2004/02/29
'Passion' Hauls in $117.5M in Five Days
Mais boas notícias para Mel Gibson:
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Mel Gibson's gamble on "The Passion of the Christ" paid off enormously, riding a storm of religious debate to a $117.5 million haul in its first five days, according to studio estimates Sunday.
After debuting on Ash Wednesday, "The Passion" rocketed to the No. 1 box-office slot for the weekend with $76.2 million from Friday to Sunday. That was the seventh-best three-day opening ever, behind "Spider-Man" at $114.8 million and such Hollywood franchises as "The Matrix Reloaded" and the first two "Harry Potter" movies.
"The Passion" put up the second-best five-day figures for a movie opening on Wednesday, behind last year's "The Lord of the Rings: The Return of the King" at $124.1 million and ahead of "Star Wars: Episode I — The Phantom Menace" at $105.6 million.
The first movie released in 2004 to cross the $100 million mark, "The Passion" easily passed the weekend's No. 2 flick, "50 First Dates" at $88.7 million, as the year's top-grossing film.
Once considered a niche film that would appeal mainly to conservative Christians, the bloody chronicle of Christ's crucifixion swelled to blockbuster proportions as Gibson rallied church groups to support it and accusations of anti-Semitism brought the film mainstream attention.
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Novos links
Os Extremos Tocam-se
Magnífico post no Jaquinzinhos, em resposta ao Barnabé, sobre extrema direita e extrema esquerda:
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A verdade é que o direito da extrema-direita estar na blogosfera é exactamente igual ao da extrema-esquerda. Moralmente, tanto direito têm os extremistas de direita a criarem as suas associações como os extremistas de esquerda que já podem associar-se livremente. A opinião dos bloguistas de extrema-esquerda sobre os bloguistas de extrema-direita tem tanto valor como a opinião dos bloguistas de extrema-direita sobre os de extrema-esquerda ou como a minha opinião sobre os bloguistas dos dois extremos.
Tal como a extrema-esquerda (ou aquilo em que agora se travestiram os antigos UDPs, PSRs e afins), também os blogues 'nacionalistas' estão convencidos da superioridade moral das suas posições. E também eu estou convencido que as minhas posições liberais são moralmente superiores às dos dois extremos.
Tanto a direita como a esquerda extrema, pretendem impôr normas de conduta que acreditam ser superiores, porque baseadas em códigos morais e éticos em que acreditam religiosamente. Na prática, se por algum infeliz acaso chegarem ao poder, só poderão satisfazer as suas pretensões políticas à custa de uma violenta castração das liberdades individuais dos cidadãos.
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Sociedade civil e segurança privada
Reportagem: A Nova Vaga das Milícias Populares
"Em Abragão, freguesia rural de Penafiel, populares patrulham as ruas à noite, para combaterem o que classificam como uma vaga de assaltos a estabelecimentos comerciais. Dizem que a GNR (que tem 45 efectivos para 34 freguesias) é "incapaz" de manter a segurança. O exemplo foi seguido em carregal do Sal, Viseu. TEXTO "
E em
"Podemos Fundar Uma Firma de Segurança"
Por A.C.P.
Domingo, 29 de Fevereiro de 2004
"Isto lá é uma milícia!", insurge-se um dos elementos do piquete popular da freguesia de Abragão, concelho de Penafiel. "Isto não é Timor-Leste!", goza outro, para afastar a imagem dos grupos sanguinários que fazem parte da memória nacional. Se a GNR começar a rondar a aldeia para os identificar, os vigilantes já sabem como irão agir: "Podemos fundar uma firma de segurança."
Legítima defesa, acção directa, detenção em flagrante delito são direitos contemplados no ordenamento jurídico português - que admite até o uso da "força privada", na impossibilidade de se poder recorrer em tempo útil à força pública."
Comentário: esta do "até o uso da "força privada"" tem piada, como o direito natural à defesa e segurança nos tivesse de ser concedido por alguém, que não
Deus. Não, não tenham medo de ser uma milícia. O que pode fazer de bem ou mal depende das suas acções e objectivos não o de ser uma milícia ou não. É ainda assim desejável que estejam organizados como uma associação de vizinhos ou empresa.
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"Em Abragão, freguesia rural de Penafiel, populares patrulham as ruas à noite, para combaterem o que classificam como uma vaga de assaltos a estabelecimentos comerciais. Dizem que a GNR (que tem 45 efectivos para 34 freguesias) é "incapaz" de manter a segurança. O exemplo foi seguido em carregal do Sal, Viseu. TEXTO "
E em
"Podemos Fundar Uma Firma de Segurança"
Por A.C.P.
Domingo, 29 de Fevereiro de 2004
"Isto lá é uma milícia!", insurge-se um dos elementos do piquete popular da freguesia de Abragão, concelho de Penafiel. "Isto não é Timor-Leste!", goza outro, para afastar a imagem dos grupos sanguinários que fazem parte da memória nacional. Se a GNR começar a rondar a aldeia para os identificar, os vigilantes já sabem como irão agir: "Podemos fundar uma firma de segurança."
Legítima defesa, acção directa, detenção em flagrante delito são direitos contemplados no ordenamento jurídico português - que admite até o uso da "força privada", na impossibilidade de se poder recorrer em tempo útil à força pública."
Comentário: esta do "até o uso da "força privada"" tem piada, como o direito natural à defesa e segurança nos tivesse de ser concedido por alguém, que não
Deus. Não, não tenham medo de ser uma milícia. O que pode fazer de bem ou mal depende das suas acções e objectivos não o de ser uma milícia ou não. É ainda assim desejável que estejam organizados como uma associação de vizinhos ou empresa.
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2004/02/28
Economia clandestina
"O Combate à Fraude
Por AMÍLCAR CORREIA
A informalidade - a chamada economia clandestina - é a principal força de bloqueio da produtividade em Portugal. "O não-cumprimento das obrigações por parte dos agentes económicos" é sinónimo de evasão fiscal, fuga às prestações sociais e do não-cumprimento de normas de mercado (níveis mínimos de qualidade dos produtos, normas de segurança, restrições ambientais, etc.)."
Mas na União Soviética era um espaço de liberdade e o que ainda permitia o funcionamento a níveis mínimos da sua economia. Em tempos em que no "Mundo Livre" mais de 50% de toda a produção é colectada pelo Estado e a inflação legislativa não tem limites (como alternativa à regulamentação privada) não se passará mais ou menos o mesmo? Qual será a fronteira entre desobediência civil ilegítima e necessária?
E agora vamos perder o direito ao sigilo bancário (a invasão de um contrato privado entre o cliente e o seu banco) por causa do IRS. Não seria mais legítimo abolir os impostos directos abolindo a ilegitimidade de uma porção da população colectar receitas da outra e ainda por cima para o fazer ter de invadir também a sua vida privada?
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Por AMÍLCAR CORREIA
A informalidade - a chamada economia clandestina - é a principal força de bloqueio da produtividade em Portugal. "O não-cumprimento das obrigações por parte dos agentes económicos" é sinónimo de evasão fiscal, fuga às prestações sociais e do não-cumprimento de normas de mercado (níveis mínimos de qualidade dos produtos, normas de segurança, restrições ambientais, etc.)."
Mas na União Soviética era um espaço de liberdade e o que ainda permitia o funcionamento a níveis mínimos da sua economia. Em tempos em que no "Mundo Livre" mais de 50% de toda a produção é colectada pelo Estado e a inflação legislativa não tem limites (como alternativa à regulamentação privada) não se passará mais ou menos o mesmo? Qual será a fronteira entre desobediência civil ilegítima e necessária?
E agora vamos perder o direito ao sigilo bancário (a invasão de um contrato privado entre o cliente e o seu banco) por causa do IRS. Não seria mais legítimo abolir os impostos directos abolindo a ilegitimidade de uma porção da população colectar receitas da outra e ainda por cima para o fazer ter de invadir também a sua vida privada?
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The Real Churchill
Para uma visão crítica - um tema sempre difícil quando se trata de por em causa mitos - de Churchill. Para muitos pode ser um choque, para mim, deixei de acreditar em grandes líderes que conduzem grandes causas com as vidas e recursos financeiros dos outros à muito tempo atrás. Só acredito na liberdade individual e na propriedade privada como os únicos elementos que permitem a civilização que subsiste "apesar de" e não "por causa" dos ataques que lhe são feitos por todos os quadrantes políticos.
Em poucas palavras, Churchill teve na origem da estúpida Grande Guerra, o fim das monarquias europeias e o nascimento das repúblicas fascistas e comunistas na Europa, no Crash de 1929 (ao defender e provocar a deflação artificial da Libra), no surgimento do ódio e fanatismo nazi (o bloqueio alimentar realizado até à assinatura de Versailles - já depois do acordo nos pontos de Wilson - provocou a morte a centenas de milhares de alemães, depois juntaram-se as indemnizações, a destruição do império austríaco - reduzido a 25% - separação dos alemães para a Polónia e outros países inventados), no envolvimento Inglês no Médio oriente, o desenho de novos países como o Iraque, trazendo os americanos para a Segunda Guerra (correspondia-se directamente com Roosevelt passando por cima do Primeiro Ministro), na aliança com Estaline que conduziu à sua conquista de metade da Europa e com Roosevelt à destruição do Japão (aprovou o uso das bombas atómicas como antes aprovou o uso de gás contra as tribos "rebeldes" no Iraque) que permitiu o caminho livre em toda a Ásia para o comunismo. E as descolonizações violentas. E com tudo isso a destruição do seu bem amado Império Britânico pelo qual alimentou um ódio natural a qualquer nação que tivesse a veleidade de se lhe querer comparar em termos de colónias e poderio naval (como a Alemanha que praticamente não as tinha) – uma das causas para o princípio disto tudo que foi a Grande Guerra (a outra é que todos queriam o seu próprio Império). Churchill é bem o actor da destruição do velho mundo que representou o século 20, ao querer preservá-lo. E com isso o crescimento do grande estado moderno, das ilusões socialistas e sociais-democratas. Foi também o fim da Old England. E o início do fim da América como "a Republic not an Empire".
Deixo apenas a parte final mas recomendo a sua leitura integral.
" (...) In Churchill's single-minded decades-long obsession with preventing a single hegemonic power from arising on the European continent that would pose a threat to the British Empire, he failed to see that his alliance with Stalin produced exactly that. "As the blinkers of war were removed," John Charmley writes, "Churchill began to perceive the magnitude of the mistake which had been made." Churchill is alleged to have blurted out after finally realizing the scale of his blunder: "We have slaughtered the wrong pig!"
But it was too late. For decades Churchill worked for the destruction of Germany. Yet only after Stalin had devoured half of Europe did this "great statesman" realize that destroying the ability of Germany to act as a counterbalance to Russia left Europe ripe for invasion and conquest by a resurgent Russia.
By 1946 Churchill was complaining in a voice of outrage about the Iron Curtain of tyranny that descended on Eastern Europe. But Churchill helped to weave the fabric.
With the balance of power in Europe wrecked by his own hand, Churchill saw only one recourse: to bind America to Europe permanently. Thus Churchill returned to his tried-and-true strategy, embroiling the United States in another war. This time a "Cold War" that would entrench the military-industrial complex and change America forever.
Conclusion
With his lack of principles and scruples, Churchill was involved in one way or another in nearly every disaster that befell the 20th century. He helped destroy laissez-faire liberalism, he played a role in the Crash of 1929, he helped start WWI, and by bringing in America to help, prolonged the war and created the conditions for the rise of Nazism, prolonged WWII, laid the groundwork for Soviet domination, helped involve America in a cold war with Russia, and pioneered in the development of total war and undermining western civilized standards.
Chris Matthews described Churchill as the "man who save[d] the honor of the 20th century." Rather than this great accolade, Winston Churchill must be ranked with Karl Marx, Woodrow Wilson, Vladimir Lenin, Adolf Hitler, Joseph Stalin, Herbert Hoover and Franklin Roosevelt as one of the destroyers of the values and greatness of Western civilization.
And it is fitting that the Library of Congress exhibition is entitled "Churchill and the Great Republic" because few men have done more to overthrow the American Republic(s) and institute the great centralized global war machine that has taken its place.
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Em poucas palavras, Churchill teve na origem da estúpida Grande Guerra, o fim das monarquias europeias e o nascimento das repúblicas fascistas e comunistas na Europa, no Crash de 1929 (ao defender e provocar a deflação artificial da Libra), no surgimento do ódio e fanatismo nazi (o bloqueio alimentar realizado até à assinatura de Versailles - já depois do acordo nos pontos de Wilson - provocou a morte a centenas de milhares de alemães, depois juntaram-se as indemnizações, a destruição do império austríaco - reduzido a 25% - separação dos alemães para a Polónia e outros países inventados), no envolvimento Inglês no Médio oriente, o desenho de novos países como o Iraque, trazendo os americanos para a Segunda Guerra (correspondia-se directamente com Roosevelt passando por cima do Primeiro Ministro), na aliança com Estaline que conduziu à sua conquista de metade da Europa e com Roosevelt à destruição do Japão (aprovou o uso das bombas atómicas como antes aprovou o uso de gás contra as tribos "rebeldes" no Iraque) que permitiu o caminho livre em toda a Ásia para o comunismo. E as descolonizações violentas. E com tudo isso a destruição do seu bem amado Império Britânico pelo qual alimentou um ódio natural a qualquer nação que tivesse a veleidade de se lhe querer comparar em termos de colónias e poderio naval (como a Alemanha que praticamente não as tinha) – uma das causas para o princípio disto tudo que foi a Grande Guerra (a outra é que todos queriam o seu próprio Império). Churchill é bem o actor da destruição do velho mundo que representou o século 20, ao querer preservá-lo. E com isso o crescimento do grande estado moderno, das ilusões socialistas e sociais-democratas. Foi também o fim da Old England. E o início do fim da América como "a Republic not an Empire".
Deixo apenas a parte final mas recomendo a sua leitura integral.
" (...) In Churchill's single-minded decades-long obsession with preventing a single hegemonic power from arising on the European continent that would pose a threat to the British Empire, he failed to see that his alliance with Stalin produced exactly that. "As the blinkers of war were removed," John Charmley writes, "Churchill began to perceive the magnitude of the mistake which had been made." Churchill is alleged to have blurted out after finally realizing the scale of his blunder: "We have slaughtered the wrong pig!"
But it was too late. For decades Churchill worked for the destruction of Germany. Yet only after Stalin had devoured half of Europe did this "great statesman" realize that destroying the ability of Germany to act as a counterbalance to Russia left Europe ripe for invasion and conquest by a resurgent Russia.
By 1946 Churchill was complaining in a voice of outrage about the Iron Curtain of tyranny that descended on Eastern Europe. But Churchill helped to weave the fabric.
With the balance of power in Europe wrecked by his own hand, Churchill saw only one recourse: to bind America to Europe permanently. Thus Churchill returned to his tried-and-true strategy, embroiling the United States in another war. This time a "Cold War" that would entrench the military-industrial complex and change America forever.
Conclusion
With his lack of principles and scruples, Churchill was involved in one way or another in nearly every disaster that befell the 20th century. He helped destroy laissez-faire liberalism, he played a role in the Crash of 1929, he helped start WWI, and by bringing in America to help, prolonged the war and created the conditions for the rise of Nazism, prolonged WWII, laid the groundwork for Soviet domination, helped involve America in a cold war with Russia, and pioneered in the development of total war and undermining western civilized standards.
Chris Matthews described Churchill as the "man who save[d] the honor of the 20th century." Rather than this great accolade, Winston Churchill must be ranked with Karl Marx, Woodrow Wilson, Vladimir Lenin, Adolf Hitler, Joseph Stalin, Herbert Hoover and Franklin Roosevelt as one of the destroyers of the values and greatness of Western civilization.
And it is fitting that the Library of Congress exhibition is entitled "Churchill and the Great Republic" because few men have done more to overthrow the American Republic(s) and institute the great centralized global war machine that has taken its place.
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Prof. José Manuel Moreira e Ordem Natural
Na apresentação do livro "O que é a Escolha Pública?" lembrou os presentes que:
Os impostos não são o preço que pagamos pela civilização mas sim o preço pela não civilização, uma vez que um mundo civilizado não devia necessitar de recorrer à cobrança coerciva de receitas.
E de facto assim é, num mundo cada vez mais civilizado todas as nossas acções em sociedade devem resultar cada vez mais em escolhas individuais, contratos voluntários e propriedade privada. E se assim for, a política e os políticos não têm lugar e a democracia passar a ser exercida nas Assembleias gerais das empresas, das associações, dos condomínios.
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Os impostos não são o preço que pagamos pela civilização mas sim o preço pela não civilização, uma vez que um mundo civilizado não devia necessitar de recorrer à cobrança coerciva de receitas.
E de facto assim é, num mundo cada vez mais civilizado todas as nossas acções em sociedade devem resultar cada vez mais em escolhas individuais, contratos voluntários e propriedade privada. E se assim for, a política e os políticos não têm lugar e a democracia passar a ser exercida nas Assembleias gerais das empresas, das associações, dos condomínios.
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Revisitar o Golfo I
In the 1980s, after all, the U.S. encouraged Saddam to attack Iran, and supported his aggression with billions in subsidized food, weapons, and intelligence.
In those days, the Ayatollah Khomeini was Hitler, so the U.S. pressured the U.N. not to condemn Saddam's poison gas attacks on Iranian troops. The U.S. even protected Iraqi oil tankers. When the U.S.S. Vincennes' billion-dollar Aegis missile-aiming radar system shot down an Iranian jetliner, killing 290 civilians, it was on pro-Saddam duty.
On July 25th, after the massing of Iraqi troops on the Kuwaiti border, U.S. Ambassador April Glaspie told Saddam that regarding a possible invasion of Kuwait, that "the United States has no opinion on Arab-Arab conflicts, like your border disagreement with Kuwait." "James Baker has directed our official spokesmen to emphasize this."
On July 26th, the Washington Post reported that "some officials" in the White House, Pentagon, and State Department "asserted yesterday that an Iraq attack on Kuwait would not draw a U.S. military response."
On July 30th, assistant secretary of state John Kelly confirmed to the House Middle East subcommittee, in response to a question by Lee Hamilton (D-IN), that nothing obligated us to engage U.S. forces there."
When Saddam, acting on the winks and nods, invaded Kuwait on August 2, he went from ally to Adolf overnight. Bush poured troops into Saudi Arabia, but to do so, he had to twist the Saudis' arm with angry visits from Dick Cheney and others.
Unnamed Defense Department officials were quoted as complaining about Saudi "wimps who don't want to defend themselves." The pressure worked, of course, and now – as Baker crows – the U.S. will protect its kings and kinglets with a "new regional security arrangement," courtesy of the U.S. taxpayer.
Bush's lying lips told us the troops were there for purely defensive purposes; meanwhile he and Baker worked busily, checkbooks in hand, getting U.N. members to authorize an attack. Then, right after the November election, Bush doubled the number of troops, forbade rotations, went on the offensive, and announced that he would attack if Saddam weren't out unconditionally by January 15th.
For home consumption, Bush announced that Baker would go to Baghdad, and travel the "last mile for peace," on "any date between now and the U.N. deadline of January 15th" that Iraq picked. But the offer was fraudulent. When Saddam said OK, and picked January 12th, Bush denounced him and cancelled the deal.
Advised by the psychological warfare branch of his old agency, the CIA, Bush set out to humiliate Saddam, to make sure that "Arab psychology" would prevent a pullout. That's why Bush talked about "kicking his ass," deliberately mispronounced his name (it's SaDOM, not SADem), and always used contemptuous language.
Meanwhile, all peace overtures, including the harmless idea of a Middle Eastern peace conference (which an allegedly sacred U.N. resolution has long called for), were dismissed as "rewarding aggression."
Yes, Saddam is a thug, like most of the Third World pals of the U.S. government. Yet there are real border questions between Iraq and Kuwait, as a result of British duplicity. And even the State Department admits that the Kuwaiti kleptocracy – the Bush-blessed "legitimate government" – was drilling diagonally underneath the border and stealing Iraq's oil.
Kuwait had also, apparently at U.S. behest, broken the OPEC production agreement by massively increasing its oil production over the previous six months. This lowered the price at a time when Iraq needed more money for reconstruction after the Iranian war.
There would have been, in a less-bellicose administration, plenty of room for negotiation. In fact, Iraq privately expressed a willingness to leave Kuwait the weekend of August 4–5 – having, in its view, "taught Kuwait a lesson." It asked, however, that it not be condemned by the Arab League and the U.S. Immediately, Bush gave a denunciatory speech, and Baker pressured the Arab League to condemn Iraq. We were off to the races.
Bush denounced Saddam again and again as "The Dictator" and "The Aggressor." This is the same Bush who just gave himself, by executive fiat, dictatorial war powers over the American economy.
History Repeating, But Faster, Llewellyn H. Rockwell, Jr.
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In those days, the Ayatollah Khomeini was Hitler, so the U.S. pressured the U.N. not to condemn Saddam's poison gas attacks on Iranian troops. The U.S. even protected Iraqi oil tankers. When the U.S.S. Vincennes' billion-dollar Aegis missile-aiming radar system shot down an Iranian jetliner, killing 290 civilians, it was on pro-Saddam duty.
On July 25th, after the massing of Iraqi troops on the Kuwaiti border, U.S. Ambassador April Glaspie told Saddam that regarding a possible invasion of Kuwait, that "the United States has no opinion on Arab-Arab conflicts, like your border disagreement with Kuwait." "James Baker has directed our official spokesmen to emphasize this."
On July 26th, the Washington Post reported that "some officials" in the White House, Pentagon, and State Department "asserted yesterday that an Iraq attack on Kuwait would not draw a U.S. military response."
On July 30th, assistant secretary of state John Kelly confirmed to the House Middle East subcommittee, in response to a question by Lee Hamilton (D-IN), that nothing obligated us to engage U.S. forces there."
When Saddam, acting on the winks and nods, invaded Kuwait on August 2, he went from ally to Adolf overnight. Bush poured troops into Saudi Arabia, but to do so, he had to twist the Saudis' arm with angry visits from Dick Cheney and others.
Unnamed Defense Department officials were quoted as complaining about Saudi "wimps who don't want to defend themselves." The pressure worked, of course, and now – as Baker crows – the U.S. will protect its kings and kinglets with a "new regional security arrangement," courtesy of the U.S. taxpayer.
Bush's lying lips told us the troops were there for purely defensive purposes; meanwhile he and Baker worked busily, checkbooks in hand, getting U.N. members to authorize an attack. Then, right after the November election, Bush doubled the number of troops, forbade rotations, went on the offensive, and announced that he would attack if Saddam weren't out unconditionally by January 15th.
For home consumption, Bush announced that Baker would go to Baghdad, and travel the "last mile for peace," on "any date between now and the U.N. deadline of January 15th" that Iraq picked. But the offer was fraudulent. When Saddam said OK, and picked January 12th, Bush denounced him and cancelled the deal.
Advised by the psychological warfare branch of his old agency, the CIA, Bush set out to humiliate Saddam, to make sure that "Arab psychology" would prevent a pullout. That's why Bush talked about "kicking his ass," deliberately mispronounced his name (it's SaDOM, not SADem), and always used contemptuous language.
Meanwhile, all peace overtures, including the harmless idea of a Middle Eastern peace conference (which an allegedly sacred U.N. resolution has long called for), were dismissed as "rewarding aggression."
Yes, Saddam is a thug, like most of the Third World pals of the U.S. government. Yet there are real border questions between Iraq and Kuwait, as a result of British duplicity. And even the State Department admits that the Kuwaiti kleptocracy – the Bush-blessed "legitimate government" – was drilling diagonally underneath the border and stealing Iraq's oil.
Kuwait had also, apparently at U.S. behest, broken the OPEC production agreement by massively increasing its oil production over the previous six months. This lowered the price at a time when Iraq needed more money for reconstruction after the Iranian war.
There would have been, in a less-bellicose administration, plenty of room for negotiation. In fact, Iraq privately expressed a willingness to leave Kuwait the weekend of August 4–5 – having, in its view, "taught Kuwait a lesson." It asked, however, that it not be condemned by the Arab League and the U.S. Immediately, Bush gave a denunciatory speech, and Baker pressured the Arab League to condemn Iraq. We were off to the races.
Bush denounced Saddam again and again as "The Dictator" and "The Aggressor." This is the same Bush who just gave himself, by executive fiat, dictatorial war powers over the American economy.
History Repeating, But Faster, Llewellyn H. Rockwell, Jr.
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Haiti - lá vamos nós (quero dizer eles...pelo menos por enquanto) outra vez
Desta vez Bush de braço dado com Dominique de Villepin?
Bush Backs Global Police Force for Haiti: "WASHINGTON - President Bush (news - web sites) said Wednesday the United States supports the creation of an international security presence in Haiti to maintain order if a political settlement is reached. France's foreign minister, Dominique de Villepin, went a step further, saying such a force should be established immediately so it can get to work quickly once a government of national unity is formed. "
A assim temos o grande consenso intervencionista que se pode resumir nos novos democratas"We aim to rebuild the moral foundation of U.S. global leadership by harnessing America’s awesome power to universal values of liberal democracy. A new progressive internationalism can point the way."
Ivan Eland: Avoid the Temptation to Meddle in Haiti
During the 20th century, the United States repeatedly has been deeply involved Haiti’s affairs. For example, in 1915 and 1916, to keep the Germans out and help fulfill his promise to teach Latin American countries “to elect good men,” Woodrow Wilson ordered the occupation of Haiti. The United States governed Haiti for 19 years but was not a good teacher. A nationalist protest against the U.S. occupation and a massacre of such protestors by the U.S. Marines eventually led to a U.S. withdrawal in 1934 (some U.S. financial control remained until 1947). After the pull-out, a series of corrupt and authoritarian presidents ruled the country. In 1957, the even more oppressive Francois “Papa Doc” Duvalier came into power and used his secret police to terrorize the country until 1971, when he died. His despotic son, Jean-Claude “Baby Doc” Duvalier ruled until 1986.
In 1994, a flood of poor Haitian refugees began arriving on U.S. shores in makeshift boats. Then-President Clinton realized that this flow would not be popular in Florida. Under the justification of restoring the ousted democratically-elected Jean-Bertrand Aristide, he therefore assembled a U.S. military force offshore that threatened to invade Haiti if the dictatorial regime of Raoul Cedras did not leave power. That rhetoric was hypocritical because the United States had previously undermined Haiti’s nascent democracy after the 1990 election and then restored Aristide in 1994 only after he agreed to adopt policies of the U.S.-backed candidate in the 1990 elections, who had received only 14 percent of the vote.
Of course, the wealthy United States could have assimilated those refugees without threatening a potential invasion of Haiti, but that was a politically unacceptable solution. The threat worked and the Cedras regime departed without the need for a U.S. attack. A great victory was declared for human rights and democracy. (...)"
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Bush Backs Global Police Force for Haiti: "WASHINGTON - President Bush (news - web sites) said Wednesday the United States supports the creation of an international security presence in Haiti to maintain order if a political settlement is reached. France's foreign minister, Dominique de Villepin, went a step further, saying such a force should be established immediately so it can get to work quickly once a government of national unity is formed. "
A assim temos o grande consenso intervencionista que se pode resumir nos novos democratas"We aim to rebuild the moral foundation of U.S. global leadership by harnessing America’s awesome power to universal values of liberal democracy. A new progressive internationalism can point the way."
Ivan Eland: Avoid the Temptation to Meddle in Haiti
During the 20th century, the United States repeatedly has been deeply involved Haiti’s affairs. For example, in 1915 and 1916, to keep the Germans out and help fulfill his promise to teach Latin American countries “to elect good men,” Woodrow Wilson ordered the occupation of Haiti. The United States governed Haiti for 19 years but was not a good teacher. A nationalist protest against the U.S. occupation and a massacre of such protestors by the U.S. Marines eventually led to a U.S. withdrawal in 1934 (some U.S. financial control remained until 1947). After the pull-out, a series of corrupt and authoritarian presidents ruled the country. In 1957, the even more oppressive Francois “Papa Doc” Duvalier came into power and used his secret police to terrorize the country until 1971, when he died. His despotic son, Jean-Claude “Baby Doc” Duvalier ruled until 1986.
In 1994, a flood of poor Haitian refugees began arriving on U.S. shores in makeshift boats. Then-President Clinton realized that this flow would not be popular in Florida. Under the justification of restoring the ousted democratically-elected Jean-Bertrand Aristide, he therefore assembled a U.S. military force offshore that threatened to invade Haiti if the dictatorial regime of Raoul Cedras did not leave power. That rhetoric was hypocritical because the United States had previously undermined Haiti’s nascent democracy after the 1990 election and then restored Aristide in 1994 only after he agreed to adopt policies of the U.S.-backed candidate in the 1990 elections, who had received only 14 percent of the vote.
Of course, the wealthy United States could have assimilated those refugees without threatening a potential invasion of Haiti, but that was a politically unacceptable solution. The threat worked and the Cedras regime departed without the need for a U.S. attack. A great victory was declared for human rights and democracy. (...)"
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2004/02/27
Israeli Police Kill Two Palestinians, Witnesses Say
"BIDDO, West Bank (Reuters) - Israeli police shot dead two Palestinians Thursday during a confrontation with stone-throwers at a demonstration against Israel's West Bank barrier, witnesses said."
Talvez possamos ouvir mais uns comentários sobre como os israelitas só matam terroristas e que é por isso que morrem 4 vezes mais árabes neste confronto sem fim. E estas pedras foram fornecidas pelo Irão, Saddam, a Siria e quem sabe a França. E talvez esta seja uma posta anti-semita.
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Talvez possamos ouvir mais uns comentários sobre como os israelitas só matam terroristas e que é por isso que morrem 4 vezes mais árabes neste confronto sem fim. E estas pedras foram fornecidas pelo Irão, Saddam, a Siria e quem sabe a França. E talvez esta seja uma posta anti-semita.
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Junk Science
No Público: "a Alemanha, através do chanceler Gerhard Schroeder, e a França, pela voz do primeiro-ministro, Jean-Pierre Rafarin - juntaram-se esta semana para apelar ao BCE que desça as taxas de juro de curto prazo, com o objectivo de suster a valorização da moeda única europeia face ao dólar e apoiar, desta forma, a recuperação da economia do Velho Continente"
Tradução "austríaca":
Políticos pedem a um burocrata que desça administrativamente um preço (a taxa de juro não é um preço, mas isso é outra conversa austríaca) para que o preço relativo entre dois papeis moedas (que só existem por decreto) ajude a recuperar a economia (essa visão abstracta e colectivizante de um conjunto de entidades independentes quase transformadas num orgão vivo) que é obrigada a usar uma delas.
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Tradução "austríaca":
Políticos pedem a um burocrata que desça administrativamente um preço (a taxa de juro não é um preço, mas isso é outra conversa austríaca) para que o preço relativo entre dois papeis moedas (que só existem por decreto) ajude a recuperar a economia (essa visão abstracta e colectivizante de um conjunto de entidades independentes quase transformadas num orgão vivo) que é obrigada a usar uma delas.
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A diferença
Ao ler a "Sagrada Violência ou Jesus Segundo Mel Gibson" na Rua da Judiaria acabei a pensar - afinal qual a diferença entre Judaismo e Cristianismo? Jesus Cristo. E as diferenças devem ser assumidas. E isso percebe-se nessa posta. E que as diferenças são tão importantes quanto o que existe em comum.
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Os democratas com uma guilhotina
depois dos jacobinos humanistas com uma guilhotina
Pensamentos que me ocorrem ao ler no Intermitente "O Movimento Anti-Guerra Revisto e Diminuído".
Que depois de um desastre em termos de confiança na intocável e mitica superioridade moral e dos métodos das decisões de guerra das "democracias liberais ocidentais" provocado pela Guerra do Iraque, (defendida por muitos que se reclamam acreditar na descentralização Hayekiana e na desconfiança quanto a tentativas construtucionistas de quem admira Edmund Burke e ainda, quero acreditar, num pessimismo crónico quanto ao intervencionismo social) tem energias para põr em causa as razões do movimento anti-guerra (que para quem não sabe, incluiu muitos e rigidos conservadores e liberais, como o meu caso).
Vamos lá ler a introdução: "Recomendo vivamente a leitura integral deste artigo de Anis Shivani na Newtopia Magazine (que não pode, propriamente ser acusada de direitista)."
É como a satisfação de João Pereira Coutinho no Expresso passado, em anunciar que as políticas de Bush remontam a Clinton (que argumento demolidor para um conservador).
Aliás, posso mesmo afirmar, todas as guerras que procuraram transformar "A Republic" num "Empire" foram da Esquerda Americana: Woodrow WIlson (o desastre civilizacional da WWI) , Roosevelt (a vitória de Estaline e Mao), Truman (as WMD sobre civis japoneses e a Coreia), Kennedy e Lyndon Johnson (o Vietname). E com eles a transformação de um república e união livre de Estados num grande welfare warfare state.
"The anti-war movement should support regime change not just in Iraq (or Syria or Iran) but in fifty or sixty mostly Muslim countries that are tyrannical and abusive of basic human rights (...) Why shouldn't Iraqis and Iranians and Egyptians have access to the same rights we have taken for granted? Why shouldn't any means possible - short of wanton destruction - be used to bring about this state of affairs?
Why shouldn't patriotism, meaning the belief in the best that America represents, become a force for global good again?"
Estes tipos são mesmo perigosos. Os novos revolucionários. Os novos Jacobinos. Não com guilhotinas mas bombardeiros. O militarismo das falinhas mansas e da superioridade ideológica. A democracia à bomba.
Metam-se na vossa vida. Deixem as populações tratarem dos seus regimes. Lutem pelo Comércio Livre - o melhor método de transmitir liberdade individual (claro que pelo contrário passam a vida a congeminar SANÇÔES) e incentivo à formação de direitos de propriedade, em todos os pontos do globo, em todas as culturas.
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Pensamentos que me ocorrem ao ler no Intermitente "O Movimento Anti-Guerra Revisto e Diminuído".
Que depois de um desastre em termos de confiança na intocável e mitica superioridade moral e dos métodos das decisões de guerra das "democracias liberais ocidentais" provocado pela Guerra do Iraque, (defendida por muitos que se reclamam acreditar na descentralização Hayekiana e na desconfiança quanto a tentativas construtucionistas de quem admira Edmund Burke e ainda, quero acreditar, num pessimismo crónico quanto ao intervencionismo social) tem energias para põr em causa as razões do movimento anti-guerra (que para quem não sabe, incluiu muitos e rigidos conservadores e liberais, como o meu caso).
Vamos lá ler a introdução: "Recomendo vivamente a leitura integral deste artigo de Anis Shivani na Newtopia Magazine (que não pode, propriamente ser acusada de direitista)."
É como a satisfação de João Pereira Coutinho no Expresso passado, em anunciar que as políticas de Bush remontam a Clinton (que argumento demolidor para um conservador).
Aliás, posso mesmo afirmar, todas as guerras que procuraram transformar "A Republic" num "Empire" foram da Esquerda Americana: Woodrow WIlson (o desastre civilizacional da WWI) , Roosevelt (a vitória de Estaline e Mao), Truman (as WMD sobre civis japoneses e a Coreia), Kennedy e Lyndon Johnson (o Vietname). E com eles a transformação de um república e união livre de Estados num grande welfare warfare state.
"The anti-war movement should support regime change not just in Iraq (or Syria or Iran) but in fifty or sixty mostly Muslim countries that are tyrannical and abusive of basic human rights (...) Why shouldn't Iraqis and Iranians and Egyptians have access to the same rights we have taken for granted? Why shouldn't any means possible - short of wanton destruction - be used to bring about this state of affairs?
Why shouldn't patriotism, meaning the belief in the best that America represents, become a force for global good again?"
Estes tipos são mesmo perigosos. Os novos revolucionários. Os novos Jacobinos. Não com guilhotinas mas bombardeiros. O militarismo das falinhas mansas e da superioridade ideológica. A democracia à bomba.
Metam-se na vossa vida. Deixem as populações tratarem dos seus regimes. Lutem pelo Comércio Livre - o melhor método de transmitir liberdade individual (claro que pelo contrário passam a vida a congeminar SANÇÔES) e incentivo à formação de direitos de propriedade, em todos os pontos do globo, em todas as culturas.
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Rabbi Daniel Lapin
"Finally I believe the attacks on Mel Gibson are a mistake because while they may be in the interests of Jewish organizations who raise money with the specter of anti-Semitism, and while they may be in the interests of Jewish journalists at the New York Times and elsewhere who are trying to boost their careers, they are most decidedly not in the interests of most American Jews who go about their daily lives in comfortable harmony with their Christian fellow citizens. You see, many Christians see all this as attacks not just on Mel Gibson alone or as mere critiques of a movie, but with some justification in my view, they see them as attacks against all Christians. This is not so different from the way most people react to attack. We Jews usually feel that we have all been attacked even when only a few of us suffer assault on account of our faith."
Via Did Jesus Get Lost in Translation?, by Gary North
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Via Did Jesus Get Lost in Translation?, by Gary North
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Coisas de NeoCons
Via: The Neo-Authoritarians
1.
David Horowitz whines about a lack of 'academic freedom' – and calls for government regulation of campuses to ensure 'diversity': According to Horowitz's own website, Colorado Republican lawmakers have introduced legislation embodying his Orwellian concept of "academic freedom":
"The bill requires schools to enact a grievance procedure for students subjected to a 'hostile environment' toward their religious and political views. It also says students have a right to be free from professors who introduce 'controversial matter' unrelated to the subject they are teaching."
...
So now Horowitz is campaigning for legislation to ensure that the tender little egos of the campus Republicans are protected from bad vibes and other potentially deadly hate-thoughts! How pathetic. Horowitz isn't and never was opposed to "political correctness" – he just wants in on the PC game.
2.
The same police state mentality pervades An End to Evil, a book advertised on Horowitz's website, in which authors David Frum and Richard Perle propose a national identification card recording the bearer's retinal pattern, and advocate setting up a national domestic spying system that would "alert" authorities to such "suspicious" activities as expressing opposition to U.S. foreign policy or "suddenly" growing a beard (!) "A free society," intone Frum and Perle, "is a self-policed society." So peek in your neighbor's window, and write down the license plate number of every car parked outside that antiwar meeting, lest any of them feel un-free. Yeah, and just remember: War is Peace, Freedom is Slavery, and Ignorance is Strength.
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1.
David Horowitz whines about a lack of 'academic freedom' – and calls for government regulation of campuses to ensure 'diversity': According to Horowitz's own website, Colorado Republican lawmakers have introduced legislation embodying his Orwellian concept of "academic freedom":
"The bill requires schools to enact a grievance procedure for students subjected to a 'hostile environment' toward their religious and political views. It also says students have a right to be free from professors who introduce 'controversial matter' unrelated to the subject they are teaching."
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So now Horowitz is campaigning for legislation to ensure that the tender little egos of the campus Republicans are protected from bad vibes and other potentially deadly hate-thoughts! How pathetic. Horowitz isn't and never was opposed to "political correctness" – he just wants in on the PC game.
2.
The same police state mentality pervades An End to Evil, a book advertised on Horowitz's website, in which authors David Frum and Richard Perle propose a national identification card recording the bearer's retinal pattern, and advocate setting up a national domestic spying system that would "alert" authorities to such "suspicious" activities as expressing opposition to U.S. foreign policy or "suddenly" growing a beard (!) "A free society," intone Frum and Perle, "is a self-policed society." So peek in your neighbor's window, and write down the license plate number of every car parked outside that antiwar meeting, lest any of them feel un-free. Yeah, and just remember: War is Peace, Freedom is Slavery, and Ignorance is Strength.
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A crítica a Buchanan e Tullock e algumas premissas da Escolha Pública
Espero que o meu colega e amigo AAA me perdoe esta posta no dia da apresentação do "O que é a Escolha Pública? Para uma análise económica da política", mas uma das características e quase missão da Causa Liberal é precisamente provar que a Filosofia do Liberalismo é muito diversa, ao contrário do que muitos pensam, que a dão como tendo um qualquer pensamento único.
Numa entrevista a Hans-Hermann Hoppe recentemente publicada no Mises.org é abordada a Escolha Pública:
Akkurt: What are your views on the public choice school. If I am not wrong you criticize James Buchanan for defending the state. Would you briefly describe your view on this issue. Why is there a tension between your thinking and public choice?
Hoppe: The Public Choice school—most notably Buchanan and Tullock—is typically credited for the insight that people within government are just as much self-interested as people outside of government, i.e., in private business. People do not change their nature and become less self-interested upon becoming a government official.
Now this is of course a fundamentally correct insight. But this insight is not new. You can find it all over in the literature. Certainly 'realist' political sociologists such as Gaetano Mosca and Robert Michels knew this much, and 'Austrians' knew it too, of course.
What is new about the Buchanan-Tullock school is its theory of the State and political (as contrasted to economic) action. However, this innovation is patently false.
Buchanan and Tullock think the State is essentially a voluntary institution, on a par with private business firms. They claim that 'the market and the State are both devices through which cooperation is organized and made possible.' (Calculus of Consent, p. 19) And since the State is like a firm, Buchanan then concludes in his Limits of Liberty, whatever happens in politics, every status quo, 'must be evaluated as if it were legitimate contractually.'
Now, I regard all of this as dangerous nonsense. Until Buchanan & Tullock, there existed almost universal agreement, regardless of whether one was a State-apologist or an anarchist critic of the State, as to the nature of the State, i.e., what a State actually was. States were recognized as categorically different forms of organization than firms: unlike firms, every State fundamentally rested on coercion. Buchanan's claim to the contrary would have been regarded as a childish intellectual error.
The great Austrian economist Joseph Schumpeter (himself a member of the Lausanne rather than the Vienna or Austrian School) once remarked on views such as Buchanan's: a "theory which construes taxes on the analogy of club dues or the purchase of the service of, say, a doctor only proves how far removed this part of the social sciences is from scientific habits of minds." I wholeheartedly agree with this verdict.
