberal, quantas mais acções se propõe o Estado a tomar que não caibam no mal menor de intervir para defender a soberania territorial, conduzem, independentemente das intenções, a erros de julgamento, de aplicação, de ineficácia, a "unintended consequences", de ficar refém a intrigas de grupos de pressão internos e externos, que tendem a ser corrigidos por ainda um maior nivel de intervencionismo até...
E como nota final: acreditam mesmo que se o extremismo fundamentalista ou mesmo apenas os descontentes moderados, no Médio Oriente, Egipto, Turquia, Afeganistão, etc, continuar a subir, que nessas nações se resolverá o seu crescente problema de estabilidade e segurança interna com democracia e direitos civis "ocidentais" impostos à pressa e por ingerência externa?
Não há dúvida que Woodrow Wilson parece ter regressado para mais um desastre civilizacional algures num futuro próximo.
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Constituição Americana e Declaração de Guerra
Article I Section 8.
The Congress shall have power to...To declare war, grant letters of marque and reprisal, and make rules concerning captures on land and water.
Desde a WWII que nenhuma acção militar resultou de uma declaração de guerra do Congresso, incluindo a Coreia, Viename, Golfo I e II.
Como curiosidade o poder de "grant letters of marque and reprisal" é a capacidade do Congresso contratar entidades privadas para perseguir criminosos ou mesmo fazer actos de guerra, e foi por isso mesmo que o Congressista Ron Paul a seguir ao 11/9 fez a proposta de contratar a perseguição de Bin Laden e a AlQaeda. Teria sido imensamente mais barato financeiramente, com muito menos mortes colaterais (já vão em quantas, mais de 10 000?), muitas menos "unintended consequences" e provávelmente muito mais eficaz.
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The Congress shall have power to...To declare war, grant letters of marque and reprisal, and make rules concerning captures on land and water.
Desde a WWII que nenhuma acção militar resultou de uma declaração de guerra do Congresso, incluindo a Coreia, Viename, Golfo I e II.
Como curiosidade o poder de "grant letters of marque and reprisal" é a capacidade do Congresso contratar entidades privadas para perseguir criminosos ou mesmo fazer actos de guerra, e foi por isso mesmo que o Congressista Ron Paul a seguir ao 11/9 fez a proposta de contratar a perseguição de Bin Laden e a AlQaeda. Teria sido imensamente mais barato financeiramente, com muito menos mortes colaterais (já vão em quantas, mais de 10 000?), muitas menos "unintended consequences" e provávelmente muito mais eficaz.
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Manuel Monteiro, soberanias e taxa única
No Expresso desta semana pude constatar um frase feliz que terá sido proferida por Manuel Monteiro:
"A nossa soberania é o somátório das soberanias individuais"
Em "A Democracia Liberal" defende o imposto sobre rendimento com taxa única.
A taxa única permite manter a progressividade nos rendimentos mais baixos (ao isentar de imposto até um determinado rendimento) e eliminar a lógica de desicentivar os mais produtivos, pelo efeito de aumentar a taxa marginal em escalões superiores.
Eu diria que no discurso político se diria que se mantém a progressividade onde ela interessa (nos rendimentos mais baixos) ao mesmo tempo que restaura o princípio de eficiência e igualdade perante a lei, nos escalões superiores.
A minha própria proposta vai no sentido de simultaneamente de tornar a taxa única simultânea também em sede de IVA e IRC. Desta forma, as diferentes propostas pólíticas podiam disputar se propóem um IRS+IVA+IRC de 20%, ou um IRS+IVA+IRC de 15% e etc.
Tornaria bastante mais clara as opções de fiscalidade, podendo estas diferenciar-se por exemplo, nos níveis de isenção.
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"A nossa soberania é o somátório das soberanias individuais"
Em "A Democracia Liberal" defende o imposto sobre rendimento com taxa única.
A taxa única permite manter a progressividade nos rendimentos mais baixos (ao isentar de imposto até um determinado rendimento) e eliminar a lógica de desicentivar os mais produtivos, pelo efeito de aumentar a taxa marginal em escalões superiores.
Eu diria que no discurso político se diria que se mantém a progressividade onde ela interessa (nos rendimentos mais baixos) ao mesmo tempo que restaura o princípio de eficiência e igualdade perante a lei, nos escalões superiores.
