Privatize the Airwaves!
"The spectrum started out as a privately owned, homesteaded resource, as innovators discovered how to use it to satisfy various human wants (information, entertainment, et cetera). Of course, in the early days of radio, broadcasters interfered with one another’s transmissions. But rather than asking the government to nationalize the airwaves, they went to court, just as landowners did in cases of trespass. The courts responded by applying the common-law principles of ownership. As a result, an orderly system of private airwaves was emerging, until it was derailed in the 1920s by the commerce secretary, Herbert Hoover, who has an odd reputation as a champion of laissez faire. As historian Murray Rothbard described it, “Hoover by sheer administrative fiat and the drumming up of ‘voluntary cooperation’ was able to control and dictate to the radio industry and keep the airwaves nationalized until he could secure passage of the Radio Act of 1927. The act established the government as inalienable owner of the airwaves, the uses of which were then granted to designated licensed favorites.” In return for licenses, the government imposed various obligations." Sheldon Richman, FFF, April 26, 2004
Nota: O "homesteading" (ocupação e uso) do espectro e o litigio entre as partes, processo que conferia e atribuia (naturalmente) direitos de propriedade, foi invadido pela interferência política e a sua legislação e licenciamento.
O mesmo se passou em relação à poluição. Em vez dos tribunais decidirem que direitos é que estão em causa, o que se deu foi a nacionalização do litigio nas questões ambientais. E por causa disso, temos provavelmente bem mais poluição do que num mundo livre e privatizado.
Sexta-feira, 30 de Abril de 2004
O poder às Juntas!
A propósito de Maria José Morgado: "a corrupção é um vírus da democracia"
Eu diria que a corrupção não é culpa da democracia em si, mas apenas e tão somente da social-democracia - a tentativa do centralismo democrático gerir propriedade pública.
As empresas também têm problemas de corrupção interna, mas a maioria deles são tratados com descrição e sem escutas telefónicas e ainda assim as empresas são democráticas, têm orgãos eleitos em Assembleia Geral.
O que precisamos é sim de mais propriedade privada e de empresas colectivas de gestão de interesses comuns - grandes condomínios, e onde não for possível (pelo menos para já), uma maior descentralização administrativa que vá até às Juntas de Freguesia - transformando-as em entidades de gestão colectivas.
Estas sim, através de administrações eleitas em Assembleias anuais para aprovação de contas, etc, constituidas pelos proprietários (e residentes com poderes para tal, se assim entendido), devem ter a capacidade de fazer a gestão comum do "bem público", das ruas, segurança, decisão de licenciamento de negócios (como os "nocturnos"), vetar projectos, negociar contrapartidas de projectos, etc.
Precisamos de um nova lei de condomínio que se aplique às Juntas de Freguesia. O processo pode ser gradual, aplicado apenas àquelas que demonstrem por um processo bem definido, a vontade e capacidade de reivindicar competências.
E assim acabaria uma boa parte da corrupção local, os interesses privados teriam de disputar os interesses privados dos proprietários e residentes expressos nas Juntas.
Eu diria que a corrupção não é culpa da democracia em si, mas apenas e tão somente da social-democracia - a tentativa do centralismo democrático gerir propriedade pública.
As empresas também têm problemas de corrupção interna, mas a maioria deles são tratados com descrição e sem escutas telefónicas e ainda assim as empresas são democráticas, têm orgãos eleitos em Assembleia Geral.
O que precisamos é sim de mais propriedade privada e de empresas colectivas de gestão de interesses comuns - grandes condomínios, e onde não for possível (pelo menos para já), uma maior descentralização administrativa que vá até às Juntas de Freguesia - transformando-as em entidades de gestão colectivas.
Estas sim, através de administrações eleitas em Assembleias anuais para aprovação de contas, etc, constituidas pelos proprietários (e residentes com poderes para tal, se assim entendido), devem ter a capacidade de fazer a gestão comum do "bem público", das ruas, segurança, decisão de licenciamento de negócios (como os "nocturnos"), vetar projectos, negociar contrapartidas de projectos, etc.
Precisamos de um nova lei de condomínio que se aplique às Juntas de Freguesia. O processo pode ser gradual, aplicado apenas àquelas que demonstrem por um processo bem definido, a vontade e capacidade de reivindicar competências.
E assim acabaria uma boa parte da corrupção local, os interesses privados teriam de disputar os interesses privados dos proprietários e residentes expressos nas Juntas.
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Let´s "repeal the twentieth century"
"When I was growing up, I found that the main argument against laissez-faire, and for socialism, was that socialism and communism were inevitable: "You can't turn back the clock!" they chanted, "you can't turn back the clock." But the clock of the once-mighty Soviet Union, the clock of Marxism-Leninism, a creed that once mastered half the world, is not only turned back, but lies dead and broken forever.
But we must not rest content with this victory. For though Marxism-Bolshevism is gone forever, there still remains, plaguing us everywhere, its evil cousin: call it "soft Marxism," "Marxism-Humanism," "Marxism-Bernsteinism," "Marxism-Trotskyism," "Marxism-Freudianism," well, let's just call it "Menshevism," or "social democracy."
Social democracy is still here in all its variants, defining our entire respectable political spectrum, from advanced victimology and feminism on the left over to neoconservatism on the right. We are now trapped, in America, inside a Menshevik fantasy, with the narrow bounds of respectable debate set for us by various brands of Marxists. It is now our task, the task of the resurgent right, of the paleo movement, to break those bonds, to finish the job, to finish off Marxism forever.