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Numa entrevista a Hans-Hermann Hoppe recentemente publicada no Mises.org é abordada a Escolha Pública:
Akkurt: What are your views on the public choice school. If I am not wrong you criticize James Buchanan for defending the state. Would you briefly describe your view on this issue. Why is there a tension between your thinking and public choice?
Hoppe: The Public Choice school—most notably Buchanan and Tullock—is typically credited for the insight that people within government are just as much self-interested as people outside of government, i.e., in private business. People do not change their nature and become less self-interested upon becoming a government official.
Now this is of course a fundamentally correct insight. But this insight is not new. You can find it all over in the literature. Certainly 'realist' political sociologists such as Gaetano Mosca and Robert Michels knew this much, and 'Austrians' knew it too, of course.
What is new about the Buchanan-Tullock school is its theory of the State and political (as contrasted to economic) action. However, this innovation is patently false.
Buchanan and Tullock think the State is essentially a voluntary institution, on a par with private business firms. They claim that 'the market and the State are both devices through which cooperation is organized and made possible.' (Calculus of Consent, p. 19) And since the State is like a firm, Buchanan then concludes in his Limits of Liberty, whatever happens in politics, every status quo, 'must be evaluated as if it were legitimate contractually.'
Now, I regard all of this as dangerous nonsense. Until Buchanan & Tullock, there existed almost universal agreement, regardless of whether one was a State-apologist or an anarchist critic of the State, as to the nature of the State, i.e., what a State actually was. States were recognized as categorically different forms of organization than firms: unlike firms, every State fundamentally rested on coercion. Buchanan's claim to the contrary would have been regarded as a childish intellectual error.
The great Austrian economist Joseph Schumpeter (himself a member of the Lausanne rather than the Vienna or Austrian School) once remarked on views such as Buchanan's: a "theory which construes taxes on the analogy of club dues or the purchase of the service of, say, a doctor only proves how far removed this part of the social sciences is from scientific habits of minds." I wholeheartedly agree with this verdict.
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2004/02/26
Bom senso
E mais notícias sobre o separatismo albanês no Kosovo (terroristas ajudados pela Nato?)
Balkan Express
"Earlier this month, NATO had been planning to reduce its occupation force in the Serbian province of Kosovo. But a full retreat should not be expected any time soon.
Two more Serbs were killed last Friday, their murderers "unknown" as usual. The murders went largely unnoticed, especially after a car bomb almost killed a minister in the Kosovo Albanian government Saturday. It was almost certainly a feud between factions of the KLA, a typical example of political discourse in the occupied province. Even though the UN/NATO occupation is precisely what has enabled this ongoing campaign of terror against Serbs and Albanian political rivals of the KLA, the "lack of security and reconciliation" is being cited as a reason for its continuation.
That suits the Albanians fine, it seems, as they push harder than ever for Kosovo's official separation from Serbia. At the recent inauguration of the Kosovo Assembly, non-Albanians refused to enter the lavish new building erected with Imperial donations because the paintings exhibited in the halls depicted scenes of exclusively Albanian history. Polite requests by the UN viceroy to remove the paintings were rebuffed, and more Albanian symbols are scheduled to appear. (...)"
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"Earlier this month, NATO had been planning to reduce its occupation force in the Serbian province of Kosovo. But a full retreat should not be expected any time soon.
Two more Serbs were killed last Friday, their murderers "unknown" as usual. The murders went largely unnoticed, especially after a car bomb almost killed a minister in the Kosovo Albanian government Saturday. It was almost certainly a feud between factions of the KLA, a typical example of political discourse in the occupied province. Even though the UN/NATO occupation is precisely what has enabled this ongoing campaign of terror against Serbs and Albanian political rivals of the KLA, the "lack of security and reconciliation" is being cited as a reason for its continuation.
That suits the Albanians fine, it seems, as they push harder than ever for Kosovo's official separation from Serbia. At the recent inauguration of the Kosovo Assembly, non-Albanians refused to enter the lavish new building erected with Imperial donations because the paintings exhibited in the halls depicted scenes of exclusively Albanian history. Polite requests by the UN viceroy to remove the paintings were rebuffed, and more Albanian symbols are scheduled to appear. (...)"
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Cuidado com os Católicos!
Depois de (via Mata-Mouros) ler este post no Crónicas Matinais reforço a minha ideia de que ser católico conservador (com os chamadaos "progressistas" não há geralmente problemas...) é dos maiores atentados que hoje em dia se pode cometer contra o totalitarismo do politicamente correcto.
Mais uma boa razão, se outras não houvesse, para ver o filme e admirar a coragem de Mel Gibson.

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Mais uma boa razão, se outras não houvesse, para ver o filme e admirar a coragem de Mel Gibson.

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"O que é a Escolha Pública?" - Universidade Católica (Lisboa) - Sexta-feira às 18:00h
Realiza-se amanhã, sexta-feira, às 18:00h, na Sala de Exposições do Ed. da Biblioteca Universitária João Paulo II da Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa, uma sessão de apresentação do livro "O que é a Escolha Pública? Para uma análise económica da política". A apresentação estará a cargo do Professor Jorge Braga de Macedo e do Dr. José Manuel Fernandes.

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Anti-anti-semitismo II
Escrevi a posta anterior ainda sem ter dado uma volta na blogosfera e deparar-me com um sem número de comentários a resvalar para o histerismo anti-pretensamente-anti-semita sobre Mel Gibson e o seu filme.
Com a mesma letra podia-se responder a (no Homem a Dias) "Jesus foi um entre os muitos milhões de judeus assassinados, num exercício anterior a Ramsés II e que se prolonga animadamente até hoje. Outros judeus, discutivelmente melhores, decerto igualmente humanos, morreram pela ‘morte’ desse particular judeu e pelo que calhou sem que se ouvisse um pio de indignação." com talvez um certo anti-Cristianismo, não?
Nota: sabe-se que foi a Aristocracia católica alemã, parte de origem Prussa, que tentou de dentro combater Hitler e até tentar um assassinato (trágicamente falhado). Também parece que os "aliados" recusaram qualquer ajuda. Interessante foi saber que Mussolini pediu a excomunhão de Hitler ao Vaticano. Também tentou ajudar a Áustria quando da sua anexação mas uma hipócrita Liga das Nações (constrúida para proteger o Status Quo do grande Império Britânico e Francês saído do desastroso Versailles) condenava-a por causa da sua presença na Etiópia.
Muitos e bem (pelo menos na direita liberal) denunciam a victimologia crónica nos EUA (e em todo o lado) para justificar a discriminação positiva dos afro-americans ou como David Horowitz da FrontpageMagazine para combater um anunciado pedido de indemnização aos negros pela escravidão, mas no que toca ao sofrimento dos Judeus parecem não existir limites à constante vitimologia usada quer para denunciar os criticos de Israel, da guerra ao Iraque, ou do traçado do Muro, ou de Mel Gibson, ou...
A propósito da Igreja e do que diz sobre a morte de Cristo e os Judeus (via LRCBlog)
But how long do we have to put up with the libelous baloney that the Catholic Church taught that "the Jews" were responsible for the Crucifixion, until the glorious dawn of Vatican II? Here's just one of the things that the Catechism of the 16th century Council of Trent had to say: "Men of all ranks and conditions were gathered together against the Lord, and against His Christ. Gentiles and Jews were the advisers, the authors, the ministers of His Passion: Judas betrayed Him, Peter denied Him, all the rest deserted Him."
E como aqui se diz, quanto mais tempo tem de passar a ouvirmos de como foi o Vaticano II que de alguma forma terá renunciado à culpa dos Judeus na morte de Cristo? O que é dito que TODOS foram culpados. Todos somos culpados.
Mas no discurso habitual Anti-"anti-semitismo" vemos como se tenta passar a ideia que um Católico tradicionalista crítico do C.Vaticano II óbviamente está a renunciar a tal renúncia. O que só pode significar anti-semitismo.
Parece que os Italianos têm mais razão de queixa pelas cenas anti-romanas.
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Com a mesma letra podia-se responder a (no Homem a Dias) "Jesus foi um entre os muitos milhões de judeus assassinados, num exercício anterior a Ramsés II e que se prolonga animadamente até hoje. Outros judeus, discutivelmente melhores, decerto igualmente humanos, morreram pela ‘morte’ desse particular judeu e pelo que calhou sem que se ouvisse um pio de indignação." com talvez um certo anti-Cristianismo, não?
Nota: sabe-se que foi a Aristocracia católica alemã, parte de origem Prussa, que tentou de dentro combater Hitler e até tentar um assassinato (trágicamente falhado). Também parece que os "aliados" recusaram qualquer ajuda. Interessante foi saber que Mussolini pediu a excomunhão de Hitler ao Vaticano. Também tentou ajudar a Áustria quando da sua anexação mas uma hipócrita Liga das Nações (constrúida para proteger o Status Quo do grande Império Britânico e Francês saído do desastroso Versailles) condenava-a por causa da sua presença na Etiópia.
Muitos e bem (pelo menos na direita liberal) denunciam a victimologia crónica nos EUA (e em todo o lado) para justificar a discriminação positiva dos afro-americans ou como David Horowitz da FrontpageMagazine para combater um anunciado pedido de indemnização aos negros pela escravidão, mas no que toca ao sofrimento dos Judeus parecem não existir limites à constante vitimologia usada quer para denunciar os criticos de Israel, da guerra ao Iraque, ou do traçado do Muro, ou de Mel Gibson, ou...
A propósito da Igreja e do que diz sobre a morte de Cristo e os Judeus (via LRCBlog)
But how long do we have to put up with the libelous baloney that the Catholic Church taught that "the Jews" were responsible for the Crucifixion, until the glorious dawn of Vatican II? Here's just one of the things that the Catechism of the 16th century Council of Trent had to say: "Men of all ranks and conditions were gathered together against the Lord, and against His Christ. Gentiles and Jews were the advisers, the authors, the ministers of His Passion: Judas betrayed Him, Peter denied Him, all the rest deserted Him."
E como aqui se diz, quanto mais tempo tem de passar a ouvirmos de como foi o Vaticano II que de alguma forma terá renunciado à culpa dos Judeus na morte de Cristo? O que é dito que TODOS foram culpados. Todos somos culpados.
Mas no discurso habitual Anti-"anti-semitismo" vemos como se tenta passar a ideia que um Católico tradicionalista crítico do C.Vaticano II óbviamente está a renunciar a tal renúncia. O que só pode significar anti-semitismo.
Parece que os Italianos têm mais razão de queixa pelas cenas anti-romanas.
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Candidatos de esquerda à presidência dos Estados Unidos
Daniel Oliveira escreveu no Barnabé que "Dean criou condições para que um dia destes até haja um candidato de esquerda à presidência dos Estados Unidos".
Não sei se o "mérito" foi de Dean, mas parece-me que, pelo menos em matéria de despesa pública, já haverá em 2004 dois candidatos de esquerda à presidência dos Estados Unidos: Bush e Kerry...
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Não sei se o "mérito" foi de Dean, mas parece-me que, pelo menos em matéria de despesa pública, já haverá em 2004 dois candidatos de esquerda à presidência dos Estados Unidos: Bush e Kerry...
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Anti-anti-semitismo
A propósito de "O Vaticano, o anti-semitismo e os extremismos de sempre (agora em nova embalagem) " no Mata-Mouros que remete para The Vatican's Betrayal of Israel
Permito-me surpreender para já que um Católico escreva um texto intitulado de "The Vatican's Betrayal of Israel". É como quando Thomas Fleming escreve sobre Michael Novak:
"Dear Michael, I read your latest piece in Il Sole, in which you take issue with an Italian priest who had said that democracy could not be established at the point of a gun. (...) I well remember the first time I heard you speak—though it was a speech you had given (and would give) many times. Your basic argument was that the only problem with Latin America was that it had never had a Protestant Reformation. I was an Anglican in those days, but I could not understand how a Catholic could be so disloyal to his Church. I still don’t."
Antes de prosseguir com uma breve análise do artigo em questão vou sugerir aqui a leitura de um texto de Murray N. Rothbard (conservative-libertarian, filho de pais judeus - tal como o seu mentor e austríaco Ludwig von Mises - imigrantes da Polónia).
PAT BUCHANAN AND THE MENACE ANTI-ANTI-SEMITISM
Nota rápida: parto-me sempre a rir quando leio neste texto "...Poor Barbara; like all Randians, she is perpetually out of sync" - esta é uma boca aos adoradores do culto de Ayn Rand" :)
"I have it on good authority that Barbara Branden is spending a good portion of her time lately brooding about the Arising menace of anti-Semitism." Poor Barbara; like all Randians, she is perpetually out of sync. There is indeed a menace in this area, Barbara, but it is precisely the opposite: the cruel despotism of Organized Anti-Anti-Semitism. Wielding the fearsome brand of "Anti-Semite" as a powerful weapon, the professional Anti-Anti-Semite is able, in this day and age, to wound and destroy anyone he disagrees with by implanting this label indelibly in the public mind. How can one argue against this claim, always made with hysteria and insufferable self-righteousness? To reply "I am not an anti-Semite" is as feeble and unconvincing as Richard Nixon's famous declaration that "I am not a crook."
So far, Organized Anti-Anti-Semitism has been able to destroy, to drive out of public life, anyone who receives the "anti-Semite" treatment. True, "anti-Semitic" expression is not yet illegal (though it is banned in many Western "democracies," as well as increasingly – as with other "hate speech" – serving as grounds for expulsion, or at the very least compulsory "reeducation," on college campuses). But the receiver of the brand is generally deprived of access to organs of influential opinion, and is marginalized out of the centers of public life. At best, the victim of the brand may be driven to abase himself before his persecutors, and, by suitable groveling, apologies, and – most important – the changing of positions of crucial interest to his enemies, he may work his way back into public life – at the expense of course, of self-emasculation. Or, if, by chance, the victim manages to survive the onslaught, he may be induced to exercise due caution and shut up about such issues in the future, which amounts to the same thing. In that way, Organized Anti-Anti-Semitism (OAAS) creates, for itself, a win-win situation."
Mas voltando a Don Kenner, que não conheço, e que escreve na FrontpageMagazine de David Horowitz (um antigo esquerdista anti-guerra do vietname que achou por bem fazer um upgrade para neoconservador). Parece que o problema é condenar o Muro. Pois eu acho que o Muro é uma decisão que compete a Israel mas não vejo como a Igreja pudesse apoiá-la em tal decisão. O Muro é uma derrota de uma certa estratégia e um retrocesso. Pode ser necessário ou não, compete aos próprios decidi-lo, mas é um retrocesso. Os extremistas alimentam-se destes retrocessos. Mesmo quando são necessários.
Quase que apostaria que o mesmo Don Kenner terá escrito sobre a traição (ou coisa do género) do Vaticano aos EUA na questão do Iraque. Os Neoconservadores escreveram abundantemente sobre a falta de patriotismo ("unpatriotic conservatives") dos conservadores tradicionais (aqueles que desconfiam da "national greatness", do "império benevolente", da exportação da democracia na ponta da baioneta - tal como o padre italiano que Novak quis rebater).
Curiosamente não cita a sua fonte, compõe um texto que não fornece e diz (vou pôr a Negro o mais importante):
"The real violation is to be found in article 11, section 2, which reads:
"The Holy See, while maintaining in every case the right to exercise its moral and spiritual teaching-office, deems it opportune to recall that, owing to its own character, it is solemnly committed to remaining a stranger to all merely temporal conflicts, which principle applies specifically to disputed territories and unsettled borders."
It is refreshing to hear the so-called "occupied lands" referred to as disputed territories. But the Bishops refer to the anti-terrorism fence as a "land grab" and speak of it cutting through "Palestinian land." Does this sound like a solemn commitment to "remaining a stranger" to conflicts concerning "unsettled borders"?"
Pois, primeiro congratula-se por poder concluir que os "territórios ocupados" são "territórios em disputa", depois quer apanhar em contradição e uma razão de "traição a Israel" pela aparente (mais uma vez não cita o texto, quer "apenas" que acreditemos na sua palavra) condenação a partes do seu traçado. Um pouco excessivo, não?
Finalmente, conclui magnificamente: "Later, during a heated exchange, Latin-rite Patriarch Michel Sabbah told Israeli President Moshe Katsav that the security fence is not necessary because the occupation causes terrorism. It cannot be stated too often that Arab pogroms against Jews, massacres of Jewish civilians, and even terrorism predate the 1967 war, and therefore predate the "occupation."
Uma conclusão forçada. Como muitas neste assunto. Antes de 1967 as vítimas israelitas de ataques árabes eram muito diminutas comparando com as depois da guerra de 1967 (e consequente expansão territorial alegando necessidades de defesa). Querer provar que ovo precedeu a galinha ou o contrário na necessidade de "ocupação" não afasta a realidade da "ocupação" e os seus custos (e vidas) impostos sobre os não terroristas (a maioria da população), e a cuja falta de soluções alimenta os que escolhem o terrorismo.
Deixo ainda o final do texto de Murray N. Rothbard:
"But am I not redefining anti-Semitism out of existence? Certainly not. On the subjective definition, by the very nature of the situation, I don't know any such people, and I doubt whether the Smear Bund does either. On the objective definition, where outsiders can have greater knowledge, and setting aside clear-cut anti-Semites of the past, there are in modern America authentic anti-Semites: groups such as the Christian Identity movement, or the Aryan Resistance, or the author of the novel Turner's Diaries. But these are marginal groups, you say, of no account and not worth worrying about? Yes, fella, and that is precisely the point."
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Permito-me surpreender para já que um Católico escreva um texto intitulado de "The Vatican's Betrayal of Israel". É como quando Thomas Fleming escreve sobre Michael Novak:
"Dear Michael, I read your latest piece in Il Sole, in which you take issue with an Italian priest who had said that democracy could not be established at the point of a gun. (...) I well remember the first time I heard you speak—though it was a speech you had given (and would give) many times. Your basic argument was that the only problem with Latin America was that it had never had a Protestant Reformation. I was an Anglican in those days, but I could not understand how a Catholic could be so disloyal to his Church. I still don’t."
Antes de prosseguir com uma breve análise do artigo em questão vou sugerir aqui a leitura de um texto de Murray N. Rothbard (conservative-libertarian, filho de pais judeus - tal como o seu mentor e austríaco Ludwig von Mises - imigrantes da Polónia).
PAT BUCHANAN AND THE MENACE ANTI-ANTI-SEMITISM
Nota rápida: parto-me sempre a rir quando leio neste texto "...Poor Barbara; like all Randians, she is perpetually out of sync" - esta é uma boca aos adoradores do culto de Ayn Rand" :)
"I have it on good authority that Barbara Branden is spending a good portion of her time lately brooding about the Arising menace of anti-Semitism." Poor Barbara; like all Randians, she is perpetually out of sync. There is indeed a menace in this area, Barbara, but it is precisely the opposite: the cruel despotism of Organized Anti-Anti-Semitism. Wielding the fearsome brand of "Anti-Semite" as a powerful weapon, the professional Anti-Anti-Semite is able, in this day and age, to wound and destroy anyone he disagrees with by implanting this label indelibly in the public mind. How can one argue against this claim, always made with hysteria and insufferable self-righteousness? To reply "I am not an anti-Semite" is as feeble and unconvincing as Richard Nixon's famous declaration that "I am not a crook."
So far, Organized Anti-Anti-Semitism has been able to destroy, to drive out of public life, anyone who receives the "anti-Semite" treatment. True, "anti-Semitic" expression is not yet illegal (though it is banned in many Western "democracies," as well as increasingly – as with other "hate speech" – serving as grounds for expulsion, or at the very least compulsory "reeducation," on college campuses). But the receiver of the brand is generally deprived of access to organs of influential opinion, and is marginalized out of the centers of public life. At best, the victim of the brand may be driven to abase himself before his persecutors, and, by suitable groveling, apologies, and – most important – the changing of positions of crucial interest to his enemies, he may work his way back into public life – at the expense of course, of self-emasculation. Or, if, by chance, the victim manages to survive the onslaught, he may be induced to exercise due caution and shut up about such issues in the future, which amounts to the same thing. In that way, Organized Anti-Anti-Semitism (OAAS) creates, for itself, a win-win situation."
Mas voltando a Don Kenner, que não conheço, e que escreve na FrontpageMagazine de David Horowitz (um antigo esquerdista anti-guerra do vietname que achou por bem fazer um upgrade para neoconservador). Parece que o problema é condenar o Muro. Pois eu acho que o Muro é uma decisão que compete a Israel mas não vejo como a Igreja pudesse apoiá-la em tal decisão. O Muro é uma derrota de uma certa estratégia e um retrocesso. Pode ser necessário ou não, compete aos próprios decidi-lo, mas é um retrocesso. Os extremistas alimentam-se destes retrocessos. Mesmo quando são necessários.
Quase que apostaria que o mesmo Don Kenner terá escrito sobre a traição (ou coisa do género) do Vaticano aos EUA na questão do Iraque. Os Neoconservadores escreveram abundantemente sobre a falta de patriotismo ("unpatriotic conservatives") dos conservadores tradicionais (aqueles que desconfiam da "national greatness", do "império benevolente", da exportação da democracia na ponta da baioneta - tal como o padre italiano que Novak quis rebater).
Curiosamente não cita a sua fonte, compõe um texto que não fornece e diz (vou pôr a Negro o mais importante):
"The real violation is to be found in article 11, section 2, which reads:
"The Holy See, while maintaining in every case the right to exercise its moral and spiritual teaching-office, deems it opportune to recall that, owing to its own character, it is solemnly committed to remaining a stranger to all merely temporal conflicts, which principle applies specifically to disputed territories and unsettled borders."
It is refreshing to hear the so-called "occupied lands" referred to as disputed territories. But the Bishops refer to the anti-terrorism fence as a "land grab" and speak of it cutting through "Palestinian land." Does this sound like a solemn commitment to "remaining a stranger" to conflicts concerning "unsettled borders"?"
Pois, primeiro congratula-se por poder concluir que os "territórios ocupados" são "territórios em disputa", depois quer apanhar em contradição e uma razão de "traição a Israel" pela aparente (mais uma vez não cita o texto, quer "apenas" que acreditemos na sua palavra) condenação a partes do seu traçado. Um pouco excessivo, não?
Finalmente, conclui magnificamente: "Later, during a heated exchange, Latin-rite Patriarch Michel Sabbah told Israeli President Moshe Katsav that the security fence is not necessary because the occupation causes terrorism. It cannot be stated too often that Arab pogroms against Jews, massacres of Jewish civilians, and even terrorism predate the 1967 war, and therefore predate the "occupation."
Uma conclusão forçada. Como muitas neste assunto. Antes de 1967 as vítimas israelitas de ataques árabes eram muito diminutas comparando com as depois da guerra de 1967 (e consequente expansão territorial alegando necessidades de defesa). Querer provar que ovo precedeu a galinha ou o contrário na necessidade de "ocupação" não afasta a realidade da "ocupação" e os seus custos (e vidas) impostos sobre os não terroristas (a maioria da população), e a cuja falta de soluções alimenta os que escolhem o terrorismo.
Deixo ainda o final do texto de Murray N. Rothbard:
"But am I not redefining anti-Semitism out of existence? Certainly not. On the subjective definition, by the very nature of the situation, I don't know any such people, and I doubt whether the Smear Bund does either. On the objective definition, where outsiders can have greater knowledge, and setting aside clear-cut anti-Semites of the past, there are in modern America authentic anti-Semites: groups such as the Christian Identity movement, or the Aryan Resistance, or the author of the novel Turner's Diaries. But these are marginal groups, you say, of no account and not worth worrying about? Yes, fella, and that is precisely the point."
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Patriotic Gore
Justin Raimondo sobre Inventing a Nation, de Gore Vidal:
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Gore Vidal’s vast panorama of American history—a series of seven novels, the “American Chronicles,” ranging in time from the Revolution (Burr) to the period from 1939-1954 (Washington, D.C. and The Golden Age)—utilized the author’s considerable skills as a writer of fiction to dramatize historical truth. As a documentary codicil to that series, Inventing a Nation projects the same storyline—America’s long road to empire—on a smaller screen.
With a novelist’s eye for character and the telling detail, Gore Vidal takes us on a brisk ride through early American history as seen through the eyes of the Founders. Much is packed into this short book, yet it is never dense. We get portraits not just of Washington, Adams, and Jefferson as advertised in the title, but also James Madison, Benjamin Franklin, Tom Paine, and that “one true exotic” among America’s inventors, Alexander Hamilton, the lean and hungry Cassius of the Revolution.
(...)
Vidal establishes his own stance early on in his portrait of George Mason, the Virginia planter and proto-libertarian author of the Bill of Rights. Mason opposed slavery and when the Constitutional Convention avoided resolving the issue—and delayed those crucial amendments—Mason campaigned against ratification. “Then,” writes Vidal, “once the republic was in place, he refused to serve as one of his state’s senators. He has few political heirs.”
Without doubt Vidal considers this lack a sign of degeneracy. Nostalgia permeates this volume: the prose has an elegiac ring to it, alternately angry and sad, combative and resigned. More than once Vidal cites Franklin’s grim endorsement of the Constitution, in which the 87-year-old elder statesman of the Revolution predicted that “this is likely to be administered for a Course of Years and can only end in Despotism as other Forms have done before it, when the People shall become so corrupted as to need Despotic Government, being incapable of any other.”
(...)
The exhortation against “passionate attachments” and antipathies in foreign policy was originally authored by Hamilton, but Washington, we learn, elaborated on this theme more expansively and definitively, flatly stating that “nothing is more essential than that antipathies against particular nations and passionate attachments should be avoided.” Of the two, Vidal is quick to note, “Washington’s version is most applicable to our Union today as the great combine of military, media, religious mania, and lust for oil has overthrown those safeguards that the first three presidents, for all their disagreements, were as one in wishing to preserve, protect, and defend.”
Like Franklin, Vidal greatly fears the corruption of the people that is the first and fatal symptom of the imperial disease. Yet his often fatalistic despair, in its sheer poignancy, may do more than he thought possible to reverse the trend. At one point, Vidal seems to attribute the decline of our old Republic to “the second law of thermodynamics (everything is always running down).” Yet this cannot be entirely true as long as Vidal’s work is widely read and appreciated.
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2004/02/25
Thousands Get First Look at 'The Passion'
Excelentes notícias para Mel Gibson. Espero que se passe o mesmo em Portugal...
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Even before sunrise, believers and nonbelievers alike poured into movie theaters around the nation on Ash Wednesday for the opening of Mel Gibson's "The Passion of the Christ."
An estimated 6,000 people filled all 20 auditoriums at a Cinemark theater in this Dallas suburb to watch the film. All the tickets had been bought and donated by a local churchgoer.
"I hope everybody sees it with an open mind," said Rick Pierce, 53, a Baptist who sipped coffee and chewed on a breakfast burrito at the theater before the first showing.
Elsewhere across the nation, some couldn't wait for morning screenings. More than 100 people watched the midnight showing of "The Passion" at the ArcLight Cinemas in Los Angeles.
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John Kerry: The Gigolo with the Guillotine
"New Democrat" John Kerry could launch as many, if not more wars than Bush, in the name of progressive internationalism. Of course, Kerry would provide America's "allies" with plenty of goodies from the US taxpayer to ensure his unconstitutional wars are UN-approved." Via LRC Blog
Em 'It's Time to Get Over It' John Kerry Tells Antiwar Movement to Move On:
The New Democrats don't begrudge the Bush administration for invading Iraq. They take issue with the Bush administration's strategy of refusing to invite key members of the international community to the invasion until it was too late. The neocons' unilateralist approach, the New Democrats believe, will ultimately harm U.S. political and economic dominance around the world.
"We are confident that a new Democratic strategy, grounded in the party’s tradition of muscular internationalism, can keep Americans safer than the Republicans’ go-it-alone policy, which has alienated our natural allies and overstretched our resources," the New Democrats say in their foreign policy manifesto. "We aim to rebuild the moral foundation of U.S. global leadership by harnessing America’s awesome power to universal values of liberal democracy. A new progressive internationalism can point the way."
in A Democratic National Security Strategy
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Em 'It's Time to Get Over It' John Kerry Tells Antiwar Movement to Move On:
The New Democrats don't begrudge the Bush administration for invading Iraq. They take issue with the Bush administration's strategy of refusing to invite key members of the international community to the invasion until it was too late. The neocons' unilateralist approach, the New Democrats believe, will ultimately harm U.S. political and economic dominance around the world.
"We are confident that a new Democratic strategy, grounded in the party’s tradition of muscular internationalism, can keep Americans safer than the Republicans’ go-it-alone policy, which has alienated our natural allies and overstretched our resources," the New Democrats say in their foreign policy manifesto. "We aim to rebuild the moral foundation of U.S. global leadership by harnessing America’s awesome power to universal values of liberal democracy. A new progressive internationalism can point the way."
in A Democratic National Security Strategy
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O Décimo Mandamento, versão revista
A propósito deste documento: Catholic Bishops: Why we must render unto Caesar…, Perry de Havilland propõe no Samizdata uma versão revista do Décimo Mandamento:
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The Tenth Commandment, revised: Thou shalt not covet thy neighbour's house, thou shalt not covet thy neighbour's wife, nor his manservant, nor his maidservant, nor his ox, nor his ass, nor any thing that is thy neighbour's... unless the manner in which thou shall covet these things is intermediated by the state
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2004/02/24
O alegado paradoxo da liberdade
BOS, que, tal como eu, não abandonou o teclado por estes dias, aponta-me um "recorrente paradoxo" por defender a liberdade como objectivo político primordial e, simultaneamente, salientar que essa liberdade é limitada pelos direitos individuais de terceiros.
Ora, quer-me parecer que esta consideração é motivada pelo facto de BOS associar todos os liberalismos ao liberalismo excessivamente racionalista que muitos associam à tradição continental (e à francesa em particular). Só assim consigo compreender as persistentes referências ao "ideário de 1789", que supostamente esgotaria todas as concepções possíveis de liberalismo.
Curiosamente, a crítica de BOS acaba por estar próxima da visão de Bentham que, embora tirando daí conclusões bastante diferentes das que julgo tira BOS, também via qualquer lei como uma limitação da liberdade. O que está realmente em causa é saber qual o sistema que pode preservar o máximo de liberdade para todos os indivíduos, sendo que a noção de "liberdade ilimitada", que parece estar subjacente ao pensamento de BOS, só é aplicável a um poder despótico, seja ele pretensamente legitimado pela tradição, pelo nacionalismo ou por uma hipotética vontade geral feita lei universal (a propósito, seria talvez interessante considerar até que ponto as soluções políticas que BOS provavelmente mais aprecia não se aproximam em muitos aspectos do pensamento de Rosseau - talvez entre nós os dois, não seja eu quem esteja mais próximo do tal "ideário de 1789"...).
Uma outra concepção de liberalismo, onde pontificam autores como Locke, Hume, Smith, Burke e Tocqueville vê a lei como pré-condição da liberdade e não como impedimento a uma utópica liberdade ilimitada de que os homens supostamente beneficiariam num "estado de natureza". Para estes autores, a liberdade só pode ser a liberdade sob a lei (entendida aqui no sentido de law, e não de legislação), lei essa que mais do que a limitar, a torna possível.
BOS escolhe como adversário o "ideário de 1789", que associa à primeira concepção acima referida. Talvez na posição dele eu fizesse o mesmo. De qualquer forma, procuraria ter em conta que muitas vezes as oposições que parecem mais radicais acabam por conduzir a proximidades indesejadas...
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Ora, quer-me parecer que esta consideração é motivada pelo facto de BOS associar todos os liberalismos ao liberalismo excessivamente racionalista que muitos associam à tradição continental (e à francesa em particular). Só assim consigo compreender as persistentes referências ao "ideário de 1789", que supostamente esgotaria todas as concepções possíveis de liberalismo.
Curiosamente, a crítica de BOS acaba por estar próxima da visão de Bentham que, embora tirando daí conclusões bastante diferentes das que julgo tira BOS, também via qualquer lei como uma limitação da liberdade. O que está realmente em causa é saber qual o sistema que pode preservar o máximo de liberdade para todos os indivíduos, sendo que a noção de "liberdade ilimitada", que parece estar subjacente ao pensamento de BOS, só é aplicável a um poder despótico, seja ele pretensamente legitimado pela tradição, pelo nacionalismo ou por uma hipotética vontade geral feita lei universal (a propósito, seria talvez interessante considerar até que ponto as soluções políticas que BOS provavelmente mais aprecia não se aproximam em muitos aspectos do pensamento de Rosseau - talvez entre nós os dois, não seja eu quem esteja mais próximo do tal "ideário de 1789"...).
Uma outra concepção de liberalismo, onde pontificam autores como Locke, Hume, Smith, Burke e Tocqueville vê a lei como pré-condição da liberdade e não como impedimento a uma utópica liberdade ilimitada de que os homens supostamente beneficiariam num "estado de natureza". Para estes autores, a liberdade só pode ser a liberdade sob a lei (entendida aqui no sentido de law, e não de legislação), lei essa que mais do que a limitar, a torna possível.
BOS escolhe como adversário o "ideário de 1789", que associa à primeira concepção acima referida. Talvez na posição dele eu fizesse o mesmo. De qualquer forma, procuraria ter em conta que muitas vezes as oposições que parecem mais radicais acabam por conduzir a proximidades indesejadas...
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Destaques
1. CIA soube em 1999 identidade de terrorista que viria a pilotar avião no 11 de Setembro
Nota: O mito que o Estado nos defende melhor do que ninguém. Talvez a única causa directa (as indirectas têm formulações mais complicadas como a dos Estados acharem que é da sua competência perseguir políticas externas que conduzem a que os seus cidadãos sejam objecto de ódios alheios) seja a proibição pelo governo federal de os pilotos e as companhias de aviação tratarem como entenderem da sua segurança a bordo.
2. Patrões pedem menos impostos para relançar consumo e investimento privados
Nota: Não. Devemos pagar menos impostos porque isso diminui a totalidade do nossa produção colectada coercivamente para financiar serviços que não se sujeitam à liberdade individual. E com isso o resultado provável é uma maior crescimento económico. Por outro lado, é uma contradição afirmar que é para aumentar o consumo e a poupança (investimento).
3. Irão: Revolução Islâmica Celebrada com Arte Britânica
A revolução que se deu contra um regime déspota (ridiculamente ocidentalizado) possível pela intervenção da CIA ao depor um Presidente eleito democraticamente nos anos 50 alegando a sua intenção de nacionalizar a indústria petrolífera - que foi exactamente o que fizeram os Britânicos nessa altura. Mais tarde combatidos por Saddam, ajudado por bem sabem quem.
4. Ontem, Há 60 Anos, Por JOSÉ MANUEL FERNANDES
Nota: José Manuel Fernandes fala abertamente sobre os tchetchenos e as dificuldades que passaram e passam. Agora pergunto, quando David Frum e Richard Perle falam no combate ao terrorismo em todo o mundo isso quer dizer que devem os EUA combater directamente os tchetchenos? Mas porquê? Porque querem ser independentes? Como se julga em termos absolutos moralmente todo o tipo de terrorismo quando se sabe que é um infeliz táctica que foi usada para muitos conseguirem as suas causas (Irlanda, Israel, a independência dos EUA, etc.)? Mas os julgamentos sobre a violência em si podem e se calhar devem ser sempre feitos, quer dos terroristas, quer das acções dos Estados. Errado é querer tomar parte nos conflitos de terceiros e ainda por cima com a pretensão de uma superioridade moral absoluta. Ainda pior é com isso querer justificar uma guerra permanente evocando a procura uma paz permanente.
5. Está a Europa Tomada de Novo pelo Anti-semitismo? Por VITAL MOREIRA
Nota: Existe hoje um anti-anti-semitismo (assim como um anti-anti-americanismo) que passa muito para além do razoável os timings que usa, nos argumentos simplistas e fáceis que dispara. Muito dele é mesmo estranho. Quando nas presidenciais francesas Le Pen (e ainda Pim Fortuyn na Holanda) avisava contra a imigração árabe descontrolada, foram capazes de jogar a cartada anti-semita quando os atentados que se verificavam e verificam ainda hoje, são de árabes. E serão os árabes anti-semitas? E serão os tchetchenos anti-russos? Jogar a cartada racial misturando-a com conflitos e disputas territoriais e de soberania é o maior contributo para que a questão racial acabe mesmo um dia por vir a ser uma realidade.
Numa nota final diz uma verdade incómoda para muitos (estou a lembrar-me por exemplo das certezas de Vasco Rato e Luis Delgado no dia seguinte à exposição de Powell na ONU): "2. Os que apoiaram a justificação americana da guerra do Iraque deveriam ter visto o programa 60 Minutos, da CBS, que passou este fim-de-semana na SIC Notícias. Devastadora a desmontagem da tese da ameaça iraquiana e das armas de destruição maciça. Verdadeiramente patético é rever as "provas" apresentadas por Colin Powell ao Conselho de Segurança das Nações Unidas há um ano, particularmente as fotografias, fazendo passar um barracão de recolha de veículos por uma instalação nuclear e carros de bombeiros por "veículos de descontaminação"! O império está a ser governado por possessos..."
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Nota: O mito que o Estado nos defende melhor do que ninguém. Talvez a única causa directa (as indirectas têm formulações mais complicadas como a dos Estados acharem que é da sua competência perseguir políticas externas que conduzem a que os seus cidadãos sejam objecto de ódios alheios) seja a proibição pelo governo federal de os pilotos e as companhias de aviação tratarem como entenderem da sua segurança a bordo.
2. Patrões pedem menos impostos para relançar consumo e investimento privados
Nota: Não. Devemos pagar menos impostos porque isso diminui a totalidade do nossa produção colectada coercivamente para financiar serviços que não se sujeitam à liberdade individual. E com isso o resultado provável é uma maior crescimento económico. Por outro lado, é uma contradição afirmar que é para aumentar o consumo e a poupança (investimento).
3. Irão: Revolução Islâmica Celebrada com Arte Britânica
A revolução que se deu contra um regime déspota (ridiculamente ocidentalizado) possível pela intervenção da CIA ao depor um Presidente eleito democraticamente nos anos 50 alegando a sua intenção de nacionalizar a indústria petrolífera - que foi exactamente o que fizeram os Britânicos nessa altura. Mais tarde combatidos por Saddam, ajudado por bem sabem quem.
4. Ontem, Há 60 Anos, Por JOSÉ MANUEL FERNANDES
Nota: José Manuel Fernandes fala abertamente sobre os tchetchenos e as dificuldades que passaram e passam. Agora pergunto, quando David Frum e Richard Perle falam no combate ao terrorismo em todo o mundo isso quer dizer que devem os EUA combater directamente os tchetchenos? Mas porquê? Porque querem ser independentes? Como se julga em termos absolutos moralmente todo o tipo de terrorismo quando se sabe que é um infeliz táctica que foi usada para muitos conseguirem as suas causas (Irlanda, Israel, a independência dos EUA, etc.)? Mas os julgamentos sobre a violência em si podem e se calhar devem ser sempre feitos, quer dos terroristas, quer das acções dos Estados. Errado é querer tomar parte nos conflitos de terceiros e ainda por cima com a pretensão de uma superioridade moral absoluta. Ainda pior é com isso querer justificar uma guerra permanente evocando a procura uma paz permanente.
5. Está a Europa Tomada de Novo pelo Anti-semitismo? Por VITAL MOREIRA
Nota: Existe hoje um anti-anti-semitismo (assim como um anti-anti-americanismo) que passa muito para além do razoável os timings que usa, nos argumentos simplistas e fáceis que dispara. Muito dele é mesmo estranho. Quando nas presidenciais francesas Le Pen (e ainda Pim Fortuyn na Holanda) avisava contra a imigração árabe descontrolada, foram capazes de jogar a cartada anti-semita quando os atentados que se verificavam e verificam ainda hoje, são de árabes. E serão os árabes anti-semitas? E serão os tchetchenos anti-russos? Jogar a cartada racial misturando-a com conflitos e disputas territoriais e de soberania é o maior contributo para que a questão racial acabe mesmo um dia por vir a ser uma realidade.
Numa nota final diz uma verdade incómoda para muitos (estou a lembrar-me por exemplo das certezas de Vasco Rato e Luis Delgado no dia seguinte à exposição de Powell na ONU): "2. Os que apoiaram a justificação americana da guerra do Iraque deveriam ter visto o programa 60 Minutos, da CBS, que passou este fim-de-semana na SIC Notícias. Devastadora a desmontagem da tese da ameaça iraquiana e das armas de destruição maciça. Verdadeiramente patético é rever as "provas" apresentadas por Colin Powell ao Conselho de Segurança das Nações Unidas há um ano, particularmente as fotografias, fazendo passar um barracão de recolha de veículos por uma instalação nuclear e carros de bombeiros por "veículos de descontaminação"! O império está a ser governado por possessos..."
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A verdade tem de ser procurada
O caso das ADM no Iraque revela como temos de ser nós, individualmente, a fazer o nossos próprio julgamento, a fazer a nossa própria investigação e reflexão, sobre a busca da verdade e dando um peso muito relativo quanto às verdades oficiais, por reputadas agências, reputados políticos, reputados analistas, etc.
A intervenção de que alguns se socorrem para lembrar o óbvio: a actual política norte-americana começou já com Clinton (e com William Kristoll a ameaçar mudar para o partido democrata se os Republicanos não o apoiassem no Kosovo). Mas estes esquecem-se que o problema está precisamente aí. A direita conservadora e liberal incorporou o "fatal conceipt" da esquerda com o uso da capacidade de defesa militar para objectivos confusos, ideológicos, para assuntos dos outros, para o intervencionismo social em massa. E aqui para ir defender os separatistas muçulmanos albaneses (e com ligações a Bin Laden). E o resultado é uma ocupação sem fim de vista. O inicio do envolvimento da Nato em assuntos que não são de defesa territorial. E a destruição de centenas igrejas cristãs ortodoxas, das mais antigas da Europa. E depois os julgamentos.