A minha própria proposta vai no sentido de simultaneamente de tornar a taxa única simultânea também em sede de IVA e IRC. Desta forma, as diferentes propostas pólíticas podiam disputar se propóem um IRS+IVA+IRC de 20%, ou um IRS+IVA+IRC de 15% e etc.
Tornaria bastante mais clara as opções de fiscalidade, podendo estas diferenciar-se por exemplo, nos níveis de isenção.
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Re: A posição do Bastonário
Acho que era bem aproveitada a oportunidade para acabar com o monopólio das Ordens, permitindo no mínimo, que outras Ordens, cumpridos alguns requisitos, possam ser formadas pelos médicos.
Do ponto de vista do consumidor, este só teria de se informar a qual das Ordens pretence o seu prestador de serviço. Desta forma, e em concorrência, as Ordens teriam de se bater pelo seus standards de qualidade e ética.
Afinal, vivemos numa sociedade livre ou não?
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Do ponto de vista do consumidor, este só teria de se informar a qual das Ordens pretence o seu prestador de serviço. Desta forma, e em concorrência, as Ordens teriam de se bater pelo seus standards de qualidade e ética.
Afinal, vivemos numa sociedade livre ou não?
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2003/11/19
A posição do Bastonário
Declarações de Germano de Sousa à TSF:
Para além do Picuinhices, comentários interessantes a estas declarações no Mata-Mouros e no Cataláxia.
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«Não me parece necessário um número tão grande (...) mas compreendo que para efeitos eleitorais às vezes é preciso ser demagógico», afirmou Germano de Sousa.
A autorização às universidade privadas de formar médicos, também, não agrada ao Bastonário, Germano de Sousa deixou mesmo uma ameaça: «os novos médicos podem ver barrada a inscrição na Ordem»
Para além do Picuinhices, comentários interessantes a estas declarações no Mata-Mouros e no Cataláxia.
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Bush em Londres
“The failure of democracy in Iraq would throw its people back into misery and turn that country over to terrorists who wish to destroy us”
A "falha de democracia" e "voltar à miséria" não são necessáriamente fatalidades. A possibilidade de terroristas tomarem conta do Iraque só existe por causa da destruição do regime.
"In a friendly jab at France, Bush noted how a 14-point plan for peace that President Woodrow Wilson took to Britain in 1918 was met with skepticism by the prime minister of France, who complained then that even God himself “only had 10 commandments.”
Tendo em conta que Woodrow Wilson proclamava, entre muitos pontos, o direito à auto-determinação dos povos, numa Europa que estava em ruinas...depois, o próprio Congresso Americano rejeitou quer o Tratado de Versailles quer a Liga das Nações.
O problema dos Kurdos e em geral, de todo o médio oriente vem precisamente das cinzas da sua gloriosa "guerra para acabar com todas as guerras", incluindo o desenho do Iraque (com sunis, shiitas, kurdos e turcomanos artificialmente a fazerem parte do mesmo estado-nação) e onde "desenharam" um Koweit independente - desde sempre reivindicado pelo Estado Iraquiano (não é que concorde ou que sirva de desculpa para a invasão em 91, por mim e por principio geral, se onde existe um Estado, passar a existirem 2 ou 3, é sempre positivo).
"Bush invoked Europe’s history of appeasement of dictators, reminding his audience of the critical work the Allies did to set postwar Germany on the path to democracy"
Lembrando-nos nós dos ditadores que já foram apoiados pela politica externa americana (e onde - voltando ao ponto anterior - alguns até conheceram o crescimento económico acelerado), sempre é preciso lembrar que Hitler participou em eleições na Alemanha, e diga-se até, que a grande recuperação económica da Alemanha no pós-2ªGuerra, aconteceu essencialmente no periodo de tempo que decorreu até novamente passarem a ter democracia, onde foi notada a influência do economista da escola austriaca Wilhelm Röpke.
E depois, nem mesmo no Japão é absolutamente verdade que só conheceram a democracia apenas no pós-2ª Grande Guerra.
Sobre: Wilhelm Röpke (1899-1966): Humane Economist
Through the Society, Röpke was able to meet with and influence the thinking of Ludwig Erhard, economic minister and Chancellor of West Germany. Erhard later revealed that during World War II he was able to illegally obtain Röpke's books, which he "devoured like the desert the life-giving water." The product of Röpke's influence on Erhard has been tagged the post-WW II "German Economic Miracle," although Röpke pointed out that the economic success experienced by West Germany was not a miracle at all; it was the result of adopting correct social and legal institutions fostering the market economy. Looking back at the West German economic policies of the 1950s, he lamented that free market reforms had not gone far enough.