One of the authors of the Daniel Bell volume says, in horror and astonishment, that the radical right intends to repeal the twentieth century. Heaven forfend! Who would want to repeal the twentieth century, the century of horror, the century of collectivism, the century of mass destruction and genocide, who would want to repeal that! Well, we propose to do just that.
With the inspiration of the death of the Soviet Union before us, we now know that it can be done. We shall break the clock of social democracy. We shall break the clock of the Great Society. We shall break the clock of the welfare state. We shall break the clock of the New Deal. We shall break the clock of Woodrow Wilson's New Freedom and perpetual war. We shall repeal the twentieth century.
One of the most inspiring and wonderful sights of our time was to see the peoples of the Soviet Union rising up, last year, to tear down in their fury the statues of Lenin, to obliterate the Leninist legacy. We, too, shall tear down all the statues of Franklin D. Roosevelt, of Harry Truman, of Woodrow Wilson, melt them down and beat them into plowshares and pruninghooks, and usher in a twenty-first century of peace, freedom and prosperity."
A STRATEGY FOR THE RIGHT, Essays of Murray N. Rothbard. January 1992
Nota: na verdade foi a Grande Guerra que deu inicio a todos os males do século 20, marcando quer o fim de uma certa evolução natural e civilizada da história (e do que se pode chamar de Liberalismo Clássico), o inicio dos totalitarismo ideológicos, das guerras destruidoras em massa, e o caminho até presente grande estado progressista social-democrata, que hoje acha (à esquerda e direita) que deve e tem ser exportado a todo o universo.
But we must not rest content with this victory. For though Marxism-Bolshevism is gone forever, there still remains, plaguing us everywhere, its evil cousin: call it "soft Marxism," "Marxism-Humanism," "Marxism-Bernsteinism," "Marxism-Trotskyism," "Marxism-Freudianism," well, let's just call it "Menshevism," or "social democracy."
Social democracy is still here in all its variants, defining our entire respectable political spectrum, from advanced victimology and feminism on the left over to neoconservatism on the right. We are now trapped, in America, inside a Menshevik fantasy, with the narrow bounds of respectable debate set for us by various brands of Marxists. It is now our task, the task of the resurgent right, of the paleo movement, to break those bonds, to finish the job, to finish off Marxism forever.
One of the authors of the Daniel Bell volume says, in horror and astonishment, that the radical right intends to repeal the twentieth century. Heaven forfend! Who would want to repeal the twentieth century, the century of horror, the century of collectivism, the century of mass destruction and genocide, who would want to repeal that! Well, we propose to do just that.
With the inspiration of the death of the Soviet Union before us, we now know that it can be done. We shall break the clock of social democracy. We shall break the clock of the Great Society. We shall break the clock of the welfare state. We shall break the clock of the New Deal. We shall break the clock of Woodrow Wilson's New Freedom and perpetual war. We shall repeal the twentieth century.
One of the most inspiring and wonderful sights of our time was to see the peoples of the Soviet Union rising up, last year, to tear down in their fury the statues of Lenin, to obliterate the Leninist legacy. We, too, shall tear down all the statues of Franklin D. Roosevelt, of Harry Truman, of Woodrow Wilson, melt them down and beat them into plowshares and pruninghooks, and usher in a twenty-first century of peace, freedom and prosperity."
A STRATEGY FOR THE RIGHT, Essays of Murray N. Rothbard. January 1992
Nota: na verdade foi a Grande Guerra que deu inicio a todos os males do século 20, marcando quer o fim de uma certa evolução natural e civilizada da história (e do que se pode chamar de Liberalismo Clássico), o inicio dos totalitarismo ideológicos, das guerras destruidoras em massa, e o caminho até presente grande estado progressista social-democrata, que hoje acha (à esquerda e direita) que deve e tem ser exportado a todo o universo.
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Quinta-feira, 29 de Abril de 2004
29 de Abril para sempre!
Até 1910, o dia de hoje era feriado nacional. Comemorava-se a outorga da Carta Constitucional a 29 de Abril de 1826 por D. Pedro IV. Apesar de hiatos de domínio do partido demagógico ou do partido autocrático, a Carta foi o texto constitucional português entre 1826 e 1910. Nesses oitenta e quatro anos, foi assente na Carta que o liberalismo ganhou raízes e, bem ou mal, se passou a confundir com a história dos Portugueses. Se temos uma tradição de liberdades individuais e princípios de responsabilização do poder político, é na Carta que ambos radicam. Por isso, cento e setenta e oito anos depois, VIVA A CARTA CONSTITUCIONAL!
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O Século 20 - o pior da história
E tudo começou com a queda do Czar...
...que depois de ter perdido uma guerra com o Japão, os Russos insistiram numa guerra contra a Aústria, por causa do "ultimatum" desta à Sérvia. E os Alemães socorreram os austriacos. E os franceses os Russos. E os Ingleses ajudaram os Franceses, tal como os Italianos e Japoneses (estes, porque eram "aliados" da Inglaterra). Os Turcos Otomanos puseram-se do lado austriaco e alemão. Wilson aparece no quarto ano de guerra e impediu uma paz equilibrada.