No assunto do Kosovo como em muitos outros, a memória colectiva entra em amnésia selectiva que faz com que ninguém queira realmente saber o que aconteceu e o que vai acontecendo. No nosso cérebro temos uma gaveta já fechada que diz: algo se passava, fomos lá (bombardear um pais durante 72 dias dia e noite), agora está tudo bem.
Judge's Resignation Puts Milosevic Trial in Doubt
"Now, more than two years after it began, the war crimes tribunal of Slobodan Milosevic may have to be restarted after the presiding judge resigned.
The trial was plunged into uncertainty yesterday after Richard May’s resignation on health grounds raised speculation that the former Yugoslav president could demand a new trial.
Milosevic, who is charged with genocide, crimes against humanity and war crimes in the Balkans in the 1990s, could call on the Hague tribunal to abort the trial and start afresh, one of his legal advisers said. "
E quando se sabe (pelo menos alguns) que (em The Madness of Carla Del Ponte Out In the Open At Last):
it happens, this week marked the end of the Prosecution's case against Slobodan Milosevic. Del Ponte predictably claimed victory, telling AFP: "We have succeeded in showing the responsibility of Milosevic." After two years of continual embarrassments and bitter defeats, the statement has all the ring of wishful thinking, though the press took it at face value. In fact, Del Ponte and her fellow Inquisitors have done nothing of the sort.
Writing in The Guardian last Thursday, commentator Neil Clark argued that "things have gone horribly wrong for Ms. Del Ponte":
"…not only has the prosecution signally failed to prove Milosevic's personal responsibility for atrocities committed on the ground, the nature and extent of the atrocities themselves has also been called into question."
It is obvious, he says, that the Prosecution has been "working backwards – making charges and then trying to find evidence."
(...)
While trying to make it seem as if Milosevic could have prevented the alleged events of 1995, Morillon let it slip that the Serbs were out for blood because of Muslim massacres of Serb civilians. The enraged Muslims announced they would sue the French general as accessory to genocide."
Sobre a destruição das igrejas: CRUCIFIED KOSOVO Destroyed and desecrated Serbian Orthodox churches in Kosovo and Metohia (June-October 1999)
Para quem quiser saber sobre "Explaining the Srebrenica "Massacre"
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A intervenção de que alguns se socorrem para lembrar o óbvio: a actual política norte-americana começou já com Clinton (e com William Kristoll a ameaçar mudar para o partido democrata se os Republicanos não o apoiassem no Kosovo). Mas estes esquecem-se que o problema está precisamente aí. A direita conservadora e liberal incorporou o "fatal conceipt" da esquerda com o uso da capacidade de defesa militar para objectivos confusos, ideológicos, para assuntos dos outros, para o intervencionismo social em massa. E aqui para ir defender os separatistas muçulmanos albaneses (e com ligações a Bin Laden). E o resultado é uma ocupação sem fim de vista. O inicio do envolvimento da Nato em assuntos que não são de defesa territorial. E a destruição de centenas igrejas cristãs ortodoxas, das mais antigas da Europa. E depois os julgamentos.
No assunto do Kosovo como em muitos outros, a memória colectiva entra em amnésia selectiva que faz com que ninguém queira realmente saber o que aconteceu e o que vai acontecendo. No nosso cérebro temos uma gaveta já fechada que diz: algo se passava, fomos lá (bombardear um pais durante 72 dias dia e noite), agora está tudo bem.
Judge's Resignation Puts Milosevic Trial in Doubt
"Now, more than two years after it began, the war crimes tribunal of Slobodan Milosevic may have to be restarted after the presiding judge resigned.
The trial was plunged into uncertainty yesterday after Richard May’s resignation on health grounds raised speculation that the former Yugoslav president could demand a new trial.
Milosevic, who is charged with genocide, crimes against humanity and war crimes in the Balkans in the 1990s, could call on the Hague tribunal to abort the trial and start afresh, one of his legal advisers said. "
E quando se sabe (pelo menos alguns) que (em The Madness of Carla Del Ponte Out In the Open At Last):
it happens, this week marked the end of the Prosecution's case against Slobodan Milosevic. Del Ponte predictably claimed victory, telling AFP: "We have succeeded in showing the responsibility of Milosevic." After two years of continual embarrassments and bitter defeats, the statement has all the ring of wishful thinking, though the press took it at face value. In fact, Del Ponte and her fellow Inquisitors have done nothing of the sort.
Writing in The Guardian last Thursday, commentator Neil Clark argued that "things have gone horribly wrong for Ms. Del Ponte":
"…not only has the prosecution signally failed to prove Milosevic's personal responsibility for atrocities committed on the ground, the nature and extent of the atrocities themselves has also been called into question."
It is obvious, he says, that the Prosecution has been "working backwards – making charges and then trying to find evidence."
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While trying to make it seem as if Milosevic could have prevented the alleged events of 1995, Morillon let it slip that the Serbs were out for blood because of Muslim massacres of Serb civilians. The enraged Muslims announced they would sue the French general as accessory to genocide."
Sobre a destruição das igrejas: CRUCIFIED KOSOVO Destroyed and desecrated Serbian Orthodox churches in Kosovo and Metohia (June-October 1999)
Para quem quiser saber sobre "Explaining the Srebrenica "Massacre"
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2004/02/23
George H. W. Bush (pai)
"We should not march into Baghdad, turning the whole Arab world against us. Assigning young soldiers to a fruitless hunt for a securely entrenched dictator and condemning them to fight in what would be an unwinnable urban guerilla war, it could only plunge that part of the world into ever greater instability."
A World Transformed, by Brent Scowcroft and George H. W. Bush, Knopf, September 1998
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A World Transformed, by Brent Scowcroft and George H. W. Bush, Knopf, September 1998
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Pois
Iraq may claim Jordan, Kuwait
"The president of Iraq's interim Governing Council has said Baghdad would consider territorial claims over neighbouring Jordan and Kuwait in the future.
(...)
During British rule after the first world war, two branches of the Hashemite royal family governed Iraq and Jordan.
In 1958 King Husayn of Jordan and his first cousin King Faisal
of Iraq declared an Arab Hashemite Federation between their
countries. But the monarchy was overthrown in Iraq later the same year.
Baghdad has for decades laid claim to Kuwait as an integral part of Iraq, arguing the emirate was artificially separated by the British colonisers. (...)"
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"The president of Iraq's interim Governing Council has said Baghdad would consider territorial claims over neighbouring Jordan and Kuwait in the future.
(...)
During British rule after the first world war, two branches of the Hashemite royal family governed Iraq and Jordan.
In 1958 King Husayn of Jordan and his first cousin King Faisal
of Iraq declared an Arab Hashemite Federation between their
countries. But the monarchy was overthrown in Iraq later the same year.
Baghdad has for decades laid claim to Kuwait as an integral part of Iraq, arguing the emirate was artificially separated by the British colonisers. (...)"
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Tax is Robbery
Em homenagem a esta excelente nota no Cataláxia:
Tempo
"(...) Por isso é imoral que o Estado se aproprie daquele que é o bem mais escasso, o mais valioso, o que nunca sabemos quando terminará, e cujo valor aumenta na directa proporção da progressão das nossas vidas.
A questão da intervenção estadual, da cobrança coerciva do produto do nosso trabalho que nos impede de usufruir o nosso tempo é, por isto, uma questão moral e existencial: arrogar-se ao direito de dispor ilimitadamente do nosso tempo, fez do Estado moderno um Estado religioso, clerical e teológico, que usa o tempo dos homens como fosse a sua origem, princípio e fim."
Fica a sugestão do texto do Conservador Frank Chodorov (é preciso ter em conta que o conservadorismo americano em tempos significava "conservar" o seu sistema livre, desconfiado do crescimento seu estado). Entre muito do que se pode ler neste texto histórico:
"It is not true that the services would be impossible without taxation; that assertion is denied by the fact that the services appear before taxes are introduced. The services come because there is need for them. Because there is need for them they are paid for, in the beginning, with labor and, in a few instances, with voluntary contributions of goods and money; the trade is without compulsion and therefore equitable. Only when political power takes over the management of these services does the compulsory tax appear. It is not the cost of the services which calls for taxation, it is the cost of maintaining political power.
(...)
The State does not give; it merely takes.
All this argument, however, is a concession to the obfuscation with which custom, law and sophistry have covered up the true character of taxation. There cannot be a good tax nor a just one; every tax rests its case on compulsion."
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Tempo
"(...) Por isso é imoral que o Estado se aproprie daquele que é o bem mais escasso, o mais valioso, o que nunca sabemos quando terminará, e cujo valor aumenta na directa proporção da progressão das nossas vidas.
A questão da intervenção estadual, da cobrança coerciva do produto do nosso trabalho que nos impede de usufruir o nosso tempo é, por isto, uma questão moral e existencial: arrogar-se ao direito de dispor ilimitadamente do nosso tempo, fez do Estado moderno um Estado religioso, clerical e teológico, que usa o tempo dos homens como fosse a sua origem, princípio e fim."
Fica a sugestão do texto do Conservador Frank Chodorov (é preciso ter em conta que o conservadorismo americano em tempos significava "conservar" o seu sistema livre, desconfiado do crescimento seu estado). Entre muito do que se pode ler neste texto histórico:
"It is not true that the services would be impossible without taxation; that assertion is denied by the fact that the services appear before taxes are introduced. The services come because there is need for them. Because there is need for them they are paid for, in the beginning, with labor and, in a few instances, with voluntary contributions of goods and money; the trade is without compulsion and therefore equitable. Only when political power takes over the management of these services does the compulsory tax appear. It is not the cost of the services which calls for taxation, it is the cost of maintaining political power.
(...)
The State does not give; it merely takes.
All this argument, however, is a concession to the obfuscation with which custom, law and sophistry have covered up the true character of taxation. There cannot be a good tax nor a just one; every tax rests its case on compulsion."
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Antecedentes e esquecimentos
CAA lembra o terrorismo a propósito do texto de Vital Moreira "Israel & Palestina":
"Que em toda esta sua análise se esquece de demasiadas coisas importantes.
Que a ocupação israelita da faixa de Gaza e da Cisjordânia não é a real causa do conflito já que as ameaças árabes de destruir Israel existiram desde o primeiro dia da sua proclamação como Estado pela ONU."
Eu vou lembrar aqui:
1. Parece-me natural que os Estados Árabes na altura (incluidno os ressentimentos de hoje) tenham reagido mal. A formação de um Estado nunca é pacifica, nem hoje, nem ontem, nem em lugar algum. Um Estado só se forma pela força, quer contra os terceiros vizinhos quer contra quem internamente a quem o recusar ou pôr em causa. E nunca o iria ser a declaração de um "Estado Judaico" por uma população essencialmente imigrante (ou descendente de), no meio de população árabe, que em grande número teve de fugir sem direito de retorno e onde existiam e existem ainda correntes sionistas fundamentalistas por uma Grande Israel. Imaginem os muçulmanos franceses a declarar um Estado Islãmico em Paris...
2. Existiram ataques (terroristas) israelitas sobre população árabe e o exército inglês nessa altura e até incluiu a morte do representante da ONU (outros eventos também lamentáveis ocorreram depois, existiram boas razões ou foram erros que são sempre inevitáveis em situações complexas? Talvez, mas deram-se e contribuíram para um impasse eterno).
3. Recorrer-se da ONU para justificar uma qualquer legalidade mas recusar a ONU para quase tudo o resto que não dê jeito...Por mim, a ONU representa apenas uma opinião, uma declaração de consenso colectivo (e ainda por cima dos Estados, não dos cidadãos em si), não uma declaração universal e absoluta de direito. Quer nesta questão, como em todas as outras.
4. Ao fazer a contabilidade da violência é preciso ter em conta também o número de vítimas palestinianas (que é muito superior), dos métodos (destruir as casas das famílias, etc.), a forma como vivem, e como estão sob ocupação de facto.
5. O Muro é um iniciativa do Estado de Israel (está no seu direito), tirando as questões do seu traçado e das complicadas questões de legitimidade territorial discutidas ao m2, pode ser útil para ambos os lados no médio e longo prazo. O TPI, a ONU ou mesmo os EUA podem tomar as posições de princípio que bem entenderem, mas ninguém pode impedir a vontade declarada de um Estado estabelecer as medidas de segurança que bem entenda (não o fazem em relação a acções que provocam mortes e são de duvidosa legalidade internacional, como o iriam fazer numa medida passiva?).
6. A violência alimenta-se da violência, e da destabilização da psicologia individual e colectiva. O Muro pode diminuir ambos. Israel tem especial obrigação de propor uma solução. A iniciativa de formação do seu Estado foi sua.
7. Também ajudava que no resto do médio-oriente e mundo árabe não se ajudasse a que mais violência e caos alimente mais violência e mais caos. A queda forçada de regimes e ocupação militar, quer no Afeganistão, Iraque e potencialmente a Arábia Saudita, o Irão e a Síria, pode tornar aquela região num rastilho de tragédias sem fim. É o que os extremistas mais desejam, por isso combatem já o regime monárquico Saudita.
Sobre os antecedentes do conflito ler
Background of the Middle East Conflict, by Wendy McElroy, October 2003, na Future of Freedom Foundation
Fica aqui a parte final do texto:
Post–World War II Israel
In early 1945, as World War II drew to a close, King Saud of Saudi Arabia met with Roosevelt. The king expressed his concern about the number of European Jews emigrating to Palestine; he suggested, instead, that displaced Jews be given part of Germany. Roosevelt assured King Saud that Arab interests would not be jeopardized. But within a few months, on April 12, 1945, Roosevelt died suddenly of a cerebral hemorrhage. His successor, Harry S. Truman, took a pro-Zionist position and recommended that 100,000 Jewish refugees be settled in Palestine.
One hundred thousand was not an arbitrary figure. After World War II, some 100,000 Jewish survivors of Nazi persecution were in camps for displaced persons. They were the remnants of a rich culture that had numbered in the millions only years before. Zionists demanded they be admitted to Palestine immediately. To control the flood, the British introduced the “Defense Regulations.” Habeas corpus was suspended; people could be detained without trial; entire villages were moved at the whim of military authorities; curfews and security zones were established; people could be deported without explanation.
The Zionists started a program of terrorism against the British. Menachem Begin — later prime minister of Israel — was the leader of the Irgun Zvai Leumi or National Military Organization and the mastermind behind the most infamous act of Jewish terrorism: the bombing of the British headquarters at the King David Hotel in 1946. An estimated 95 people died from the blast.
The official American response was muted. Truman was far more concerned with the spread of communism in Europe than with Middle Eastern affairs. The United Nations had been established in 1945 at a conference in San Francisco. Fifty governments signed the UN Charter and pledged to refrain from armed force, except in the common interest. A General Assembly was authorized to investigate any issues endangering international peace; a Security Council was empowered to meet any threat of war. Battle-weary, Britain turned the matter of Palestine over to the UN.
In May 1947, the UN General Assembly appointed a Special Commission on Palestine. The commission declared that partition was the only practical solution. The Arab delegates vigorously denied that the UN had the legal or moral right to divide their land. They refused to discuss partition.
Against the advice of the American State Department, Truman supported the establishment of a Jewish state. The State Department worried that a pro-Zionist stand would drive the Arabs toward the Soviets. But Zionists exerted intense pressure on the White House, Truman later wrote,
I do not think I ever had as much pressure and propaganda aimed at the White House as I had in this instance. The persistence of a few of the extreme Zionist leaders — actuated by political motives and engaging in political threats — disturbed and annoyed me.
On November 29, 1947, the United Nations voted to partition the area known as Palestine into two nations: one Jewish (Israel), one Arab (Palestine). The UN vote was 33 for, 13 against, 10 abstaining. The Arabs were to receive 43 percent of the land, the Jews 57 percent. The new states would come into being by October 1, 1948.
America favored the partition. During a meeting with American ambassadors to the Middle East, Truman stated bluntly,
I’m sorry, gentlemen, but I have to answer to hundreds of thousands who are anxious for the success of Zionism: I do not have hundreds of thousands of Arabs among my constituents.
Arabs immediately pointed out flaws in the partition, claiming, for example, that Jews received the best land. Zionists accepted partition reluctantly, calling it “an indispensable minimum.” The British, already frustrated with administering the region for years, agreed to enforce an uneasy peace until a self-announced deadline for departure on May 15, 1948.
The Jewish claim was outlined in a 1948 document entitled “Declaration of the Establishment of the State of Israel,” which reads, in part,
The Land of Israel was the birthplace of the Jewish people. Here their spiritual, religious and political identity was shaped.... After being forcibly exiled from their land, the people kept faith with it throughout their Dispersion and never ceased to pray and hope for their return to it and for the restoration of their political freedom.
The Arab claim was outlined in 1938, by George Antonius, a Christian Palestinian Arab:
The Arab rights to Palestine are derived from actual and long-standing possession, and rest upon the strongest human foundations. Their connexion with Palestine goes back uninterruptedly to the earliest historical times.... Any solution based on the forcible expulsion of the peasantry from the countryside in which they have their homesteads and their trees, their shrines and graveyards, and all the memories and affections that go with life on the soil, is bound to be forcibly resisted. In other words the Arab claims rest on two distinct foundations: the natural right of a settled population ... to remain in possession of the land of its birthright; and the acquired political rights which ... Great Britain is under a contractual obligation to recognize and uphold.
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"Que em toda esta sua análise se esquece de demasiadas coisas importantes.
Que a ocupação israelita da faixa de Gaza e da Cisjordânia não é a real causa do conflito já que as ameaças árabes de destruir Israel existiram desde o primeiro dia da sua proclamação como Estado pela ONU."
Eu vou lembrar aqui:
1. Parece-me natural que os Estados Árabes na altura (incluidno os ressentimentos de hoje) tenham reagido mal. A formação de um Estado nunca é pacifica, nem hoje, nem ontem, nem em lugar algum. Um Estado só se forma pela força, quer contra os terceiros vizinhos quer contra quem internamente a quem o recusar ou pôr em causa. E nunca o iria ser a declaração de um "Estado Judaico" por uma população essencialmente imigrante (ou descendente de), no meio de população árabe, que em grande número teve de fugir sem direito de retorno e onde existiam e existem ainda correntes sionistas fundamentalistas por uma Grande Israel. Imaginem os muçulmanos franceses a declarar um Estado Islãmico em Paris...
2. Existiram ataques (terroristas) israelitas sobre população árabe e o exército inglês nessa altura e até incluiu a morte do representante da ONU (outros eventos também lamentáveis ocorreram depois, existiram boas razões ou foram erros que são sempre inevitáveis em situações complexas? Talvez, mas deram-se e contribuíram para um impasse eterno).
3. Recorrer-se da ONU para justificar uma qualquer legalidade mas recusar a ONU para quase tudo o resto que não dê jeito...Por mim, a ONU representa apenas uma opinião, uma declaração de consenso colectivo (e ainda por cima dos Estados, não dos cidadãos em si), não uma declaração universal e absoluta de direito. Quer nesta questão, como em todas as outras.
4. Ao fazer a contabilidade da violência é preciso ter em conta também o número de vítimas palestinianas (que é muito superior), dos métodos (destruir as casas das famílias, etc.), a forma como vivem, e como estão sob ocupação de facto.
5. O Muro é um iniciativa do Estado de Israel (está no seu direito), tirando as questões do seu traçado e das complicadas questões de legitimidade territorial discutidas ao m2, pode ser útil para ambos os lados no médio e longo prazo. O TPI, a ONU ou mesmo os EUA podem tomar as posições de princípio que bem entenderem, mas ninguém pode impedir a vontade declarada de um Estado estabelecer as medidas de segurança que bem entenda (não o fazem em relação a acções que provocam mortes e são de duvidosa legalidade internacional, como o iriam fazer numa medida passiva?).
6. A violência alimenta-se da violência, e da destabilização da psicologia individual e colectiva. O Muro pode diminuir ambos. Israel tem especial obrigação de propor uma solução. A iniciativa de formação do seu Estado foi sua.
7. Também ajudava que no resto do médio-oriente e mundo árabe não se ajudasse a que mais violência e caos alimente mais violência e mais caos. A queda forçada de regimes e ocupação militar, quer no Afeganistão, Iraque e potencialmente a Arábia Saudita, o Irão e a Síria, pode tornar aquela região num rastilho de tragédias sem fim. É o que os extremistas mais desejam, por isso combatem já o regime monárquico Saudita.
Sobre os antecedentes do conflito ler
Background of the Middle East Conflict, by Wendy McElroy, October 2003, na Future of Freedom Foundation
Fica aqui a parte final do texto:
Post–World War II Israel
In early 1945, as World War II drew to a close, King Saud of Saudi Arabia met with Roosevelt. The king expressed his concern about the number of European Jews emigrating to Palestine; he suggested, instead, that displaced Jews be given part of Germany. Roosevelt assured King Saud that Arab interests would not be jeopardized. But within a few months, on April 12, 1945, Roosevelt died suddenly of a cerebral hemorrhage. His successor, Harry S. Truman, took a pro-Zionist position and recommended that 100,000 Jewish refugees be settled in Palestine.
One hundred thousand was not an arbitrary figure. After World War II, some 100,000 Jewish survivors of Nazi persecution were in camps for displaced persons. They were the remnants of a rich culture that had numbered in the millions only years before. Zionists demanded they be admitted to Palestine immediately. To control the flood, the British introduced the “Defense Regulations.” Habeas corpus was suspended; people could be detained without trial; entire villages were moved at the whim of military authorities; curfews and security zones were established; people could be deported without explanation.
The Zionists started a program of terrorism against the British. Menachem Begin — later prime minister of Israel — was the leader of the Irgun Zvai Leumi or National Military Organization and the mastermind behind the most infamous act of Jewish terrorism: the bombing of the British headquarters at the King David Hotel in 1946. An estimated 95 people died from the blast.
The official American response was muted. Truman was far more concerned with the spread of communism in Europe than with Middle Eastern affairs. The United Nations had been established in 1945 at a conference in San Francisco. Fifty governments signed the UN Charter and pledged to refrain from armed force, except in the common interest. A General Assembly was authorized to investigate any issues endangering international peace; a Security Council was empowered to meet any threat of war. Battle-weary, Britain turned the matter of Palestine over to the UN.
In May 1947, the UN General Assembly appointed a Special Commission on Palestine. The commission declared that partition was the only practical solution. The Arab delegates vigorously denied that the UN had the legal or moral right to divide their land. They refused to discuss partition.
Against the advice of the American State Department, Truman supported the establishment of a Jewish state. The State Department worried that a pro-Zionist stand would drive the Arabs toward the Soviets. But Zionists exerted intense pressure on the White House, Truman later wrote,
I do not think I ever had as much pressure and propaganda aimed at the White House as I had in this instance. The persistence of a few of the extreme Zionist leaders — actuated by political motives and engaging in political threats — disturbed and annoyed me.
On November 29, 1947, the United Nations voted to partition the area known as Palestine into two nations: one Jewish (Israel), one Arab (Palestine). The UN vote was 33 for, 13 against, 10 abstaining. The Arabs were to receive 43 percent of the land, the Jews 57 percent. The new states would come into being by October 1, 1948.
America favored the partition. During a meeting with American ambassadors to the Middle East, Truman stated bluntly,
I’m sorry, gentlemen, but I have to answer to hundreds of thousands who are anxious for the success of Zionism: I do not have hundreds of thousands of Arabs among my constituents.
Arabs immediately pointed out flaws in the partition, claiming, for example, that Jews received the best land. Zionists accepted partition reluctantly, calling it “an indispensable minimum.” The British, already frustrated with administering the region for years, agreed to enforce an uneasy peace until a self-announced deadline for departure on May 15, 1948.
The Jewish claim was outlined in a 1948 document entitled “Declaration of the Establishment of the State of Israel,” which reads, in part,
The Land of Israel was the birthplace of the Jewish people. Here their spiritual, religious and political identity was shaped.... After being forcibly exiled from their land, the people kept faith with it throughout their Dispersion and never ceased to pray and hope for their return to it and for the restoration of their political freedom.
The Arab claim was outlined in 1938, by George Antonius, a Christian Palestinian Arab:
The Arab rights to Palestine are derived from actual and long-standing possession, and rest upon the strongest human foundations. Their connexion with Palestine goes back uninterruptedly to the earliest historical times.... Any solution based on the forcible expulsion of the peasantry from the countryside in which they have their homesteads and their trees, their shrines and graveyards, and all the memories and affections that go with life on the soil, is bound to be forcibly resisted. In other words the Arab claims rest on two distinct foundations: the natural right of a settled population ... to remain in possession of the land of its birthright; and the acquired political rights which ... Great Britain is under a contractual obligation to recognize and uphold.
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Aborto, Integração Política e Referendos
Já sabemos que os referendos são usados pelo sistema político até conseguirem o resultado desejado, até na Suiça isso sucede, com a diferença que nesta, sendo usual o recurso local e federal ao referendo, é mais fácil reverter determinadas decisões (como a da entrada na ONU).
Neste momento existem dois assuntos potenciais a levar a referendo onde determinadas regras de reciprocidade deviam ser estabelecidas:
1) a Integração numa Europa federalista
2) o Aborto
1. Integração
a) se 51% podem determinar a integração e perda de soberania, 51% devem poder recusá-la posteriormente, numa prazo que deve estar estabelecido na própia decisão de integração
b) Além disso, 51% de uma região de Portugal pode pedir a autonomia (pedindo a convivência num sistema federal nacional) e até a independência.
Tal parece-me que carece de demonstração dada a facilidade e aparente consenso com que os intelectuais e políticos de vários quadrantes aderem à lógica da decisão colectiva pela integração. Esquecem-se, digo eu, que esta lógica tem de ter dois sentidos.
Conclusão1: Seria prudente que em vez de 51% fosse necessário um maior consenso, por exemplo 2/3.
2. o Aborto
a) Se 51% pode legalizar o aborto, 51% pode criminalizá-lo. Mais uma vez deve estar previsto com que periodicidade deve o assunto ser colocado.
b) No Aborto existe uma questão adicional. Estando em causa conceitos fundamentais sobre a vida e a morte, não devia um referendo nacional obrigar todas as regiões a legalizar o que é visto como a legalização da morte para muitos. Se uma região recusa a sua legalização por 2/3 dos votos porque deverá acatar uma decisão macro?
Assim seria desejável, seria mais "livre", que em referendos nacionais se permitisse que regiões recusassem o resultado nacional se uma percentagem acima de 2/3 (ou por exemplo 70%) não o desejasse.
Como se iria aplicar?
As regiões que recusam ou têm segundo este sistema uma preferência diferente, podem para já, proibir que a actividade seja exercida na sua região. Qual o sentido? A de marcar uma posição de princípio.
Como iriam estas regiões exercer esta sua “lei” sobre mulheres e profissionais que a praticassem? Numa solução amena, pela simples exposição pública. Numa solução de maior amplitude, pela recusa da sua residência.
Também somos livres na medida em que é possível vivermos numa comunidade com valores próximos dos nossos. A capacidade das comunidades se regularem, sem imposições centralistas ou únicas (mas também sem a capacidade de as impor a terceiros) é o que permite a concorrência entre sistemas de valores e a formação de sociedades civis coesas.
Acredito até que esta descentralização conjugada com o direito de exclusão (o tal que faria com que numa possível legalização da droga, as empresas pudessem despedir consumidores, os municípios proibir a sua venda comercial, etc.) faça a sociedade civil recuperar um conservadorismo saudável mas sem o monopólio da moral ou até da definição da lei.
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Neste momento existem dois assuntos potenciais a levar a referendo onde determinadas regras de reciprocidade deviam ser estabelecidas:
1) a Integração numa Europa federalista
2) o Aborto
1. Integração
a) se 51% podem determinar a integração e perda de soberania, 51% devem poder recusá-la posteriormente, numa prazo que deve estar estabelecido na própia decisão de integração
b) Além disso, 51% de uma região de Portugal pode pedir a autonomia (pedindo a convivência num sistema federal nacional) e até a independência.
Tal parece-me que carece de demonstração dada a facilidade e aparente consenso com que os intelectuais e políticos de vários quadrantes aderem à lógica da decisão colectiva pela integração. Esquecem-se, digo eu, que esta lógica tem de ter dois sentidos.
Conclusão1: Seria prudente que em vez de 51% fosse necessário um maior consenso, por exemplo 2/3.
2. o Aborto
a) Se 51% pode legalizar o aborto, 51% pode criminalizá-lo. Mais uma vez deve estar previsto com que periodicidade deve o assunto ser colocado.
b) No Aborto existe uma questão adicional. Estando em causa conceitos fundamentais sobre a vida e a morte, não devia um referendo nacional obrigar todas as regiões a legalizar o que é visto como a legalização da morte para muitos. Se uma região recusa a sua legalização por 2/3 dos votos porque deverá acatar uma decisão macro?
Assim seria desejável, seria mais "livre", que em referendos nacionais se permitisse que regiões recusassem o resultado nacional se uma percentagem acima de 2/3 (ou por exemplo 70%) não o desejasse.
Como se iria aplicar?
As regiões que recusam ou têm segundo este sistema uma preferência diferente, podem para já, proibir que a actividade seja exercida na sua região. Qual o sentido? A de marcar uma posição de princípio.
Como iriam estas regiões exercer esta sua “lei” sobre mulheres e profissionais que a praticassem? Numa solução amena, pela simples exposição pública. Numa solução de maior amplitude, pela recusa da sua residência.
Também somos livres na medida em que é possível vivermos numa comunidade com valores próximos dos nossos. A capacidade das comunidades se regularem, sem imposições centralistas ou únicas (mas também sem a capacidade de as impor a terceiros) é o que permite a concorrência entre sistemas de valores e a formação de sociedades civis coesas.
Acredito até que esta descentralização conjugada com o direito de exclusão (o tal que faria com que numa possível legalização da droga, as empresas pudessem despedir consumidores, os municípios proibir a sua venda comercial, etc.) faça a sociedade civil recuperar um conservadorismo saudável mas sem o monopólio da moral ou até da definição da lei.
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Re: Liberalidades
O BOS respondeu no Nova Frente a um meu anterior post.
Os liberais (e refiro-me aqui aos liberais clássicos) defendem, na linha de Lord Acton, a liberdade como o mais importante objectivo político, precisamente para que os "cidadãos" possam, dentro dos limites impostos pelos iguais direitos de terceiros, seguir a sua vontade.
A potencial falta de rigor que indiquei no post inicial do Nova Frente sobre a matéria (Kant e os liberais) parece-me estar presente na afirmação, sem mais, de que o "ethos kantiano opõe-se ao liberalismo (e ao individualismo ou personalismo)".
Não procurei afirmar (nem negar) que Kant fosse um "liberal dos quatro costados", precisamente porque não me parece matéria que possa ser tratada de forma tão definitiva em meia dúzia de linhas. A referência às divergentes interpretações e valorações de Kant por parte de vários importantes pensadores liberais visava precisamente ilustrar esse ponto. Aliás, as conclusões de algumas dessas interpretações serão até presumivelmente agradáveis para BOS, uma vez que apontam para que várias das ideias de Kant podem ser reconhecidas na base dos regimes anti-liberais pelos quais aparentemente BOS tem preferência.
É perfeitamente concebível para mim que as conclusões sobre Kant apresentadas no Nova Frente estejam correctas, mas os fundamentos aí apresentados parecem-me claramente insuficientes face à complexidade da obra do autor em causa, em particular no que toca às noções de liberdade e dever.
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Os liberais (e refiro-me aqui aos liberais clássicos) defendem, na linha de Lord Acton, a liberdade como o mais importante objectivo político, precisamente para que os "cidadãos" possam, dentro dos limites impostos pelos iguais direitos de terceiros, seguir a sua vontade.
A potencial falta de rigor que indiquei no post inicial do Nova Frente sobre a matéria (Kant e os liberais) parece-me estar presente na afirmação, sem mais, de que o "ethos kantiano opõe-se ao liberalismo (e ao individualismo ou personalismo)".
Não procurei afirmar (nem negar) que Kant fosse um "liberal dos quatro costados", precisamente porque não me parece matéria que possa ser tratada de forma tão definitiva em meia dúzia de linhas. A referência às divergentes interpretações e valorações de Kant por parte de vários importantes pensadores liberais visava precisamente ilustrar esse ponto. Aliás, as conclusões de algumas dessas interpretações serão até presumivelmente agradáveis para BOS, uma vez que apontam para que várias das ideias de Kant podem ser reconhecidas na base dos regimes anti-liberais pelos quais aparentemente BOS tem preferência.
É perfeitamente concebível para mim que as conclusões sobre Kant apresentadas no Nova Frente estejam correctas, mas os fundamentos aí apresentados parecem-me claramente insuficientes face à complexidade da obra do autor em causa, em particular no que toca às noções de liberdade e dever.
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2004/02/22
Boas notícias para Bush
Nader Announces He'll Run for President
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Consumer advocate Ralph Nader announced Sunday he is running again for president, this time as an independent, and rejected claims that a longshot candidacy would merely siphon enough votes from the Democrats to ensure President Bush's re-election.
But Nader's decision was greeted with a chorus of condemnation from Democrats, longtime friends and former supporters who blame him for Al Gore's loss four years ago. They suggested that Nader would not pull close to the 2.7 percent of the vote he won before without the backing of an established party and some of his past supporters.
Republicans resisted the temptation to gloat as party chairman Ed Gillespie proclaimed that Bush would win a second term no matter who runs. Mississippi Gov. Haley Barbour, a former Republican National Committee chairman, said, "It will make less difference than the Democrats fear, but I know they're very nervous about it."
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Céu em Fogo
MINORITY REPORT
2004/02/20
AN OPEN LETTER TO MICHAEL NOVAK
De Thomas Fleming na sua Chronicles Magazine. Escrito em Abril de 2003
Dear Michael,
I read your latest piece in Il Sole, in which you take issue with an Italian priest who had said that democracy could not be established at the point of a gun. (...) I well remember the first time I heard you speak—though it was a speech you had given (and would give) many times. Your basic argument was that the only problem with Latin America was that it had never had a Protestant Reformation. I was an Anglican in those days, but I could not understand how a Catholic could be so disloyal to his Church. I still don’t.
I truly think that you believe what you say, but try to imagine what others will suppose when you compare your own media-images of WWII bombing with the experiences of French and Italian civilians who were bombed to pieces by the allies. (...) There is hardly a city in Normandy that we did not level, and not always with a clear military justification.
Some of the great centers of Catholic Christianity—Ambrose's Milan, for example, Benedict's Monte Cassino—were subjected to destructive bombardments that destroyed Christian antiquities and killed people without achieving a military objective.
(...) I have no answer or for the people of Belgrade whom we bombed at the end of the war and again, just a few years ago, to enable the Christ-hating fanatics of Kosovo to kill and expel Christians and dynamite their churches.
You say that our military actions installed democracy in Italy. Do you know anything of Italian history?
How, for example, the Soviet-backed left supported the overthrow of the royal family in a narrow referendum that was about as strong an expression of the national will as the popular vote that went for Al Gore in the 2000 presidential election; how the CIA and the KGB divided Italian politics down the middle for decades and used their money to corrupt Italian politics; how the bribery and corruption of the Italian political process allowed the communist left to achieve a virtual coup d’état, when the judges overthrow Berlusconi’s first administration? On the other hand, do you know anything about the American system we call “democracy”? (...)
Like so many armchair city-bombers today, you believe that the US can install “democracy” (a term which in your vocabulary is utterly devoid of meaning) in a people that has not known responsible self-government in any form since the Akkadian conquest of Sumerian city-states. (...) As the framers of the American constitution understood all too well, republican government is not a gift; it is a hard-won accomplishment that reflects the character of a people. Those who are not heirs to the Hellenic, Roman, Jewish, and Christian heritages have proved themselves completely incapable of establishing or maintaining any of the features of republican (much less democratic) government.
This does not mean that they are our inferiors. Far from it. An Iraqi willing to fight and die for his people and his religion may well be a nobler figure than an American “democratic capitalist” (your phrase) who exults in televised bloodshed and has no higher goal in life than to buy toys and die in his sleep.
We agree with you that pacifism is not a Christian solution to political and moral evil, but you seem to think that wanton destruction, designed to "shock and awe" civilians, is the act of a Christian nation. It is never right to do wrong in a good cause, never right to kill innocent people intentionally. When civilians get caught in the crossfire, we are sorry for their deaths, but when a government targets the civilians of Dresden, Hiroshima, Novi Sad, or Baghdad, it is criminal in the eyes of all believing Christians. To believe otherwise is to ignore 2000 years of Christian teaching and to reject Christ himself. Killing the innocent—whether it is done by Herod, an abortion doctor, or a government authorizing the terror-bombing of cities—is a grave moral evil.
I believe, Michael, that in your heart of hearts you are a kind man who preserves some spark of the Christian training he once received, before it was papered over by Wall Street Journal editorials. I would not like to think that your long association with anti-Christian neoconservatives has entirely blunted your conscience. However, we are not to judge a man by his professions but by his actions: By their fruits you will know them.
Your actions, as a writer and propagandist, in rewriting Catholic moral teachings on war, contradicting the Holy Father in a case where he is speaking in the authentic voice of the Church, your justification of the killing of innocent civilians—these are the fruits by which you must be judged.
There are good pragmatic for opposing or supporting this war, and good men are free to disagree. But on the larger moral question, whether it is right to kill innocent people in order to pave the way for a better government, the answer was given a long time ago, and this is not a question on which good Christian men are free to disagree.
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Dear Michael,
I read your latest piece in Il Sole, in which you take issue with an Italian priest who had said that democracy could not be established at the point of a gun. (...) I well remember the first time I heard you speak—though it was a speech you had given (and would give) many times. Your basic argument was that the only problem with Latin America was that it had never had a Protestant Reformation. I was an Anglican in those days, but I could not understand how a Catholic could be so disloyal to his Church. I still don’t.
I truly think that you believe what you say, but try to imagine what others will suppose when you compare your own media-images of WWII bombing with the experiences of French and Italian civilians who were bombed to pieces by the allies. (...) There is hardly a city in Normandy that we did not level, and not always with a clear military justification.
Some of the great centers of Catholic Christianity—Ambrose's Milan, for example, Benedict's Monte Cassino—were subjected to destructive bombardments that destroyed Christian antiquities and killed people without achieving a military objective.
(...) I have no answer or for the people of Belgrade whom we bombed at the end of the war and again, just a few years ago, to enable the Christ-hating fanatics of Kosovo to kill and expel Christians and dynamite their churches.
You say that our military actions installed democracy in Italy. Do you know anything of Italian history?
How, for example, the Soviet-backed left supported the overthrow of the royal family in a narrow referendum that was about as strong an expression of the national will as the popular vote that went for Al Gore in the 2000 presidential election; how the CIA and the KGB divided Italian politics down the middle for decades and used their money to corrupt Italian politics; how the bribery and corruption of the Italian political process allowed the communist left to achieve a virtual coup d’état, when the judges overthrow Berlusconi’s first administration? On the other hand, do you know anything about the American system we call “democracy”? (...)
Like so many armchair city-bombers today, you believe that the US can install “democracy” (a term which in your vocabulary is utterly devoid of meaning) in a people that has not known responsible self-government in any form since the Akkadian conquest of Sumerian city-states. (...) As the framers of the American constitution understood all too well, republican government is not a gift; it is a hard-won accomplishment that reflects the character of a people. Those who are not heirs to the Hellenic, Roman, Jewish, and Christian heritages have proved themselves completely incapable of establishing or maintaining any of the features of republican (much less democratic) government.
This does not mean that they are our inferiors. Far from it. An Iraqi willing to fight and die for his people and his religion may well be a nobler figure than an American “democratic capitalist” (your phrase) who exults in televised bloodshed and has no higher goal in life than to buy toys and die in his sleep.
We agree with you that pacifism is not a Christian solution to political and moral evil, but you seem to think that wanton destruction, designed to "shock and awe" civilians, is the act of a Christian nation. It is never right to do wrong in a good cause, never right to kill innocent people intentionally. When civilians get caught in the crossfire, we are sorry for their deaths, but when a government targets the civilians of Dresden, Hiroshima, Novi Sad, or Baghdad, it is criminal in the eyes of all believing Christians. To believe otherwise is to ignore 2000 years of Christian teaching and to reject Christ himself. Killing the innocent—whether it is done by Herod, an abortion doctor, or a government authorizing the terror-bombing of cities—is a grave moral evil.
I believe, Michael, that in your heart of hearts you are a kind man who preserves some spark of the Christian training he once received, before it was papered over by Wall Street Journal editorials. I would not like to think that your long association with anti-Christian neoconservatives has entirely blunted your conscience. However, we are not to judge a man by his professions but by his actions: By their fruits you will know them.
Your actions, as a writer and propagandist, in rewriting Catholic moral teachings on war, contradicting the Holy Father in a case where he is speaking in the authentic voice of the Church, your justification of the killing of innocent civilians—these are the fruits by which you must be judged.
There are good pragmatic for opposing or supporting this war, and good men are free to disagree. But on the larger moral question, whether it is right to kill innocent people in order to pave the way for a better government, the answer was given a long time ago, and this is not a question on which good Christian men are free to disagree.
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2004/02/19
No End to War (2)
É, de facto, um artigo interessante de Pat Buchanan, que parece razoavelmente convencido de que a influência dos neoconservadores está em declínio:
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Which brings us back to the point made at the outset: the neocon moment may be passing, for they appear to be losing their grip on reality as well as their influence on policy. Rather than looking for new wars to involve us more deeply in the Middle East, Bush and Rumsfeld seem to be looking for the next exit ramp out of our Mesopotamian morass. “No war in ‘04” is said to be the watchword of Karl Rove.