Também muito actual a sua opinião de que:
"A supernational or multinational government is not likely to embrace the liberal ideal because a political regime insulates itself from the people it rules. It grows increasingly oppressive and corrupt, raising up welfare states and trampling on private property. For this reason, the centralization of decision-making power is incompatible with free market economies. As the alternative, Röpke embraced the 19th century "universalist-liberal" solution to the problem of an international order: vibrant commerce between politically autonomous small states. In order to allow for international trade to take place, a truly international monetary system is necessary. Instead of a world-wide currency, national currencies backed by a non-political gold standard should serve as the arbiter of exchange."
E já que temos estado a falar sobre democracia, europa e federalismo:
"The decentralization of the political process, Röpke argued, is incompatible with mass democracy. Under democracy, politicians are prone to be swayed by masses of privately interested voters, so that the economic system degenerates into a spoils system where the victors are the mass that can muster 51 per cent of the vote. Such a system only serves to bring about and legitimize centralized power. The only legitimate government is a government by rulers that are widely recognized as competent and socially beneficial. If the political system is decentralized, those that are the most capable and are recognized as possessing the most integrity would be those who the various locales would allow to rule for any length of time. "
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A "falha de democracia" e "voltar à miséria" não são necessáriamente fatalidades. A possibilidade de terroristas tomarem conta do Iraque só existe por causa da destruição do regime.
"In a friendly jab at France, Bush noted how a 14-point plan for peace that President Woodrow Wilson took to Britain in 1918 was met with skepticism by the prime minister of France, who complained then that even God himself “only had 10 commandments.”
Tendo em conta que Woodrow Wilson proclamava, entre muitos pontos, o direito à auto-determinação dos povos, numa Europa que estava em ruinas...depois, o próprio Congresso Americano rejeitou quer o Tratado de Versailles quer a Liga das Nações.
O problema dos Kurdos e em geral, de todo o médio oriente vem precisamente das cinzas da sua gloriosa "guerra para acabar com todas as guerras", incluindo o desenho do Iraque (com sunis, shiitas, kurdos e turcomanos artificialmente a fazerem parte do mesmo estado-nação) e onde "desenharam" um Koweit independente - desde sempre reivindicado pelo Estado Iraquiano (não é que concorde ou que sirva de desculpa para a invasão em 91, por mim e por principio geral, se onde existe um Estado, passar a existirem 2 ou 3, é sempre positivo).
"Bush invoked Europe’s history of appeasement of dictators, reminding his audience of the critical work the Allies did to set postwar Germany on the path to democracy"
Lembrando-nos nós dos ditadores que já foram apoiados pela politica externa americana (e onde - voltando ao ponto anterior - alguns até conheceram o crescimento económico acelerado), sempre é preciso lembrar que Hitler participou em eleições na Alemanha, e diga-se até, que a grande recuperação económica da Alemanha no pós-2ªGuerra, aconteceu essencialmente no periodo de tempo que decorreu até novamente passarem a ter democracia, onde foi notada a influência do economista da escola austriaca Wilhelm Röpke.
E depois, nem mesmo no Japão é absolutamente verdade que só conheceram a democracia apenas no pós-2ª Grande Guerra.
Sobre: Wilhelm Röpke (1899-1966): Humane Economist
Through the Society, Röpke was able to meet with and influence the thinking of Ludwig Erhard, economic minister and Chancellor of West Germany. Erhard later revealed that during World War II he was able to illegally obtain Röpke's books, which he "devoured like the desert the life-giving water." The product of Röpke's influence on Erhard has been tagged the post-WW II "German Economic Miracle," although Röpke pointed out that the economic success experienced by West Germany was not a miracle at all; it was the result of adopting correct social and legal institutions fostering the market economy. Looking back at the West German economic policies of the 1950s, he lamented that free market reforms had not gone far enough.
Também muito actual a sua opinião de que:
"A supernational or multinational government is not likely to embrace the liberal ideal because a political regime insulates itself from the people it rules. It grows increasingly oppressive and corrupt, raising up welfare states and trampling on private property. For this reason, the centralization of decision-making power is incompatible with free market economies. As the alternative, Röpke embraced the 19th century "universalist-liberal" solution to the problem of an international order: vibrant commerce between politically autonomous small states. In order to allow for international trade to take place, a truly international monetary system is necessary. Instead of a world-wide currency, national currencies backed by a non-political gold standard should serve as the arbiter of exchange."