"Segurança colectiva" transformou-se em "destruição mútua colectiva", mais uns que outros, claro:
"At Versailles in 1919, delegates of four of the five victorious powers arrived with cold, clear ideas of what they must bring home. Japan demanded and got Germany's islands north of the equator and Shantung in China. Italy demanded and got the Austrian South Tyrol, but was denied Fiume on the Adriatic, and left embittered. France got Alsace-Lorraine, African colonies, Lebanon and Syria. But, above all, Clemenceau wanted Germany driven off the west bank of the Rhine, forced to rebuild war-ravaged France, stripped of lands and people and so weakened she would never threaten Paris again. Lloyd George got Tanganyika, Transjordan, Palestine, Iraq, the Kaiser's fleet and a treaty guarantee Germany would never again be allowed to build a navy that could imperil the nation or empire." Em Kipling's Brutal Epitaph, Patrick J. Buchanan
O primeiro a cair foi a Monarquia Russa (e o princípio do horror que foi o séc. 20 - o pior século da história):
"Russia had the best steel production technology in Europe in 1914I t also ran an enormous trade surplus, and inflation was almost nonexistent.
Foreign money poured into Russia, much of it coming from the European and American bankers arriving first-class
on ocean liners or railways. Impressed by St. Petersburg's elegant European buildings, beautiful Russian women wearing French perfumes, and the high cultural sophistication represented by the Russian ballet, these investment professionals saw unlimited potential.
The Russians obligingly created mechanisms for investors to realize that potential. Over a half-dozen organized securities exchanges boomed in their country. The most active was located in St. Petersburg and boasted a list of 612 securities in 1912.
Russian stocks were also listed on the foreign securities exchanges in London, Paris, and Berlin to facilitate trading.
Out of the total 5.2 billion rubles of Russian stocks and bonds issued during the 1908-1913 period, roughly a third
were sold to foreign investors. Of the many securities issued, British and French investors especially loved Russian railroad gold bonds. These were secured by Russian government guarantees, payable in gold, and free of currency risk.
The eager financiers included many of the most prominent banks in the world, such as Barings and Rothschild of
England, Credit Lyonnais and Societé Generale of France, and CitiBank (then National City Bank) of the United States.
These banks helped finance the construction of a vast railroad transportation network, including the famous 5,786 mile-long Trans-Siberia Railway.
(...)
For a while in the early 1900s, everything seemed to be going well in Russia. Unfortunately, this prosperity was built on an active volcano.
The country was led by the willful, autocratic Czar, Nicholas II. Disturbed by Japanese expansion in the Far East, he
plunged his ill-prepared country into a disastrous Russo-Japanese war.
Badly defeated, unwilling to undertake real political reform, and unable to improve the conditions of many Russian workers, the Czarist government was then dragged into World War I.
Few investors, however, noticed these early signs of looming disaster.
(...)
History was about to teach investors an expensive lesson. Russia's poorly-organized involvement in World War I led to many humiliating defeats.
In March 1917, the Bolsheviks, led by the master politician, Lenin, quickly seized the opportunity provided by the resulting chaos. In November, the first communist state in the world was established. Shortly after taking power, the Soviet government repudiated all international debt obligations and nationalized foreign companies without compensation."
...que depois de ter perdido uma guerra com o Japão, os Russos insistiram numa guerra contra a Aústria, por causa do "ultimatum" desta à Sérvia. E os Alemães socorreram os austriacos. E os franceses os Russos. E os Ingleses ajudaram os Franceses, tal como os Italianos e Japoneses (estes, porque eram "aliados" da Inglaterra). Os Turcos Otomanos puseram-se do lado austriaco e alemão. Wilson aparece no quarto ano de guerra e impediu uma paz equilibrada.
"Segurança colectiva" transformou-se em "destruição mútua colectiva", mais uns que outros, claro:
"At Versailles in 1919, delegates of four of the five victorious powers arrived with cold, clear ideas of what they must bring home. Japan demanded and got Germany's islands north of the equator and Shantung in China. Italy demanded and got the Austrian South Tyrol, but was denied Fiume on the Adriatic, and left embittered. France got Alsace-Lorraine, African colonies, Lebanon and Syria. But, above all, Clemenceau wanted Germany driven off the west bank of the Rhine, forced to rebuild war-ravaged France, stripped of lands and people and so weakened she would never threaten Paris again. Lloyd George got Tanganyika, Transjordan, Palestine, Iraq, the Kaiser's fleet and a treaty guarantee Germany would never again be allowed to build a navy that could imperil the nation or empire." Em Kipling's Brutal Epitaph, Patrick J. Buchanan
O primeiro a cair foi a Monarquia Russa (e o princípio do horror que foi o séc. 20 - o pior século da história):
"Russia had the best steel production technology in Europe in 1914I t also ran an enormous trade surplus, and inflation was almost nonexistent.
Foreign money poured into Russia, much of it coming from the European and American bankers arriving first-class
on ocean liners or railways. Impressed by St. Petersburg's elegant European buildings, beautiful Russian women wearing French perfumes, and the high cultural sophistication represented by the Russian ballet, these investment professionals saw unlimited potential.
The Russians obligingly created mechanisms for investors to realize that potential. Over a half-dozen organized securities exchanges boomed in their country. The most active was located in St. Petersburg and boasted a list of 612 securities in 1912.
Russian stocks were also listed on the foreign securities exchanges in London, Paris, and Berlin to facilitate trading.