Moreover, Americans are coming to appreciate that, all that bombast about “unipolar” moments and “American empire” aside, there are limits to American power, and we are approaching them. U.S. ground forces of 480,000 are stretched thin. There is grumbling in Army, Reserve, and National Guard units about too many tours too far from home. Backing off his “axis-of-evil” rhetoric, Bush said in this year’s State of the Union, “We have no desire to dominate, no ambitions of empire.”
The long retreat of American empire has begun.
In Washington, there are rumors of the return of James Baker and the imminent departure of Paul Wolfowitz. As Frederick the Great, weary of the antics and peculations of his house guest Voltaire, said, “One squeezes the orange and throws away the rind.”
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2004/02/18
No End to War
O melhor e talvez mais importante texto de Pat Buchanan na The American Conservative, com a análise do "An End to Evil" de David Frum e Richard Perle, onde estes fazem a defesa da permanent War for permanent Peace.
É um texto longo, fica aqui uma pequena passagem:
Say the authors: “We must hunt down the individual terrorists before they kill our people or others .... We must deter all regimes that use terror as a weapon of state against anyone, American or not” [emphasis added].
Astonishing. The authors say America is responsible for defending everyone, everywhere from terror and deterring any and all regimes that might use terror —against anyone, anywhere on earth."
(...)
Calling their book a “manual for victory,” they declaim:
For us, terrorism remains the great evil of our time, and the war against this evil, our generation’s great cause. We do not believe that Americans are fighting this evil to minimize it or to manage it. We believe they are fighting to win—to end this evil before it kills again and on a genocidal scale. There is no middle way for Americans: It is victory or holocaust.
But no nation can “end evil.” Evil has existed since Cain rose up against his brother Abel and slew him. A propensity to evil can be found in every human heart. And if God accepts the existence of evil, how do Frum and Perle propose to “end” it? Nor can any nation “win the war on terror.” Terrorism is simply a term for the murder of non-combatants for political ends."
Leiam o artigo. Quanto a mim, hoje já pouco tenho a acrescentar sobre este assunto, principalmente quando ouço de pessoas que muito respeito e admiro (digo-o com sinceridade):
"Todo e qualquer ser humano tem o direito fundamental à vida, à liberdade e à participação política numa democracia. Saddam Hussein viola sistematicamente todos estes direitos dos iraquianos, logo o uso da força para acabar com o regime iraquiano é legítimo."
Este podia ser o lema de um grupo terrorista para derrubar Saddam, mas não é. Se fosse, o que diríamos, é um terrorismo a combater? Podíamos substituir Saddam por Salazar e perguntar o mesmo - Mas pior, podíamos perguntar se era legítimo ou até desejável (suspeito que sim para alguns) que uma Espanha democrática viesse nesses tempos "libertar" Portugal, destruir a sua infra-estrutura física (a água, electricidade, etc.) e administrativa, ocupar, e guiar-nos para um novo estágio de felicidade colectiva. E depois os resistentes que suspeito, iriam surgir, seriam terroristas, contra a democracia e até contra o mundo civilizado.
Podem dizer que Salazar não era Saddam, certamente que não, sou o primeiro a reconhecer vários favores que lhe ficamos a dever no meio dos seus erros.
Mas Saddam também está num Iraque desenhado pelos Ingleses (onde estes também combateram as tribos existentes), multi-étnico, com tendências separatistas, no meio de uma região sujeita ao extremismo islamico que sempre recusou (tal como o partido Baath na Sìria), com tolerância religiosa e igualdade com as mulheres. Saddam foi sanguinário como muitos outros ditadores o foram, e por isso deve ser condenado e vigiado. Nos últimos 10 anos náo o tinha sido muito. Até tinha destruido as ADM! Os iraquianos é que tinham de tratar dele, de preferência poupados a sanções que deram cabo da classe média e a puseram dependente de uma economia socialista de racionamento por uma década.
Na União Soviética não se assistiram a purgas vingativas por parte da sua população quando da sua queda por implosão. Nem na Alemanha de Leste. Só na Roménia assistimos ao julgamento e condenação do seu líder. Com que direito vamos então nós provocar milhares de vítimas civis, destruir e destabilizar uma sociedade (e que inclui sempre consequências não previstas), para apressar aquilo que é inevitável, perseguindo uma causa que não é nossa?
Quanto ao conflito israelita e palestiniano, lembrem-se por favor, quem declarou um “Estado Judaico” no meio de população árabe foi Israel (e acho muito bem, mas outra coisa é não perceber as consequências e o que foi necessário fazer para ser bem sucedido), quem depois expandiu territórios foi Israel (por defesa? talvez, mas que importa isso?), quem expulsou centenas de milhares de árabes das suas casas e propriedades foram os israelitas e sem direito de retorno (também acho bem, é inevitável, mas como digo, outra coisa é fazer de conta), quem ocupa territórios é Israel prestando-se a imagens que quase nos fazem lembrar o infame Guetto de Varsóvia, quem também teve culpas em alguns massacres quer na sua fundação (incluindo atentados contra tropas inglesas) quer mais tarde foram israelitas (em especial Sharon), quem morre num número quatro vezes superiores aos israelitas são os palestinianos cujo deplorável e condenável uso de atentados suicidas é proporcional à desproporção de meios numa disputa territorial e ao apoio cego e acrítico de muitos. E já o disse: o muro é bem capaz de ser a melhor ideia dos últimos 50 anos. Para ambos.
Agora, como os anti-pacifistas (que tratam os pacifistas como se de uma doença se tratasse) se admiram que muitos sejam apanhados na armadilha de acreditar que a violência é um recurso válido para resolver disputas é que me admira. Os árabes em especial olham à volta e vêm quem está no Afeganistão, no Iraque, com tropas na Arábia Saudita (ameaçando fomentar a queda da monarquia), ameaças permanentes à Síria e Irão, e digam lá, o que devem eles pensar? Será difícil imaginar um discurso de recrutamento de fundamentalistas?
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É um texto longo, fica aqui uma pequena passagem:
Say the authors: “We must hunt down the individual terrorists before they kill our people or others .... We must deter all regimes that use terror as a weapon of state against anyone, American or not” [emphasis added].
Astonishing. The authors say America is responsible for defending everyone, everywhere from terror and deterring any and all regimes that might use terror —against anyone, anywhere on earth."
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Calling their book a “manual for victory,” they declaim:
For us, terrorism remains the great evil of our time, and the war against this evil, our generation’s great cause. We do not believe that Americans are fighting this evil to minimize it or to manage it. We believe they are fighting to win—to end this evil before it kills again and on a genocidal scale. There is no middle way for Americans: It is victory or holocaust.
But no nation can “end evil.” Evil has existed since Cain rose up against his brother Abel and slew him. A propensity to evil can be found in every human heart. And if God accepts the existence of evil, how do Frum and Perle propose to “end” it? Nor can any nation “win the war on terror.” Terrorism is simply a term for the murder of non-combatants for political ends."
Leiam o artigo. Quanto a mim, hoje já pouco tenho a acrescentar sobre este assunto, principalmente quando ouço de pessoas que muito respeito e admiro (digo-o com sinceridade):
"Todo e qualquer ser humano tem o direito fundamental à vida, à liberdade e à participação política numa democracia. Saddam Hussein viola sistematicamente todos estes direitos dos iraquianos, logo o uso da força para acabar com o regime iraquiano é legítimo."
Este podia ser o lema de um grupo terrorista para derrubar Saddam, mas não é. Se fosse, o que diríamos, é um terrorismo a combater? Podíamos substituir Saddam por Salazar e perguntar o mesmo - Mas pior, podíamos perguntar se era legítimo ou até desejável (suspeito que sim para alguns) que uma Espanha democrática viesse nesses tempos "libertar" Portugal, destruir a sua infra-estrutura física (a água, electricidade, etc.) e administrativa, ocupar, e guiar-nos para um novo estágio de felicidade colectiva. E depois os resistentes que suspeito, iriam surgir, seriam terroristas, contra a democracia e até contra o mundo civilizado.
Podem dizer que Salazar não era Saddam, certamente que não, sou o primeiro a reconhecer vários favores que lhe ficamos a dever no meio dos seus erros.
Mas Saddam também está num Iraque desenhado pelos Ingleses (onde estes também combateram as tribos existentes), multi-étnico, com tendências separatistas, no meio de uma região sujeita ao extremismo islamico que sempre recusou (tal como o partido Baath na Sìria), com tolerância religiosa e igualdade com as mulheres. Saddam foi sanguinário como muitos outros ditadores o foram, e por isso deve ser condenado e vigiado. Nos últimos 10 anos náo o tinha sido muito. Até tinha destruido as ADM! Os iraquianos é que tinham de tratar dele, de preferência poupados a sanções que deram cabo da classe média e a puseram dependente de uma economia socialista de racionamento por uma década.
Na União Soviética não se assistiram a purgas vingativas por parte da sua população quando da sua queda por implosão. Nem na Alemanha de Leste. Só na Roménia assistimos ao julgamento e condenação do seu líder. Com que direito vamos então nós provocar milhares de vítimas civis, destruir e destabilizar uma sociedade (e que inclui sempre consequências não previstas), para apressar aquilo que é inevitável, perseguindo uma causa que não é nossa?
Quanto ao conflito israelita e palestiniano, lembrem-se por favor, quem declarou um “Estado Judaico” no meio de população árabe foi Israel (e acho muito bem, mas outra coisa é não perceber as consequências e o que foi necessário fazer para ser bem sucedido), quem depois expandiu territórios foi Israel (por defesa? talvez, mas que importa isso?), quem expulsou centenas de milhares de árabes das suas casas e propriedades foram os israelitas e sem direito de retorno (também acho bem, é inevitável, mas como digo, outra coisa é fazer de conta), quem ocupa territórios é Israel prestando-se a imagens que quase nos fazem lembrar o infame Guetto de Varsóvia, quem também teve culpas em alguns massacres quer na sua fundação (incluindo atentados contra tropas inglesas) quer mais tarde foram israelitas (em especial Sharon), quem morre num número quatro vezes superiores aos israelitas são os palestinianos cujo deplorável e condenável uso de atentados suicidas é proporcional à desproporção de meios numa disputa territorial e ao apoio cego e acrítico de muitos. E já o disse: o muro é bem capaz de ser a melhor ideia dos últimos 50 anos. Para ambos.
Agora, como os anti-pacifistas (que tratam os pacifistas como se de uma doença se tratasse) se admiram que muitos sejam apanhados na armadilha de acreditar que a violência é um recurso válido para resolver disputas é que me admira. Os árabes em especial olham à volta e vêm quem está no Afeganistão, no Iraque, com tropas na Arábia Saudita (ameaçando fomentar a queda da monarquia), ameaças permanentes à Síria e Irão, e digam lá, o que devem eles pensar? Será difícil imaginar um discurso de recrutamento de fundamentalistas?
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Berlusconi launches attack on 'gang of three' alliance
No Independent:
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A fierce backlash against a new alliance between the UK, France and Germany surfaced yesterday ahead of today's three-way summit between the British, French and German leaders in Berlin.
On the eve of the gathering, Silvio Berlusconi, the Italian Prime Minister, declared his fervent opposition to any move by Europe's big three nations to join forces.
"Europe doesn't need any directorate, it's just a big mess," he said during a press conference in Rome. "This is my opinion, which is completely shared by other European countries, with the exception of the three countries involved."
Italy's Foreign Minister, Franco Frattini, also issued a warning to Tony Blair, Gerhard Schröder, the German Chancellor, and Jacques Chirac, the French President, saying their meeting could damage the cause of European integration.
Mr Berlusconi, Spain's Jose Maria Aznar, Poland's Leszek Miller, the Dutch Prime Minister Jan-Peter Balkenende, his Portuguese counterpart Jose-Manuel Durao Barroso, and the Estonian premier Juhan Parts, have signed a letter sent to Ireland's EU presidency criticising positions taken by France, Germany and the UK.
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A Depressão Segundo São Barnabé
Sobre o mesmo assunto, recomenda-se também a leitura do excelente post A Depressão Segundo São Barnabé, no "neo-liberal direitista" (e que, como tal, também deve estar em crise...) Jaquinzinhos.
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Re: A depressão deles
O Barnabé Daniel Oliveira acha que a direita da blogosfera está em crise.
Olhando para o top 10 dos blogues ordenados por visitas, em termos de blogues com comentário político, encontramos:
3- Abrupto
5- Dicionário do Diabo
7- Blog de Esquerda II
8- Semiramis
Mesmo admitindo que o Barnabé pudesse provavelmente fazer parte do top 10 caso tivesse sitemeter, a esquerda continuaria em minoria. Não vejo onde está a tal crise da direita...
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Olhando para o top 10 dos blogues ordenados por visitas, em termos de blogues com comentário político, encontramos:
3- Abrupto
5- Dicionário do Diabo
7- Blog de Esquerda II
8- Semiramis
Mesmo admitindo que o Barnabé pudesse provavelmente fazer parte do top 10 caso tivesse sitemeter, a esquerda continuaria em minoria. Não vejo onde está a tal crise da direita...
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Sobre o caso de Aveiro
Independentemente da posição que se tenha relativamente ao aborto, não posso deixar de concordar com a análise de CAA no post Sinceramente:
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Esta é a nossa eterna sapiência lusitana: não fazer o que dizemos a todos que deve ser feito e convivermos em permanente estado de consenso abúlico de fingirmos ignorar o que todos sabem.
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Educação e Estado
"A general State education is a mere contrivance for moulding people to be exactly like one another: and as the mould in which it casts them is that which pleases the predominant power in the government, whether this be a monarch, a priesthood, an aristocracy, or the majority of the existing generation, in proportion as it is efficient and successful, it establishes a despotism over the mind, leading by natural tendency to one over the body."
- John Stuart Mill
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- John Stuart Mill
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Re: KANT E OS LIBERAIS
Deve ser falha minha, mas confesso que não percebi o post KANT E OS LIBERAIS no Nova Frente.
Em primeiro lugar, parece-me que o Nova Frente não tem em conta que há vários liberalismos e que nem todos se consideram "herdeiros" do ideário de 1789 que tanta aversão parce provocar ao Nova Frente.
Também é novidade para mim que seja "a liberdade sem limites (porque valor por si e em si) necessariamente perfilhada pelo liberalismo".
Mais confusão ainda me causaram as referências a Kant como "revoltado" contra o ideário de 1789 quando o mesmo é geralmente apresentado como um simpatizante da Revolução Francesa (a mesma consideração se aplica, creio, de forma ainda mais intensa, a Fichte...).
Quanto a interpretações de Kant por liberais, as mesmas variam. Mises e Hayek, assim como a maioria dos que se inserem na tradição austríaca, têm apreciações globalmente favoráveis do filósofo. Já Ayn Rand e os objectivistas são geralmente extremamente críticos relativamente a Kant, curiosamente por considerarem que este desvaloriza a Razão e que as suas ideias abriram caminho ao totalitarismo comunista e nazi.
Em suma, parece-me que referido post no Nova Frente peca por alguma falta de rigor.
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Em primeiro lugar, parece-me que o Nova Frente não tem em conta que há vários liberalismos e que nem todos se consideram "herdeiros" do ideário de 1789 que tanta aversão parce provocar ao Nova Frente.
Também é novidade para mim que seja "a liberdade sem limites (porque valor por si e em si) necessariamente perfilhada pelo liberalismo".
Mais confusão ainda me causaram as referências a Kant como "revoltado" contra o ideário de 1789 quando o mesmo é geralmente apresentado como um simpatizante da Revolução Francesa (a mesma consideração se aplica, creio, de forma ainda mais intensa, a Fichte...).
Quanto a interpretações de Kant por liberais, as mesmas variam. Mises e Hayek, assim como a maioria dos que se inserem na tradição austríaca, têm apreciações globalmente favoráveis do filósofo. Já Ayn Rand e os objectivistas são geralmente extremamente críticos relativamente a Kant, curiosamente por considerarem que este desvaloriza a Razão e que as suas ideias abriram caminho ao totalitarismo comunista e nazi.
Em suma, parece-me que referido post no Nova Frente peca por alguma falta de rigor.
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Sobre o PIB (2)
Relativamente ao post do tchernignobyl, que, socorrendo-se da autoridade de Gary Becker (por este andar, ainda veremos José Mário Silva citar Mises ou Luis Rainha elogiar Hayek...), tece as seguintes considerações:
Ora o que se passa é que, apesar da guerra, o período que se seguiu à integração na EFTA e que durou até à revolução foi de fortíssimo crescimento, graças a uma significativa abertura da economia portuguesa.
O período pós-revolucionário foi, do ponto de vista económico, catastrófico, mas, a partir de meados dos anos 80, a economia portuguesa voltou a registar um forte crescimento, graças à integração europeia e a várias medidas liberalizadoras, apesar dos "empecilhos" referidos pelo tchernignobyl, os quais, infelizmente, estão ainda muito longe de serem totalmente eliminados, apesar dos significativos progressos realizados em várias áreas.
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No período de trinta anos que decorreu entre 65 e 95, verificou-se que ao contrário do que a presciência da generalidade dos economistas-de-todos-os-bordos, empresários e comentadores-económicos-da-imprensa-de-referência assegura ser a tragédia maior do nosso país, o “peso” do Estado, o paralisante controlo público de sectores importantes da economia durante grande parte desse período, a implantação da Segurança Social, as Leis do Trabalho não foram o tal impecilho determinante que bloqueou o progresso.
Ora o que se passa é que, apesar da guerra, o período que se seguiu à integração na EFTA e que durou até à revolução foi de fortíssimo crescimento, graças a uma significativa abertura da economia portuguesa.
O período pós-revolucionário foi, do ponto de vista económico, catastrófico, mas, a partir de meados dos anos 80, a economia portuguesa voltou a registar um forte crescimento, graças à integração europeia e a várias medidas liberalizadoras, apesar dos "empecilhos" referidos pelo tchernignobyl, os quais, infelizmente, estão ainda muito longe de serem totalmente eliminados, apesar dos significativos progressos realizados em várias áreas.
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Sobre o PIB (1)
Concordo com o João Miranda quando relativiza a significância dos valores do PIB mas penso que exagera na sua crítica. Esses valores devem ser considerados em conjunto com outras variáveis indicadoras do grau de liberdade económica (como faz, por exemplo, o Index of Economic Freedom da Heritage e do WSJ) mas o PIB, se calculado de acordo com critérios homogéneos (e, de preferência, tendo em conta as PPC) é um indicador com alguma validade (já agora, João, quer-me parecer que no exemplo dado, o PIB desse "paraíso socialista" medido em hard currency não subiria grande coisa, porque um endividamento dessas dimensões teria necessariamente efeitos fortemente inflacionários que implicariam um gap substancial entre crescimento nominal e real do Produto...).
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Sobre os iberismos
Excelente post no Semiramis:
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O “iberismo” do início deste milénio está igualmente ligado a uma crise de valores, mas não de identidade. Há a convicção na sociedade civil da incapacidade da classe política em nos governar satisfatoriamente e dos impasses e estrangulamentos sociais existentes em todo o tecido social e produtivo português. Essa crise de valores agravou-se sobremaneira pela crise financeira e pela sensação de que não seremos capazes de sair dela: o governo não tem coragem política, a oposição está presa de concepções retrógradas e não constitui alternativa viável, o empresariado é, numa percentagem significativa, pouco competente e tenta resolver a sua incapacidade de gestão pelo recurso a métodos autoritários, os sindicatos continuam a ver a relação trabalhador-empresário em termos de luta de classes obstinada e sem tréguas, o trabalhador português que, no estrangeiro, subtraído ao enquadramento sindical e à gestão deficiente pública e privada, trabalha disciplinadamente e com competência, em Portugal tem escassa produtividade e pouca disciplina, etc..
(...)
Não me parece que a actual crise de valores constitua igualmente uma crise de identidade. Portugal tem nove séculos de história, tem uma forte identidade nacional, homogeneidade linguística e a nossa língua é o quinto idioma mais falado no mundo. Isso são valores que estão bem alicerçados na nossa consciência colectiva. São valores que julgamos em crise quando ouvimos algum chiste sobre a nossa inviabilidade como Estado. Mas são apenas chistes. A experiência da nossa existência como nação multi-secular mostra que é exactamente quando sentimos em risco a nossa identidade nacional que nos unimos e que opomos uma resistência inamovível à perda dessa identidade.
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2004/02/17
Re: A polémica sobre o THE PASSION OF THE CHRIST
Assino por baixo o texto em que CAA responde a um anterior post do Rua da Judiaria.
Apetece perguntar às organizações que militam contra a existência desses excertos se não pretendem, também, censurar o próprio texto dos Evangelhos em que o filme se baseia?!?
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Soberania e Liberalismo
No Cataláxia:
"Para um liberal, não pode haver meias tintas: ou defendemos o mercado livre e aberto ou defendemos um país mercantilista, com fronteiras fechadas e um proteccionismo agressivo em relação às importações. Por mim, não tenho dúvidas nem reservas."
Eu também não tenho dúvidas, só que um país pode ser soberano (e isso significa poder decidir unilateralmente as suas leis) e ter fronteiras abertas. Até um caso pode ser feito defendendo que os processos de integração política conduzem a que esse novo espaço mais facilmente feche as fronteiras com o exterior, porque menos dependente.
Por exemplo, a UE formou-se para que o proteccionismo agrícola fosse uma realidade, afectando precisamente os países mais pobres dependentes do comércio livre neste sector. Sem a UE o nível de proteccionismo existente no sector agrícola seria impossível ou difícil.
A integração económica não necessita de integração política. A globalização económica não necessita da globalização política. A liberdade económica precisa é de Estados menos intervencionistas, não de Estados maiores.
Acho muito bem a cooperação entre a indústria espanhola ou "europeia" e a portuguesa , a livre circulação de capitais e tudo o mais (mas com reservas quanto à “livre imigração”), a coordenação de decisões que infelizmente são decididas por governos e burocratas, mas as leis têm de ser decididas por nós. A nossa participação em tratados internacionais parte de um pressuposto: a capacidade última de dizer não. Defender essa capacidade não nos faz menos liberais.
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"Para um liberal, não pode haver meias tintas: ou defendemos o mercado livre e aberto ou defendemos um país mercantilista, com fronteiras fechadas e um proteccionismo agressivo em relação às importações. Por mim, não tenho dúvidas nem reservas."
Eu também não tenho dúvidas, só que um país pode ser soberano (e isso significa poder decidir unilateralmente as suas leis) e ter fronteiras abertas. Até um caso pode ser feito defendendo que os processos de integração política conduzem a que esse novo espaço mais facilmente feche as fronteiras com o exterior, porque menos dependente.
Por exemplo, a UE formou-se para que o proteccionismo agrícola fosse uma realidade, afectando precisamente os países mais pobres dependentes do comércio livre neste sector. Sem a UE o nível de proteccionismo existente no sector agrícola seria impossível ou difícil.
A integração económica não necessita de integração política. A globalização económica não necessita da globalização política. A liberdade económica precisa é de Estados menos intervencionistas, não de Estados maiores.
Acho muito bem a cooperação entre a indústria espanhola ou "europeia" e a portuguesa , a livre circulação de capitais e tudo o mais (mas com reservas quanto à “livre imigração”), a coordenação de decisões que infelizmente são decididas por governos e burocratas, mas as leis têm de ser decididas por nós. A nossa participação em tratados internacionais parte de um pressuposto: a capacidade última de dizer não. Defender essa capacidade não nos faz menos liberais.
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Re: Have the Neocons Killed a Presidency?
Neste momento, neste assunto, tal parece ser completamente irrelevante. Os que apoiaram defendem que o direito internacional e a soberania não existem perante países não democráticos. Isso incluirá os países do médio oriente que realmente funcionam: as suas monarquias absolutas?
Ainda pior é quererem justificar uma invasão e mudança de regime por causa das resoluções da ONU e fazer a invasão contra a vontade da ONU.
Portanto, deverão as resoluções da ONU ser impostas pela força (por exemplo as sobre Israel)? Quem controla depois as decisões desse iluminado “colégio” com capacidade de impor pela força as suas resoluções (espero que nunca tal aconteça)?
Se assim fosse, os EUA não tinham invadido o Iraque porque esse mesmo orgão não era favorável a tal! Não é uma contradição? E ainda por cima poderia ter de declarar guerra aos EUA para cumprir a sua resolução contra a invasão!
Quanto à eficácia da ingerência externa extrema que é uma invasão e deposição de regimes:
Faz parte da responsabilidade dos povos cuidar dos seus regimes. Já repararam que o império do mal soviético caiu desabando essencialmente por dentro, e que depois curiosamente, não existiu um espírito de vingança e de purgas interno?
Isso não diz algo sobre a Estupidez que teria sido se um confronto directo com a União Soviética (mesmo que tal fosse possível sem dar lugar a um cataclismo nuclear na tipica visão de que "better all dead than some people red"?) tivesse dado lugar para "libertar" os Russos? O que se observou de forma pacífica foi ao desmembrar do império e a independência de um sem número de países. Nenhuma guerra imposta pelo exterior teria levado ao mesmo resultado.
O Direito Internacional, as leis da guerra e o princípio da neutralidade não são invenções da esquerda. Foi formado na experiência e criando tradição a partir do complicado relacionamento entre as Nações europeias. E isso inclui a não ingerência externa (que Napoleão quis também pôr em causa a bem de uma Nova Europa) a não ser em caso de perigo eminente para a soberania.
Lamento afirmá-lo, mas existe muito de espírito jacobino nesta "movida", esquecido que quem quer fazer o bem acaba muitas vezes no meio de um grande mal e o Iraque parece para aí caminhar.
A democracia não é um direito absoluto, nem sequer um bem absoluto em si, é apenas um meio, um processo de decisão colectivo. Pode ser adequado ou não, num determinado contexto e tempo próprio. Foi assim, no Chile como em Portugal, em Espanha, nas Filipinas, na Indonésia. Como o foi com Saddam na sua guerra apoiada pelos EUA, contra o Irão. Cabe aos povos cuidarem do seu regime. Cabe aos próprios saberem se estão dispostos a morrer, a sofrer destruição do património e pôr em causa de forma abrupta a estabilidade da sua sociedade, a bem de uma mudança.
Na Europa, também muitos lutaram pelo fim das monarquias a bem da Razão e a Grande Guerra assim permitiu a sua queda (acabou o trabalho começado por Napoleão). O que obtiveram foram repúblicas fascistas e comunistas.
No Médio Oriente parece que só vão parar quando tiverem a totalidade dos 600 milhões apontados à nossa garganta mas a bem de estarem ocupados (Afeganistão, Iraque, fala-se na Síria, Irão e Arábia Saudita, conversa que está mais amena porque o Império tem custos elevados) para a imposição da democracia pela força militar (e ao mesmo tempo fazer os favores estratégicos de um pequenina Nação lá do sítio).
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Ainda pior é quererem justificar uma invasão e mudança de regime por causa das resoluções da ONU e fazer a invasão contra a vontade da ONU.
Portanto, deverão as resoluções da ONU ser impostas pela força (por exemplo as sobre Israel)? Quem controla depois as decisões desse iluminado “colégio” com capacidade de impor pela força as suas resoluções (espero que nunca tal aconteça)?
Se assim fosse, os EUA não tinham invadido o Iraque porque esse mesmo orgão não era favorável a tal! Não é uma contradição? E ainda por cima poderia ter de declarar guerra aos EUA para cumprir a sua resolução contra a invasão!
Quanto à eficácia da ingerência externa extrema que é uma invasão e deposição de regimes:
Faz parte da responsabilidade dos povos cuidar dos seus regimes. Já repararam que o império do mal soviético caiu desabando essencialmente por dentro, e que depois curiosamente, não existiu um espírito de vingança e de purgas interno?
Isso não diz algo sobre a Estupidez que teria sido se um confronto directo com a União Soviética (mesmo que tal fosse possível sem dar lugar a um cataclismo nuclear na tipica visão de que "better all dead than some people red"?) tivesse dado lugar para "libertar" os Russos? O que se observou de forma pacífica foi ao desmembrar do império e a independência de um sem número de países. Nenhuma guerra imposta pelo exterior teria levado ao mesmo resultado.
O Direito Internacional, as leis da guerra e o princípio da neutralidade não são invenções da esquerda. Foi formado na experiência e criando tradição a partir do complicado relacionamento entre as Nações europeias. E isso inclui a não ingerência externa (que Napoleão quis também pôr em causa a bem de uma Nova Europa) a não ser em caso de perigo eminente para a soberania.
Lamento afirmá-lo, mas existe muito de espírito jacobino nesta "movida", esquecido que quem quer fazer o bem acaba muitas vezes no meio de um grande mal e o Iraque parece para aí caminhar.
A democracia não é um direito absoluto, nem sequer um bem absoluto em si, é apenas um meio, um processo de decisão colectivo. Pode ser adequado ou não, num determinado contexto e tempo próprio. Foi assim, no Chile como em Portugal, em Espanha, nas Filipinas, na Indonésia. Como o foi com Saddam na sua guerra apoiada pelos EUA, contra o Irão. Cabe aos povos cuidarem do seu regime. Cabe aos próprios saberem se estão dispostos a morrer, a sofrer destruição do património e pôr em causa de forma abrupta a estabilidade da sua sociedade, a bem de uma mudança.
Na Europa, também muitos lutaram pelo fim das monarquias a bem da Razão e a Grande Guerra assim permitiu a sua queda (acabou o trabalho começado por Napoleão). O que obtiveram foram repúblicas fascistas e comunistas.
No Médio Oriente parece que só vão parar quando tiverem a totalidade dos 600 milhões apontados à nossa garganta mas a bem de estarem ocupados (Afeganistão, Iraque, fala-se na Síria, Irão e Arábia Saudita, conversa que está mais amena porque o Império tem custos elevados) para a imposição da democracia pela força militar (e ao mesmo tempo fazer os favores estratégicos de um pequenina Nação lá do sítio).
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Have the Neocons Killed a Presidency?
Artigo de Pat Buchanan:
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George W. Bush "betrayed us," howled Al Gore.
"He played on our fear. He took America on an ill-conceived foreign adventure, dangerous to our troops, an adventure that was preordained and planned before 9-11 ever happened."
Hearing it, Gore's rant seemed slanderous and demagogic. For though U.S. policy since Clinton had called for regime change in Iraq, there is no evidence, none, that Bush planned to invade prior to 9-11.
Yet, the president has a grave problem, and it is this: Burrowed inside his foreign policy team are men guilty of exactly what Gore accuses Bush of, men who did exploit our fears to stampede us into a war they had plotted for years.
(...)
While Bush had taken office as a traditional conservative skeptical of "nation-building" and calling for a more "humble" foreign policy, after 9-11, he was captured by the neocons and converted to an agenda they had worked up years before. Suddenly, he sounded just like them, threatening wars on "axis-of-evil" nations that had nothing to do with 9-11.
And here is where Bush's present crisis was created.
Though he had internalized the neoconservative agenda for war, he had no rationale, no justification, no casus belli. Iraq had not threatened or attacked us.
Enter the WMD. Neoconservatives pressed on Bush the idea that Iraq must still have weapons of mass destruction and must be working on nuclear weapons. And as Saddam was a figure of such irrationality – i.e., a madman – he would readily give an atom bomb to Al Qaeda. An American city could be incinerated.
Therefore, Saddam had to be destroyed. Bush bought it.
(...)
Now the WMD case has fallen apart. Powell has egg on his face. And the president must persuade Tim Russert and the nation that Iraq was a "war of necessity" because we "had no choice when we looked at the intelligence I looked at."
But, sir, the intelligence you "looked at" was flawed. Who gave it to you?
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Re: Taxa de Impostos Única II
Todos os impostos são formas de colectar receitas. É um preço que pagamos pela existência dos serviços prestados pelo Estado. O que interessa é que esse preço diminua ou se adeque à qualidade e quantidade dos serviços que presta. E esse preço é sempre uma subtracção do nosso rendimento, seja IRS, IRC, IVA ou SS. Assim, mais vale termos uma forma simples de tomar decisões.
A Taxa Única de Impostos (para o IRS, IVA, IRC e que pode abranger ainda a SS ou em alternativa esta pode simplesmente desaparecer ajustando-se a Taxa Única) permite ao sistema democrático decidir claramente sobre esse preço que pagamos. As discussões sobre os malefícios de um tipo de imposto podem ser sempre balanceadas evocando os malefícios de outro. E isso é uma discussão perdida porque as massas democráticas nunca a irão perceber e bem, porque eu provavelmente também não a vou perceber, ainda que seja todo ouvidos.
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A Taxa Única de Impostos (para o IRS, IVA, IRC e que pode abranger ainda a SS ou em alternativa esta pode simplesmente desaparecer ajustando-se a Taxa Única) permite ao sistema democrático decidir claramente sobre esse preço que pagamos. As discussões sobre os malefícios de um tipo de imposto podem ser sempre balanceadas evocando os malefícios de outro. E isso é uma discussão perdida porque as massas democráticas nunca a irão perceber e bem, porque eu provavelmente também não a vou perceber, ainda que seja todo ouvidos.
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Re: Taxa de Impostos Única
Discordo quanto aos malefícios relativos dos impostos. Creio que o IRC é claramente mais ineficiente, quer do ponto de vista do Estado quer do ponto de vista dos cidadãos.
Quanto à Segurança Social parece-me que o que é prioritário é separar a componente de pensões, que deve passar o mais rapidamente possível para um regime de capitalização (como, aliás, se propõe aqui) e a componente redistributiva que deve ser financiada, de forma clara e transparente, pelo Orçamento.
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Quanto à Segurança Social parece-me que o que é prioritário é separar a componente de pensões, que deve passar o mais rapidamente possível para um regime de capitalização (como, aliás, se propõe aqui) e a componente redistributiva que deve ser financiada, de forma clara e transparente, pelo Orçamento.
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Em defesa do cimento
Bruxelas aconselha Lisboa a gastar mais nas pessoas e menos em auto-estradas
Se vamos receber esmolas de contribuintes estrangeiros, pelo menos o que vai para cimento e afins é materializado em algo corpóreo e visível, fica feito, sabe-se para que é suposto existir, o outro desaparece e nunca se percebe bem o que é feito dele nem dos seus objectivos abstractos como o "reforço da qualificação dos recursos humanos, investigação científica e inovação". Um maná para os recursos humanos públicos e afins dependentes.
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Se vamos receber esmolas de contribuintes estrangeiros, pelo menos o que vai para cimento e afins é materializado em algo corpóreo e visível, fica feito, sabe-se para que é suposto existir, o outro desaparece e nunca se percebe bem o que é feito dele nem dos seus objectivos abstractos como o "reforço da qualificação dos recursos humanos, investigação científica e inovação". Um maná para os recursos humanos públicos e afins dependentes.
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Sanções
"Money illicitly siphoned from the UN oil-for-food programme by Saddam Hussein was used to finance anti-sanctions campaigns run by British politicians, according to documents that have surfaced in Baghdad. "
Se tivesse existido uma única boa causa por parte de Saddam (aparentemente a sua guerra contra o Irão era um boa causa...na altura, depois foi evocada para provar a necessidade da intervenção no Iraque, agora exista quem defenda novamente a guerra contra o Irão...enfim...), o fim das sanções seria essa. Nunca irei perceber como se pode pretender martirizar um povo que se diz desde já martirizado por um tirano e achar que isso leva a resultados positivos no futuro (no Iraque, em Cuba ou na China).
Sabemos o que a Mad Albright disse:
"CBS correspondent Lesley Stahl relied on this estimate in 1996 when she asked U.S. Ambassador to the United Nations Madeleine Albright,
We have heard that a half million children have died. I mean, that is more children than died in Hiroshima. And, you know, is the price worth it?
Albright answered,
I think this is a very hard choice, but the price, we think the price is worth it. "
Numa entrevista que passou repetidamente por todo o mundo árabe. Mesmo que os números sejam exagerados nada melhor para fomentar o ódio, não?
Para comentários fundamentados, na Future of Freedom Foundation:
Sanctions: The Cruel and Brutal War Against the Iraqi People, Part 1
by Jacob G. Hornberger
Iraqi Sanctions: Were They Worth It?
by Sheldon Richman
Iraqi Sanctions and American Intentions: Blameless Carnage? Part 1
by James Bovard
Sanctions: The Cruel and Brutal War Against the Iraqi People, Part 2
by Jacob G. Hornberger
Iraqi Sanctions and American Intentions: Blameless Carnage? Part 2
by James Bovard
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Se tivesse existido uma única boa causa por parte de Saddam (aparentemente a sua guerra contra o Irão era um boa causa...na altura, depois foi evocada para provar a necessidade da intervenção no Iraque, agora exista quem defenda novamente a guerra contra o Irão...enfim...), o fim das sanções seria essa. Nunca irei perceber como se pode pretender martirizar um povo que se diz desde já martirizado por um tirano e achar que isso leva a resultados positivos no futuro (no Iraque, em Cuba ou na China).
Sabemos o que a Mad Albright disse:
"CBS correspondent Lesley Stahl relied on this estimate in 1996 when she asked U.S. Ambassador to the United Nations Madeleine Albright,
We have heard that a half million children have died. I mean, that is more children than died in Hiroshima. And, you know, is the price worth it?
Albright answered,
I think this is a very hard choice, but the price, we think the price is worth it. "
Numa entrevista que passou repetidamente por todo o mundo árabe. Mesmo que os números sejam exagerados nada melhor para fomentar o ódio, não?
Para comentários fundamentados, na Future of Freedom Foundation:
Sanctions: The Cruel and Brutal War Against the Iraqi People, Part 1
by Jacob G. Hornberger
Iraqi Sanctions: Were They Worth It?
by Sheldon Richman
Iraqi Sanctions and American Intentions: Blameless Carnage? Part 1
by James Bovard
Sanctions: The Cruel and Brutal War Against the Iraqi People, Part 2
by Jacob G. Hornberger
Iraqi Sanctions and American Intentions: Blameless Carnage? Part 2
by James Bovard
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Taxa de Impostos Única
A vantagem da taxa única é eliminar o jogo político de subida e descida simultânea (ou muitas vezes desfasada no tempo para mais disfarçar a sua inutilidade) entre diferentes impostos. O IRC não causa mais malefícios que o IRS ou o IVA. A carga fiscal total é que é um mal geral a combater. Com a introdução de uma taxa única podemos decidir entre uma taxa única de impostos em 20%, 19%, 15%, etc.
Quanto à taxa da segurança social, este é um imposto (sobre o rendimento) como o IRS que entra no orçamento de Estado para permitir a transferência para os reformados (embora ainda exista quem ache que de alguma forma os seus "descontos" estão a ser poupados para a sua reforma futura - publicidade enganosa?).
Em última análise a "taxa" da segurança social, sendo um verdadeiro imposto sobre o rendimento, podia desaparecer de todo, fazendo-se o ajustamento da carga fiscal na taxa única do IRS, IRC e IVA.
As obrigações actuais assumidas devem ser cumpridas e portanto faz parte de um segmento da despesa fixo. Mas as futuras podem diminuir, se as funções de redistribuição se dirigirem para os 20% mais necessitados independentemente da idade, regime de trabalho ou desemprego, pode-se eliminar progressivamente a lógica das reformas compulsivas e subsistência à custa do orçamento geral do Estado e restabelecer o princípio da responsabilidade de cuidarmos da nossa poupança de longo prazo e de em cada familía se resolverem os seus problemas.
PS: Se alguma prioridade existisse para um imposto ser eliminado, o IRS teria prioridade porque por causa deste, o Estado tudo pretende saber sobre a vida privada das pessoas, causando uma verdadeira cultura de inveja e desconfiança, quer pelo fantasma da fuga ao imposto quer por causa do que está subjacente ao imposto progressivo: penalizar a ambição.
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Quanto à taxa da segurança social, este é um imposto (sobre o rendimento) como o IRS que entra no orçamento de Estado para permitir a transferência para os reformados (embora ainda exista quem ache que de alguma forma os seus "descontos" estão a ser poupados para a sua reforma futura - publicidade enganosa?).
Em última análise a "taxa" da segurança social, sendo um verdadeiro imposto sobre o rendimento, podia desaparecer de todo, fazendo-se o ajustamento da carga fiscal na taxa única do IRS, IRC e IVA.
As obrigações actuais assumidas devem ser cumpridas e portanto faz parte de um segmento da despesa fixo. Mas as futuras podem diminuir, se as funções de redistribuição se dirigirem para os 20% mais necessitados independentemente da idade, regime de trabalho ou desemprego, pode-se eliminar progressivamente a lógica das reformas compulsivas e subsistência à custa do orçamento geral do Estado e restabelecer o princípio da responsabilidade de cuidarmos da nossa poupança de longo prazo e de em cada familía se resolverem os seus problemas.
PS: Se alguma prioridade existisse para um imposto ser eliminado, o IRS teria prioridade porque por causa deste, o Estado tudo pretende saber sobre a vida privada das pessoas, causando uma verdadeira cultura de inveja e desconfiança, quer pelo fantasma da fuga ao imposto quer por causa do que está subjacente ao imposto progressivo: penalizar a ambição.
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2004/02/16
Re: Os impostos de Odete III
A ideia da taxa única nos impostos todos não me parece muito desejável.
Prioritário seria eliminar o IRC e passar a Segurança Social para um regime de capitalização financeiramente sustentável.
Mas isso seria matéria para uma longa discussão...
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Prioritário seria eliminar o IRC e passar a Segurança Social para um regime de capitalização financeiramente sustentável.
Mas isso seria matéria para uma longa discussão...
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Ideias Liberais
Re: Os impostos de Odete II
Agora que falei pela enésima vez sobre a Secessão, sempre digo que o mais fácil era mesmo:
- Dirigir a função de redistribuição centralizada apenas para os 20% mais necessitados, quer na prestação de serviços (saúde, ensino, etc), quer em subsídios financeiros. Deixar outras iniciativas para as autarquias.