E já que temos estado a falar sobre democracia, europa e federalismo:
"The decentralization of the political process, Röpke argued, is incompatible with mass democracy. Under democracy, politicians are prone to be swayed by masses of privately interested voters, so that the economic system degenerates into a spoils system where the victors are the mass that can muster 51 per cent of the vote. Such a system only serves to bring about and legitimize centralized power. The only legitimate government is a government by rulers that are widely recognized as competent and socially beneficial. If the political system is decentralized, those that are the most capable and are recognized as possessing the most integrity would be those who the various locales would allow to rule for any length of time. "
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Krugman (2)
Atente-se na objectividade da apreciação do NYT sobre o autor que consta da capa da edição europeia:
"Everything Krugman has to say is smart, important and fun to read"
A moderação, isenção e objectividade a que estamos habituados quando se trata do NYT...
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"Everything Krugman has to say is smart, important and fun to read"
A moderação, isenção e objectividade a que estamos habituados quando se trata do NYT...
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Krugman (1)
Sociólogo mas pessoa de bem
Alberto Gonçalves revela no Homem-a Dias que é sociólogo (bem, ninguém é perfeito...).
Ficamos a saber de um dos raros casos em que o efeito final de um curso de Sociologia acabou por ser (muito) positivo.
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Ficamos a saber de um dos raros casos em que o efeito final de um curso de Sociologia acabou por ser (muito) positivo.
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Corporativismo na medicina
Recomenda-se a leitura do post A nossa economia de direcção central: o caso do ensino da medicina no Picuinhices.
Tal como no caso dos arquitectos (também abordado no Picuinhices), esta situação é ilustrativa da necessidade de eliminar, ou pelo menos reduzir substancialmente, os privilégios monopolistas das Ordens, privilégios esses que lesam seriamente os consumidores (especialmente os de menores recursos económicos) e o bem-estar social.
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Tal como no caso dos arquitectos (também abordado no Picuinhices), esta situação é ilustrativa da necessidade de eliminar, ou pelo menos reduzir substancialmente, os privilégios monopolistas das Ordens, privilégios esses que lesam seriamente os consumidores (especialmente os de menores recursos económicos) e o bem-estar social.
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Dollar Trades Near Record Low Versus Euro
Nov. 19 (Bloomberg) -- The dollar traded near a record low against the euro in Asia after net foreign purchases of U.S. securities slumped to the least in five years.
A drop in the amount of securities bought by international investors makes it harder for the U.S. to finance its current- account deficit, the broadest measure of trade and investment. The dollar also declined after the U.S., which has a record trade deficit with China, said it will limit some Chinese imports.
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A drop in the amount of securities bought by international investors makes it harder for the U.S. to finance its current- account deficit, the broadest measure of trade and investment. The dollar also declined after the U.S., which has a record trade deficit with China, said it will limit some Chinese imports.
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Noticias do dia
China renews Taiwan threat of war: For the first time since 2000, Beijing has threatened to use force against Taiwan should the island's pro-independence movement continue to escalate.
Comentário carregado de ironia: alguém quer proclamar uma guerrazinha preventiva com a China? Porque estes não querem ver a legitimização do separatismo de Taiwain? Ou talvez para levar a democracia a mais 1 bilião de pessoas (descontando talvez uns 20% resultante do uso de WMD em tal conflito): seria uma grande "liberation". Um coisa é certa: enquanto o Ocidente se diverte a afundar-se por causa de uns miseros km2 de pó e areia no Médio Oriente e arredores, a China levanta-se.
Gold soars above $400: Spot gold has broken above $400 an ounce for the first time since March 1996 on a weakening U.S. dollar and global security worries.
E sem ironia: O melhor termometro sobre o estado de saúde do planeta continua a mostrar o caminho que levamos.
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Comentário carregado de ironia: alguém quer proclamar uma guerrazinha preventiva com a China? Porque estes não querem ver a legitimização do separatismo de Taiwain? Ou talvez para levar a democracia a mais 1 bilião de pessoas (descontando talvez uns 20% resultante do uso de WMD em tal conflito): seria uma grande "liberation". Um coisa é certa: enquanto o Ocidente se diverte a afundar-se por causa de uns miseros km2 de pó e areia no Médio Oriente e arredores, a China levanta-se.