Out of the total 5.2 billion rubles of Russian stocks and bonds issued during the 1908-1913 period, roughly a third
were sold to foreign investors. Of the many securities issued, British and French investors especially loved Russian railroad gold bonds. These were secured by Russian government guarantees, payable in gold, and free of currency risk.
The eager financiers included many of the most prominent banks in the world, such as Barings and Rothschild of
England, Credit Lyonnais and Societé Generale of France, and CitiBank (then National City Bank) of the United States.
These banks helped finance the construction of a vast railroad transportation network, including the famous 5,786 mile-long Trans-Siberia Railway.
(...)
For a while in the early 1900s, everything seemed to be going well in Russia. Unfortunately, this prosperity was built on an active volcano.
The country was led by the willful, autocratic Czar, Nicholas II. Disturbed by Japanese expansion in the Far East, he
plunged his ill-prepared country into a disastrous Russo-Japanese war.
Badly defeated, unwilling to undertake real political reform, and unable to improve the conditions of many Russian workers, the Czarist government was then dragged into World War I.
Few investors, however, noticed these early signs of looming disaster.
(...)
History was about to teach investors an expensive lesson. Russia's poorly-organized involvement in World War I led to many humiliating defeats.
In March 1917, the Bolsheviks, led by the master politician, Lenin, quickly seized the opportunity provided by the resulting chaos. In November, the first communist state in the world was established. Shortly after taking power, the Soviet government repudiated all international debt obligations and nationalized foreign companies without compensation."
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Quarta-feira, 28 de Abril de 2004
Liberation
"History shows that the liberated often turn to oppressing their oppressors. Liberated from Saddam, the Kurds seized Kirkut and its oil fields and started kicking Arabs out. The Shi'ites await a Shi'ite-dominated Iraq. The Sunnis do not believe in majority rule. They believe in Sunni rule. When we liberate a people, we liberate not only its democrats but its demons.
When the ancien regime fell, there came the guillotine, the Terror and Bonaparte. When the Romanovs fell, Lenin crawled out of the rubble. When the Western imperialists departed Africa, despots seized power in almost every sub-Saharan nation. Democracy did not survive in one of 22 Arab states."
"Kipling's Brutal Epitaph" , Patrick J. Buchanan
When the ancien regime fell, there came the guillotine, the Terror and Bonaparte. When the Romanovs fell, Lenin crawled out of the rubble. When the Western imperialists departed Africa, despots seized power in almost every sub-Saharan nation. Democracy did not survive in one of 22 Arab states."
"Kipling's Brutal Epitaph" , Patrick J. Buchanan
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Rev. Elisha Williams, 1744
" As reason tell us, all are born thus naturally equal, i.e., with an equal right to their persons, so also with an equal right to their preservation...
and every man having a property in his own person, the labour of his body and the work of his hands are properly his own, to wich no one has right but himself; it will therefore follow that when he removes anything out of the state that nature has provided and left it in, he has mixed his labour with it, and joined something to it that is his own, and thereby makes it his property...
Thus every man having a natural right to (or being proprietor of) his own person and his own actions and labour, wich we call property; it certainly follows, that no man have a right to the person or property of another.
And if every man has a right to his person and property; he has also a right to defend them...and so has a right of punishing all insults upon his person or property."
and every man having a property in his own person, the labour of his body and the work of his hands are properly his own, to wich no one has right but himself; it will therefore follow that when he removes anything out of the state that nature has provided and left it in, he has mixed his labour with it, and joined something to it that is his own, and thereby makes it his property...
Thus every man having a natural right to (or being proprietor of) his own person and his own actions and labour, wich we call property; it certainly follows, that no man have a right to the person or property of another.
And if every man has a right to his person and property; he has also a right to defend them...and so has a right of punishing all insults upon his person or property."
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"Libertarianism, as it comes of age politically, is bound to reassert itself as an ideology that goes beyond "left" and "right." These archaic categories, based on the seating arrangements in the French Parliament circa 1790, serve only to mask the real ideological divide in this country"
Justin Raimondo
Justin Raimondo
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Terça-feira, 27 de Abril de 2004
Os anti-islamo-fascistas fazem-me lembrar...
...(que, suponho fazem incluir nesta expressão as monarquias do médio oriente, porque, sabem, D. Afonso Henriques era fascista)...a esquerda europeia contra os américa-do-sul-e-asio-fascistas (apoiados pelas políticas externas das democracias-ditas-liberais durante dezenas de anos, etc.). Ambos apressados em condenar o ritmo próprio de quem tem outras prioridades (ou não está disposto a pagar o custo de uma mudança apressada) que uma desordeira atribuição do poder ao povo (por mim o poder devia era ser dado à Lei).
O problema é que suspeito que a AlQaeda e outros desejam também a queda de todos os islamo-fascismos e monarquias do mundo árabe e muçulmano, tal como uma parte da esquerda mais soviética, desejava a queda de outros fascismos.
Mas diga-se que condeno tanto os excessos dos apoios - como por exemplo o golpe de estado no Irão dos anos 50 para derrubar um presidente eleito e colocar um déspota ocidentalizado que acabou por fomentar a reacção inversa da revolução islâmica de khomeny e que por sua vez levou à "necessidade realista e emergente" do apoio de Saddam na sua guerra contra o Irão - como condeno os excessos do intervencionismo em nome do combate ao comunismo (vietname/cambodja, etc),
mas
condeno também as tentativas de influenciar regimes (não propriamente as posições de princípio), apoiar oposições, a favor da democracia (ou será social-democracia?).
e
entre a primeira e a segunda, ainda assim, a primeira tinha pelo menos a guerra fria como pano de fundo.
e então o que fica?