- Estabelecer a regra da taxa única de impostos no IVA, IRS, IRC e SS (cujas alterações seriam de subida ou descida simultânea) começando nos 20%.
Podemos votar isto? É que se não for possível vou pedir a independência.
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- Dirigir a função de redistribuição centralizada apenas para os 20% mais necessitados, quer na prestação de serviços (saúde, ensino, etc), quer em subsídios financeiros. Deixar outras iniciativas para as autarquias.
- Estabelecer a regra da taxa única de impostos no IVA, IRS, IRC e SS (cujas alterações seriam de subida ou descida simultânea) começando nos 20%.
Podemos votar isto? É que se não for possível vou pedir a independência.
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Re: Liberdade de Imprensa?
Relativamente a esta notícia, CL escreveu:
Permito-me discordar. Não é para mim claro que a protecção do direito à imagem se estenda à circunstância em causa (já não teria dúvidas se o fotógrafo estivesse, por exemplo, a tentar fotografar o interior da habitação), mas mesmo admitindo que é o caso e que o fotógrafo estaria em transgressão, não me parece que os "sopapos" pudessem ser justificados. Não tendo havido qualquer agressão física pelo fotógrafo, creio que os "sopapos" teriam sido muito "mal dados" e que, se tivesse resolvido actuar dessa forma, deveria o ex-Ministro ser responsabilizado criminalmente. Ainda bem que não foi assim.
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Afinal, parece que Manuel Maria Carrilho não assentou dois sopapos no "repórter fotográfico" que, dentro de um carro, fotografava o ex-Ministro e família à saída de casa.
É pena. Teriam sido bem dados.
Permito-me discordar. Não é para mim claro que a protecção do direito à imagem se estenda à circunstância em causa (já não teria dúvidas se o fotógrafo estivesse, por exemplo, a tentar fotografar o interior da habitação), mas mesmo admitindo que é o caso e que o fotógrafo estaria em transgressão, não me parece que os "sopapos" pudessem ser justificados. Não tendo havido qualquer agressão física pelo fotógrafo, creio que os "sopapos" teriam sido muito "mal dados" e que, se tivesse resolvido actuar dessa forma, deveria o ex-Ministro ser responsabilizado criminalmente. Ainda bem que não foi assim.
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Re: Os impostos de Odete
Pois nos bons velhos tempos da monarquia, a carga fiscal não ultrapassava os 10% a 15%. Aquilo a que chamamos liberdade é um conceito bem mais amplo do que a liberdade política.
Liberdade política, hoje, é poder votar em quem dirige um sistema social que impõem por legislação o pagamento de 50% (outros pagarão mais) do rendimento e ainda todos os custos e ataques à propriedade e livre contrato que provém da regulamentação.
Liberdade individual e propriedade privada não requerem liberdade política em si, mas o acordo mútuo sobre esses direitos fundamentais.
O problema é que porque damos a capacidade de monopólio a um qualquer sistema social (democracia, autocracia, etc.) de definir o que é lei ou não, incluindo a capacidade legal de cobrar impostos (ou seja, a capacidade unilateral de impor serviços e preços sobre toda uma sociedade e não uma relação de fornecedor-cliente ou proprietário-cliente), não existe forma de controlar o seu âmbito.
Existirá em último recurso o voto com os pés. Mas isso é precisamente aquilo com que os integracionistas (ou federalistas) querem acabar, ao facilitar a “harmonização”, ao criarem-se processos de decisão colectivos cada vez mais abstractos – o alargamento das decisões democráticas em círculos geográficos cada vez mais alargados – até um dia atingir talvez a dimensão mundial.
No fim, apenas o direito de secessão política (de separação ou independência) poderá funcionar como a última defesa da liberdade individual e propriedade - o “check and balance” por natureza. E isso passa por uma região poder declarar-se independente, criando o seu circulo eleitoral próprio, e poder por exemplo decidir baixar os impostos para os níveis de 10% a 15% que já tivemos e perdemos, democraticamente.
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Liberdade política, hoje, é poder votar em quem dirige um sistema social que impõem por legislação o pagamento de 50% (outros pagarão mais) do rendimento e ainda todos os custos e ataques à propriedade e livre contrato que provém da regulamentação.
Liberdade individual e propriedade privada não requerem liberdade política em si, mas o acordo mútuo sobre esses direitos fundamentais.
O problema é que porque damos a capacidade de monopólio a um qualquer sistema social (democracia, autocracia, etc.) de definir o que é lei ou não, incluindo a capacidade legal de cobrar impostos (ou seja, a capacidade unilateral de impor serviços e preços sobre toda uma sociedade e não uma relação de fornecedor-cliente ou proprietário-cliente), não existe forma de controlar o seu âmbito.
Existirá em último recurso o voto com os pés. Mas isso é precisamente aquilo com que os integracionistas (ou federalistas) querem acabar, ao facilitar a “harmonização”, ao criarem-se processos de decisão colectivos cada vez mais abstractos – o alargamento das decisões democráticas em círculos geográficos cada vez mais alargados – até um dia atingir talvez a dimensão mundial.
No fim, apenas o direito de secessão política (de separação ou independência) poderá funcionar como a última defesa da liberdade individual e propriedade - o “check and balance” por natureza. E isso passa por uma região poder declarar-se independente, criando o seu circulo eleitoral próprio, e poder por exemplo decidir baixar os impostos para os níveis de 10% a 15% que já tivemos e perdemos, democraticamente.
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Os impostos de Odete
O Tempestade Cerebral demonstra como um trabalhador por contra de outrém com um rendimento bruto de 500 euros acaba por suportar uma carga tributária total próxima de metade desse rendimento: Robin dos Bosques II
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Nova Esquerda
Um texto interessante de André Amaral: A Nova Esquerda e sua Tentativa em Destruir a Civilização Ocidental Liberal – Primeira Parte
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A principal característica da Nova Esquerda é o não pensar em termos económicos. A Velha Esquerda (que alicerçou ideologicamente a URSS) defendia a centralização planificada da economia e perdeu o seu combate com a ideologia burguesa e liberal, principalmente devido aos brilhantes contributos de Friedrich Hayek e Milton Friedman.
A Nova Esquerda surgiu então em substituição da Velha Esquerda e trouxe para o debate político a brilhante inovação de não pensar em termos económicos. Não pensar em termos económicos é dizer que existem coisas mais importantes que a economia, o crescimento económico, o aumento do consumo, enfim a satisfação pessoal (entendida do ponto de vista económico).
Com esta inovação subtil, a Nova Esquerda, sem que nos apercebamos à primeira vista, afasta, coloca de parte e chega mesmo a discordar com a ideia de bem comum que temos de sociedade.
A Velha Esquerda queria o bem comum e entendia-o da mesma forma que os liberais. A diferença estava na forma de o alcançar considerando que o melhor caminho era o da planificação da economia. A Nova Esquerda não entende o bem comum da mesma forma. Para eles o bem comum não é o bem estar económico.
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Super Flumina
Santana, Marcelo e as Presidenciais
CL sobre Marcelo Rebelo de Sousa:
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ao ouvir Marcelo explicar o que Santana deveria ter feito, o que vi foi Marcelo a explicar o que ele próprio (Marcelo) está a fazer: Não fecha a porta à sua própria candidatura a Belém, não hostiliza Cavaco, não se põe em bicos de pés a dizer "eu é que quero ser o presidente da junta" e, ao mesmo tempo, com a ironia mordaz em que é mestre, aproveita habilmente o flanco que Santana Lopes, mais ou menos consciente, lhe oferece numa entrevista apressada.
Com isto, provoca Cavaco, que, por birra, é bem capaz de não avançar, por falta de paciência para medir forças com Santana numas "primárias à portuguesa" (Marcelo sabe que Cavaco dificilmente avançará senão levado em ombros), ao mesmo tempo que debilita, pegando na argumentação de Santana Lopes, as probabilidades da aceitação da candidatura deste no seio do PSD, posicionando-se assim, sem o dizer claramente, na primeira linha dos candidatos a candidatos.
Todos aguardam agora pela conferência de impresensa-lançamento de livro de Cavaco Silva, livro cuja leitura Marcelo recomendará numa das suas próximas conversas em família do serão de domingo.
Com jeito, mais do que com sorte, será Marcelo quem irá ser "carregado em ombros" para Belém.
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Daniel Oliveira (tm)
Via Barnabé, fico a saber que Santana Lopes conta com o apoio de Daniel Oliveira (sendo que este Daniel Oliveira não é o Barnabé Daniel Oliveira, o qual, pelo menos para já, não apoia Santana Lopes para a Presidência).
Face à proliferação de Daniéis Oliveiras, parece-me prioritário encontrar um Daniel Oliveira liberal, para não ficarmos em desvantagem competitiva neste importante nicho de mercado...
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Face à proliferação de Daniéis Oliveiras, parece-me prioritário encontrar um Daniel Oliveira liberal, para não ficarmos em desvantagem competitiva neste importante nicho de mercado...
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Bom senso quanto ao Pacto de Estabilidade e Crescimento
Durão Barroso e cinco homólogos europeus reiteram cumprimento do Pacto
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Os primeiros-ministros de Portugal, Espanha, Itália, Holanda, Polónia e Estónia defendem, em carta enviada ao actual presidente da União Europeia, o primeiro-ministro irlandês Wim Kok, o cumprimento do Pacto de Estabilidade e Crescimento (PEC) e apresentam propostas concretas sobre o modelo económico mais apropriado para uma Europa de 25 países.
A pouco mais de um mês do Conselho Europeu da Primavera, os seis chefes de Governo propõem a discussão sem ambiguidades do PEC, alertando os parceiros europeus para que não coloquem em causa o compromisso com as políticas orçamentais, apesar de Portugal e Itália já terem quebrado as regras do Pacto por mais que uma vez.
"O Pacto de Estabilidade e Crescimento é um elemento essencial da governança económica da nossa União Económica e Monetária e uma condição necessária para o crescimento económico sustentado que todos prosseguimos. As suas regras deverão ser aplicadas consistentemente e numa base não-discriminatória", sublinham os seis subscritores da missiva, a que a Lusa teve acesso.
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Bagão Félix contra maior liberalização dos despedimentos
Problemas de linguagem: Não é preciso liberalizar despedimentos apenas deixar que os termos do contrato de trabalho sejam acordados entre as partes, incluindo, em que condições pode ser revogado. Também não é preciso nenhum corte com os actuais contratos, apenas que um novo regime de livre contrato seja estabalecido para os novos contratos.
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RE: Depósitos Bancários e disponibilidade II
Foi uma pequena maldade esta minha posta, porque a explicação dada por LR no Mata-Mouros quanto à questão da não disponibilidade imediata de um depósito bancário está inteiramente certa, dado o sistema monetário vigente. Também é certo que:
"A melhor alternativa consistiria talvez na obrigatoriedade de os Bancos disponibilizarem informação sobre o funcionamento destes mecanismos. Mas seria ela “digerível” por toda a gente?"
Uma delas seria estar explicado que o depósito bancário é na verdade, uma operação de crédito, o que é evidente se pensarmos nos juros recebidos, em vez de um custo debitado pelas despesas de custódia do depósito.
Portanto, o meu comentário dirige-se em primeiro lugar contra um sistema que nos foi imposto pelo crescimento do grande Estado que saiu da Grande Guerra - o evento que em primeira ordem acabou com o padrão-ouro, por causa da necessidade de financiamento da guerra com notas que não tinham a correspondente cobertura a 100% por ouro - a que podemos chamar de financiamento por inflação monetária coercivamente imposta.
Este evento acabou por criar as condições para a crise de 1929 e levar ao fim definitivo de uma moeda livre - nos EUA Roosevelt declarou a posse de moedas de ouro como ilegal, estando sujeito a uma multa de 10 000 dólars ou pena de prisão até 10 anos.
Foram assim as pessoas obrigadas a aceitarem as notas ao valor facial estabelecido unilateralmente pelo legislador e adicionalmente impedidas de poderem reclamar a troca das suas notas por uma quantidade fixa de ouro.
Porque é que em todos os cursos de economia se fala do assunto com tendo sido algo de natural, tipo, uma escolha livre das pessoas, em vez do reconhecimento que apenas assim o foi e é por decreto (fiat)?
A moeda deixou de ser uma escolha livre, o sistema bancário passou a corresponder a um cartel liderado pelos Bancos Centrais no interesse dos próprios e das razões de Estado (seja a manutenção de um império ou o estabelecimento de um república social-democrata).
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"A melhor alternativa consistiria talvez na obrigatoriedade de os Bancos disponibilizarem informação sobre o funcionamento destes mecanismos. Mas seria ela “digerível” por toda a gente?"
Uma delas seria estar explicado que o depósito bancário é na verdade, uma operação de crédito, o que é evidente se pensarmos nos juros recebidos, em vez de um custo debitado pelas despesas de custódia do depósito.
Portanto, o meu comentário dirige-se em primeiro lugar contra um sistema que nos foi imposto pelo crescimento do grande Estado que saiu da Grande Guerra - o evento que em primeira ordem acabou com o padrão-ouro, por causa da necessidade de financiamento da guerra com notas que não tinham a correspondente cobertura a 100% por ouro - a que podemos chamar de financiamento por inflação monetária coercivamente imposta.
Este evento acabou por criar as condições para a crise de 1929 e levar ao fim definitivo de uma moeda livre - nos EUA Roosevelt declarou a posse de moedas de ouro como ilegal, estando sujeito a uma multa de 10 000 dólars ou pena de prisão até 10 anos.
Foram assim as pessoas obrigadas a aceitarem as notas ao valor facial estabelecido unilateralmente pelo legislador e adicionalmente impedidas de poderem reclamar a troca das suas notas por uma quantidade fixa de ouro.
Porque é que em todos os cursos de economia se fala do assunto com tendo sido algo de natural, tipo, uma escolha livre das pessoas, em vez do reconhecimento que apenas assim o foi e é por decreto (fiat)?
A moeda deixou de ser uma escolha livre, o sistema bancário passou a corresponder a um cartel liderado pelos Bancos Centrais no interesse dos próprios e das razões de Estado (seja a manutenção de um império ou o estabelecimento de um república social-democrata).
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Rabbi Daniel Lapin sobre as reacções a The Passion
Radio talk show host, Rabbi Daniel Lapin, is president of Toward Tradition, a bridge-building organization providing a voice for all Americans who defend the Judeo-Christian values vital for our nation’s survival.
Why Mel Owes One to the Jews
"Many Christians who, with good reason, have considered themselves to be Jews' best (and perhaps, only) friends also feel bitter at Jews believing that Passion is revealing startling new information about the Crucifixion. They are incredulous at Jews thinking that exposure to the Gospels in visual form will instantly transform the most philo-Semitic gentiles of history into snarling, Jew-hating predators.
"(...) Christians are baffled by Jews who don't understand that President George Washington, who knew and revered every word of the Gospels, was still able to write that oft-quoted beautiful letter to the Touro Synagogue in Newport, offering friendship and full participation in America to the Jewish community.
One of the directors of the AJC recently warned that Passion "could undermine the sense of community between Christians and Jews that's going on in this country. We're not allowing the film to do that." No sir, it isn't the film that threatens the sense of community; it is the arrogant and intemperate response of Jewish organizations that does so.
Jewish organizations, hoping to help but failing so spectacularly, refutes all myths of Jewish intelligence. How could their plans have been so misguided and the execution so inept?
Ancient Jewish wisdom teaches that nothing confuses one's thinking more than being in the grip of the two powerful emotions, love and hate. The actions of these Jewish organizations sadly suggest that they are in the grip of a hatred for Christianity that is only harming Jews.
Today, peril threatens all Americans, both Jews and Christians. Many of the men and women in the front lines find great support in their Christian faith. It is strange that Jewish organizations, purporting to protect Jews, think that insulting allies is the preferred way to carry out that mandate.
A ferocious Rottweiler dog in your suburban home will quickly estrange your family from the neighborhood. For those of us in the Jewish community who cherish friendship with our neighbors, some Jewish organizations have become our Rottweilers. God help us."
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Why Mel Owes One to the Jews
"Many Christians who, with good reason, have considered themselves to be Jews' best (and perhaps, only) friends also feel bitter at Jews believing that Passion is revealing startling new information about the Crucifixion. They are incredulous at Jews thinking that exposure to the Gospels in visual form will instantly transform the most philo-Semitic gentiles of history into snarling, Jew-hating predators.
"(...) Christians are baffled by Jews who don't understand that President George Washington, who knew and revered every word of the Gospels, was still able to write that oft-quoted beautiful letter to the Touro Synagogue in Newport, offering friendship and full participation in America to the Jewish community.
One of the directors of the AJC recently warned that Passion "could undermine the sense of community between Christians and Jews that's going on in this country. We're not allowing the film to do that." No sir, it isn't the film that threatens the sense of community; it is the arrogant and intemperate response of Jewish organizations that does so.
Jewish organizations, hoping to help but failing so spectacularly, refutes all myths of Jewish intelligence. How could their plans have been so misguided and the execution so inept?
Ancient Jewish wisdom teaches that nothing confuses one's thinking more than being in the grip of the two powerful emotions, love and hate. The actions of these Jewish organizations sadly suggest that they are in the grip of a hatred for Christianity that is only harming Jews.
Today, peril threatens all Americans, both Jews and Christians. Many of the men and women in the front lines find great support in their Christian faith. It is strange that Jewish organizations, purporting to protect Jews, think that insulting allies is the preferred way to carry out that mandate.
A ferocious Rottweiler dog in your suburban home will quickly estrange your family from the neighborhood. For those of us in the Jewish community who cherish friendship with our neighbors, some Jewish organizations have become our Rottweilers. God help us."
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O primeiro escândalo no governo de Lula
No Jornal Digital:
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As acusações, feitas em exclusivo pela revista «Época», baseiam-se numa gravação de vídeo que mostra Waldomiro Diniz, demitido na sexta-feira do cargo de sub-secretário dos Assuntos Parlamentares do Ministério da Coordenação Política, a negociar um suborno com o «bicheiro» [pessoa ligada ao chamado jogo do "bicho"] Carlos Augusto Ramos em 2002.
No actual Executivo, Waldomiro era considerado colaborador próximo do poderoso ministro da Casa Civil, José Dirceu, com quem já trabalha há anos. Na altura da suposta corrupção, Waldomiro Diniz presidia à Lotaria do Estado do Rio de Janeiro durante a gestão da «petista» (do PT) Benedita da Silva.
O Governo já exonerou o acusado e pediu investigações rígidas, mas analistas políticos acham que o efeito imediato do episódio é a sensação de «até eles» - uma alusão à imagem incorruptível que os «petistas» sempre tiveram nas sondagens. A última delas, divulgada no meio da semana, apontava uma queda pequena, mas constante, do nível de aprovação da equipa de Lula.
Espera-se que o aparelho governamental e um grande apoio no Congresso e nos «media» minimizem desenvolvimentos do caso, especialmente porque a corrupção, se provada, não aconteceu no Executivo de Lula. Mas é definitivamente um arranhão na imagem santificada do actual Presidente.
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2004/02/15
Estatistas da semana
Saddam's oil
Artigo de Oliver North:
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Ever since Sept.11, liberals in the United States and abroad have done their best to undermine the War on Terror by maligning the intentions of the Bush administration.
In a pattern reminiscent of how liberals sought to undermine Ronald Reagan's successful effort in the 1980s against communism, the far-left today is waging an ongoing smear campaign against President George W. Bush's bold actions on terrorism in Afghanistan and Iraq, and elsewhere around the globe. From Howard Dean's suggestion that President Bush had advance knowledge of Sept. 11, to Massachusetts Sen. Teddy Kennedy's charge that the war was "cooked up" in Texas, to the outrageous claims by Hollywood leftists, liberals just can't accept that the world is a safer and better place without Saddam Hussein.
(...)
The latest revelation to emerge from Iraq is provided by the Baghdad-based newspaper Al-Mada, which recently published the names of more than 200 individuals and organizations in over 40 countries who are alleged to have received oil payoffs from Saddam Hussein in exchange for their support. It could represent just the tip of the iceberg, in terms of showing how Saddam used his petroleum and cash to purchase friends and favors.
The list of recipients spans four continents and contains the names of prominent politicians as well as political parties, journalists and clergy from such countries as France, Libya, Syria, Indonesia and Russia, among others.
(...)
There are those who contend that Saddam had no ties to terrorists. Al-Mada's list suggests otherwise. The Palestinian Liberation Organization reportedly received 4 million barrels of Saddam's oil, and Abu Abbas, the mastermind of the hijacking of the Achille Lauro and murderer of U.S. citizen Leon Klinghoffer, who was captured in Iraq by U.S. Special Forces, reportedly received nearly 12 million barrels of oil from Saddam.
The allegations provide further evidence that Saddam was brazenly flouting United Nations resolutions passed after the First Gulf War.
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2004/02/13
RE: Depósitos Bancários e disponibilidade
No Mata-Mouros:
"O Francisco tem naturalmente "estrebuchado" pela impossibilidade de proceder ao levantamento de dinheiro da sua conta bancária, depois de ter feito um depósito em numerário no próprio dia e pela justificação “esfarrapada” que do Banco lhe deram. "
1. Os depósitos bancários são uma fraude em substância porque transformaram um depósito civil numa operação de crédito pelo interesse mútuo dos Bancos e do Estado (colocação da sua dívida pública via Banco Central que sustenta este sistema piramidal) em acesso a um financiamento fácil (o maior de todos é a pura fabricação de notas, base do actual sistema monetário que existe apenas por decreto). O maior exemplo da lei subvertida por legislação.
2. Perguntem-se se num contrato de depósito civil, o depositário de por exemplo, umas jóias, não pode e deve ficar furioso com o facto de não lhe devolverem.
3. Os depósitos bancários deviam corresponder a realmente depósitos, portanto, toda as pessoas têm razão em pôr em causa qualquer obstáculo ao levantamento daquilo que depositaram.
4. Se toda a gente levantar o seu depósito, é sabido, os bancos entram em falência, o que mais uma vez é uma contradição daquilo a que chamamos de depósito. E se o Banco Central intervier numa óbvia situação de "pânico irracional" dos depositantes, vai resolver o assunto fabricando mais uma quantas notas na sua fotocopiadora.
Portanto, é mesmo aconselhável a que se esteja atento a que um qualquer levantamento de um depósito tenha sido negado. O melhor é mesmo guardar umas moedas de ouro lá em casa. Está mais seguro do que nas mãos dos Bancos ou do Estado.
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"O Francisco tem naturalmente "estrebuchado" pela impossibilidade de proceder ao levantamento de dinheiro da sua conta bancária, depois de ter feito um depósito em numerário no próprio dia e pela justificação “esfarrapada” que do Banco lhe deram. "
1. Os depósitos bancários são uma fraude em substância porque transformaram um depósito civil numa operação de crédito pelo interesse mútuo dos Bancos e do Estado (colocação da sua dívida pública via Banco Central que sustenta este sistema piramidal) em acesso a um financiamento fácil (o maior de todos é a pura fabricação de notas, base do actual sistema monetário que existe apenas por decreto). O maior exemplo da lei subvertida por legislação.
2. Perguntem-se se num contrato de depósito civil, o depositário de por exemplo, umas jóias, não pode e deve ficar furioso com o facto de não lhe devolverem.
3. Os depósitos bancários deviam corresponder a realmente depósitos, portanto, toda as pessoas têm razão em pôr em causa qualquer obstáculo ao levantamento daquilo que depositaram.
4. Se toda a gente levantar o seu depósito, é sabido, os bancos entram em falência, o que mais uma vez é uma contradição daquilo a que chamamos de depósito. E se o Banco Central intervier numa óbvia situação de "pânico irracional" dos depositantes, vai resolver o assunto fabricando mais uma quantas notas na sua fotocopiadora.
Portanto, é mesmo aconselhável a que se esteja atento a que um qualquer levantamento de um depósito tenha sido negado. O melhor é mesmo guardar umas moedas de ouro lá em casa. Está mais seguro do que nas mãos dos Bancos ou do Estado.
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Autoridades vão ter acesso a informações transmitidas pela Internet
"Desta forma, vai ser possível aceder às informações transmitidas através da Internet e que "sejam úteis para a perseguição de criminosos"."
E se um dia o Estado for o criminoso que é preciso perseguir? E tendo em conta a facilidade da quebra do "Segredo de Justiça" como fica o uso dessa informação?
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E se um dia o Estado for o criminoso que é preciso perseguir? E tendo em conta a facilidade da quebra do "Segredo de Justiça" como fica o uso dessa informação?
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O maravilhoso mundo da política internacional e o Status Quo do momento
A propóstio de: Putin: guerra na Tchetchénia pretende evitar desmembramento da Rússia
"Basta olhar para a tragédia que aconteceu na Jugoslávia para tirar conclusões" sobre a resposta a dar ao separatismo, afirmou o chefe de Estado russo. A Rússia classifica as operações militares na Tchetchénia como "operações antiterroristas" e não como uma guerra. Putin afirma que o "FSB [ex-KGB], o Ministério do Interior, e outras estruturas devem continuar a trabalhar afincadamente para liquidarem estes grupos terroristas".
Saddam foi sanguinário contra o separatismo Kurdo e Shiita (ajudados pelo "evil" do Irão). Mas os turcos também não querem um Kurdistão independente contra o qual ameaçam usar a força. Já a Sérvia não podia defender-se contra o separatismo muçulmano no Kosovo ajudados pela NATO. Taiwain ameaça declarar-se independente, e neste caso, alguns acham que o mundo deve arriscar a uma guerra total com a China por causa disso. São os mesmos que sugerem apoiar o separatismo na Arábia Saudita e o apoio a grupos subversivos contra o Irão. A Irlanda ficou independente pela força mas as partes que não ficaram resolvidas são terroristas. Os ingleses foram objecto de terrorismo por parte de grupos de judeus na Palestina e estes declararam a independência, pelo qual são apoiados incondicionalmente até na sua expansão (por motivos de segurança - what else?) de território (com a excepção do General Eisenhower que obrigou à retirada do Canal de Suez). Os americanos (ingleses na sua maioria) separaram-se do Império Britânico. Os Sulistas não o puderam fazer em relação ao Norte. Os aliados acabaram com a Nação austríaca (porque quis combater o terrorismo na Sérvia) e parte da Alemã (porque apoiaram os Austríacos) na Grande Guerra. Inventaram países novos. Separaram povos que falavam a mesma língua (alemães na Polónia, os Sudetas, etc). Desenharam um Iraque multi-étnico mas o pequeno Koweit tinha de existir e ser independente. Os Kurdos ficaram esquecidos entre o Iraque, a Turquia e o Irão. O Iraque está perto de ser dividido em três ou mais. Os Chineses ficaram com o Tibete. Mas o Ingleses tiveram a Ìndia e o Tibete. E a China. Quase todos tinham pedaços do litoral da China. o Japão não podia por o pé na China (por motivos de segurança) e tivemos o Pearl Harbor. A Espanha tem separatistas. Já tiveram Cuba. Mas os EUA foram lá libertá-los e acabaram a anexar as Filipinas. E apoiaram o separatismo do Panamá que fazia parte da Columbia.
O mundo é confuso. Cada "Statuos Quo" das fronteiras e das nações arrisca-se a ser apenas um "Status Quo" que é defendido como sagrado pelos presentes mas a história encarrega-se de pôr em causa no futuro em direcção a um novo "Status Quo". Os intervencionistas arriscam-se a ficar confusos. Pacheco Pereira está confuso.
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"Basta olhar para a tragédia que aconteceu na Jugoslávia para tirar conclusões" sobre a resposta a dar ao separatismo, afirmou o chefe de Estado russo. A Rússia classifica as operações militares na Tchetchénia como "operações antiterroristas" e não como uma guerra. Putin afirma que o "FSB [ex-KGB], o Ministério do Interior, e outras estruturas devem continuar a trabalhar afincadamente para liquidarem estes grupos terroristas".
Saddam foi sanguinário contra o separatismo Kurdo e Shiita (ajudados pelo "evil" do Irão). Mas os turcos também não querem um Kurdistão independente contra o qual ameaçam usar a força. Já a Sérvia não podia defender-se contra o separatismo muçulmano no Kosovo ajudados pela NATO. Taiwain ameaça declarar-se independente, e neste caso, alguns acham que o mundo deve arriscar a uma guerra total com a China por causa disso. São os mesmos que sugerem apoiar o separatismo na Arábia Saudita e o apoio a grupos subversivos contra o Irão. A Irlanda ficou independente pela força mas as partes que não ficaram resolvidas são terroristas. Os ingleses foram objecto de terrorismo por parte de grupos de judeus na Palestina e estes declararam a independência, pelo qual são apoiados incondicionalmente até na sua expansão (por motivos de segurança - what else?) de território (com a excepção do General Eisenhower que obrigou à retirada do Canal de Suez). Os americanos (ingleses na sua maioria) separaram-se do Império Britânico. Os Sulistas não o puderam fazer em relação ao Norte. Os aliados acabaram com a Nação austríaca (porque quis combater o terrorismo na Sérvia) e parte da Alemã (porque apoiaram os Austríacos) na Grande Guerra. Inventaram países novos. Separaram povos que falavam a mesma língua (alemães na Polónia, os Sudetas, etc). Desenharam um Iraque multi-étnico mas o pequeno Koweit tinha de existir e ser independente. Os Kurdos ficaram esquecidos entre o Iraque, a Turquia e o Irão. O Iraque está perto de ser dividido em três ou mais. Os Chineses ficaram com o Tibete. Mas o Ingleses tiveram a Ìndia e o Tibete. E a China. Quase todos tinham pedaços do litoral da China. o Japão não podia por o pé na China (por motivos de segurança) e tivemos o Pearl Harbor. A Espanha tem separatistas. Já tiveram Cuba. Mas os EUA foram lá libertá-los e acabaram a anexar as Filipinas. E apoiaram o separatismo do Panamá que fazia parte da Columbia.
O mundo é confuso. Cada "Statuos Quo" das fronteiras e das nações arrisca-se a ser apenas um "Status Quo" que é defendido como sagrado pelos presentes mas a história encarrega-se de pôr em causa no futuro em direcção a um novo "Status Quo". Os intervencionistas arriscam-se a ficar confusos. Pacheco Pereira está confuso.
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Timshel e os blogues "liberais"
Pode ler-se no Timshel:
Respeitosamente, permito-me discordar. Não sei se é o caso do Timshel ou não, mas parece-me é que há muito boa gente que se afirma "liberal conservador" quando, no fundo, partilha, consciente ou inconscientemente, muitas posições claramente socialistas (o contrário também será verdade: haverá quem se afirme "socialista" ou "social-democrata" estando na realidade mais próximo de posições realmente liberais ou conservadoras, mas creio que estes são, pelo menos para já, em muito menor número).
Parece-me os blogues liberais nacionais (e presumo que se esteja a referir a blogues como, e meramente a título de exemplo, o Intermitente, o Liberdade de Expressão, o Mata-Mouros, o Cataláxia ou o Jaquinzinhos) não são particularmente "radicais". Creio que o relativo "choque" que muita gente tem ao ser confrontada com ideias liberais se deve primariamente ao enquadramento ideológico e cultural português que continua a ser, na maioria dos casos, profundamente anti-liberal (neste ponto, não posso deixar de estar de acordo como o meu amigo CAA: É difícil ser Liberal em Portugal).
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Cheguei à blogosfera pertencente a uma área que se aproximaria do centro-direita pois considerava-me um liberal conservador com preocupações sociais e descubro-me próximo da esquerda: se existe alguém que tem feito imenso por fazer virar a blogosfera à esquerda são os blogues "liberais" à portuguesa.
Respeitosamente, permito-me discordar. Não sei se é o caso do Timshel ou não, mas parece-me é que há muito boa gente que se afirma "liberal conservador" quando, no fundo, partilha, consciente ou inconscientemente, muitas posições claramente socialistas (o contrário também será verdade: haverá quem se afirme "socialista" ou "social-democrata" estando na realidade mais próximo de posições realmente liberais ou conservadoras, mas creio que estes são, pelo menos para já, em muito menor número).
Parece-me os blogues liberais nacionais (e presumo que se esteja a referir a blogues como, e meramente a título de exemplo, o Intermitente, o Liberdade de Expressão, o Mata-Mouros, o Cataláxia ou o Jaquinzinhos) não são particularmente "radicais". Creio que o relativo "choque" que muita gente tem ao ser confrontada com ideias liberais se deve primariamente ao enquadramento ideológico e cultural português que continua a ser, na maioria dos casos, profundamente anti-liberal (neste ponto, não posso deixar de estar de acordo como o meu amigo CAA: É difícil ser Liberal em Portugal).
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2004/02/12
Re: Angústias
Permito-me acrescentar à lista do Miguel mais alguns ilustres desconhecidos entre nós como Menger, Rothbard, Jasay ou Ayn Rand...
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Speaker's Corner Liberal Social
Free Minds and Free Markets
Sempre gostei desta da algo left-libertarian Reason agora que perdemos o algo subversivo "Anti-state, Anti-war, Pro-market" dos right-wing libertarians do Lewrockwell.com e que passou recentemente para "Property, Freedom and Peace".
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EUA duplicam prémio pela captura de alegado estratega da resistência
"A recompensa por Zarqawi acabou de passar para dez milhões de dólares"
Pergunto eu se esta não seria a melhor forma de apanhar Bin Laden e todo os que são possíveis identificar como envolvidos. Multiplicando por 10 ou 20 os prémios, e um bom "dead or alive" e teríamos agências privadas e indivíduos por sua conta e risco a promover a caça ao homem. Poupavam-se vidas, dinheiro, os problemas com o direito internacional e a ONU que se lixasse. Só os fazedores de nações ficavam descontentes.
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Pergunto eu se esta não seria a melhor forma de apanhar Bin Laden e todo os que são possíveis identificar como envolvidos. Multiplicando por 10 ou 20 os prémios, e um bom "dead or alive" e teríamos agências privadas e indivíduos por sua conta e risco a promover a caça ao homem. Poupavam-se vidas, dinheiro, os problemas com o direito internacional e a ONU que se lixasse. Só os fazedores de nações ficavam descontentes.
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Kant
Bicentenário da morte comemora-se hoje. Immanuel Kant: o filósofo dos Direitos Humanos. "Hoje, decorridos 200 anos sobre a morte do grande filósofo dos direitos humanos, da igualdade perante a lei, da cidadania mundial, da paz universal e acima de tudo do "Sapere Aude", a emancipação da razão"
Numa outra visão:
Kantians With Cruise Missiles: The Highest Stage of 'Liberal' Imperialism
The peculiar thing about some of the new liberal imperialists is their attempt to ground their system on the philosophy of Immanuel Kant [1724-1804]. Kant reasoned that in the fullness of liberal time, more and more republics would come into being. Republics would be unlikely to wage war – the sport of kings – and therefore the proliferation of republican forms of government would spark a trend toward world peace. As he wrote: "If the consent of the citizens is required in order to decide that war should be declared… nothing is more natural than that they would be very cautious in commencing such a poor game, decreeing for themselves all the calamities of war."(5)
Letting republicanism stand in for liberalism here – there is no need to quibble about that – problems arise, nonetheless. First, the assumption that under republicanism/liberalism, the "people" somehow control the state seems naïve at best. It ignores the incentives presented to politicians(6) and the ability of small cliques effectively to control policy from the top. Britain's entry into World War I, where three ministers committed the cabinet, the cabinet committed Parliament, and Parliament committed the people to "the meaningless catastrophe of 1914-18" (in Joseph Schumpeter's phrase), is Exhibit A.
Many of the people died; in general, the cabinet and Parliament did not. Let us hear no more about how much more "democratic" than Germany the UK was in 1914.
Next – and unforeseen by Kant, wars, if properly "sold" by intellectuals, politicians, and the press, can be quite popular. But popularity cannot be the final judge of the justness of a war. Further, liberal states, by allowing greater economic freedom, rule over more productive economies out of which more revenue may be extracted, making possible greater effective military power. (...)
IV. THE REPUBLIC OF GOD ON EARTH
If it were true, that republics – or alternatively, "liberal states" or "democracies" – are inherently peaceful, and never attack one another, then a world made up of such states, and such states alone, would be a world of perpetual peace. Hooray!
This calls to mind Woodrow Wilson's vision, but some proponents of similar notions distance themselves from Wilson's "utopianism." For one thing, these theorists are not entirely wedded to bringing about the Better World via collective security. For Teson and Reisman, in particular, any sufficiently high-toned Super-Power is morally entitled to act as history's great agent and, entirely by accident, the United States is available for the job. In addition, these writers are less patient than Wilson. Rather than wait for "democracies," or whatever they are, to come into being and behave peacefully ever after, they lean toward imposing proper forms of state by military intervention."
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Numa outra visão:
Kantians With Cruise Missiles: The Highest Stage of 'Liberal' Imperialism
The peculiar thing about some of the new liberal imperialists is their attempt to ground their system on the philosophy of Immanuel Kant [1724-1804]. Kant reasoned that in the fullness of liberal time, more and more republics would come into being. Republics would be unlikely to wage war – the sport of kings – and therefore the proliferation of republican forms of government would spark a trend toward world peace. As he wrote: "If the consent of the citizens is required in order to decide that war should be declared… nothing is more natural than that they would be very cautious in commencing such a poor game, decreeing for themselves all the calamities of war."(5)
Letting republicanism stand in for liberalism here – there is no need to quibble about that – problems arise, nonetheless. First, the assumption that under republicanism/liberalism, the "people" somehow control the state seems naïve at best. It ignores the incentives presented to politicians(6) and the ability of small cliques effectively to control policy from the top. Britain's entry into World War I, where three ministers committed the cabinet, the cabinet committed Parliament, and Parliament committed the people to "the meaningless catastrophe of 1914-18" (in Joseph Schumpeter's phrase), is Exhibit A.
Many of the people died; in general, the cabinet and Parliament did not. Let us hear no more about how much more "democratic" than Germany the UK was in 1914.
Next – and unforeseen by Kant, wars, if properly "sold" by intellectuals, politicians, and the press, can be quite popular. But popularity cannot be the final judge of the justness of a war. Further, liberal states, by allowing greater economic freedom, rule over more productive economies out of which more revenue may be extracted, making possible greater effective military power. (...)
IV. THE REPUBLIC OF GOD ON EARTH
If it were true, that republics – or alternatively, "liberal states" or "democracies" – are inherently peaceful, and never attack one another, then a world made up of such states, and such states alone, would be a world of perpetual peace. Hooray!
This calls to mind Woodrow Wilson's vision, but some proponents of similar notions distance themselves from Wilson's "utopianism." For one thing, these theorists are not entirely wedded to bringing about the Better World via collective security. For Teson and Reisman, in particular, any sufficiently high-toned Super-Power is morally entitled to act as history's great agent and, entirely by accident, the United States is available for the job. In addition, these writers are less patient than Wilson. Rather than wait for "democracies," or whatever they are, to come into being and behave peacefully ever after, they lean toward imposing proper forms of state by military intervention."
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"O que é a Escolha Pública?" - Universidade de Aveiro, dia 13 às 18:00h
Realiza-se no próximo dia 13, sexta-feira, às 18:00h, na livraria da Universidade de Aveiro uma sessão de apresentação do livro "O que é a Escolha Pública? Para uma análise económica da política". Para além dos autores, a sessão contará com a participação da Professora Elisa Ferreira e do Dr. Henrique Monteiro.

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Gilligan offered job by the Spectator
Andrew Gilligan, the Today reporter whose story about the "sexed-up" Iraq dossier triggered a cataclysmic fallout with Downing Street, has been offered a new job on the Spectator.
He has been asked to join as its defence and diplomatic editor by editor and Tory MP Boris Johnson, who has been one of his main cheerleaders since the row over the Iraq intelligence dossier first erupted.
Gilligan this afternoon said he had not made any decision about his future and was considering the offer by the Spectator, along with some others.
"They've offered it to me, but I am still thinking about it," he said.
Johnson says he has asked him to write for the magazine on an "as and when" basis, covering the same field he reported on as defence and diplomatic correspondent for BBC Radio 4's Today programme.
"He got a very good story which was correct in all central respects and he has been pilloried and vilified by journalists who aren't fit to lick his boots in terms of getting stories," said Johnson.
"The job title is a show of solidarity," he added in reference to Gilligan's former position as Today's defence correspondent.
Gilligan resigned from the BBC two days after Lord Hutton's verdict that allegations in his Today report were "unfounded", plunging the BBC into its biggest crisis and igniting a row that led to the deposing of both its chairman and its chief executive.
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2004/02/11
A propósito dos manifestantes anti-globalização e afins (2)
Paulo Pereira, do Blogo e o Barnabé Rui Tavares comentaram esta foto de modo dissonante (o que, naturalmente, só abona a favor do pluralismo da esquerda progressista):
Paulo Pereira afirma-se defensor da "alter-globalização" e defende o direito das pessoas com "guito" participarem em manifestações contra o livre comércio. Faz sentido, uma vez que viajar para os sítios onde o FMI e o Banco Mundial fazem as suas reuniões não está ao alcance de todas as bolsas. Além disso, historicamente, a "vanguarda do proletariado" contou quase sempre com muito poucos proletários, vá-se lá saber porquê...
Já Rui Tavares, a quem agradecemos as informações, faz um brilhante trabalho de desmontagem da foto como um exemplo de propaganda capitalista que, distorcendo a realidade, visa enganar os mais incautos. Felizmente que existe o Barnabé para impedir a corrupção da juventude.
Quanto ao Fiat Uno de 89, prefiro usar os transportes públicos...