Gold soars above $400: Spot gold has broken above $400 an ounce for the first time since March 1996 on a weakening U.S. dollar and global security worries.
E sem ironia: O melhor termometro sobre o estado de saúde do planeta continua a mostrar o caminho que levamos.
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"The beastly British", Roger Scruton no The Spectator
In peddling royal scandals, says Roger Scruton, newspapers are appealing to the depraved imagination of the public. We are guilty of collective treason.
Should we blame the butler? The tittle-tattlers of the royal household? The newspaper editors, the BBC, the general public? The cultural climate, British hypocrisy, the decadence of modern society, the Internet, the Decline of the West? Or should we blame the Prince, for something we know not what? These questions, which have filled the air during a week of futile hysteria are exactly the questions that should not be asked. There is a simple response to factitious scandals like the one that we have been living through, which is that it is none of your business.
If the rumour is false, then you should not be interested. If it is true, then you should be interested even less. The wrongdoing, for proof of which you search the newspaper and the Google-box, is yours.
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Should we blame the butler? The tittle-tattlers of the royal household? The newspaper editors, the BBC, the general public? The cultural climate, British hypocrisy, the decadence of modern society, the Internet, the Decline of the West? Or should we blame the Prince, for something we know not what? These questions, which have filled the air during a week of futile hysteria are exactly the questions that should not be asked. There is a simple response to factitious scandals like the one that we have been living through, which is that it is none of your business.
If the rumour is false, then you should not be interested. If it is true, then you should be interested even less. The wrongdoing, for proof of which you search the newspaper and the Google-box, is yours.
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Paleo Conservative: Paul Craig Roberts
"In the case of the US invasion of Iraq, all checks and balances failed. The government failed, the media failed, the experts failed, and the UN and US allies failed. This universal failure made possible an act of imbecility that every informed person (a small part of the population) recognizes as a strategic blunder.
Nothing positive has been achieved by invading Iraq. A fortune has been wasted, thousands of people have been killed and injured, a government destroyed and a country laid waste and left ripe for civil war, terrorism encouraged, credibility and good will squandered.
Can Americans disconnect from neocon propaganda and smell the truth? Or have Americans succumbed to propaganda’s reassuring embrace, secure in delusions that motives are pure, virtue is untarnished and successes certain?"
Paul Craig Roberts is John M. Olin Fellow at the Institute for Political Economy, Senior Research Fellow at the Hoover Institution, Stanford University, and Research Fellow at the Independent Institute. He is a former associate editor of the Wall Street Journal and a former assistant secretary of the U.S. Treasury. He is the co-author of "The Tyranny of Good Intentions".
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Nothing positive has been achieved by invading Iraq. A fortune has been wasted, thousands of people have been killed and injured, a government destroyed and a country laid waste and left ripe for civil war, terrorism encouraged, credibility and good will squandered.
Can Americans disconnect from neocon propaganda and smell the truth? Or have Americans succumbed to propaganda’s reassuring embrace, secure in delusions that motives are pure, virtue is untarnished and successes certain?"
Paul Craig Roberts is John M. Olin Fellow at the Institute for Political Economy, Senior Research Fellow at the Hoover Institution, Stanford University, and Research Fellow at the Independent Institute. He is a former associate editor of the Wall Street Journal and a former assistant secretary of the U.S. Treasury. He is the co-author of "The Tyranny of Good Intentions".
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Re: Pedro Lomba
Pacifismo e inconstância argumentativa
O pacifismo tem mau nome por causa de uma certa esquerda, mas eu, não sendo pacifista, reconheço como válido muito do seu raciocínio (não irei aqui desenvolver o tema, talvez mais tarde). O genuíno pacifismo vem de Leo Tolstoi e de outros autores no início do século que pressentiram o caminho que os Impérios Europeus estavam a traçar e que acabou no desastre da Grande Guerra - e não tiveram razão?
O pacifismo oportunista veio da Guerra Fria que procurava justificar o "império do mal". Hoje, no entanto, também existe o guerreiro oportunista que tudo vê justificado para a construção à la Napoleão do "império do bem".