"Comércio livre com todos, alianças com ninguém (vá lá, pelo menos poucas e boas e directamente relacionadas com os interesses nacionais de longo prazo)" e um prudente exercício da política externa e que deve ser ainda mais redobrado na utilização da capacidade militar fora da função defensiva da soberania nacional (na verdade o sistema proto-milícia dos Suíços – e o seu verdadeiro federalismo, impede na prática, muitas tentações – era suposto os americanos serem um pouco como os Suíços, na verdade foram-no durante bastante tempo).
O problema é que suspeito que a AlQaeda e outros desejam também a queda de todos os islamo-fascismos e monarquias do mundo árabe e muçulmano, tal como uma parte da esquerda mais soviética, desejava a queda de outros fascismos.
Mas diga-se que condeno tanto os excessos dos apoios - como por exemplo o golpe de estado no Irão dos anos 50 para derrubar um presidente eleito e colocar um déspota ocidentalizado que acabou por fomentar a reacção inversa da revolução islâmica de khomeny e que por sua vez levou à "necessidade realista e emergente" do apoio de Saddam na sua guerra contra o Irão - como condeno os excessos do intervencionismo em nome do combate ao comunismo (vietname/cambodja, etc),
mas
condeno também as tentativas de influenciar regimes (não propriamente as posições de princípio), apoiar oposições, a favor da democracia (ou será social-democracia?).
e
entre a primeira e a segunda, ainda assim, a primeira tinha pelo menos a guerra fria como pano de fundo.
e então o que fica?
"Comércio livre com todos, alianças com ninguém (vá lá, pelo menos poucas e boas e directamente relacionadas com os interesses nacionais de longo prazo)" e um prudente exercício da política externa e que deve ser ainda mais redobrado na utilização da capacidade militar fora da função defensiva da soberania nacional (na verdade o sistema proto-milícia dos Suíços – e o seu verdadeiro federalismo, impede na prática, muitas tentações – era suposto os americanos serem um pouco como os Suíços, na verdade foram-no durante bastante tempo).
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Posições do Libertarian Party (3)
Quanto à educação:
In recent years, government involvement in education has grown rapidly. At the same time, the quality of the education offered to most public school students has gone down. We are finding, as with so many other government efforts, that throwing more money or more regulations at this problem does not fix it. The best way to end the crisis in education is to deal with the main cause -- government involvement.
(...)
To solve a crisis, you must recognize and eliminate its cause. The crisis in education is no different. The most important step is to end government control of education. We must move toward a system where parents have good, safe, affordable choices for educating their children.
To transfer control of education from bureaucrats to parents and teachers and encourage alternatives to the public school monopoly, the Libertarian Party would:
- Support a true market in education -- one in which parents and students would not be stuck with a bad local school, because they could choose another.
- Implement measures such as tax credits so that parents will have the financial ability to choose among schools.
- Provide financial incentives for businesses to help fund schools and for individuals to support students other than their own children.
- Eliminate the U.S. Department of Education, which spends billions on education and educates no one. The growth of this agency and its numerous regulations is a major reason for runaway costs in American schools.
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Posições do Libertarian Party (2)
Quanto ao direito à auto-defesa:
The Right of Self Defense
Libertarians agree with the majority of Americans who believe they have the right to decide how best to protect themselves, their families and their property. Millions of Americans have guns in their homes and sleep more comfortably because of it. Studies show that where gun ownership is illegal, residential burglaries are higher. A man with a gun in his home is no threat to you if you aren't breaking into it.
The police do not provide security in your home, your business or the street. They show up after the crime to take reports and do detective work. The poorer the neighborhood, the riskier it is for peaceful residents.
Only an armed citizenry can be present in sufficient numbers to prevent or deter violent crime before it starts, or to reduce its spread. Interviews with convicted felons indicate that fear of the armed citizen significantly deters crime. A criminal is more likely to be driven off from a particular crime by an armed victim than to be convicted and imprisoned for it. Thus, widespread gun ownership will make neighborhoods safer.
Foolish politicians and police now seek to ban semi-automatic "assault rifles". They ignore the fact that only honest citizens will comply; criminals will still have them. Such a ban will only increase the criminals' ability to victimize the innocent.
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O Libertarian Party dos EUA e a "direita civilizada"
No seguimento do que escrevi nos comentários a este post aqui ficam algumas das posições do LP relativamente ao combate à criminalidade:
Highlights and Summary of
The Libertarian Party's Solution to America's Crime Problem
An approach to criminal justice and crime control that is smart, compassionate and tough. An approach that will make our streets safe again.
America suffers from an epidemic of violence and crime, victimizing one family out of four every year. There is a murder every half hour, a rape every five minutes, and a theft every four seconds.
Despite decades of tough talk, the anti-crime policies of the Republicans and Democrats have clearly failed. The Libertarian Party believes a fresh approach is needed. That's why we're offering this five-point plan for making America's streets safe again:
(...)
Step 3. Get Tough on Real Crime
The Libertarian Party is the party of personal responsibility. We believe that anyone who harms another person should be held responsible for that action. By contrast, the Democrats and Republicans have created a system where criminals can get away with almost anything.