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Paulo Pereira afirma-se defensor da "alter-globalização" e defende o direito das pessoas com "guito" participarem em manifestações contra o livre comércio. Faz sentido, uma vez que viajar para os sítios onde o FMI e o Banco Mundial fazem as suas reuniões não está ao alcance de todas as bolsas. Além disso, historicamente, a "vanguarda do proletariado" contou quase sempre com muito poucos proletários, vá-se lá saber porquê...
Já Rui Tavares, a quem agradecemos as informações, faz um brilhante trabalho de desmontagem da foto como um exemplo de propaganda capitalista que, distorcendo a realidade, visa enganar os mais incautos. Felizmente que existe o Barnabé para impedir a corrupção da juventude.
Quanto ao Fiat Uno de 89, prefiro usar os transportes públicos...
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Re: Compromisso Portugal
Mário, como sabes a juventude é um estado de espírito... :)
Quanto aos perigosos "neoliberais", é preciso estar sempre alerta: nunca se sabe quando é que eles tentam aproveitar uma desatenção das pessoas de bem para corromper a sociedade...
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Quanto aos perigosos "neoliberais", é preciso estar sempre alerta: nunca se sabe quando é que eles tentam aproveitar uma desatenção das pessoas de bem para corromper a sociedade...
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O interesse nacional
Armas de Destruição Maciça, no De Direita
"Se eu fosse cidadão Britânico ou Americano, admito que ponderaria o assunto de forma distinta.
Sendo português, não tendo que pagar "blood price", libras ou dólares, se os meus aliados desejam ir até Baghdad remover o sanguinário-lunático-ditador-invasor Saddam(...)... Bon voyage".
Devo dizer que, do ponto vista estritamente português faz algum sentido. Nós devemos ser mais ou menos neutros nos conflitos dos outros (ainda que com posição no domínio dos princípios estratégicos).
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"Se eu fosse cidadão Britânico ou Americano, admito que ponderaria o assunto de forma distinta.
Sendo português, não tendo que pagar "blood price", libras ou dólares, se os meus aliados desejam ir até Baghdad remover o sanguinário-lunático-ditador-invasor Saddam(...)... Bon voyage".
Devo dizer que, do ponto vista estritamente português faz algum sentido. Nós devemos ser mais ou menos neutros nos conflitos dos outros (ainda que com posição no domínio dos princípios estratégicos).
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Compromisso Portugal
Segundo dizem as notícias, reuniram-se ontem no Convento do Beato, cerca de 600 "jovens empresários, gestores e académicos ligados à economia" para um compromisso com Portugal. Fizeram muito bem!
Apesar de não se perceber muito bem qual o seu verdadeiro objectivo (como escreve hoje em crónica Eduardo Moura aqui), de não terem (aparentemente) dito nada de muito novo, e apesar de na realidade muitos deles não serem propriamente jovens (muitos estão na casa dos 50, o que não tem nada de mal, apenas não se percebe porque é que a comunicação social teima em considerá-los "jovens"), eu acho que fizeram bem em reunir-se e discutir as suas propostas para Portugal.
Ontem nos telejornais não faltou quem classificasse as suas propostas de "neoliberais". Mas lá veio um dos principais promotores muito rapidamente recusar tal classificação: "não tem nada de neoliberal; antes pelo contrário, trata-se de muita consciência e solidariedade social". Faz-me lembrar o nosso Primeiro-Ministro há uns meses atrás... Continua a existir o papão do neoliberalismo, e nem os empresários admitem sequer que lhes atribuam tal classificação. Deus lhes livre!...
No entanto, apesar de tudo, acho que vale a pena dar uma vista de olhos ao site que construíram, e às suas apresentações - aqui. Afinal de contas, e ao contrário do que eu esperava, há mesmo um que parece ter propostas realmente liberais (ou neoliberais, se quiserem, tanto faz): o Professor Fernando Adão da Fonseca. Nota positiva para a sua apresentação. Vale a pena dar uma olhadela. Esperemos que as suas propostas tenham algum eco junto dos decisores políticos.
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Apesar de não se perceber muito bem qual o seu verdadeiro objectivo (como escreve hoje em crónica Eduardo Moura aqui), de não terem (aparentemente) dito nada de muito novo, e apesar de na realidade muitos deles não serem propriamente jovens (muitos estão na casa dos 50, o que não tem nada de mal, apenas não se percebe porque é que a comunicação social teima em considerá-los "jovens"), eu acho que fizeram bem em reunir-se e discutir as suas propostas para Portugal.
Ontem nos telejornais não faltou quem classificasse as suas propostas de "neoliberais". Mas lá veio um dos principais promotores muito rapidamente recusar tal classificação: "não tem nada de neoliberal; antes pelo contrário, trata-se de muita consciência e solidariedade social". Faz-me lembrar o nosso Primeiro-Ministro há uns meses atrás... Continua a existir o papão do neoliberalismo, e nem os empresários admitem sequer que lhes atribuam tal classificação. Deus lhes livre!...
No entanto, apesar de tudo, acho que vale a pena dar uma vista de olhos ao site que construíram, e às suas apresentações - aqui. Afinal de contas, e ao contrário do que eu esperava, há mesmo um que parece ter propostas realmente liberais (ou neoliberais, se quiserem, tanto faz): o Professor Fernando Adão da Fonseca. Nota positiva para a sua apresentação. Vale a pena dar uma olhadela. Esperemos que as suas propostas tenham algum eco junto dos decisores políticos.
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Ópio, Afeganistão e Terrorismo
No Público, em A Outra Guerra do Afeganistão, associa-se o ópio ao terrorismo. Mas é bom termos em conta que:
- Os Taliban eram contra o produção de ópio tendo sido bem sucedidos no seu controlo, tal foi mesmo reconhecido pela administração americana na altura pelo o qual receberam mesmo ajuda financeira (até uns meses antes do 11/9). Ver esta posta.
- Foram os Taliban que acabaram com a situação de guerra civil e corrupção generalizada (parte fomentada pela Aliança do Norte composta por parte de antigos apoiantes dos soviéticos).
Agora, não estou aqui a fazer a sua defesa, mas as acções de intervenção não devem ser julgadas unicamente pelas intenções mas também (para não dizer sobretudo) pelos seus efeitos: a mudança de regime induzida com o objectivo de instalar uma qualquer democracia liberal (ou islâmica) num país tribal tem consequências - talvez (ou mesmo a certeza) agora os próprios Talibans para financiar a sua oposição a um poder apenas sustentado pela ocupação de potências estrangeiras (com a melhor das intenções), recorram a tal.
Mas que alternativas existiam? A apresentação das provas ao regime, um ataque mais paciente e certeiro a Bin Laden (que era um herói na luta contra os Soviéticos, portanto era de assumir uma reacção inicial às exigências quanto à sua perseguição e entrega imediata) com operações especiais, talvez comprando (com os dólars gastos desde então) a boa vontade dos Taliban quanto a esse objectivo. O que tivemos: a morte de tantos ou mais vítimas inocentes no Afeganistão do que no 11/9, um conflito interminável fora de Kabul, o envolvimento da Nato em mais uma região do globo, um poder estabelecido com pés de barro no meio de uma cultura tribal, o mundo muçulmano com mais um foco de alimentação do extremismo islâmico.
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- Os Taliban eram contra o produção de ópio tendo sido bem sucedidos no seu controlo, tal foi mesmo reconhecido pela administração americana na altura pelo o qual receberam mesmo ajuda financeira (até uns meses antes do 11/9). Ver esta posta.
- Foram os Taliban que acabaram com a situação de guerra civil e corrupção generalizada (parte fomentada pela Aliança do Norte composta por parte de antigos apoiantes dos soviéticos).
Agora, não estou aqui a fazer a sua defesa, mas as acções de intervenção não devem ser julgadas unicamente pelas intenções mas também (para não dizer sobretudo) pelos seus efeitos: a mudança de regime induzida com o objectivo de instalar uma qualquer democracia liberal (ou islâmica) num país tribal tem consequências - talvez (ou mesmo a certeza) agora os próprios Talibans para financiar a sua oposição a um poder apenas sustentado pela ocupação de potências estrangeiras (com a melhor das intenções), recorram a tal.
Mas que alternativas existiam? A apresentação das provas ao regime, um ataque mais paciente e certeiro a Bin Laden (que era um herói na luta contra os Soviéticos, portanto era de assumir uma reacção inicial às exigências quanto à sua perseguição e entrega imediata) com operações especiais, talvez comprando (com os dólars gastos desde então) a boa vontade dos Taliban quanto a esse objectivo. O que tivemos: a morte de tantos ou mais vítimas inocentes no Afeganistão do que no 11/9, um conflito interminável fora de Kabul, o envolvimento da Nato em mais uma região do globo, um poder estabelecido com pés de barro no meio de uma cultura tribal, o mundo muçulmano com mais um foco de alimentação do extremismo islâmico.
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Pensamentos anti-war
The belief in the possibility of a short decisive war appears to be one of the most ancient and dangerous of human illusions.
– Robert Lynd
It is in war that the State really comes into its own: swelling in power, in number, in pride, in absolute dominion over the economy and the society.
– Murray Rothbard
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– Robert Lynd
It is in war that the State really comes into its own: swelling in power, in number, in pride, in absolute dominion over the economy and the society.
– Murray Rothbard
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França adopta lei que proíbe "símbolos religiosos ostensivos" nas escolas públicas
Já aqui exprimi várias vezes a minha opinião e que se resumo a:
1) A propriedade privada é um direito de exclusão e de soberania da sua regulamentação
2) As escolas privadas podem ter regras de admissão e tudo o resto, incluindo a vestimenta. Existem escolas católicas, como judaicas, como podem existir as muçulmanas, as laicas, as inglesas, etc.
3) O problema não está na proibição em si mas na obrigação imposta a todas as escolas de cumprir essa obrigação
4) Assim:
a) Se fazem questão em ter ensino público, a sua gestão deve estar localizada nas escolas ou quanto muito na administração local
b) O que esta legislação devia quanto muito fazer, é: as escolas que achem por bem regulamentar as vestimentas, que o façam, é decisão sua.
5) No mínimo, um país Federalista deixaria a cada região/estado essa decisão. Receio bem que no (falso) Federalismo Europeu venha acontecer o mesmo: a imposição de soluções únicas.
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1) A propriedade privada é um direito de exclusão e de soberania da sua regulamentação
2) As escolas privadas podem ter regras de admissão e tudo o resto, incluindo a vestimenta. Existem escolas católicas, como judaicas, como podem existir as muçulmanas, as laicas, as inglesas, etc.
3) O problema não está na proibição em si mas na obrigação imposta a todas as escolas de cumprir essa obrigação
4) Assim:
a) Se fazem questão em ter ensino público, a sua gestão deve estar localizada nas escolas ou quanto muito na administração local
b) O que esta legislação devia quanto muito fazer, é: as escolas que achem por bem regulamentar as vestimentas, que o façam, é decisão sua.
5) No mínimo, um país Federalista deixaria a cada região/estado essa decisão. Receio bem que no (falso) Federalismo Europeu venha acontecer o mesmo: a imposição de soluções únicas.
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Lawmakers OK French Religious Apparel Ban
Assim vai a França dos nossos dias:
Lawmakers OK French Religious Apparel Ban
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Lawmakers OK French Religious Apparel Ban
France took a decisive step Tuesday toward banning Islamic head scarves in public schools, with lawmakers overwhelmingly backing the government's drive to preserve French secular traditions from Muslim fundamentalism.
The ban on religious attire in classrooms, which also includes Jewish skullcaps and large Christian crosses, was approved 494-36 despite protests and criticism from around the world. The measure goes early next month to the Senate, where there is little opposition.
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2004/02/10
Re: Pensar o Estado ao contrário
O relativo Miguel Cabrita considera que a conclusão de um recente estudo do Banco Central Europeu, noticiada pelo Público ("sector público em Portugal poderia ter os mesmos resultados gastando menos 20%") é errada e até perversa. Porquê? Miguel Cabrita explica:
Ora, eu modestamente sugeriria que há aqui vários equívocos graves, mas nenhum deles está na referida notícia do Público nem no estudo do BCE. Senão vejamos:
1- Não consigo vislumbrar onde está a "obsessão liberal" que tanto preocupa MC. A avaliar pela evolução do peso da despesa pública ao longo das últimas décadas, essa "obsessão", a existir, tem sido totalmente ineficaz, pelo que não percebo a preocupação de MC (a propósito: será o BCE vítima dessa "obsessão liberal"?).
2- Equiparar ineficácias do sector estatal com o sector privado é, para usar a expressão de MC, um grave equívoco, uma vez que os incentivos e mecanismos de ajustamento presentes em cada caso são radicalmente diferentes e, em muitos aspectos, nem sequer são replicáveis.
3- "Capacidade" e "qualidade" não são factores independentes da eficácia. Um Estado eficaz é aquele que tem capacidade para cumprir convenientemente as suas funções essenciais, usando eficientemente os recursos que retira ao sector privado.
4- No seguimento do ponto anterior, convém ter sempre presente que toda a despesa pública é suportada pelo sector privado e que todos os recursos empregues pelo sector estatal deixam de satisfazer necessidades dos indivíduos que de outra forma seriam satisfeitas. Por outras palavras os recursos que o Estado absorve têm um custo de oportunidade que se traduz nas necessidades dos cidadãos que deixam de poder ser satisfeitas recorrendo ao mercado.
5- Quanto à "capacidade de regulação" estatal, custa-me a comprrender em que medida é que a mesma está "aquém" de um qualquer patamar desejável. Pelo contrário, parece-me que a "capacidade" existe e a sua má e/ou excessiva utilização constitui mesmo um dos mais importantes factores do nosso atraso relativo (por exemplo a nível laboral e dos entraves burocráticos à actividade empresarial), como ainda recentemente nos dava conta a análise relativa a Portugal do 2004 Index of Economic Freedom, publicado pela Heritage Foundation e pelo Wall Street Journal.
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Esta obsessão liberal com o emagrecimento do Estado faz com que só se pense no que se pode poupar, cortar, eliminar rapidamente e sem contemplações. Mas há aqui um equívo[co] grave. É que se partes significativas do Estado em Portugal, como aliás também partes significativas do sector privado, são visivelmente pouco eficazes, a verdade é que estão também muito aquém da capacidade de regulação, nível de satisfação de necessidades e qualidade na prestação de serviços aos cidadãos que noutros países são possíveis. A questão é de eficácia, mas também de capacidade e de qualidade.
Ora, eu modestamente sugeriria que há aqui vários equívocos graves, mas nenhum deles está na referida notícia do Público nem no estudo do BCE. Senão vejamos:
1- Não consigo vislumbrar onde está a "obsessão liberal" que tanto preocupa MC. A avaliar pela evolução do peso da despesa pública ao longo das últimas décadas, essa "obsessão", a existir, tem sido totalmente ineficaz, pelo que não percebo a preocupação de MC (a propósito: será o BCE vítima dessa "obsessão liberal"?).
2- Equiparar ineficácias do sector estatal com o sector privado é, para usar a expressão de MC, um grave equívoco, uma vez que os incentivos e mecanismos de ajustamento presentes em cada caso são radicalmente diferentes e, em muitos aspectos, nem sequer são replicáveis.
3- "Capacidade" e "qualidade" não são factores independentes da eficácia. Um Estado eficaz é aquele que tem capacidade para cumprir convenientemente as suas funções essenciais, usando eficientemente os recursos que retira ao sector privado.
4- No seguimento do ponto anterior, convém ter sempre presente que toda a despesa pública é suportada pelo sector privado e que todos os recursos empregues pelo sector estatal deixam de satisfazer necessidades dos indivíduos que de outra forma seriam satisfeitas. Por outras palavras os recursos que o Estado absorve têm um custo de oportunidade que se traduz nas necessidades dos cidadãos que deixam de poder ser satisfeitas recorrendo ao mercado.
5- Quanto à "capacidade de regulação" estatal, custa-me a comprrender em que medida é que a mesma está "aquém" de um qualquer patamar desejável. Pelo contrário, parece-me que a "capacidade" existe e a sua má e/ou excessiva utilização constitui mesmo um dos mais importantes factores do nosso atraso relativo (por exemplo a nível laboral e dos entraves burocráticos à actividade empresarial), como ainda recentemente nos dava conta a análise relativa a Portugal do 2004 Index of Economic Freedom, publicado pela Heritage Foundation e pelo Wall Street Journal.
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A propósito dos manifestantes anti-globalização e afins
À atenção dos apoiantes dos movimentos anti-globalização (abstenho-me de os qualificar de fanáticos do socialismo), nomeadamente Blogos, Barnabés e Bdes.

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Lições da História
Bush and Blair diminish themselves daily with their continuing insistence on Saddam Hussein's weapons of mass destruction. It is as if they are reincarnations of Lord Curzon, British viceroy of India.
A century ago, Curzon convinced himself that Tibet was filled with Russians and Russian weapons, and had become a threat to British India. Curzon sent off an invasion force that managed to slaughter several hundred Tibetans but failed to find any Russians or weapons. By humiliating the hitherto impenetrable mysterious country, Curzon opened the door for the Chinese. In the same way, Bush's invasion of Iraq has flung open the door for terrorism.
Watching Propaganda Become Truth , by Paul Craig Roberts
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A century ago, Curzon convinced himself that Tibet was filled with Russians and Russian weapons, and had become a threat to British India. Curzon sent off an invasion force that managed to slaughter several hundred Tibetans but failed to find any Russians or weapons. By humiliating the hitherto impenetrable mysterious country, Curzon opened the door for the Chinese. In the same way, Bush's invasion of Iraq has flung open the door for terrorism.
Watching Propaganda Become Truth , by Paul Craig Roberts
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Globalização
Dois posts interessantes de André Amaral:
Globalização I - O Mercado Livre leva à Pobreza do Terceiro Mundo?
Globalização II - As Economias Abertas Têm um Maior Crescimento Económico?
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Globalização I - O Mercado Livre leva à Pobreza do Terceiro Mundo?
Globalização II - As Economias Abertas Têm um Maior Crescimento Económico?
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Sobre a questão Afeganistão, Talibans e a cultura de Ópio
President Karzai certainly has pressing political reasons to control the exponentially increasing harvests of opium poppies which are supplying his opposition with the wealth necessary to maintain militias, purchase weaponry and threaten the stability of the country. But a new crisis is looming on the horizon which Afghanistan has not had to deal with in the past: drug addiction and a lack of treatment facilities.
Interestingly, the Taliban government was quite successful in stopping opium production during the last year or so of their rule, as this UK study shows. But with the overthrow of the Taliban, Afghanistan is now beginning to experience a public health crisis of drug addition, which may be compounded with a rise in AIDS/HIV and other diseases from shared needles.
Via AWBlog
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Interestingly, the Taliban government was quite successful in stopping opium production during the last year or so of their rule, as this UK study shows. But with the overthrow of the Taliban, Afghanistan is now beginning to experience a public health crisis of drug addition, which may be compounded with a rise in AIDS/HIV and other diseases from shared needles.
Via AWBlog
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Conservatism in America since 1930: A Reader
Um livro sobre a história do pensamento conservador, aqui um resumo do resumo de Dr. Enrico Peppe:
Section I - THE OLD RIGHT: In the 30's, 40's and early 50's, sundry individuals inveighed against the excesses of the anti-depression methods of FDR and what was seemingly becoming mass-democratic, populist fervor amongst the citizenry. It appeared that the Jeffersonian Republic was morphing toward socialism and empire...
II - Classical Liberalism: ...Under the probable leadership of Hayek and with the help of other economists, journalists, and philosophasters, the group would hold that, "(dangerous developments)...have been fostered by the growth of a view of history which denies all absolute moral standards...(the)...desirability of the rule of law...(and)...the decline of belief in private property and the competitive market."
III - Traditionalism: (Russel) Kirk's "The Conservative Mind," includes the famous "six canons." In abridged form, these are:
1. A belief in divine intent coupled with conscience, wherein politics is conceived as an appendage of Justice;
2. An affection for the mystery of tradition, as opposed to slavish glorification for the sterility of the Utilitarians;
3. A conviction that civilization requires order and an intellectual class;
4. A belief that property and freedom are connected.
5. A distrust of man's innate anarchic predisposition;
and,
6. A recognition that change and reform are not synonymous notions.
IV - Anticommunism: The Cold War unified the movement of the right somewhat (Morley and his Old Rightists still held out for a non-involved republicanism). ...A significant number of these individuals had been believers in and/or members of the Communist Party (notables include Burnham, John Dos Passos and the atheist, Max Eastman). Most had a connection with the nascent anticommunist journal, National Review. All had a relationship with the young William F. Buckley, Jr., the founder, benefactor, and steward of the weekly.
V - Fusion: The conservative meld created to fend communism was at best, tactical. The primacy of order versus the variegated immediacy of the free market as a priori underpinnings would prove too potent a dialectic for theoretical synthesis. But Frank Meyer tried for unification.
VI - The Plunge into Politics: With the great Robert A. Taft dead and Joseph McCarthy censured, it appeared likely that success in practical politics was a long way off for the conservative movement. And it was. The Reagan revolution was 20 years away. In the interim, however, there was excitement. As Schneider puts it, "The answer (to the void) came like a hot blast from the Arizona desert. Barry Morris Goldwater...proved to be the rising star of conservatism."
VII - Libertarianism: Goldwater had been soundly defeated. The Great Society emerged. (...) The late Murray Rothbard (who had written Morley praising him for his non-support of Goldwater) would, in a few short years, mobilize "individualists, classical liberals, Ayn Rand objectivists, and anarchists." Near-forgotten Old Rightists like John T. Flynn, Rose Wilder Lane, and Collins and Morley would ascend as spiritual godparents (Justin Raimondo's The Reclaiming Of The American Right is an excellent exposition of the ideas of the aforementioned). The success of the war protest can easily be attributed to the Libertarians.
VIII - New Rights:The piece by Neoconservative Irving Kristol defends corporate capitalism from attacks by both the Right and Left. Written in 1975, Kristol had not yet fully articulated his "two cheers for capitalism" stance (George Will had not yet discovered "soulcraft").(...) Godfather Kristol is seen rightly as a representative of a group of liberal intellectuals, some, former communists, many Jewish, most raised in New York City, whose ideas, for the most part, came to resemble those of the Religious Right (sans the incarnation thing).
IX - The Reagan Era: The election of 1980 and the subsequent Reagan era saw the influence of the Neoconservative ideology full-force. A revolution in government practice and economic machinations had begun -- and succeeded. Even the Democrats (albeit with some McGovern atavism) had moved to the center. Bill Clinton's election in 1992 was sure evidence.
NOTA: Mas outros diziam: "If neoconservatives wish us to take their conservatism seriously, they must return to the religious roots, beliefs, and values of our common heritage. They cannot dither in the halfway house of modernity and offer us technical solutions that touch the symptoms but never deal with the causes of contemporary disorder."
X -- Conservatism after Reagan: Pat Buchanan, Sam Francis, Newt Gingrich, and Paul Weyrich all offer striking variations.
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Section I - THE OLD RIGHT: In the 30's, 40's and early 50's, sundry individuals inveighed against the excesses of the anti-depression methods of FDR and what was seemingly becoming mass-democratic, populist fervor amongst the citizenry. It appeared that the Jeffersonian Republic was morphing toward socialism and empire...
II - Classical Liberalism: ...Under the probable leadership of Hayek and with the help of other economists, journalists, and philosophasters, the group would hold that, "(dangerous developments)...have been fostered by the growth of a view of history which denies all absolute moral standards...(the)...desirability of the rule of law...(and)...the decline of belief in private property and the competitive market."
III - Traditionalism: (Russel) Kirk's "The Conservative Mind," includes the famous "six canons." In abridged form, these are:
1. A belief in divine intent coupled with conscience, wherein politics is conceived as an appendage of Justice;
2. An affection for the mystery of tradition, as opposed to slavish glorification for the sterility of the Utilitarians;
3. A conviction that civilization requires order and an intellectual class;
4. A belief that property and freedom are connected.
5. A distrust of man's innate anarchic predisposition;
and,
6. A recognition that change and reform are not synonymous notions.
IV - Anticommunism: The Cold War unified the movement of the right somewhat (Morley and his Old Rightists still held out for a non-involved republicanism). ...A significant number of these individuals had been believers in and/or members of the Communist Party (notables include Burnham, John Dos Passos and the atheist, Max Eastman). Most had a connection with the nascent anticommunist journal, National Review. All had a relationship with the young William F. Buckley, Jr., the founder, benefactor, and steward of the weekly.
V - Fusion: The conservative meld created to fend communism was at best, tactical. The primacy of order versus the variegated immediacy of the free market as a priori underpinnings would prove too potent a dialectic for theoretical synthesis. But Frank Meyer tried for unification.
VI - The Plunge into Politics: With the great Robert A. Taft dead and Joseph McCarthy censured, it appeared likely that success in practical politics was a long way off for the conservative movement. And it was. The Reagan revolution was 20 years away. In the interim, however, there was excitement. As Schneider puts it, "The answer (to the void) came like a hot blast from the Arizona desert. Barry Morris Goldwater...proved to be the rising star of conservatism."
VII - Libertarianism: Goldwater had been soundly defeated. The Great Society emerged. (...) The late Murray Rothbard (who had written Morley praising him for his non-support of Goldwater) would, in a few short years, mobilize "individualists, classical liberals, Ayn Rand objectivists, and anarchists." Near-forgotten Old Rightists like John T. Flynn, Rose Wilder Lane, and Collins and Morley would ascend as spiritual godparents (Justin Raimondo's The Reclaiming Of The American Right is an excellent exposition of the ideas of the aforementioned). The success of the war protest can easily be attributed to the Libertarians.
VIII - New Rights:The piece by Neoconservative Irving Kristol defends corporate capitalism from attacks by both the Right and Left. Written in 1975, Kristol had not yet fully articulated his "two cheers for capitalism" stance (George Will had not yet discovered "soulcraft").(...) Godfather Kristol is seen rightly as a representative of a group of liberal intellectuals, some, former communists, many Jewish, most raised in New York City, whose ideas, for the most part, came to resemble those of the Religious Right (sans the incarnation thing).
IX - The Reagan Era: The election of 1980 and the subsequent Reagan era saw the influence of the Neoconservative ideology full-force. A revolution in government practice and economic machinations had begun -- and succeeded. Even the Democrats (albeit with some McGovern atavism) had moved to the center. Bill Clinton's election in 1992 was sure evidence.
NOTA: Mas outros diziam: "If neoconservatives wish us to take their conservatism seriously, they must return to the religious roots, beliefs, and values of our common heritage. They cannot dither in the halfway house of modernity and offer us technical solutions that touch the symptoms but never deal with the causes of contemporary disorder."
X -- Conservatism after Reagan: Pat Buchanan, Sam Francis, Newt Gingrich, and Paul Weyrich all offer striking variations.
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Perigos reais inesperados
Arab Newspaper Claims al-Qaeda Has Ukrainian Nukes
Libya's Nuke Blueprints Reveal New Tie to Pakistani
IAEA Asks Spain to Probe Into Nuclear Sale to Libya
(uma ideia: ponham pressão militar sobre a Espanha, apoiem a oposição dos grupos separatistas (como sugerido para a Arabia Saudita por Perle e Frum), estudem sanções económicas, ridicularizem essa monolítica instituição do passado que é a monarquia, lembrem a cultura fascista vinda de Franco, relembrem a ajuda que tiveram do próprio Hitler que se opôs à do nosso aliado Estaline, principalmente devolvam Olivença que é solo Português, etc)
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Libya's Nuke Blueprints Reveal New Tie to Pakistani
IAEA Asks Spain to Probe Into Nuclear Sale to Libya
(uma ideia: ponham pressão militar sobre a Espanha, apoiem a oposição dos grupos separatistas (como sugerido para a Arabia Saudita por Perle e Frum), estudem sanções económicas, ridicularizem essa monolítica instituição do passado que é a monarquia, lembrem a cultura fascista vinda de Franco, relembrem a ajuda que tiveram do próprio Hitler que se opôs à do nosso aliado Estaline, principalmente devolvam Olivença que é solo Português, etc)
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A pegada do dinossauro Silva Melo
Sobre a recusa de Jorge Silva Melo, no Semiramis:
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O realizador, encenador e actor Jorge Silva Melo recusou um prémio de 25 mil euros, que lhe fora atribuído por um organismo do Ministério da Cultura.
(...)
Os verdadeiros artistas, assim como os monumentos, desdenham prémios, desdenham êxitos comerciais, desdenham o público, estão acima das pequenas misérias deste mundo, mesmo do jurássico.
Todavia, os verdadeiros artistas, assim como os monumentos, sabem que a sociedade está em permanente dívida para com eles. A sociedade não está em condições de avaliar o seu desempenho, mas tem a obrigação moral e material de prover ao seu sustento e manutenção.
Assim, quando se sabe que Silva Melo e a sua companhia vivem do Estado, de que receberam, em 2003, 450 mil euros, só podemos louvar, quer o Estado pela sua dedicação posta na manutenção do nosso património, quer Silva Melo e a sua companhia, por se deixarem subsidiar sem pruridos de passarem por cúmplices de alguma traição. Foi sábia essa aceitação de Silva Melo. Imaginemos que o Mosteiro dos Jerónimos, sentindo-se desconsiderado pela presença hostil do CCB, oficiava o Estado recusando qualquer subsídio e enviava cartas de protesto para os jornais. Quem reabilitaria as suas fachadas e coberturas? Como poderia a Gulbenkian produzir sessões musicais no seu refeitório? Provavelmente, apenas sessões gastronómicas.
Não. Silva Melo conhece os deveres do Estado na manutenção do nosso património e os deveres do nosso património em se deixar manter pelo Estado. Subsidiar o nosso património não se discute. É o que têm em comum a Pátria e o património: não se discutem.
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Re: Vital Moreira pelo fim das barreiras à entrada
Mina de Ouro, Por VITAL MOREIRA
É, de facto, um excelente artigo de Vital Moreira:
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É, de facto, um excelente artigo de Vital Moreira:
A primeira vítima deste regime contra a liberdade de estabelecimento e contra a concorrência é obviamente o público, que dispõe de menos farmácias do que poderia e deveria ter, e menos à mão, com menos farmácias de serviço nos fins-de-semana e nos períodos nocturnos do que deveriam existir e com farmácias que não têm o incentivo da concorrência para se modernizarem e melhorarem as condições de serviço aos seus clientes. O mesmo se diga dos efeitos da falta de concorrência sobre os preços e o inerente prejuízo para os consumidores e para a verba das comparticipações do Estado.
A restrição artificial do número de farmácias não se traduz somente numa limitação à liberdade da sua criação, significando também uma limitação do emprego de farmacêuticos, seja como directores-proprietários de novas farmácias, seja como colaboradores daqueles. Portanto, a limitação do número de farmácias implica simultaneamente uma restrição de saídas profissionais dos farmacêuticos, o que com o crescimento do número de licenciados em farmácia só pode ser considerado uma violência gratuita.
(...)
Nas últimas décadas, temos vindo a assistir a uma revolução na regulação da economia, em favor da liberalização das actividades, da abolição de barreiras à entrada, do fomento da concorrência. Nada disso chegou ao mundo da actividade de fornecimento de medicamentos ao público. As farmácias continuam sujeitas a um regime superproteccionista desenhado para proteger os interesses dos que já estão na actividade, para lhes garantir uma confortável reserva de mercado e de rendimentos. Falar aqui de protecção do interesse público seria simplesmente obsceno, tão evidente é que ele não é tido nem achado neste regime arqueológico de protecção dos privilégios de uma elite que se coopta a si mesma e que naturalmente resiste por todos os meios à mudança dessa situação.
A sua conduta é tudo menos irracional, pelo contrário. Menos racional é a atitude dos governos que têm por missão assegurar o respeito por uma ordem económica concorrencial, sem injustificadas limitações no acesso à actividade económica, bem como garantir o interesse público e os interesses dos consumidores de medicamentos.
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Vital Moreira pelo fim das barreiras à entrada
Mina de Ouro, Por VITAL MOREIRA
Anuncia a imprensa que está aberto o concurso para a abertura de mais 50 farmácias, o que constitui uma ocasião oportuna para revisitar o peculiar regime da sua criação em Portugal. Trata-se de um regime caracterizado por enormes "barreiras à entrada", onde não se aplicam as regras da liberdade de iniciativa e de estabelecimento próprias de uma economia de mercado.
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Anuncia a imprensa que está aberto o concurso para a abertura de mais 50 farmácias, o que constitui uma ocasião oportuna para revisitar o peculiar regime da sua criação em Portugal. Trata-se de um regime caracterizado por enormes "barreiras à entrada", onde não se aplicam as regras da liberdade de iniciativa e de estabelecimento próprias de uma economia de mercado.
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What if al Qaeda Had Been Hit Pre-emptively?
Artigo de Joel Mowbray:
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What would the reaction among peaceniks have been had we taken out Mullah Omar and his merry band of thugs before al Qaeda had the chance to hijack four planes and murder 3,000 Americans? Probably not that much different than they’re reacting to the war in Iraq.
Think about it: had the Taliban and al Qaeda been eliminated in, say, August 2001, 9/11 would not have happened. Not only would we have crippled the terrorist network operationally, but at least one of those leaders captured alive surely would have spilled the beans on the pending strike.
(...)
If anything, former inspector David Kay’s recent comments that no WMDs will be found in Iraq vindicate Bush. Kay directly refutes any assertion that Bush manipulated intelligence or ever asked anyone to lie or doctor reports. What Kay also found, though the media didn’t bother to cover it, was clear evidence that Saddam had duped UN weapons inspectors on the eve of war.
If the peacenik left finds restraint so commendable and Bush’s pre-emption doctrine so offensive, here’s a good question: Where are the cheerleaders praising Clinton for showing “restraint” after Khobar Towers, the East African Embassy bombings, and the attack on the U.S.S. Cole when he refused to respond to the gathering threat posed by radical Islam?
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EUA têm plano para democratizar "grande Médio Oriente"
Mais um plano quinquenal. Algumas dificuldades: Como impedir os sectores mais extremistas de ganhar eleições? E os separatismos? Como vão ficar aquelas nações que realmente funcionam e prosperam - as monarquias absolutas do médio oriente (as quais têm por norma uma população de 50% de imigrantes)? Mas nada de desanimar. A solução para um atentado conseguido com menos que uns canivetes é democratizar todo o Médio Oriente.
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A verdade é?
No Público: Julgamento de Slobodan Milosevic aproxima-se de fase decisiva
"Os incidentes em Racak mereceram diversas interpretações. O então chefe da missão de verificação da OSCE, o norte-americano William Walker, deslocou-se de imediato ao local e perante os corpos amontoados denunciou perante os "media" um "massacre de civis albaneses, inocentes e desarmados, pela polícia sérvia".
Como recordou recentemente o semanário de Belgrado "Danas", estas declarações, acompanhadas pelas imagens de corpos mutilados e a campanha mediática que se seguiu, precipitaram os bombardeamentos à então Jugoslávia (Sérvia e Montenegro) pela NATO. Belgrado sempre definiu os acontecimentos de Racak como uma "armadilha" e garantiu que não ocorreu qualquer massacre de civis albaneses, mas antes confrontos entre a polícia sérvia e um grupo de combatentes do UÇK. Os corpos dos albaneses teriam sido transportados depois dos confrontos e colocados de forma a simular um massacre.
E enquanto os acontecimentos de Racak permanecem envoltos em mistério, também se aguarda na Sérvia, e há vários anos, pela divulgação dos dados oficiais sobre o número efectivo de cidadãos sérvios e de vítimas albanesas mortos nos conflitos ex-jugoslavos. "
Uma intervenção militar externa (num assunto interno dos Balcãs) que ia durar uns meses, passou a anos de ocupação e um fim que ainda não se vislumbra, mas que no Kosovo aponta para o separatismo dos muçulmanos albaneses num território que foi sempre sérvio. O "terrorismo" neste caso, parece ter sido premiado ou não tivesse o nome de "freedom fighters".
E já agora quais são de facto "os dados oficiais sobre o número efectivo de cidadãos sérvios e de vítimas albanesas mortos nos conflitos ex-jugoslavos"?
No ChroniclesMagazine temos numa referência à morte de WARREN ZIMMERMANN (1934-2004): A DIPLOMAT WITH BLOOD ON HIS HANDS, by Srdja Trifkovic, o nome de Cutileiro:
Zimmermann’s torpedoing of the EU Lisbon formula in 1992 started a trend that frustrated the Europeans, but they were helpless.
Cutileiro was embittered by the US action and accused Izetbegovic of reneging on the agreement. Had the Muslims not done so, he recalled in 1995, “the Bosnian question might have been settled earlier, with less loss of life and land.” Cutileiro also noted that the decision to renege on the signed agreement was not only Izetbegovic’s, as he was encouraged to scupper that deal and to fight for a unitary Bosnian state by foreign mediators.” This was echoed by Ambassador Bissett, who has opined that the United States undermined every peace initiative that might have prevented the killing: “It appeared that the United States was determined to pursue a policy that prevented a resolution of the conflict by other than violent means.”
More than a decade after the event it cannot be denied that Warren Zimmermann’s role in Bosnia’s descent to war was crucial. In early 1992 most Muslims were prepared to accept a compromise that would fall short of full independence—especially if full independence risked war—but he encouraged Izetbegovic to take a leap in the dark.
Zimmermann’s subsequent role as an advocate of a military intervention on the side of the Muslims was seedy but predictable; ditto the lies, half-truths and distortions contained in his book on the Yugoslav conflict (Origins of a Catastrophe: Yugoslavia and its Destroyers). The Washington Times was wrong when it claimed in an otherwise insightful piece that the Lisbon agreement “was scuttled by hapless Mr. Zimmermann, who encouraged [Izetbegovic] … to reverse himself and withdraw.” In reality there was nothing “hapless” about Zimmermann’s action. It was as coldly premeditated, and as tragic in its consequences, as Bismarck’s game with the Ems telegram in 1870, or William Walker’s stage-managed “massacre” at Racak in January 1999, or Albright’s cynical setup at Rambouillet a month later. No doubt when these two “eloquent defenders of human rights” meet their maker the Secretary of State of the day will also assure us that their passing is “a great loss to American diplomacy and to our State Department family.”
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"Os incidentes em Racak mereceram diversas interpretações. O então chefe da missão de verificação da OSCE, o norte-americano William Walker, deslocou-se de imediato ao local e perante os corpos amontoados denunciou perante os "media" um "massacre de civis albaneses, inocentes e desarmados, pela polícia sérvia".
Como recordou recentemente o semanário de Belgrado "Danas", estas declarações, acompanhadas pelas imagens de corpos mutilados e a campanha mediática que se seguiu, precipitaram os bombardeamentos à então Jugoslávia (Sérvia e Montenegro) pela NATO. Belgrado sempre definiu os acontecimentos de Racak como uma "armadilha" e garantiu que não ocorreu qualquer massacre de civis albaneses, mas antes confrontos entre a polícia sérvia e um grupo de combatentes do UÇK. Os corpos dos albaneses teriam sido transportados depois dos confrontos e colocados de forma a simular um massacre.
E enquanto os acontecimentos de Racak permanecem envoltos em mistério, também se aguarda na Sérvia, e há vários anos, pela divulgação dos dados oficiais sobre o número efectivo de cidadãos sérvios e de vítimas albanesas mortos nos conflitos ex-jugoslavos. "
Uma intervenção militar externa (num assunto interno dos Balcãs) que ia durar uns meses, passou a anos de ocupação e um fim que ainda não se vislumbra, mas que no Kosovo aponta para o separatismo dos muçulmanos albaneses num território que foi sempre sérvio. O "terrorismo" neste caso, parece ter sido premiado ou não tivesse o nome de "freedom fighters".
E já agora quais são de facto "os dados oficiais sobre o número efectivo de cidadãos sérvios e de vítimas albanesas mortos nos conflitos ex-jugoslavos"?
No ChroniclesMagazine temos numa referência à morte de WARREN ZIMMERMANN (1934-2004): A DIPLOMAT WITH BLOOD ON HIS HANDS, by Srdja Trifkovic, o nome de Cutileiro:
Zimmermann’s torpedoing of the EU Lisbon formula in 1992 started a trend that frustrated the Europeans, but they were helpless.
Cutileiro was embittered by the US action and accused Izetbegovic of reneging on the agreement. Had the Muslims not done so, he recalled in 1995, “the Bosnian question might have been settled earlier, with less loss of life and land.” Cutileiro also noted that the decision to renege on the signed agreement was not only Izetbegovic’s, as he was encouraged to scupper that deal and to fight for a unitary Bosnian state by foreign mediators.” This was echoed by Ambassador Bissett, who has opined that the United States undermined every peace initiative that might have prevented the killing: “It appeared that the United States was determined to pursue a policy that prevented a resolution of the conflict by other than violent means.”
More than a decade after the event it cannot be denied that Warren Zimmermann’s role in Bosnia’s descent to war was crucial. In early 1992 most Muslims were prepared to accept a compromise that would fall short of full independence—especially if full independence risked war—but he encouraged Izetbegovic to take a leap in the dark.
Zimmermann’s subsequent role as an advocate of a military intervention on the side of the Muslims was seedy but predictable; ditto the lies, half-truths and distortions contained in his book on the Yugoslav conflict (Origins of a Catastrophe: Yugoslavia and its Destroyers). The Washington Times was wrong when it claimed in an otherwise insightful piece that the Lisbon agreement “was scuttled by hapless Mr. Zimmermann, who encouraged [Izetbegovic] … to reverse himself and withdraw.” In reality there was nothing “hapless” about Zimmermann’s action. It was as coldly premeditated, and as tragic in its consequences, as Bismarck’s game with the Ems telegram in 1870, or William Walker’s stage-managed “massacre” at Racak in January 1999, or Albright’s cynical setup at Rambouillet a month later. No doubt when these two “eloquent defenders of human rights” meet their maker the Secretary of State of the day will also assure us that their passing is “a great loss to American diplomacy and to our State Department family.”