Entre todos, o bom senso está na prudência conservadora quanto a por outros motivos que não o estrito interesse nacional e em empenhar as suas forças militares a não ser em caso de objectivos claros, a aversão a impulsos ideológicos e a tomar parte em conflitos locais de difícil resolução, aliado à compreensão que a maior força de paz entre culturas é um efectivo (e desregulamentado) comércio livre, e o instinto cristão de que a violência gera violência e portanto só deve ter lugar numa leitura rigorosa de "Guerra Justa".
Ora, uma coisa é clara, nada disso foi tido em conta e em algo Pedro Lomba tem razão: esta política internacional é efectivamente uma politica de esquerda de típica "inconstância argumentativa" - e talvez por isso mesmo, já se tenham ouvido ecos desaprovadores de Margaret Tatcher e até preocupações realistas de Donald Rumsfeld.
A batalha ideológica com os neocons está a aquecer e Bush para já, está refém destes e se estes pressentirem alguma reviravolta nas expectativas para as presidenciais, vão poder observar como rapidamente estes escolhem outro veiculo à esquerda para implementarem a sua politica de "império da liberdade", não fossem Woodrow Wilson e Roosevelt parte das suas grandes referências - dois esquerdistas progressistas que introduziram a social democracia nos US e aumentaram para além da sua Constituição, o poder executivo do Estado Federal, e que foram mais do que meros participantes arrastados pelos acontecimentos de duas guerras mundiais que destruiram o legado civilizacional europeu que dominava culturalmente o mundo substituido pelo poder comunista soviético e chinês por mais 50 anos e o crescimento do big state social-democrata no resto do mundo.
Guerra e Estatismo andam sempre de mãos dadas e são sempre consequência uma da outra.
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O pacifismo tem mau nome por causa de uma certa esquerda, mas eu, não sendo pacifista, reconheço como válido muito do seu raciocínio (não irei aqui desenvolver o tema, talvez mais tarde). O genuíno pacifismo vem de Leo Tolstoi e de outros autores no início do século que pressentiram o caminho que os Impérios Europeus estavam a traçar e que acabou no desastre da Grande Guerra - e não tiveram razão?
O pacifismo oportunista veio da Guerra Fria que procurava justificar o "império do mal". Hoje, no entanto, também existe o guerreiro oportunista que tudo vê justificado para a construção à la Napoleão do "império do bem".
Entre todos, o bom senso está na prudência conservadora quanto a por outros motivos que não o estrito interesse nacional e em empenhar as suas forças militares a não ser em caso de objectivos claros, a aversão a impulsos ideológicos e a tomar parte em conflitos locais de difícil resolução, aliado à compreensão que a maior força de paz entre culturas é um efectivo (e desregulamentado) comércio livre, e o instinto cristão de que a violência gera violência e portanto só deve ter lugar numa leitura rigorosa de "Guerra Justa".
Ora, uma coisa é clara, nada disso foi tido em conta e em algo Pedro Lomba tem razão: esta política internacional é efectivamente uma politica de esquerda de típica "inconstância argumentativa" - e talvez por isso mesmo, já se tenham ouvido ecos desaprovadores de Margaret Tatcher e até preocupações realistas de Donald Rumsfeld.
A batalha ideológica com os neocons está a aquecer e Bush para já, está refém destes e se estes pressentirem alguma reviravolta nas expectativas para as presidenciais, vão poder observar como rapidamente estes escolhem outro veiculo à esquerda para implementarem a sua politica de "império da liberdade", não fossem Woodrow Wilson e Roosevelt parte das suas grandes referências - dois esquerdistas progressistas que introduziram a social democracia nos US e aumentaram para além da sua Constituição, o poder executivo do Estado Federal, e que foram mais do que meros participantes arrastados pelos acontecimentos de duas guerras mundiais que destruiram o legado civilizacional europeu que dominava culturalmente o mundo substituido pelo poder comunista soviético e chinês por mais 50 anos e o crescimento do big state social-democrata no resto do mundo.
Guerra e Estatismo andam sempre de mãos dadas e são sempre consequência uma da outra.
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Re: O Böhm-Bawerk que me perdoe... (r=Pmg(k)?)
Depois de tanto trabalho do Böhm-Bawerk a refutar o John Bates Clark e seus amigos e o LAS vai logo cometer um desvio na pergunta do juro?
Como atenuante, fica o facto de a resposta austríaca não estar muito sintética. Na minha opinião bastava ter "Interest payments reflect the higher value of present goods over future goods. Other things equal, everyone wants to consume sooner rather than later." O exemplo numérico é desnecessário.