For instance: sentences seldom mean what they say. Fewer than one out of every four violent felons serves more than four years. Libertarians would dramatically reduce the number of these early releases by eliminating their root cause - prison over-crowding.
Since nearly six out of every ten federal prison inmates are there for non-violent drug-related offenses, it's clear that drug prohibition is the primary source of this over-crowding. It has been estimated that every drug offender imprisoned results in the release of one violent criminal, who then commits an average of 40 robberies, 7 assaults, 110 burglaries and 25 auto thefts. Early release of violent criminals puts you and your family at risk. It must stop.
Step 4. Protect the Right to Self-Defense
We believe that the private ownership of firearms is part of the solution to America's crime epidemic, not part of the problem. Evidence: law-abiding citizens in Florida have been able to carry concealed weapons since 1987. During that time, the murder rate in Florida has declined 21% while the national murder rate has increased 12%.
In addition, evidence shows that self-defense with guns is the safest response to violent crime. It results in fewer injuries to the defender (17.4% injury rate) than any other response, including not resisting at all (24.7% injury rate). Libertarians would repeal waiting periods, concealed carry laws, and other restrictions that make it difficult for victims to defend themselves, and end the prosecution of individuals for exercising their rights of self-defense.
Step 5. Address the Root Causes of Crime
Any society that lets kids grow up dependent on government welfare, attending government schools that fail to teach, and entering an economy where government policy has crushed opportunity, will be a society that breeds criminals. No permanent solution to crime will be found until we address these root causes of crime.
The Libertarian Party would increase employment opportunities by slashing taxes and government red tape. We would also end the welfare system with its culture of dependence and hopelessness. Most important of all, we would promote low-cost private alternatives to the failed government school system.
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"Democracias Liberais", circulos eleitorais, UE, o truque dos Federalistas e ainda a livre imigração
A UE, a ONU (e todos os outros para o efeito, o que inclui os EUA), não suportam a ideia da fragmentação política da soberania. Mesmo que seja democrática. Sim, porque:
- as "democracias liberais" têm de reconhecer o direito democrático à autonomia/independência pacífico de qualquer sub-circulo eleitoral que consiga um consenso alargado sobre o assunto.
Claro que muitos não resistem à teoria da maior legitimidade dos macro-circulos eleitorais:
Por exemplo, se democraticamente a Espanha quer preservar a unidade, um sub-circulo eleitoral, por exemplo, a Catalunha, não tem legitimidade para de "per si", reivindicar a independência. (Não é que o inverso também seja verdade, o problema é saber onde está a verdade ou o justo ou o correcto...democraticamente)
Este, claro é o truque dos Federalistas (do tipo Lincoln) - depois de estabelecido que a Europa tem uma Constituição e (daqui a uns anos) elege um Governo Federal, um país (ou antes, o que já foi um país soberano), mesmo que queira votar a sua saída, não vai conseguir legitimar por si próprio tal decisão, uma vez que apenas, um referendo ou eleição a nível Federal (de toda a UE) tem a capacidade de legitimar essa saída.
Se conjugarmos isso com a livre imigração e crescente presença de residentes não nativos (no mínimo provenientes do resto da UE), têm os federalistas, a capacidade de poder constatar, tal como no País Basco, que uma parte da actual população não deseja independência (o problema é qual a origem dessa população, serão castelhanos ou outros que residem no País Basco? Já para não falar num problema inverso ainda mais explosivo: a capacidade ou legitimidade de uma população imigrante declarar democraticamente um Estado independente, como o poderiam fazer na Europa os muçulmanos/árabes, socorrendo-se do exemplo de Israel).
E assim podem acabar as Nações, e assim caminhamos para o fim das especificidades e diversidade de soberanias, porque passamos, talvez a estar (se este caminho se prolongar ad infinitum) integrados num planeta, com um governo mundial e uma população que acaba por ser um pesadelo de diversidade uniforme. Um governo (federal), uma democracia…e nenhum sítio para onde votar com os pés…um pesadelo.
Remédios? Se vai existir qualquer espécie de Federalismo, estabelecer de forma detalhada, quer em termos formais quer em termos operacionais, como um Estado pode pedir, pacificamente a sua exclusão (cabendo depois a cada Estado decidir sobre como trata a sua própria questão interna que deve passar em primeiro lugar pela prevenção que é uma efectiva descentralização política e administrativa interna), declarando-se autónoma/independente...e internamente o cuidado em atribuir plenos direitos de integrar as decisões democráticas a imigrantes (o que pode conceder a participação plena nuns assuntos, e restringir em outros).
Isto a propósito de:
Em UE Estende a Mão Aos Turcos de Chipre
"(...)
Isto significa que a "linha verde" que separa horizontalmente a ilha de oeste a leste, passará a ser uma das fronteiras externas da UE, o que dará lugar a controlos de passaportes ou de circulação de mercadorias. Esta situação equivale, de facto, ao reconhecimento por parte da UE da República
Turca do Norte de Chipre (RTCN) criada depois da invasão da parte norte pelas tropas turcas, em 1974, em reacção a um golpe de estado pró-Grécia na metade sul. Esta entidade só é reconhecida pela Turquia o que está na base do seu isolamento internacional.
Por agora, no entanto, a UE não quer ouvir falar de um reconhecimento da RTCN, mesmo se a promessa ontem feita de cooperação com a comunidade turca para atenuar os efeitos do embargo internacional a obrigará a lidar com as suas autoridades, o que equivale a um quase reconhecimento.