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2004/02/09
Libertas
Patentes
"1. As patentes protegem os inventores da apropriação do seu trabalho por parte de terceiros."
Não. As patentes protegem os inventores do uso por terceiros da mesma ideia. O seu trabalho e o seu produto está mais do que protegido pelos direitos de propriedade e contrato. Mas faz parte do engenho empresarial tirar proveito do efeito novidade, dificultar a cópia, tentar que a auto-regulação estabeleça regras profissionais, etc.
Aqui cabe discutir a fundamentação filosófica. As patentes tornam um recurso ilimitado num recurso limitado apenas pela legislação e ameaça de coerção. E basta analisar a imensa complexidade destas peças legislativas, aqui ou em qualquer país, para percebermos que não estamos propriamente perante um direito auto-evidente.
Como podem as ideias serem protegidas contra o seu uso se o seu uso ninguém limita ou impede que seja usado também? Como pode ser um direito se um terceiro pode aparentemente violar tal direito sem o saber?
E em termos práticos, como aplicar tal conceito a nível mundial (e para reeditar a versão ficção cientifica - e a nível do universo? Se uma inteligência extra-terrestre (esperançosamente serão "democracias liberais") demonstrar que foi a primeira a conseguir determinada tecnologia o que fazer?)? Será esse o motivo para termos uma ordem legal mundial (universal) única?
Será legitimo os Estados criarem barreiras ao comércio livre com países que não reconhecem (ou não protegem) a propriedade intelectual? Será a "propriedade" intelectual mais uma boa justificação para o Estado? O Estado Mundial?
Aqui também se jogam dois conceitos: Ética e Moral. O facto de eticamente poder refutar-se o conceito de P.I. não significa que seja moral, ou que não seja imoral, o uso indiscriminado das ideias dos outros. O uso da obra de terceiros (neste caso o que está em causa é o copyright e não uma patente) sem referência, a cópia pura e simples, independentemente do reconhecimento por parte do Estado da P.I. ou não, é um acto imoral. Mas nós (liberais) não somos a favor da criminalização de todos os actos "imorais".
Nota: Este é um daqueles assuntos em que gosto mais da discussão em si do que saber quem tem realmente razão (claro que eu acho que tenho razão). Mas as dúvidas levantadas sobre a consistência da P.I. devem no mínimo levar a uma reserva na forma como o legislador trata o assunto (o numero de anos de validade deve ser restringido e não aumentado, a contenção na amplitude e na força com que se pretende perseguir as alegadas violações da P.I., etc.).
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Não. As patentes protegem os inventores do uso por terceiros da mesma ideia. O seu trabalho e o seu produto está mais do que protegido pelos direitos de propriedade e contrato. Mas faz parte do engenho empresarial tirar proveito do efeito novidade, dificultar a cópia, tentar que a auto-regulação estabeleça regras profissionais, etc.
Aqui cabe discutir a fundamentação filosófica. As patentes tornam um recurso ilimitado num recurso limitado apenas pela legislação e ameaça de coerção. E basta analisar a imensa complexidade destas peças legislativas, aqui ou em qualquer país, para percebermos que não estamos propriamente perante um direito auto-evidente.
Como podem as ideias serem protegidas contra o seu uso se o seu uso ninguém limita ou impede que seja usado também? Como pode ser um direito se um terceiro pode aparentemente violar tal direito sem o saber?
E em termos práticos, como aplicar tal conceito a nível mundial (e para reeditar a versão ficção cientifica - e a nível do universo? Se uma inteligência extra-terrestre (esperançosamente serão "democracias liberais") demonstrar que foi a primeira a conseguir determinada tecnologia o que fazer?)? Será esse o motivo para termos uma ordem legal mundial (universal) única?
Será legitimo os Estados criarem barreiras ao comércio livre com países que não reconhecem (ou não protegem) a propriedade intelectual? Será a "propriedade" intelectual mais uma boa justificação para o Estado? O Estado Mundial?
Aqui também se jogam dois conceitos: Ética e Moral. O facto de eticamente poder refutar-se o conceito de P.I. não significa que seja moral, ou que não seja imoral, o uso indiscriminado das ideias dos outros. O uso da obra de terceiros (neste caso o que está em causa é o copyright e não uma patente) sem referência, a cópia pura e simples, independentemente do reconhecimento por parte do Estado da P.I. ou não, é um acto imoral. Mas nós (liberais) não somos a favor da criminalização de todos os actos "imorais".
Nota: Este é um daqueles assuntos em que gosto mais da discussão em si do que saber quem tem realmente razão (claro que eu acho que tenho razão). Mas as dúvidas levantadas sobre a consistência da P.I. devem no mínimo levar a uma reserva na forma como o legislador trata o assunto (o numero de anos de validade deve ser restringido e não aumentado, a contenção na amplitude e na força com que se pretende perseguir as alegadas violações da P.I., etc.).
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Curiosidades
Israeli minister wants Muslim ‘extremists’ to be converted. (...) He said that evangelical groups, with whom he has close links, should ‘spread the good word’ in Israel on condition that they do not seek to convert Jews.
Esta faz-me lembrar duas coisas:
1. A sugestão num texto da ADL (ou do seu presidente) de que querer converter judeus é uma forma de anti-semitismo. (ver referência numa posta anterior).
2. A proibição cristã medieval de cobrar juros mas que no caso da tradição judaica só se aplicava aos próprios, já que estes podiam praticá-lo com os não judeus (ver "Economic Thought Before Adam Smith", Murray N. Rothbard).
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Esta faz-me lembrar duas coisas:
1. A sugestão num texto da ADL (ou do seu presidente) de que querer converter judeus é uma forma de anti-semitismo. (ver referência numa posta anterior).
2. A proibição cristã medieval de cobrar juros mas que no caso da tradição judaica só se aplicava aos próprios, já que estes podiam praticá-lo com os não judeus (ver "Economic Thought Before Adam Smith", Murray N. Rothbard).
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Poll Traces Bush's Downward Slide to Kay
David Kay made his initial comments about doubting the weapons existed soon after the administration announced Jan. 23 that Kay was being replaced as the top U.S. weapons inspector in Iraq.
Bush's job approval rating dropped 10 points from Jan. 25 through Jan. 31, according to the National Annenberg Election Survey. The tracking poll takes a nightly sample and rolls together two or three nights' findings at a time to produce periodic reports.
Support for the war in Iraq also dipped in that period, from a majority saying the situation in Iraq was worth going to war over, 53 percent, to 46 percent during the last few days of January saying it was worth going to war and 49 percent saying it was not.
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Portugueses acreditam que «aperto do cinto» vale a pena
(via Intermitente)
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Mais de metade dos portugueses acredita que os sacrifícios que estão a ser feitos para equilibrar as contas públicas e para não aumentar a dívida do Estado estão a valer a pena. Este é uma das principais conclusões de uma sondagem elaborada pela Universidade Católica para o programa da RTP1 «Prós e Contras» e para o jornal Público.
(...)
Por fim, os portugueses defendem que o melhor para Portugal seria que PS e PSD celebrassem um pacto que permitisse ir em frente na recuperação financeira do País.
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Finanças Sãs
(via Mata-Mouros)
Luís Salgado de Matos, sobre as finanças públicas:
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Luís Salgado de Matos, sobre as finanças públicas:
Toda a política portuguesa está inclinada para gastar dinheiro do Estado. O Pacto de Estabilidade e Crescimento, marcando-lhe limites rígidos, era o único factor indesmentível que impunha o princípio da realidade. Esse travão está em vias de desaparecer. E, infelizmente, não percebemos que a Alemanha e a França lhe põem termo porque passaram a desvalorizar a solidariedade europeia.
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Política Pura
Sousa Franco?
José Manuel Fernandes sobre Sousa Franco:
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O homem que presidiu a um dos períodos em que os gastos do Estado cresceram de forma mais descontrolada, em que o ritmo de contratação de funcionários públicos disparou sem correspondência com a qualidade dos serviços prestados, o homem que desperdiçou a oportunidade de ouro da coincidência temporal de uma fase de forte crescimento económico, com o correspondente crescimento das receitas fiscais, e de descida das taxas de juro para fazer as reformas que os nossos vizinhos espanhóis fizeram, esse mesmo homem tem ainda a desfaçatez de se indignar contra medidas impopulares como a contenção salarial na função pública, sugerindo que talvez fosse possível continuar o "fartar vilanagem".
A verdade é que conforme o tempo vai passando e a poeira assentando, vai-se tornando mais claro que o desgoverno final da gestão socialista com Pina Moura e Guilherme Oliveira Martins era, antes do mais, o corolário dos erros do consulado farto de Sousa Franco. Pior: os que lhe sucederam pagaram um preço político pesado sem que o responsável lhes manifestasse, em especial a Pina Moura, qualquer solidariedade. Pelo contrário.
Era natural que o PS tivesse compreendido que o homem que fez Guterres passar pela humilhação de um lanche em Seteais para lhe aplacar uma birra, o homem que se despediu do Ministério, no dia da posse do seu sucessor, apresentando uma proposta de reforma fiscal que não discutira com o primeiro-ministro reeleito, o "independente" que torna todos os que estão à sua volta dele dependentes e os olha de cima, era o pior cabeça de lista imaginável ao Parlamento Europeu.
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Re: Re: Comunitarismo. versus Integração política.
O comunitarismo tal como está expresso no artigo é o "calcanhar de aquiles" da democracia liberal.
Na medida em que um Estado dito de Democracia Liberal é apresentado como o "state of the art" da organização social, mas também na medida que este tem de ter uma fronteira que define o grupo de pessoas que participa - imagina-se voluntariamente e por consentimento - em comum de um processo de decisão maioritário, não é possível negar que uma dada comunidade possa estabelecer a sua própria fronteira independente que defina um novo processo de "democracia liberal" e portanto o seu Estado independente.
E ainda mais quando pretendem legitimar um processo de integração política desde que 51 % dos votantes assim o determinem. Portanto, aparentemente 51% de um referendo pode tornar uma qualquer região independente.
Podemos assim imaginar uma comunidade muçulmana a fazê-lo em algumas regiões de França ou Alemanha, ou outro caso pode dar-se com uma comunidade portuguesa que rejeita o processo de integração forçado num Federalismo supra-nacional. Ou um Estado Americano desagradado com o crescimento do seu Estado Federal.
Claro que em resposta teremos todos os mini-Lincolns a pretender justificar que a integração é sempre legítima incluindo o uso das armas para a impor ou preservar e a secessão sempre ilegítima mesmo quando seja consensual nessa comunidade.
PS: Por outro lado, todos os Iberistas podem juntar-se ali para um qualquer espaço perto da fronteira e reivindicar a separação e associação a Espanha. No fundo, o que se passou com a Irlanda não está muito longe disso. Depois de anos de integração (imigração, etc.) mais ou menos forçada de ingleses, por pouco iam os Irlandeses perdendo a sua Nação - e ainda assim recuperaram-na pela força e abdicando de uma parte do território.
A Portugal valeu a quase inexistente imigração Espanhola e que se deve à sabedoria popular do "nem bons ventos nem bons casamentos", e por aqui, mais pela nossa população e não pelas elites, devemos a inexistência do Iberismo. Se temos problemas eles devem-se em primeira ordem à grandeza e centralismo do nosso Estado. Esse é o mal a combater.
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Na medida em que um Estado dito de Democracia Liberal é apresentado como o "state of the art" da organização social, mas também na medida que este tem de ter uma fronteira que define o grupo de pessoas que participa - imagina-se voluntariamente e por consentimento - em comum de um processo de decisão maioritário, não é possível negar que uma dada comunidade possa estabelecer a sua própria fronteira independente que defina um novo processo de "democracia liberal" e portanto o seu Estado independente.
E ainda mais quando pretendem legitimar um processo de integração política desde que 51 % dos votantes assim o determinem. Portanto, aparentemente 51% de um referendo pode tornar uma qualquer região independente.
Podemos assim imaginar uma comunidade muçulmana a fazê-lo em algumas regiões de França ou Alemanha, ou outro caso pode dar-se com uma comunidade portuguesa que rejeita o processo de integração forçado num Federalismo supra-nacional. Ou um Estado Americano desagradado com o crescimento do seu Estado Federal.
Claro que em resposta teremos todos os mini-Lincolns a pretender justificar que a integração é sempre legítima incluindo o uso das armas para a impor ou preservar e a secessão sempre ilegítima mesmo quando seja consensual nessa comunidade.
PS: Por outro lado, todos os Iberistas podem juntar-se ali para um qualquer espaço perto da fronteira e reivindicar a separação e associação a Espanha. No fundo, o que se passou com a Irlanda não está muito longe disso. Depois de anos de integração (imigração, etc.) mais ou menos forçada de ingleses, por pouco iam os Irlandeses perdendo a sua Nação - e ainda assim recuperaram-na pela força e abdicando de uma parte do território.
A Portugal valeu a quase inexistente imigração Espanhola e que se deve à sabedoria popular do "nem bons ventos nem bons casamentos", e por aqui, mais pela nossa população e não pelas elites, devemos a inexistência do Iberismo. Se temos problemas eles devem-se em primeira ordem à grandeza e centralismo do nosso Estado. Esse é o mal a combater.
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2004/02/08
Primary Jitters
Excelente artigo de Tibor Machan:
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Although I still track what happens on the political front, check in with some of the stump speeches just to be sure there isn’t some good news that will surprise me, the process, I must admit, is frightening me.
For someone who came to the USA very hopeful about citizenship in a free society, this is a big disappointment. It is also of great concern that despite all the proliferation of organizations championing bona fide liberty around the country and the world-indeed, despite my having been instrumental in starting up and sustaining a few such organizations-the evidence seems to be that matters are getting worse, not better. As Milton Friedman mentioned recently, it looks like concern about freedom is nearly completely absent from mainstream politics now, even while some free institutions have gotten a boost in places around the globe-for example, privatization, open borders, and so forth. In the past, at least, when von Mises and von Hayek were doing all their major work, talk about freedom, an interest in understanding and championing it, seemed to be more popular, an element of mainstream politics.
(...)
Then there is the constant refrain about how they will never, never serve special interests when, in fact-and blatantly obvious fact at that-all they do is cater to special interests everywhere they address the public. If it isn’t about the worries of older people, then candidates pitch their Santa Claus routine to those in various professions, such as farmers, educators, artists, steel workers, or to people with various specific concerns (say, about the environment, employment, medical problems, issues about transportation). Or they seek out ordinary human fears about strong competition from newly emerging markets abroad, terrorism, the possibility of poverty or lack of medical insurance, and stress these, evidently hoping there will be enough voters out there who will be spurred to support them and completely forget just how much dangerous power it would take for a politician to even attempt to address these fears.
The bottom line for me is that it doesn’t really look like most Americans give a damn about the steady erosion of their liberties and the virtually unstoppable growth of state power in their lives.
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Re: Comunitarismo
Escreve CN: "em si o comunitarismo é um direito passível de ser reclamado"
E eu que inocentemente acreditava que, na perspectiva liberal, os direitos só podiam estar associados a indivíduos...
Por este andar, um dia destes CN ainda escreve que o verdadeiro liberalismo é o defendido por MacIntyre ou Charles Taylor... :)
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E eu que inocentemente acreditava que, na perspectiva liberal, os direitos só podiam estar associados a indivíduos...
Por este andar, um dia destes CN ainda escreve que o verdadeiro liberalismo é o defendido por MacIntyre ou Charles Taylor... :)
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Crying Wolfowitz
Segredo de Justiça
É uma obrigação assumida pelos serviços de justiça. Se esta obrigação não é cumprida, as vítimas que se sentem lesadas (os clientes desses serviços: arguidos, etc.) devem actuar sobre essa quebra de obrigação. Já os jornalistas ou outros quaisquer que recebem as informações porque pessoas existem que as fornecem não têm qualquer obrigação de a guardar (embora o possam voluntariamente fazer).
Deve assim, o próprio Ministério da Justiça estar sujeito a acções civis por quebra de obrigações e danos causados, e depois deve o mesmo actuar sobre quem permitiu tal quebra (na lógica que funcionários existirão que quebraram as suas obrigações contratuais como o sigilo profissional), onde pode e deve incluir a possibilidade de despedimento e outras sanções.
Agora a mera possibilidade de se limitar a liberdade de expressão por causa de uma obrigação falhada, releva bem como o Estado tem uma tendência para todas as liberdades individuais invadir pelos mais variados motivos (João Pereira Coutinho fez a defesa do Estado "principalmente" para proteger os indivíduos de si próprios - que lástima - pois eu acho que devo ser protegido de tais protectores), e neste caso, a sua própria quebra de contrato.
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Deve assim, o próprio Ministério da Justiça estar sujeito a acções civis por quebra de obrigações e danos causados, e depois deve o mesmo actuar sobre quem permitiu tal quebra (na lógica que funcionários existirão que quebraram as suas obrigações contratuais como o sigilo profissional), onde pode e deve incluir a possibilidade de despedimento e outras sanções.
Agora a mera possibilidade de se limitar a liberdade de expressão por causa de uma obrigação falhada, releva bem como o Estado tem uma tendência para todas as liberdades individuais invadir pelos mais variados motivos (João Pereira Coutinho fez a defesa do Estado "principalmente" para proteger os indivíduos de si próprios - que lástima - pois eu acho que devo ser protegido de tais protectores), e neste caso, a sua própria quebra de contrato.
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MANÍACO-DEPRESSIVOS CONTRA CARRILHO
(via Mata-Mouros)
Noticia o Correio da Manhã:
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Noticia o Correio da Manhã:
A Associação de Apoio aos Doentes Maníaco-depressivos considerou ontem de “mau gosto” o facto de o ex-ministro da Cultura Manuel Maria Carrilho ter afirmado que o presidente da Câmara de Lisboa, Santana Lopes, e o ministro da Cultura, Pedro Roseta, eram maníaco-depressivos.
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Governo prepara época de incêndios de 2016
Relatório de Lord Hutton II
Bernard Ingham, Margaret Tatcher´s onetime press secretary, said: "The BBC has been horribly badly dealt with by Hutton, wich is the most onde-sided report you could ever imagine".
Via TIME.
Agora a título de curiosidade e vindo do sempre imprevisto, ardiloso, por vezes curioso, mundo das teorias da conspiração:
Daily Telegraph, Letter to the Editor London, 2/4/04
SIR - Dr Peter Fletcher [letter, Jan 30] makes a good point about Dr David Kelly's death. I was surprised that an adult should have bled to death from a laceration of the wrist.
The popular view that a slit wrist is likely to prove fatal is far wide of the mark: the natural and protective response of a divided artery is to constrict in spasm and prevent life-threatening haemorrhage.
Ways around this might include lying in a hot bath (warmth encourages the arteries to dilate), but certainly do not include lying in a cold field (cold induces spasm and constriction of the arteries, as incidentally does fear).
If the bleeding continues, so the blood pressure reduces, and this, in conjunction with the arterial constriction Further reduces blood loss, usually to a point where clotting occurs and bleeding ceases.
I am left with the impression that the medical aspects of the inquiry have left questions unanswered.
Prof Simon Kay
Consultant in Plastic Surgery
Via LRC Blog
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Via TIME.
Agora a título de curiosidade e vindo do sempre imprevisto, ardiloso, por vezes curioso, mundo das teorias da conspiração:
Daily Telegraph, Letter to the Editor London, 2/4/04
SIR - Dr Peter Fletcher [letter, Jan 30] makes a good point about Dr David Kelly's death. I was surprised that an adult should have bled to death from a laceration of the wrist.
The popular view that a slit wrist is likely to prove fatal is far wide of the mark: the natural and protective response of a divided artery is to constrict in spasm and prevent life-threatening haemorrhage.
Ways around this might include lying in a hot bath (warmth encourages the arteries to dilate), but certainly do not include lying in a cold field (cold induces spasm and constriction of the arteries, as incidentally does fear).
If the bleeding continues, so the blood pressure reduces, and this, in conjunction with the arterial constriction Further reduces blood loss, usually to a point where clotting occurs and bleeding ceases.
I am left with the impression that the medical aspects of the inquiry have left questions unanswered.
Prof Simon Kay
Consultant in Plastic Surgery
Via LRC Blog
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Comunitarismo, livre imigração, liberdade religiosa, escolas públicas e propriedade privada.
Símbolos Religiosos. França Discute Véus, Cruzes e Barbas Compridas
"A "Economist" explica que "muitos franceses sentem-se desconfortáveis com o islão desafiador e afirmativo", num país que tem a maior população muçulmana na Europa (cerca de cinco milhões), e receiam que se aceitarem o uso do véu estejam a abrir caminho ao tão receado "comunitarismo", em que "grupos étnicos ou religiosos possam possam segregar-se livremente e formar ' estados dentro do estado, com as suas próprias regras e valores".
Estas atitudes desafiadoras são vistas como uma verdadeira ameaça ao carácter laico da República francesa. Mas atacar o véu como se ele representasse este tipo de posições pode acabar por ter o efeito contrário ao desejado, aumentando o número de raparigas muçulmanas que agora insistem em usar o "hijab" como forma de defenderem a sua identidade, dizem os críticos da nova lei. Ou pode, como avisam alguns destes, fazer aumentar o número de escolas privadas para muçulmanos, de modo a receber as raparigas que insistem em usar o véu e são impedidas de o fazer nas escolas públicas francesas."
Nestes dois parágrafos várias questões são levantadas: o comunitarismo, a livre imigração, a liberdade religiosa, escolas públicas e propriedade privada.
1. O comunitarismo
“Estados dentro de Estados” é certamente uma visão perturbante, mas no domínio dos princípios (e até da história) é algo possível. Uma efectiva descentralização administrativa e política (um verdadeiro federalismo interno) tornam tal acto extremo improvável, principalmente, numa comunidade homogénea, mas é isso precisamente que a questão seguinte levanta.
2. "Livre imigração"
A "livre imigração", tal como é entendida correntemente, não passa de uma integração forçada pelo Estado central, ao impedir activamente ou passivamente que as comunidades locais regulem os fluxos migratórios, regras de residência, etc., de modo a que não seja posta em causa a sua estabilidade de valores, formas de estar, etc., uma das condições necessárias a uma sociedade civil estável.
Ao juntarmos "livre imigração" e "comunitarismo" percebemos que a convivência destes dois princípios é nada menos do que explosiva. Com a imigração em larga escala de um elevado número de população alheia, como por exemplo a muçulmana, arriscamo-nos a assistir a prazo a potenciais conflitos entre grupos diferentes de população. Sem ser uma analogia perfeita, tendo em conta o que se sucedeu na Palestina, mas podemos até imaginar a declaração de uma pequena região em França como "um estado muçulmano independente".
3. Escolas públicas, liberdade religiosa e propriedade privada.
Quer-se limitar a vestimenta nas escolas públicas e a seguir percebe-se que estas são permitidas nas escolas privadas. A liberdade religiosa como todas as liberdades (de imprensa, etc.) advém apenas do primado do direito à propriedade. Este é um direito de soberania sobre a regulação dessa propriedade. Muitas escolas privadas regulam as vestimentas, existem escolas católicas, como judaicas, laicas ou muçulmanas. Cada uma delas pode excluir uns e agrupar outros.
O problema nas públicas é que não deviam ser públicas. Se as existem, não é inteiramente certo que as escolas públicas devem deixar de regular as vestimentas, o que não devia suceder é que exista uma decisão obrigatória decretada por um poder central. Tal decisão devia ficar por conta de cada escola pública ou pelos organismos locais.
Conclusão: nesta pequena grande questão é possível perceber as tensões que se geram ao queremos fazer conviver diferentes princípios inconsistentes entre si. Sendo que em si o comunitarismo é um direito passível de ser reclamado (quer na filosofia liberal quer para todos os democratas que se ajoelham no altar do princípio maioritário), este, conjugado com os chamado direito de livre circulação (conceptualmente errado porque apenas circulamos na propriedade de terceiros com o seu consentimento) levanta possibilidades extremas, sendo que nesta questão da regulamentação das vestimentas percebe-se que só existem direitos no sentido em que existe propriedade privada e que a coisa pública, directamente ou indirectamente, acaba por distorcer e até sonegar a noção do direito, fazendo aumentar a probabilidade de reivindicação de um comunitarismo extremo, principalmente num ambiente de efectiva livre imigração e convivência forçada de diferentes grupos nacionais-étnico-religiosos.
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"A "Economist" explica que "muitos franceses sentem-se desconfortáveis com o islão desafiador e afirmativo", num país que tem a maior população muçulmana na Europa (cerca de cinco milhões), e receiam que se aceitarem o uso do véu estejam a abrir caminho ao tão receado "comunitarismo", em que "grupos étnicos ou religiosos possam possam segregar-se livremente e formar ' estados dentro do estado, com as suas próprias regras e valores".
Estas atitudes desafiadoras são vistas como uma verdadeira ameaça ao carácter laico da República francesa. Mas atacar o véu como se ele representasse este tipo de posições pode acabar por ter o efeito contrário ao desejado, aumentando o número de raparigas muçulmanas que agora insistem em usar o "hijab" como forma de defenderem a sua identidade, dizem os críticos da nova lei. Ou pode, como avisam alguns destes, fazer aumentar o número de escolas privadas para muçulmanos, de modo a receber as raparigas que insistem em usar o véu e são impedidas de o fazer nas escolas públicas francesas."
Nestes dois parágrafos várias questões são levantadas: o comunitarismo, a livre imigração, a liberdade religiosa, escolas públicas e propriedade privada.
1. O comunitarismo
“Estados dentro de Estados” é certamente uma visão perturbante, mas no domínio dos princípios (e até da história) é algo possível. Uma efectiva descentralização administrativa e política (um verdadeiro federalismo interno) tornam tal acto extremo improvável, principalmente, numa comunidade homogénea, mas é isso precisamente que a questão seguinte levanta.
2. "Livre imigração"
A "livre imigração", tal como é entendida correntemente, não passa de uma integração forçada pelo Estado central, ao impedir activamente ou passivamente que as comunidades locais regulem os fluxos migratórios, regras de residência, etc., de modo a que não seja posta em causa a sua estabilidade de valores, formas de estar, etc., uma das condições necessárias a uma sociedade civil estável.
Ao juntarmos "livre imigração" e "comunitarismo" percebemos que a convivência destes dois princípios é nada menos do que explosiva. Com a imigração em larga escala de um elevado número de população alheia, como por exemplo a muçulmana, arriscamo-nos a assistir a prazo a potenciais conflitos entre grupos diferentes de população. Sem ser uma analogia perfeita, tendo em conta o que se sucedeu na Palestina, mas podemos até imaginar a declaração de uma pequena região em França como "um estado muçulmano independente".
3. Escolas públicas, liberdade religiosa e propriedade privada.
Quer-se limitar a vestimenta nas escolas públicas e a seguir percebe-se que estas são permitidas nas escolas privadas. A liberdade religiosa como todas as liberdades (de imprensa, etc.) advém apenas do primado do direito à propriedade. Este é um direito de soberania sobre a regulação dessa propriedade. Muitas escolas privadas regulam as vestimentas, existem escolas católicas, como judaicas, laicas ou muçulmanas. Cada uma delas pode excluir uns e agrupar outros.
O problema nas públicas é que não deviam ser públicas. Se as existem, não é inteiramente certo que as escolas públicas devem deixar de regular as vestimentas, o que não devia suceder é que exista uma decisão obrigatória decretada por um poder central. Tal decisão devia ficar por conta de cada escola pública ou pelos organismos locais.
Conclusão: nesta pequena grande questão é possível perceber as tensões que se geram ao queremos fazer conviver diferentes princípios inconsistentes entre si. Sendo que em si o comunitarismo é um direito passível de ser reclamado (quer na filosofia liberal quer para todos os democratas que se ajoelham no altar do princípio maioritário), este, conjugado com os chamado direito de livre circulação (conceptualmente errado porque apenas circulamos na propriedade de terceiros com o seu consentimento) levanta possibilidades extremas, sendo que nesta questão da regulamentação das vestimentas percebe-se que só existem direitos no sentido em que existe propriedade privada e que a coisa pública, directamente ou indirectamente, acaba por distorcer e até sonegar a noção do direito, fazendo aumentar a probabilidade de reivindicação de um comunitarismo extremo, principalmente num ambiente de efectiva livre imigração e convivência forçada de diferentes grupos nacionais-étnico-religiosos.
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Re: NOVA MITOLOGIA
Pergunta o Cataláxia: "Espelho meu, espelho meu, há alguém mais liberal do que eu?"
Ora, isso não é uma pergunta que possa ser respondida por um espelho. Trata-se de uma questão cuja resposta só pode ser dada através do uso do Liberalómetro, ferramenta só dominada pelos iniciados, os membros da vanguarda que têm por função manter a ortodoxia.
A vanguarda não se irrita com causas, e é esse facto que lhe permite subscrever os apelos a uma nova intervenção liberal, sem dissabores existenciais.
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Ora, isso não é uma pergunta que possa ser respondida por um espelho. Trata-se de uma questão cuja resposta só pode ser dada através do uso do Liberalómetro, ferramenta só dominada pelos iniciados, os membros da vanguarda que têm por função manter a ortodoxia.
A vanguarda não se irrita com causas, e é esse facto que lhe permite subscrever os apelos a uma nova intervenção liberal, sem dissabores existenciais.
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Anarcoconservador
2004/02/07
As guerras dos democratas
Democrat Woodrow Wilson promised not to get Americans involved in the European war and then did precisely that. Democrat FDR manipulated the Japanese into attacking Pearl Harbor to get America involved in WW II (see the book Day of Deceit by Roy Stinnett). Democrat Harry Truman got America involved in the Korean War. Democrat John F. Kennedy inititated American involvement in the Vietnam War. Democrat Lyndon Johnson escalated it. Democrat Bill Clinton got us in a war in Bosnia for reasons no one seems to understand. Are there any American wars in the past century that were not primarily the work of Democrats?
PS: Falando em Reagan e também em Thatcher, ambos aumentaram exponencialmente a capacidade de defesa mas mantiveram sempre um realismo prudente. Reagan retirou do Libano quando as suas tropas foram atacadas violentamente no meio de um conflito que não lhe dizia respeito (ganhou a reeleição dois meses depois) e quando os Russos foram para o Afeganistão o que foi feito? Um boicote às olimpiadas. Os custos da operação, numa economia decadente, foi um dos principais motivos para o colapso soviético (todas as ocupações o arriscam a ser) e mais tarde ambos estenderam a mão a Gorbachov e o império do mal desabou sobre si próprio. Os Russos só se podem culpar a si próprios e isso foi melhor que qualquer confronto induzido externamente.
Comparem isso com as guerras dos democratas.
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PS: Falando em Reagan e também em Thatcher, ambos aumentaram exponencialmente a capacidade de defesa mas mantiveram sempre um realismo prudente. Reagan retirou do Libano quando as suas tropas foram atacadas violentamente no meio de um conflito que não lhe dizia respeito (ganhou a reeleição dois meses depois) e quando os Russos foram para o Afeganistão o que foi feito? Um boicote às olimpiadas. Os custos da operação, numa economia decadente, foi um dos principais motivos para o colapso soviético (todas as ocupações o arriscam a ser) e mais tarde ambos estenderam a mão a Gorbachov e o império do mal desabou sobre si próprio. Os Russos só se podem culpar a si próprios e isso foi melhor que qualquer confronto induzido externamente.
Comparem isso com as guerras dos democratas.
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2004/02/06
Re: Re: Guerra e o Liberal como profeta da desgraça
Quem falou em neoconservadores foi o Francisco Sarsfield Cabral e quanto a posições dogmáticas referi "É certo que não existem respostas fáceis, “standard”, absolutas, no meio de escolhas que muitos acham que têm obrigatóriamente de ser feitas (e que em si é possível contestar que tenham de ser feitas), mas a preservação da autoridade moral do “ocidente” passa por não usar raciocínios, meios, que o aproximam do mal que combate."
Quanto ao resto, parece que FSC e eu passamos então à extrema esquerda progressista, o que não é mal visto, uma vez que a maior parte desta passou para a direita, e ainda por cima foi bem recebida :)
E o que poderei sobre estes é o que encontrei e estará incluido numa posta futura:
"If neoconservatives wish us to take their conservatism seriously, they must return to the religious roots, beliefs, and values of our common heritage. They cannot dither in the halfway house of modernity and offer us technical solutions that touch the symptoms but never deal with the causes of contemporary disorder."
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Quanto ao resto, parece que FSC e eu passamos então à extrema esquerda progressista, o que não é mal visto, uma vez que a maior parte desta passou para a direita, e ainda por cima foi bem recebida :)
E o que poderei sobre estes é o que encontrei e estará incluido numa posta futura:
"If neoconservatives wish us to take their conservatism seriously, they must return to the religious roots, beliefs, and values of our common heritage. They cannot dither in the halfway house of modernity and offer us technical solutions that touch the symptoms but never deal with the causes of contemporary disorder."
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Re: Guerra e o Liberal como profeta da desgraça
Não estou em, condições de dar uma resposta mais desenvolvida ao meu amigo CN mas noto que continua a demonizar a suposta influência neo-conservadora que alegadamente domina a Casa Branca e a excluir, a priori, qualquer hipótese de a intervenção no Iraque poder ser justificada.
Se excluímos, a priori, a hipótese de a intervenção ser justificada e preferimos ignorar os custos associados às alternativas, a decisão torna-se de facto fácil e imediata e o debate é desnecessário. Segundo os critérios defendidos pelo meu amigo CN talvez a própria Guerra da Independência dos E.U.A. tenha sido ilegítima, na medida em que os colónias contaram com auxílio de potências externas...
Embora eu continue céptico quanto à desejabilidade da intervenção, tenho muito menos certezas do que CN. Nesta matéria, no entanto, parece-me que quem está com posições muito semelhantes às defendidas pela extrema-esquerda "progressista", anti-americana e dogmática não sou eu...
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Se excluímos, a priori, a hipótese de a intervenção ser justificada e preferimos ignorar os custos associados às alternativas, a decisão torna-se de facto fácil e imediata e o debate é desnecessário. Segundo os critérios defendidos pelo meu amigo CN talvez a própria Guerra da Independência dos E.U.A. tenha sido ilegítima, na medida em que os colónias contaram com auxílio de potências externas...
Embora eu continue céptico quanto à desejabilidade da intervenção, tenho muito menos certezas do que CN. Nesta matéria, no entanto, parece-me que quem está com posições muito semelhantes às defendidas pela extrema-esquerda "progressista", anti-americana e dogmática não sou eu...
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Ronald Reagan
Tornei-me Reaganista nos meus 15 anos, com a sua eleição. Assim passei pelos anos 80 no nosso Portugal nacionalizado. Para ser franco, sentia-me só na altura como hoje o sinto às vezes numa direita que em muitos pontos não reconheço. E hoje também sou crítico de alguns aspectos da sua presidência. Mas a verdade é que tenho saudades daqueles tempos - a guerra fria, o bem e o império do mal. Muitos desejam reeditar esse sentimento (e que me tornava eufórico, a luta intelectual contra o marxismo, etc.) ao combater o "terrorismo". Mas Reagan era único, hoje os tempos são outros, e as coisas não são tão simples e lineares (se é que alguma vez o foram) como nesses tempos e quando penso nesses tempos só me apetece dizer: I miss Reagan. I love America. God bless them.
Joseph Sobran exprime exactamente aquilo que sinto hoje em Looking Back at Reagan.
"Many principled conservatives saw through Reagan long before I did — if I ever did. He had a way of convincing sentimentalists like me that he shared our passions, despite any appearances to the contrary. I was a sucker for him, and maybe I still am. I think I know better now, but I’m not entirely sure.
Strange, the way some men can make you want to believe in them. Whatever that quality is, Reagan had it. At one time, about half my friends were Reagan speechwriters, and every one of them worshipped him. They’re still writing loving books about him.
That was my generation. We’ll never feel that way about another politician. Maybe you can be pardoned for getting carried away like that once in your life, but in any case it can’t happen twice.
If you’re really wise, it won’t even happen to you once. The U.S. Constitution defines the president’s duties very narrowly, and they don’t include running the economy, bombing villages, or even telling great jokes.
Reagan wasn’t a great president. “Great” presidents, as usually conceived, are unconstitutional. I like to think Reagan understood this. At least I’m pretty sure he was the last president who even glanced at the Constitution once in a while."
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Joseph Sobran exprime exactamente aquilo que sinto hoje em Looking Back at Reagan.
"Many principled conservatives saw through Reagan long before I did — if I ever did. He had a way of convincing sentimentalists like me that he shared our passions, despite any appearances to the contrary. I was a sucker for him, and maybe I still am. I think I know better now, but I’m not entirely sure.
Strange, the way some men can make you want to believe in them. Whatever that quality is, Reagan had it. At one time, about half my friends were Reagan speechwriters, and every one of them worshipped him. They’re still writing loving books about him.
That was my generation. We’ll never feel that way about another politician. Maybe you can be pardoned for getting carried away like that once in your life, but in any case it can’t happen twice.
If you’re really wise, it won’t even happen to you once. The U.S. Constitution defines the president’s duties very narrowly, and they don’t include running the economy, bombing villages, or even telling great jokes.
Reagan wasn’t a great president. “Great” presidents, as usually conceived, are unconstitutional. I like to think Reagan understood this. At least I’m pretty sure he was the last president who even glanced at the Constitution once in a while."
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Faccioso
Saúda-se o regresso (mesmo que tímido) do Faccioso.
Discordo, liberalmente, quanto à questão da "causa da pátria", mas essa uma discussão a continuar mais tarde...
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Discordo, liberalmente, quanto à questão da "causa da pátria", mas essa uma discussão a continuar mais tarde...
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Aborto, pena de morte, propriedade, produção intelectual e Cherie Blair. E ainda Federalismo.
Parece que Cherie Blair considera que Bush viola os Direito Humanos (parece até que isso torna o seu mandato ilegítimo) permitindo a pena de morte no seu país (na verdade, a Constituição Americana deixa a cada um dos Estados essa decisão - um dos vestígios de um verdadeiro federalismo, porque na questão do aborto, o seu Supremo, erradamente, impôs a liberdade de aborto a todos os Estados - uma das provas que o federalismo é instável).
Agora digam-me lá, porquê os defensores da liberdade absoluta de "abortar" falam em "o meu corpo é meu, a minha propriedade" e são os primeiros a ter uma concepção que em geral condiciona a propriedade em tudo o resto? E porque são os primeiros a condenar a pena de morte de criminosos, como se tal fosse um crime, e a morte de inocentes por nascer, é uma mera decisão individual? Isto para não falar na sua estrita concepção proprietária da sua sagrada produção intelectual.
Aliás, vou mesmo resumir o pensamento da esquerda:
1) Aborto: o meu corpo é meu e quem eu mate dentro da minha propriedade só a mim me diz respeito
2) Pena de morte: Viola o direito humano do criminoso (como a culpa é da sociedade, como pode esta matar um inocente?) e a vítima nada pode exigir (nem a aplicação proporcional ao crime).
3) Propriedade: Condicionada ao interesse colectivo, que é defendido por mim
4) Produção Intelectual: tem de ser defendida exemplarmente pelo Estado (como o não faz pela propriedade), em meu nome e para meu proveito (e até a imposição de um preço mínimo!!!), a excepção, claro são as corporações que cobram preços altos e deviam estar condicionadas a um preço máximo!!
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Agora digam-me lá, porquê os defensores da liberdade absoluta de "abortar" falam em "o meu corpo é meu, a minha propriedade" e são os primeiros a ter uma concepção que em geral condiciona a propriedade em tudo o resto? E porque são os primeiros a condenar a pena de morte de criminosos, como se tal fosse um crime, e a morte de inocentes por nascer, é uma mera decisão individual? Isto para não falar na sua estrita concepção proprietária da sua sagrada produção intelectual.
Aliás, vou mesmo resumir o pensamento da esquerda:
1) Aborto: o meu corpo é meu e quem eu mate dentro da minha propriedade só a mim me diz respeito
2) Pena de morte: Viola o direito humano do criminoso (como a culpa é da sociedade, como pode esta matar um inocente?) e a vítima nada pode exigir (nem a aplicação proporcional ao crime).
3) Propriedade: Condicionada ao interesse colectivo, que é defendido por mim
4) Produção Intelectual: tem de ser defendida exemplarmente pelo Estado (como o não faz pela propriedade), em meu nome e para meu proveito (e até a imposição de um preço mínimo!!!), a excepção, claro são as corporações que cobram preços altos e deviam estar condicionadas a um preço máximo!!
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Em poucas palavras: Wilson, Bush, and History
"...why World War I started — the world war nobody talks about — and to remember the facts long enough to pass an exam.
In a nutshell, some archduke got shot in Serbia, and the next thing you knew the French and Germans were slaughtering each other. The English jumped in on the French side. So did the Russians.
Americans wanted no part of this, until Woodrow Wilson decided that although war was bad, a “war to end all war” and “to make the world safe for democracy” would be okay. So the United States got a piece of the action and Germany was defeated. Wilson went to Europe to seal the victory and ensure democracy and self-determination for all nations, some of which had to be invented for the purpose. So the map of Europe was redrawn. Seemed like a good idea at the time.
But out of the rubble crawled new leaders like Hitler and Lenin, and the Versailles settlement didn’t hold. The new Europe soon became something nobody had imagined, and another world war, even worse than the first, was the result.
It started when Hitler’s Germany and Lenin’s Russia, now owned by Joe Stalin, invaded Poland. Right-thinking people declared war on Germany, but not on Russia, and when the shooting finally stopped, they awarded Poland to Stalin. Seemed like a good idea at the time. Franklin Roosevelt, Wilson’s disciple, thought the United States and Russia could jointly ensure a just and lasting peace. That peace lasted a few minutes. The United States faced a greater danger from a nuclear-armed Russia than it had ever faced from Germany (or Japan).