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Como atenuante, fica o facto de a resposta austríaca não estar muito sintética. Na minha opinião bastava ter "Interest payments reflect the higher value of present goods over future goods. Other things equal, everyone wants to consume sooner rather than later." O exemplo numérico é desnecessário.
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And now for something completely different...
Pedro Lomba no DN tem uma análise original sobre a "inconstância argumentativa" da administração Bush.
Por uma vez, estou de acordo com o Irreflexões .
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Bush foi outro mentiroso. Ao contrário do que se diz, ele não mentiu por ter escondido as verdadeiras razões da guerra. Pelo contrário: os motivos da guerra foram completamente transparentes. O problema de Bush e dos americanos foi não saberem explicar-se. Falaram no 11 de Setembro e no terrorismo. Falaram nas armas de destruição maciça. Falaram na democratização do Iraque. Falaram em mudar o Médio Oriente. Até falaram no petróleo. A mentira esteve aí. Em vez de invocarem todos estes argumentos ao mesmo tempo, os americanos usaram-nos um por um. O discurso de Bush acabou ditado pela esquerda pacifista. À medida que os pacifistas se manifestavam, os americanos mudavam de motivo. Ao saltarem de motivo em motivo, os americanos iam negando o motivo anterior. A mentira dos americanos foi essa negação. Os pacifistas têm a sua culpa. Foram eles que levaram os americanos a esta inconstância argumentativa. Se a esquerda pacifista não fosse tão desconfiada dos motivos dos americanos, era provável que os americanos não tivessem mentido. Espero que os americanos aprendam a lição. Não é bom ser influenciado por um pacifista.
Por uma vez, estou de acordo com o Irreflexões .
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2003/11/18
O Böhm-Bawerk que me perdoe...
Já fui informado pelo Mises: "Your score is: 98 out of 100". "Falhei" na pergunta 3, sobre a taxa de juro, escolhendo a resposta dos boys do tio Milton - acho que foi o facto da resposta austríaca estar cheia de números que me induziu em "erro", o que também pode querer dizer que não li o teste lá muito bem... (e isso é perfeitamente natural em pessoas que até chegam a achar determinadas coisas "entediantes"...).
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Crítica ao Political Compass
Recomendo a leitura da crítica de Perry de Havilland ao teste.
Destaque:
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Destaque:
It does not seem to occur to these people that genuine libertarians might not be any more at ease with 'conservative' statism that 'socialist' statism. So called 'progressive' legislation for women, gays and ethnic minorities are just more violence backed statist interposing between private social interactions: there is nothing 'libertarian' about that, regardless of how commendable or not the objective is.
I do not expect the socialists at PoliticalCompass.org to agree with libertarian views. But if they cannot even understand that the essence of the libertarian position is that state legislation (i.e. violence based government action) to mediate the nature of voluntary interpersonal civil relationships is the antithesis of social liberty, then they are so uninformed, so ignorant of the political spectra they are purporting to describe with their 'compass' as to be completely incoherent and worthless as a measure of anything. It is not a matter of whose world view is correct, just a matter of knowing what other people actually think.
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Crítica ao Mises Quiz
David Friedman, ancap mas não austríaco, criticou o Mises Quiz no excelente No Treason.
Destaque:
Acho que ele tem razão quanto à distorção/simplificação de algumas posições de Chicago e quanto ao ponto 2 (basta pensar nas posições de Hayek, já para nem falar de alguém como Wieser...)
A resposta de um dos autores do Mises Quiz, Bob Murphy, pode ser lida aqui.
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Destaque:
In summary, the test does a very poor job of representing the Chicago position, I think for two reasons.
1. Its author doesn't understand other people's ideas very well.
2. It's author want to link Austrian economics with libertarianism to a degree that is historically unjustified.
Acho que ele tem razão quanto à distorção/simplificação de algumas posições de Chicago e quanto ao ponto 2 (basta pensar nas posições de Hayek, já para nem falar de alguém como Wieser...)
A resposta de um dos autores do Mises Quiz, Bob Murphy, pode ser lida aqui.
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Re: Enviesamentos
CAA afirma que o Mises Quiz também puxa a brasa à sua sardinha. Certo. Ainda que me pareça que o faz em bastante menor grau do que o Political Compass.
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Re: Arquitectura por decreto?
Diga-se que o menos errado que podem reivindicar é terem "direito" ao mesmo proteccionismo que gozam os médicos, advogados, engenheiros, etc.
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