No plano político, a UE vai admitir um país dividido por uma "linha verde" guardada por centenas de "capacetes azuis" da ONU, e em guerra civil virtual com os vizinhos do Norte, cujo território permanece ocupado pelas tropas de um país aliado e igualmente candidato à adesão.
A atitude positiva dos cipriotas turcos, e de Ancara, face ao plano da ONU reforça, por outro lado, a aproximação da Turquia à UE cuja candidatura vai ser objecto de um parecer da Comissão Europeia, em Setembro, que será decisivo para o início das negociações de adesão.
Por agora, os ministros estão decididos a canalizar para a RTCN os 259 milhões de euros que tinham previsto para o apoio ao desenvolvimento da ilha unificada, esperando conseguir arrancar a comunidade turca à sua actual pobreza. Ao mesmo tempo, os Quinze começaram a estudar a possibilidade de criar ligações aéreas e maritimas entre a UE e a parte norte de Chipre, o desenvolvimento das relações comerciais e mesmo a flexibilização da circulação de pessoas e mercadorias através da"linha verde".
Foi ainda aprovada uma declaração na qual os Quinze afirmam que lamentam "profundamente" a recusa do plano Annan, esperando que "os habitantes de Chipre concretizem brevemente o seu destino comum enquanto cidadãos de um Chipre unificado no seio da União". "
PS: E para que raio, afinal foi o "embargo"? O que é que resolve e com que legitimidade é que se pune uma população (mais o resto da população mundial que está impedida de livremente cooperarem económicamente com os nativos) por causa de disputas de soberanias entre Estados?
- as "democracias liberais" têm de reconhecer o direito democrático à autonomia/independência pacífico de qualquer sub-circulo eleitoral que consiga um consenso alargado sobre o assunto.
Claro que muitos não resistem à teoria da maior legitimidade dos macro-circulos eleitorais:
Por exemplo, se democraticamente a Espanha quer preservar a unidade, um sub-circulo eleitoral, por exemplo, a Catalunha, não tem legitimidade para de "per si", reivindicar a independência. (Não é que o inverso também seja verdade, o problema é saber onde está a verdade ou o justo ou o correcto...democraticamente)
Este, claro é o truque dos Federalistas (do tipo Lincoln) - depois de estabelecido que a Europa tem uma Constituição e (daqui a uns anos) elege um Governo Federal, um país (ou antes, o que já foi um país soberano), mesmo que queira votar a sua saída, não vai conseguir legitimar por si próprio tal decisão, uma vez que apenas, um referendo ou eleição a nível Federal (de toda a UE) tem a capacidade de legitimar essa saída.
Se conjugarmos isso com a livre imigração e crescente presença de residentes não nativos (no mínimo provenientes do resto da UE), têm os federalistas, a capacidade de poder constatar, tal como no País Basco, que uma parte da actual população não deseja independência (o problema é qual a origem dessa população, serão castelhanos ou outros que residem no País Basco? Já para não falar num problema inverso ainda mais explosivo: a capacidade ou legitimidade de uma população imigrante declarar democraticamente um Estado independente, como o poderiam fazer na Europa os muçulmanos/árabes, socorrendo-se do exemplo de Israel).
E assim podem acabar as Nações, e assim caminhamos para o fim das especificidades e diversidade de soberanias, porque passamos, talvez a estar (se este caminho se prolongar ad infinitum) integrados num planeta, com um governo mundial e uma população que acaba por ser um pesadelo de diversidade uniforme. Um governo (federal), uma democracia…e nenhum sítio para onde votar com os pés…um pesadelo.
Remédios? Se vai existir qualquer espécie de Federalismo, estabelecer de forma detalhada, quer em termos formais quer em termos operacionais, como um Estado pode pedir, pacificamente a sua exclusão (cabendo depois a cada Estado decidir sobre como trata a sua própria questão interna que deve passar em primeiro lugar pela prevenção que é uma efectiva descentralização política e administrativa interna), declarando-se autónoma/independente...e internamente o cuidado em atribuir plenos direitos de integrar as decisões democráticas a imigrantes (o que pode conceder a participação plena nuns assuntos, e restringir em outros).
Isto a propósito de:
Em UE Estende a Mão Aos Turcos de Chipre
"(...)
Isto significa que a "linha verde" que separa horizontalmente a ilha de oeste a leste, passará a ser uma das fronteiras externas da UE, o que dará lugar a controlos de passaportes ou de circulação de mercadorias. Esta situação equivale, de facto, ao reconhecimento por parte da UE da República
Turca do Norte de Chipre (RTCN) criada depois da invasão da parte norte pelas tropas turcas, em 1974, em reacção a um golpe de estado pró-Grécia na metade sul. Esta entidade só é reconhecida pela Turquia o que está na base do seu isolamento internacional.
Por agora, no entanto, a UE não quer ouvir falar de um reconhecimento da RTCN, mesmo se a promessa ontem feita de cooperação com a comunidade turca para atenuar os efeitos do embargo internacional a obrigará a lidar com as suas autoridades, o que equivale a um quase reconhecimento.
No plano político, a UE vai admitir um país dividido por uma "linha verde" guardada por centenas de "capacetes azuis" da ONU, e em guerra civil virtual com os vizinhos do Norte, cujo território permanece ocupado pelas tropas de um país aliado e igualmente candidato à adesão.