Once again, the postwar world was something nobody predicted, because, as before, nobody could even have imagined it.
History is a lot like the toy kaleidoscopes we used to buy at the dime store. Shake it a little, and you get a new pattern — nothing mysterious, but impossible to predict. In retrospect it always seems clear, but nobody knows what the next pattern will be."
Wilson, Bush, and History, Joseph Sobran
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In a nutshell, some archduke got shot in Serbia, and the next thing you knew the French and Germans were slaughtering each other. The English jumped in on the French side. So did the Russians.
Americans wanted no part of this, until Woodrow Wilson decided that although war was bad, a “war to end all war” and “to make the world safe for democracy” would be okay. So the United States got a piece of the action and Germany was defeated. Wilson went to Europe to seal the victory and ensure democracy and self-determination for all nations, some of which had to be invented for the purpose. So the map of Europe was redrawn. Seemed like a good idea at the time.
But out of the rubble crawled new leaders like Hitler and Lenin, and the Versailles settlement didn’t hold. The new Europe soon became something nobody had imagined, and another world war, even worse than the first, was the result.
It started when Hitler’s Germany and Lenin’s Russia, now owned by Joe Stalin, invaded Poland. Right-thinking people declared war on Germany, but not on Russia, and when the shooting finally stopped, they awarded Poland to Stalin. Seemed like a good idea at the time. Franklin Roosevelt, Wilson’s disciple, thought the United States and Russia could jointly ensure a just and lasting peace. That peace lasted a few minutes. The United States faced a greater danger from a nuclear-armed Russia than it had ever faced from Germany (or Japan).
Once again, the postwar world was something nobody predicted, because, as before, nobody could even have imagined it.
History is a lot like the toy kaleidoscopes we used to buy at the dime store. Shake it a little, and you get a new pattern — nothing mysterious, but impossible to predict. In retrospect it always seems clear, but nobody knows what the next pattern will be."
Wilson, Bush, and History, Joseph Sobran
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Guerra e o Liberal como profeta da desgraça
"Ataca-se e depois logo se vê - sendo que o ataque pode matar milhares de pessoas. Sempre foi difícil justificar a guerra preventiva, que agora faz parte da estratégia americana, como guerra justa. Depois do que se passou no Iraque, é essa doutrina inspirada pelos neoconservadores e oficialmente adoptada por George W. Bush que carece de urgente revisão." Francisco Sarsfield Cabral no DN
Conclusão bastante mais objectiva do que a visão de que "...todas as opções tinham (e têm) vantagens e custos e que as decisões têm muitas vezes de ser tomadas escolhendo a opção que se julga poder conduzir ao mal menor " que parece ter sido o mote da palestra de Miguel Monjardino, sendo que uma dessas opções tem precisamente a doutrina de "with us or against us", ou "with the terrorist or with us" ou ainda "with the evil or with us".
Fala-se da, em tese, validade de argumentação de ambas as posições, mas uma delas implica necessariamente um nível de intervencionismo social a grande escala, no meio de destruição de vidas e bens, com um resultado incerto e uma probabilidade elevada de poder produzir graves "unintended consequences": novo campo de batalha para o fundamentalismo, perigo de guerra civil, destabilização do regime Saudita e até dificultar os reformadores no Irão.
Profeta da desgraça? Talvez. Todos os liberais o são ao analisar a acção coerciva de um poder que decide unilateralmente coisas cujas consequências caiem sobre milhões de pessoas, nações e os seus Estados. E isso é válido mesmo quando se pretende "libertar" a dita acção coerciva de terceiros.
Mas como medir uma determinada dita coerção de um regime (por exemplo: o regime monárquico Saudita?) com o que poderá suceder-lhe (lembram-se da revolução francesa?). No Iraque, por exemplo, assistimos a um provável retrocesso dos tão protegidos direitos das mulheres no Afeganistão e ao progressivco desaparecimento de uma sociedade que era essencialmente secular e relativamente tolerante com diversas religiões.
Que seja hoje a direita dita liberal e dita conservadora a embarcar em aventuras de libertação e de combate a poderes estabelecidos é o que eu chamo uma verdadeira tragédia, um embuste, e em última análise, uma vitória do pensamento progressista de esquerda.
É certo que não existem respostas fáceis, “standard”, absolutas, no meio de escolhas que muitos acham que têm obrigatóriamente de ser feitas (e que em si é possível contestar que tenham de ser feitas), mas a preservação da autoridade moral do “ocidente” passa por não usar raciocínios, meios, que o aproximam do mal que combate.
É preciso redescobrir a estrita acção de legítima defesa em que está baseado o direito internacional, reconhecer as múltiplas formas de uma acção desenvolver-se para caminhos inesperados, a neutralidade em conflitos para os conter localmente, a prudência em participar ou envolver-se em disputas territoriais e étnicas historicamente complexas, a compreensão que o nos parece imutável corresponde apenas a um qualquer “status quo” (ex: países com fronteiras mal desenhadas e com apenas umas dezenas de anos), a responsabilidade última das populações locais em resolver ou proceder a mudanças sociais, de regime, etc. Que a necessidade de geo-estratégias para o domínio de recursos ou a sua exploração, numa espécie de neo-colonialismo global, não tem justificação económica.
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Conclusão bastante mais objectiva do que a visão de que "...todas as opções tinham (e têm) vantagens e custos e que as decisões têm muitas vezes de ser tomadas escolhendo a opção que se julga poder conduzir ao mal menor " que parece ter sido o mote da palestra de Miguel Monjardino, sendo que uma dessas opções tem precisamente a doutrina de "with us or against us", ou "with the terrorist or with us" ou ainda "with the evil or with us".
Fala-se da, em tese, validade de argumentação de ambas as posições, mas uma delas implica necessariamente um nível de intervencionismo social a grande escala, no meio de destruição de vidas e bens, com um resultado incerto e uma probabilidade elevada de poder produzir graves "unintended consequences": novo campo de batalha para o fundamentalismo, perigo de guerra civil, destabilização do regime Saudita e até dificultar os reformadores no Irão.
Profeta da desgraça? Talvez. Todos os liberais o são ao analisar a acção coerciva de um poder que decide unilateralmente coisas cujas consequências caiem sobre milhões de pessoas, nações e os seus Estados. E isso é válido mesmo quando se pretende "libertar" a dita acção coerciva de terceiros.
Mas como medir uma determinada dita coerção de um regime (por exemplo: o regime monárquico Saudita?) com o que poderá suceder-lhe (lembram-se da revolução francesa?). No Iraque, por exemplo, assistimos a um provável retrocesso dos tão protegidos direitos das mulheres no Afeganistão e ao progressivco desaparecimento de uma sociedade que era essencialmente secular e relativamente tolerante com diversas religiões.
Que seja hoje a direita dita liberal e dita conservadora a embarcar em aventuras de libertação e de combate a poderes estabelecidos é o que eu chamo uma verdadeira tragédia, um embuste, e em última análise, uma vitória do pensamento progressista de esquerda.
É certo que não existem respostas fáceis, “standard”, absolutas, no meio de escolhas que muitos acham que têm obrigatóriamente de ser feitas (e que em si é possível contestar que tenham de ser feitas), mas a preservação da autoridade moral do “ocidente” passa por não usar raciocínios, meios, que o aproximam do mal que combate.
É preciso redescobrir a estrita acção de legítima defesa em que está baseado o direito internacional, reconhecer as múltiplas formas de uma acção desenvolver-se para caminhos inesperados, a neutralidade em conflitos para os conter localmente, a prudência em participar ou envolver-se em disputas territoriais e étnicas historicamente complexas, a compreensão que o nos parece imutável corresponde apenas a um qualquer “status quo” (ex: países com fronteiras mal desenhadas e com apenas umas dezenas de anos), a responsabilidade última das populações locais em resolver ou proceder a mudanças sociais, de regime, etc. Que a necessidade de geo-estratégias para o domínio de recursos ou a sua exploração, numa espécie de neo-colonialismo global, não tem justificação económica.
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2004/02/05
Capitalismo e as ideias
Quanto devemos ao capitalismo para a transmissão de conhecimento, o repositório de informação, a discussão de ideias, que a Web permite? Tudo.
No entanto, o capitalismo não é uma filosofia por quem alguém se lembre de lutar e muito menos morrer - isso normalmente cabe a ideais mais abstractos: o socialismo, a libertação, a democracia, a razão, a razão de Estado, etc.
Pelo capitalismo apenas luta a própria natureza das coisas, as famílias que querem o melhor para os seus, as pessoas que prosseguem os seus interesses, o desejo de algo ter (a propriedade) e o instinto do direito inalienável ao livre contrato. E como queremos isso para nós temos que conceder o mesmo aos outros.
Isso são direitos, o resto são desejos. Já os intelectuais, por norma, perseguem o contrário: que os desejos (a coisas, serviços e rendimentos) sejam direitos a serem prestados obrigatóriamente por todos e os direitos (livre aquisição de propriedade e livre contrato) meros desejos individuais a serem regateados ao todo (representado, claro está pelo Estado).
Felizmente, hoje temos a Web e o monopólio das verdades está a ceder.
"Why limit teaching to the classroom? Why not teach the world? And so it is, with many professors now choosing to distribute their thoughts in the widest possible way. After all, their ability to think is their primary marketable product, and the web is the place where intellectuals can interact with the broadest possible community of their choosing. As a result, the culture of academia is changing. Bloggers are no longer looked down upon, but often emerge as the stars in their department. Reducing the isolation of the academic community is not a terrible thing.
The impact on students is impossible to overstate. The large college library that aspires to hold everything needed for all studies has become an expensive dinosaur. Physical libraries of the future will serve only niche markets. Online resources have been growing for years, but we are at the point when most research projects for undergrads can be done online, and it is doubtful that any projects for the highest level can be conducted in absence of the web.
The web will not save academia, civilization, or the world. It is a tool and nothing more. What energizes it is the human mind – millions of human minds actually. If academia, civilization, and the world are saved, the web will deserve a good share of the credit because it is the best system for communicating and transmitting ideas to ever come along in the history of the world.
The liberal tradition has always taught us that the main job of every person who cares about civilization is to discover and teach what is true. The most flattering thing that can be said of the new technologies is that they make that task vastly easier than ever before. The rest is up to us."
And the Word Was Made Web, by Llewellyn H. Rockwell, Jr.
PS: Na sequência da Fábula da Galinha, hoje já se fala no Direito à Internet !?
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No entanto, o capitalismo não é uma filosofia por quem alguém se lembre de lutar e muito menos morrer - isso normalmente cabe a ideais mais abstractos: o socialismo, a libertação, a democracia, a razão, a razão de Estado, etc.
Pelo capitalismo apenas luta a própria natureza das coisas, as famílias que querem o melhor para os seus, as pessoas que prosseguem os seus interesses, o desejo de algo ter (a propriedade) e o instinto do direito inalienável ao livre contrato. E como queremos isso para nós temos que conceder o mesmo aos outros.
Isso são direitos, o resto são desejos. Já os intelectuais, por norma, perseguem o contrário: que os desejos (a coisas, serviços e rendimentos) sejam direitos a serem prestados obrigatóriamente por todos e os direitos (livre aquisição de propriedade e livre contrato) meros desejos individuais a serem regateados ao todo (representado, claro está pelo Estado).
Felizmente, hoje temos a Web e o monopólio das verdades está a ceder.
"Why limit teaching to the classroom? Why not teach the world? And so it is, with many professors now choosing to distribute their thoughts in the widest possible way. After all, their ability to think is their primary marketable product, and the web is the place where intellectuals can interact with the broadest possible community of their choosing. As a result, the culture of academia is changing. Bloggers are no longer looked down upon, but often emerge as the stars in their department. Reducing the isolation of the academic community is not a terrible thing.
The impact on students is impossible to overstate. The large college library that aspires to hold everything needed for all studies has become an expensive dinosaur. Physical libraries of the future will serve only niche markets. Online resources have been growing for years, but we are at the point when most research projects for undergrads can be done online, and it is doubtful that any projects for the highest level can be conducted in absence of the web.
The web will not save academia, civilization, or the world. It is a tool and nothing more. What energizes it is the human mind – millions of human minds actually. If academia, civilization, and the world are saved, the web will deserve a good share of the credit because it is the best system for communicating and transmitting ideas to ever come along in the history of the world.
The liberal tradition has always taught us that the main job of every person who cares about civilization is to discover and teach what is true. The most flattering thing that can be said of the new technologies is that they make that task vastly easier than ever before. The rest is up to us."
And the Word Was Made Web, by Llewellyn H. Rockwell, Jr.
PS: Na sequência da Fábula da Galinha, hoje já se fala no Direito à Internet !?
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A caminho de um Federalismo Português III
Sobre "Eleições Directas nas Comunidades Urbanas Dentro de Cinco Anos"
Aqui, o que importa não é que as estruturas de gestão das Comunidades sejam eleitas por Sufrágio Universal, porque quanto a esse aspecto:
Só assim deve ser se existir unanimidade entre os municípios para que tal suceda e não, como o PS quer, de querer à força que assim o seja - existe sempre alguém que acha que sabe e que acha que pode (até que é o seu dever) "desenhar" o que deve ser ou não - queiram as próprias comunidades ou não.
O que é de realçar é que existam estruturas locais de gestão da propriedade colectiva, que, idealmente para uma economia capitalista, deveria assumir a forma contratual do tipo condomínio, mas que na sua (ainda, porque talvez um dia...) ausência deve ser politicamente descentralizada e daí a necessidade de um Federalismo Português que possa contrariar isto:
"Autarca de Miranda do Douro alerta para o isolamento da região
O chamado processo de "descentralização em curso" não é um assunto pacífico, nem sequer entre os autarcas sociais-democratas. Recentemente, o presidente de Câmara de Miranda do Douro, eleito pelo PSD, disse em público que gostaria que o município a que preside "pertencesse à comunidade de Zamora ou de Castilha e Leon [Espanha]".
Se me perguntarem que em última análise pode uma comunidade pedir a secessão de um e associar-se a outro, respondo que sim. Mas a melhor forma de contrariar que tal (direito) venha a ser reivindicado, é precisamente um processo de descentralização estável e gradual, e liderado pelos próprios.
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Aqui, o que importa não é que as estruturas de gestão das Comunidades sejam eleitas por Sufrágio Universal, porque quanto a esse aspecto:
Só assim deve ser se existir unanimidade entre os municípios para que tal suceda e não, como o PS quer, de querer à força que assim o seja - existe sempre alguém que acha que sabe e que acha que pode (até que é o seu dever) "desenhar" o que deve ser ou não - queiram as próprias comunidades ou não.
O que é de realçar é que existam estruturas locais de gestão da propriedade colectiva, que, idealmente para uma economia capitalista, deveria assumir a forma contratual do tipo condomínio, mas que na sua (ainda, porque talvez um dia...) ausência deve ser politicamente descentralizada e daí a necessidade de um Federalismo Português que possa contrariar isto:
"Autarca de Miranda do Douro alerta para o isolamento da região
O chamado processo de "descentralização em curso" não é um assunto pacífico, nem sequer entre os autarcas sociais-democratas. Recentemente, o presidente de Câmara de Miranda do Douro, eleito pelo PSD, disse em público que gostaria que o município a que preside "pertencesse à comunidade de Zamora ou de Castilha e Leon [Espanha]".
Se me perguntarem que em última análise pode uma comunidade pedir a secessão de um e associar-se a outro, respondo que sim. Mas a melhor forma de contrariar que tal (direito) venha a ser reivindicado, é precisamente um processo de descentralização estável e gradual, e liderado pelos próprios.
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Saudades de Reagan
A caminho de um Federalismo Português II
A caminho de um Federalismo Português
DESCENTRALIZAÇÃO
Eleições Directas nas Comunidades Urbanas Dentro de Cinco Anos
O secretário de Estado da Administração Local admite que os órgãos das novas entidades territoriais venham a adquirir legitimidade eleitoral própria a médio prazo. Uma posição que agrada a Vital Moreira, que, embora continue a criticar aspectos da reforma, considera-a agora "a única alternativa à macro-regionalização falhada".
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Eleições Directas nas Comunidades Urbanas Dentro de Cinco Anos
O secretário de Estado da Administração Local admite que os órgãos das novas entidades territoriais venham a adquirir legitimidade eleitoral própria a médio prazo. Uma posição que agrada a Vital Moreira, que, embora continue a criticar aspectos da reforma, considera-a agora "a única alternativa à macro-regionalização falhada".
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2004/02/04
O Situacionista
Re: Federalismo e Secessão, cá, em Marte and beyond
Estas referências a Marte ou outros planetas e universos, mais do que o filme Marte Ataca!, começam a fazer-me lembrar os episódios da Twilight Zone, criada pelo brilhante Rod Serling...
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Propaganda e Publicidade
No Intermitente:
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Com uma periodicidade mensal são colocadas na minha caixa de correio duas publicações. O "Dica da Semana" e o "Setúbal (jornal municipal)"
O primeiro, fazendo-se passar por um jornal publicita as promoções dos supermercados Lidl. O segundo fazendo-se passar por um boletim de informação municipal faz publicidade ao executivo camarário, principalmente ao seu Presidente, que ocupa grande parte desta publicação.
(...)
Apesar de me atafulhar a caixa do correio e o caixote do lixo o "Dica da Semana" não implica qualquer custo para mim. O "Setúbal" para além dos defeitos do seu "concorrente" é custeado pelos meus impostos.
Resultado final: Dica da Semana 1 - Setúbal 0.
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Agradecimento
Cabe-me agradecer mais uma simpática recomendação ao O que é a Escolha Pública?, desta feita no Tempestade Cerebral.
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Soberania
Pergunta o Observador:
Estará Portugal em condições de se libertar do medo que tem em sair da alçada protectora do Estado? Era importante que a resposta fosse afirmativa. Pois se continuarmos como até aqui, o Estado abrirá falência e com ele a nossa soberania.
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Estará Portugal em condições de se libertar do medo que tem em sair da alçada protectora do Estado? Era importante que a resposta fosse afirmativa. Pois se continuarmos como até aqui, o Estado abrirá falência e com ele a nossa soberania.
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Federalismo e Secessão, cá, em Marte and beyond
No meio deste movimento consensual entre a esquerda, direita e liberais pelo Federalismo para cima (europeu, depois mundial, e quem sabe, um dia inclua Marte ou outros planetas e universos) em vez de se preocuparem com o Federalismo para baixo, o Direito de Secessão deve estar devidamente tratado nas ordens legais internas e internacionais.
Os primeiros parecem achar que os factores que identificam um grupo ou uma cultura são irrelevantes na filosofia política - como se "self-government" tivesse ficado esvaziado de sentido ao ser aplicado a comunidades porque "self-government" significa todos nós na Europa ou planeta (e um dia talvez Marte ou outros planetas e universos).
Uma linda visão - um Estado Uma Democracia - "and no religion too..."?
Para espiritos liberais, sensíveis à soberania individual, à ordem espontânea e à descentralização do conhecimento, devia ser encarado com desconfiança a agregação de ordens políticas em processos cada mais centralizados e decisões democráticas cada vez mais alargadas. Também não dou um tostão por uma sociedade liberal imposta por cima, tipo um Super-Estado Mínimo Europeu, Atlântico ou Mundial (Marte ou outros planetas e universos).
Para mim, isso é uma verdadeira contradição, mas se a querem implementar, por favor, estabeleçam em que condições pode uma comunidade ou região reivindicar pacificamente o direito à separação - foi o que fizeram os Americanos (neste caso, violentamente) e talvez ainda venham a ser estes a lembrar novamente o seu próprio Estado Federal desse direito negado na Guerra Civil.
"Maybe it is time for the remnant of God fearing Americans to secede from the body of perpetrators of the violations of the laws of nature and of natures' God.
We would do well to remember that today's America was birthed when the people gave notice to Great Britain of the breaches of the laws of nature and of natures' God, and listed 27 violations they saw as significant enough to warrant secession. (These can be found in their Declaration of Independence.) Such a secession today would preserve the essence of what made America one of history's greatest nations and that seceding body could become once again the greatest jurisdiction to domicile an enterprise."
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Os primeiros parecem achar que os factores que identificam um grupo ou uma cultura são irrelevantes na filosofia política - como se "self-government" tivesse ficado esvaziado de sentido ao ser aplicado a comunidades porque "self-government" significa todos nós na Europa ou planeta (e um dia talvez Marte ou outros planetas e universos).
Uma linda visão - um Estado Uma Democracia - "and no religion too..."?
Para espiritos liberais, sensíveis à soberania individual, à ordem espontânea e à descentralização do conhecimento, devia ser encarado com desconfiança a agregação de ordens políticas em processos cada mais centralizados e decisões democráticas cada vez mais alargadas. Também não dou um tostão por uma sociedade liberal imposta por cima, tipo um Super-Estado Mínimo Europeu, Atlântico ou Mundial (Marte ou outros planetas e universos).
Para mim, isso é uma verdadeira contradição, mas se a querem implementar, por favor, estabeleçam em que condições pode uma comunidade ou região reivindicar pacificamente o direito à separação - foi o que fizeram os Americanos (neste caso, violentamente) e talvez ainda venham a ser estes a lembrar novamente o seu próprio Estado Federal desse direito negado na Guerra Civil.
"Maybe it is time for the remnant of God fearing Americans to secede from the body of perpetrators of the violations of the laws of nature and of natures' God.
We would do well to remember that today's America was birthed when the people gave notice to Great Britain of the breaches of the laws of nature and of natures' God, and listed 27 violations they saw as significant enough to warrant secession. (These can be found in their Declaration of Independence.) Such a secession today would preserve the essence of what made America one of history's greatest nations and that seceding body could become once again the greatest jurisdiction to domicile an enterprise."
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Primárias democratas
NMP em grande forma no Mar Salgado:
ASSOCIAÇÃO DE IDEIAS: sobre o fenómeno Dean
TUDO É POSSÍVEL: sobre o confronto entre Edwards e Kerry
LONGA E DURA BATALHA: sobre a estratégia da direcção do Partido Democrata e o possível impacto de umas eleições primárias com elevado grau de incerteza nas possibilidades de derrotar Bush
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ASSOCIAÇÃO DE IDEIAS: sobre o fenómeno Dean
TUDO É POSSÍVEL: sobre o confronto entre Edwards e Kerry
LONGA E DURA BATALHA: sobre a estratégia da direcção do Partido Democrata e o possível impacto de umas eleições primárias com elevado grau de incerteza nas possibilidades de derrotar Bush
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Re: Palestra de Miguel Monjardino no IEP
Não tenho dúvidas quanto aos potenciais estragos futuros a serem praticados por possíveis democratas (esquerda) contra esta guerra mas por todas as outras, e que deixarão saudades de Bush.
Todas as grandes guerras americanas foram da responsabilidade de democratas (esquerda) que prometeram o não intervencionismo ou a paz e acabaram a fazer precisamente o contrário: Wilson (WWI) , Roosevelt (WWII) , Lyndon Johnson (Vietname).
"On what principle can those who supported intervention in Bosnia and Kosovo oppose Bush on Iraq, or Afghanistan? Or is there a principle at all, save the momentary emotional arguments and imperialist chic?
All of the leading Democratic candidates for "opposing" Bush the Lesser in November supported the Great Balkans Adventure during the 1990s. They are not opposing the current Perpetual War. They might claim they would do it differently, but they would still do it.
Wesley Clark's position needs no explanation. His pompous propaganda claims about "liberating a nation," leaves out the truth of naked aggression, ethnic cleansing and occupation by NATO and its KLA allies. Queried about his war record by a leftist reporter (Jeremy Scahill of Democracy Now!), Clark lied and denied, from claiming that everything NATO did was legitimate and justified by US and international law (!) to blaming everything on the Serbs and Milosevic.
The current front-runner, John Kerry, had spoken in favor of Clinton's Bosnia intervention and supported US deployment in the occupation of that country. His voting record also shows he supported the aggression in Kosovo. He may not flaunt his position like Clark, but he's made it clear enough.
As for Howard Dean, this is the man who in July 1995 urged Clinton to unilaterally intervene in Bosnia, in a letter arguing for a "lift-and-strike" campaign against the Serbs. No one in the Dean camp has repudiated the letter so far."
A Bipartisan Empire, Forged in the Balkans
Uma coisa é certa, quando um democrata (esquerda) ganhar, observaremos as duas peles dos neoconservadores.
PS: Quanto a combater quando é necessário, ainda existe quem ache que Saddam era um perigo militar para os EUA? Não será embaraçoso para a direita ficar refém da doutrina revolucionária do "libertação dos povos"? A esperança que podemos ter em Bush é que em última recurso recupere a prudência conservadora que se exige a um republicano, analise os erros cometidos e não embarque em aventuras ideológicas que ponha em causa a própria estabilidade financeira e militar da sua Nação.
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Todas as grandes guerras americanas foram da responsabilidade de democratas (esquerda) que prometeram o não intervencionismo ou a paz e acabaram a fazer precisamente o contrário: Wilson (WWI) , Roosevelt (WWII) , Lyndon Johnson (Vietname).
"On what principle can those who supported intervention in Bosnia and Kosovo oppose Bush on Iraq, or Afghanistan? Or is there a principle at all, save the momentary emotional arguments and imperialist chic?
All of the leading Democratic candidates for "opposing" Bush the Lesser in November supported the Great Balkans Adventure during the 1990s. They are not opposing the current Perpetual War. They might claim they would do it differently, but they would still do it.
Wesley Clark's position needs no explanation. His pompous propaganda claims about "liberating a nation," leaves out the truth of naked aggression, ethnic cleansing and occupation by NATO and its KLA allies. Queried about his war record by a leftist reporter (Jeremy Scahill of Democracy Now!), Clark lied and denied, from claiming that everything NATO did was legitimate and justified by US and international law (!) to blaming everything on the Serbs and Milosevic.
The current front-runner, John Kerry, had spoken in favor of Clinton's Bosnia intervention and supported US deployment in the occupation of that country. His voting record also shows he supported the aggression in Kosovo. He may not flaunt his position like Clark, but he's made it clear enough.
As for Howard Dean, this is the man who in July 1995 urged Clinton to unilaterally intervene in Bosnia, in a letter arguing for a "lift-and-strike" campaign against the Serbs. No one in the Dean camp has repudiated the letter so far."
A Bipartisan Empire, Forged in the Balkans
Uma coisa é certa, quando um democrata (esquerda) ganhar, observaremos as duas peles dos neoconservadores.
PS: Quanto a combater quando é necessário, ainda existe quem ache que Saddam era um perigo militar para os EUA? Não será embaraçoso para a direita ficar refém da doutrina revolucionária do "libertação dos povos"? A esperança que podemos ter em Bush é que em última recurso recupere a prudência conservadora que se exige a um republicano, analise os erros cometidos e não embarque em aventuras ideológicas que ponha em causa a própria estabilidade financeira e militar da sua Nação.
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Re: Palestra de Miguel Monjardino no IEP
Concordo com MAF, a palestra e a discussão que se seguiram foram de facto muto interessantes.
Mais do que a "previsão" quanto às possíveis saudades de Bush que muita gente venha a ter, retive a sóbria e equilibrada análise das vantagens e inconvenientes de cada uma das opções que se colocavam à administração norte-americana para a questão do Iraque: manutenção de um regime de sanções, levantamento das sanções com contenção através da dissuasão militar e intervenção militar. Independentemente da posição que se defenda julgo que é importante compreender que a matéria não se presta facilmente a um contraste simplista entre opções boas (só com vantagens) e más (só com inconvenientes).
Penso que a palestra do Dr. Monjardino no IEP-UCP deu um importante contributo nesse sentido, tornando claro que todas as opções tinham (e têm) vantagens e custos e que as decisões têm muitas vezes de ser tomadas escolhendo a opção que se julga poder conduzir ao mal menor.
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Mais do que a "previsão" quanto às possíveis saudades de Bush que muita gente venha a ter, retive a sóbria e equilibrada análise das vantagens e inconvenientes de cada uma das opções que se colocavam à administração norte-americana para a questão do Iraque: manutenção de um regime de sanções, levantamento das sanções com contenção através da dissuasão militar e intervenção militar. Independentemente da posição que se defenda julgo que é importante compreender que a matéria não se presta facilmente a um contraste simplista entre opções boas (só com vantagens) e más (só com inconvenientes).
Penso que a palestra do Dr. Monjardino no IEP-UCP deu um importante contributo nesse sentido, tornando claro que todas as opções tinham (e têm) vantagens e custos e que as decisões têm muitas vezes de ser tomadas escolhendo a opção que se julga poder conduzir ao mal menor.
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Miguel Monjardino (2)
(via Intermitente)
Miguel Monjardino será o orador no jantar-debate subordinado ao tema "A caminho de um novo arsenal nuclear americano? A controvérsia dos mini-nukes", que terá lugar no dia 6 de Fevereiro (Sexta) na Fundação de Nª Srª da Saúde, organizado pelo CIARI - Centro de Investigação e Análise em Relações Internacionais.
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Miguel Monjardino será o orador no jantar-debate subordinado ao tema "A caminho de um novo arsenal nuclear americano? A controvérsia dos mini-nukes", que terá lugar no dia 6 de Fevereiro (Sexta) na Fundação de Nª Srª da Saúde, organizado pelo CIARI - Centro de Investigação e Análise em Relações Internacionais.
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Palestra de Miguel Monjardino no IEP
O Professor Miguel Monjardino proferiu uma palestra na passada sexta-feira no IEP-UCP sobre "A política de segurança nacional da Administração Bush".
Excelente palestra a que tive o prazer de assistir. Felizmente que ainda existe alguém que analisa estas questões duma forma séria, bem informada, e sem demagogias. Ao contrário do que ouvimos e lemos diariamente na nossa comunicação social.
Retive uma frase, que me parece significativa. Disse Miguel Monjardino: "quando a Administração norte-americana for outra, daqui a uns 10 anos, ainda iremos todos ter saudades de um homem texano, simplista, atrasado-mental, e tantas outras coisas mais, mas que tinha uma qualidade simples: vontade e coragem para combater em determinadas situações em que é necessário".
Admintindo como provável dentro de 10 anos o Presidente seja um Democrata, receio bem que Miguel Monjardino tenha razão.
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Excelente palestra a que tive o prazer de assistir. Felizmente que ainda existe alguém que analisa estas questões duma forma séria, bem informada, e sem demagogias. Ao contrário do que ouvimos e lemos diariamente na nossa comunicação social.
Retive uma frase, que me parece significativa. Disse Miguel Monjardino: "quando a Administração norte-americana for outra, daqui a uns 10 anos, ainda iremos todos ter saudades de um homem texano, simplista, atrasado-mental, e tantas outras coisas mais, mas que tinha uma qualidade simples: vontade e coragem para combater em determinadas situações em que é necessário".
Admintindo como provável dentro de 10 anos o Presidente seja um Democrata, receio bem que Miguel Monjardino tenha razão.
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Re: Petição «Aposentação igual para todos» (II)
Escreve CL no Mata-Mouros, a propósito desta petição: o que ali se pede não são "reformas iguais para todos". São apenas reformas iguais para todos os servidores públicos. (...) Porque não, já agora, exigir "Aposentação igual para todos", mas mesmo para Todos?
Eu permito-me avançar com outra sugestão: Porque não privatizar a segurança social, estabelecendo um sistema de contas individuais de capitalização que substitua o insolvente esquema de transferências que actualmente temos, favorecendo a poupança e o investimento e promovendo efectivamente a justiça?
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Eu permito-me avançar com outra sugestão: Porque não privatizar a segurança social, estabelecendo um sistema de contas individuais de capitalização que substitua o insolvente esquema de transferências que actualmente temos, favorecendo a poupança e o investimento e promovendo efectivamente a justiça?
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Agradecimento
A disaster for British public life
Peter Oborne comenta na Spectator o relatório de Lord Hutton:
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Admittedly, as Lord Hutton made clear at the start of Wednesday’s statement, the vexatious question of the existence of WMD is outside his sphere. But it was absolutely at the heart of the allegation made by Andrew Gilligan on 31 May last year. Gilligan said that the government ‘sexed up’ the dossier and that this led to discontent within the intelligence services as a result. Much of the evidence given to the inquiry substantiated these allegations: it emerged that the threat from WMD changed from just potential to ‘current and serious’; the dossier suggestion that WMD could be deployed was hardened into a certainty. A late change from Jonathan Powell, the Prime Minister’s chief of staff, caused John Scarlett to drop the caveat that Saddam would only deploy WMD ‘if he believed his regime was under threat’. And so on.
Gilligan’s story remains fundamentally defensible, though by no means accurate in every respect. Yet Hutton came down scathingly on the BBC, setting impossibly high thresholds for checking information. Investigative journalism is a very difficult task. The practitioner meets obstruction all along the way. Hutton showed no sign of grasping this, and was unforgiving of the lapses by journalists. By contrast, he showed no concern of any kind that Downing Street and the intelligence services made serious claims before the outbreak of the Iraq war, which have since turned out to be false. It was an unbalanced report. It will do great harm to Lord Hutton’s previously unblemished reputation and it amounts to a disaster for British public life.
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Agradecimento
2004/02/03
Estudantes de Coimbra exigem gratuitidade na Lei de Bases
(via Tempestade Cerebral e Intermitente)
Parte do problema está aqui:
Artigo 74.º
(Ensino)
(...)
2. Na realização da política de ensino incumbe ao Estado:
(...)
e) Estabelecer progressivamente a gratuitidade de todos os graus de ensino;
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A Associação Académica de Coimbra (AAC) vai propor à Comissão da Educação da Assembleia da República e aos grupos parlamentares alterações à Lei de Bases da Educação, para garantir um ensino superior público tendencialmente gratuito.
Parte do problema está aqui:
Artigo 74.º
(Ensino)
(...)
2. Na realização da política de ensino incumbe ao Estado:
(...)
e) Estabelecer progressivamente a gratuitidade de todos os graus de ensino;
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Marxismo, Direito e Sociedade
(via Intermitente)
Transcrição do debate entre Olavo de Carvalho e Alaor Caffé Alves na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo.
É, felizmente sempre tem alguém que discute estes "indiscutíveis"...
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Transcrição do debate entre Olavo de Carvalho e Alaor Caffé Alves na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo.
ALAOR CAFFÉ ALVES : (...) Como eu disse, ele pode ter errado em muitas coisas. Até a gente aceita isso, que Marx errou nisto ou naquilo. Mas atacar uma dimensão moral, contra um intelectual que é um dos primeiros no mundo, é um dos maiores intelectuais, indiscutível isso… Alguém vai discutir uma coisa dessa?
OLAVO DE CARVALHO : Eu vou discutir.
ALAOR CAFFÉ ALVES : É, sempre tem alguém.
É, felizmente sempre tem alguém que discute estes "indiscutíveis"...
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Re: "Propriedade" intelectual
Que triste sina a dos defensores da chamada "propriedade intelectual" a de só poderem recorrer a argumentos utilitaristas - ou ao uso meramente metafórico de palavras como "roubo" - para defenderem a sua dama virtual. A verdade é que a P.I. está dependente de uma definição completamente arbitrária da parte do legislador porque, de tal modo é absurda, que não pode ter o carácter absoluto e perpétuo de toda a propriedade strictu sensu sem tornar a vida sobre o planeta Terra completamente impossível.
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2004/02/02
O papel da teoria da Escolha Pública
Texto retirado da Introdução ao livro O que é a Escolha Pública? Para uma análise económica da política, por José Manuel Moreira e André Azevedo Alves
Obrigado ao Miguel, pela recomendação no Intermitente.
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A questão das designadas «falhas de mercado» constitui um dos temas que mais atenção tem merecido por parte de economistas, professores, políticos e cidadãos em geral. A abordagem dessa matéria começa geralmente pela identificação de alegadas «falhas de mercado», motivadas pelas mais diversas «imperfeições» que, por sua vez, requerem a intervenção do Estado no sentido de as corrigir, contribuindo assim, supostamente, para a promoção do bem-estar social e da eficiência económica. Uma vez identificada uma «falha» no funcionamento do mercado livre, assume-se, de forma geralmente implícita, que o Governo, naturalmente dotado de boas intenções, tem ao seu dispor os meios, os conhecimentos e as capacidades necessárias para, intervindo na economia, estabelecer uma situação socialmente mais vantajosa. Está inclusivamente muito difundida na opinião pública a ideia de que, perante a percepção de um qualquer problema, se justifica (e por isso exige) a intervenção estatal.
No entanto, ao longo das últimas décadas, esta concepção do Estado como «corrector» das falhas de mercado tem vindo a ser crescentemente questionada. A análise dos pressupostos justificativos da intervenção governamental na economia e o estudo da forma como essa intervenção tende a desenvolver-se na prática têm feito crescer o número daqueles que olham com cepticismo as «miraculosas» soluções estatais. Daí a busca de alternativas que permitam – simultaneamente – evitar intervenções de consequências nefastas e promover o eficiente desempenho das funções fundamentais do Estado.
Obrigado ao Miguel, pela recomendação no Intermitente.
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Propriedade Intelectual (3)
Recomendo também a leitura do post "Patentes" no Liberdade de Expressão.
Destaque:
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Destaque:
O direito de propriedade deve ser protegido, não porque a propriedade seja escassa, mas porque a propriedade é o fruto do trabalho humano. É o fruto da forma como cada um dispõe da sua liberdade. Quando o direito de propriedade é desrespeitado há alguém que está a dispor da liberdade e do trabalho de outrem. A isso chama-se escravatura.
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2004/02/01
Propriedade Intelectual (2)
Mises, no Cap. XXIII de Human Action, sobre o problema das externalidades associadas à criação intelectual:
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The extreme case of external economies is shown in the "production" of the intellectual groundwork of every kind of processing and constructing. The characteristic mark of formulas, i.e., the mental devices directing the technological procedures, is the inexhaustibility of the services they render. These services are consequently not scarce, and there is no need to economize their employment. Those considerations that resulted in the establishment of the institution of private ownership of economic goods did not refer to them. They remained outside the sphere of private property not because they are immaterial, intangible, and impalpable, but because their serviceableness cannot be exhausted.
People began to realize only later that this state of affairs has its drawbacks too. It places the producers of such formulas--especially the inventors of technological procedures and authors and composers--in a peculiar position. They are burdened with the cost of production, while the services of the product they have created can be gratuitously enjoyed by everybody. What they produce is for them entirely or almost entirely external economies.
(...)
We may disregard the problem of second-rate authors of poems, fiction, and plays and second-rate composers and need not inquire whether it would be a serious disadvantage for mankind to lack the products of their efforts. But it is obvious that handing down knowledge to the rising generation and familiarizing the acting individuals with the amount of knowledge they need for the realization of their plans require textbooks, manuals, handbooks, and other nonfiction works. It is unlikely that people would undertake the laborious task of writing such publications if everyone were free to reproduce them. This is still more manifest in the field of technological invention and discovery. The extensive experimentation necessary for such achievements is often very expensive. It is very probable that technological progress would be seriously retarded if, for the inventor and for those who defray the expenses incurred by his experimentation, the results obtained were nothing but external economies.
Patents and copyrights are results of the legal evolution of the last centuries. Their place in the traditional body of property rights is still controversial. People look askance at them and deem them irregular. They are considered privileges, a vestige of the rudimentary period of their evolution when legal protection was accorded to authors and investors only by virtue of an exceptional privilege granted by the authorities. They are suspect, as they are lucrative only if they make it possible to sell at monopoly prices. Moreover, the fairness of patent laws is contested on the ground that they reward only those who put the finishing touch leading to practical utilization of achievements of many predecessors. these precursors go empty-handed although their main contribution to the final result was often much more weighty than that of the patentee.
It is beyond the scope of catallactics to enter into an examination of the arguments brought forward for and against the institution of copyrights and patents. It has merely to stress the point that this is a problem of delimitation of property rights and that with the abolition of patents and copyrights authors and inventors would for the most part be producers of external economies.
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Propriedade Intelectual
Estou basicamente de acordo com o que CL escreveu no Mata-Mouros a este respeito.
Apesar de haver uma longa tradição de rejeição dos direitos de propriedade intelectual entre algumas correntes libertárias (recordo, por exemplo, o influente Tucker), creio que existe uma sólida fundação ética e económica para a existência dos mesmos.
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Apesar de haver uma longa tradição de rejeição dos direitos de propriedade intelectual entre algumas correntes libertárias (recordo, por exemplo, o influente Tucker), creio que existe uma sólida fundação ética e económica para a existência dos mesmos.
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Coerência
Cada um tem a coerência que o seu carácter permite
Post no De Direita sobre a recusa do prémio do Instituto das Artes por Jorge Silva Melo.
À atenção de CN, CL e LR.
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Post no De Direita sobre a recusa do prémio do Instituto das Artes por Jorge Silva Melo.
À atenção de CN, CL e LR.
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"The Passion of Christ" em Portugal
(via Valete Fratres)
Excelente notícia:
Release dates for
Passion of the Christ, The
Canada 25 February 2004
New Zealand 25 February 2004
USA 25 February 2004
Greece 27 February 2004
Poland 5 March 2004
Portugal 11 March 2004
Ireland 12 March 2004
Hungary 26 March 2004
Norway 26 March 2004
UK 26 March 2004
Finland April 2004
Spain 2 April 2004
Russia 4 April 2004
Italy 7 April 2004
Germany 8 April 2004
Netherlands 8 April 2004
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Excelente notícia:
Release dates for
Passion of the Christ, The
Canada 25 February 2004
New Zealand 25 February 2004
USA 25 February 2004
Greece 27 February 2004
Poland 5 March 2004
Portugal 11 March 2004
Ireland 12 March 2004
Hungary 26 March 2004
Norway 26 March 2004
UK 26 March 2004
Finland April 2004
Spain 2 April 2004
Russia 4 April 2004
Italy 7 April 2004
Germany 8 April 2004
Netherlands 8 April 2004
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