A atitude positiva dos cipriotas turcos, e de Ancara, face ao plano da ONU reforça, por outro lado, a aproximação da Turquia à UE cuja candidatura vai ser objecto de um parecer da Comissão Europeia, em Setembro, que será decisivo para o início das negociações de adesão.
Por agora, os ministros estão decididos a canalizar para a RTCN os 259 milhões de euros que tinham previsto para o apoio ao desenvolvimento da ilha unificada, esperando conseguir arrancar a comunidade turca à sua actual pobreza. Ao mesmo tempo, os Quinze começaram a estudar a possibilidade de criar ligações aéreas e maritimas entre a UE e a parte norte de Chipre, o desenvolvimento das relações comerciais e mesmo a flexibilização da circulação de pessoas e mercadorias através da"linha verde".
Foi ainda aprovada uma declaração na qual os Quinze afirmam que lamentam "profundamente" a recusa do plano Annan, esperando que "os habitantes de Chipre concretizem brevemente o seu destino comum enquanto cidadãos de um Chipre unificado no seio da União". "
PS: E para que raio, afinal foi o "embargo"? O que é que resolve e com que legitimidade é que se pune uma população (mais o resto da população mundial que está impedida de livremente cooperarem económicamente com os nativos) por causa de disputas de soberanias entre Estados?
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Sobre a direita civilizada
Decálogo da direita civilizada, no Blasfémias.
Destaque:
Destaque:
Terceiro Mandamento: a Direita Civilizada aprendeu que a essência do mal, de todo o mal, está no capitalismo desumanizado e vil, que julga que tudo na vida se mede pelo lucro e proveito. Por isso, repousa a sua esperança no Estado e nos Homens superiores que o dirigem, a quem confia o governo das suas almas e o destino dos seus corpos. E espera que a Santa Segurança Social a todos abençoe.
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Cheques Saúde e Educação Versus Separação da economia pública redistributiva (regulamentada) e a privada (livre)
Como Liberal que tem de enfrentar entre diferentes soluções de compromisso político, tenho as maiores reservas ao conceito de cheques educação ou saúde, que, permitindo aos "utentes" a livre escolha do "prestador de serviços" privado ou público, tem a consequência de:
- o Estado, a propósito do licenciamento das entidades que podem ou não integrar esse plano, vai regulamentar ainda mais o exercício da actividade da educação e saúde.
- faz muito pela continuação da ideia que cabe ao Estado de prestar universalmente estas actividades.
o preferível seria:
- reduzir ou acabar com o conceito de universalismo, concentrando-se na tarefa de prestar serviços públicos dirigidos apenas às camadas mais necessitadas, delegando essa tarefa nos municípios. E ao mesmo, reduzir impostos, e permitir que a actividade privada se desenvolva livremente e sem interferências, para a restante população - cujo efeito geral seria uma mais rápida e eficiente oferta de seguros de saúde, quer para indivíduos e famílias, quer para os oferecidos pelas empresas aos seus empregados.
No cerne deste conceito está a preferência por uma estratégia de separação do que é público - e a sua fundamentação na necessidade de redistribuição sob a forma de oferta de serviços aos carenciados, do que é privado - em vez de cairmos na tentação de misturar ambos os sectores e dando ao Estado a oportunidade de em tudo se meter e tudo atrofiar. Assim, seria também preferível um sector da educação livre e auto-financiado (aprovação de escolas, universidades, cursos, matérias, etc.), preocupando-se o Estado apenas na prestação de serviços na sua função de redistribuição a quem dela mais necessita (que pode incluir a concessão a privados com esse objectivo estrito).
Resumindo: Focus numa prestação pública limitada à função estrita de redistribuição, baixa de impostos, economia livre em tudo o mais.
- o Estado, a propósito do licenciamento das entidades que podem ou não integrar esse plano, vai regulamentar ainda mais o exercício da actividade da educação e saúde.
- faz muito pela continuação da ideia que cabe ao Estado de prestar universalmente estas actividades.
o preferível seria:
- reduzir ou acabar com o conceito de universalismo, concentrando-se na tarefa de prestar serviços públicos dirigidos apenas às camadas mais necessitadas, delegando essa tarefa nos municípios. E ao mesmo, reduzir impostos, e permitir que a actividade privada se desenvolva livremente e sem interferências, para a restante população - cujo efeito geral seria uma mais rápida e eficiente oferta de seguros de saúde, quer para indivíduos e famílias, quer para os oferecidos pelas empresas aos seus empregados.
No cerne deste conceito está a preferência por uma estratégia de separação do que é público - e a sua fundamentação na necessidade de redistribuição sob a forma de oferta de serviços aos carenciados, do que é privado - em vez de cairmos na tentação de misturar ambos os sectores e dando ao Estado a oportunidade de em tudo se meter e tudo atrofiar. Assim, seria também preferível um sector da educação livre e auto-financiado (aprovação de escolas, universidades, cursos, matérias, etc.), preocupando-se o Estado apenas na prestação de serviços na sua função de redistribuição a quem dela mais necessita (que pode incluir a concessão a privados com esse objectivo estrito).
Resumindo: Focus numa prestação pública limitada à função estrita de redistribuição, baixa de impostos, economia livre em tudo o mais.
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Segunda-feira, 26 de Abril de 2004
Isabel do Carmo e o C.D.S.
Não soube senão hoje que a ex-PRP Isabel do Carmo recebeu das mãos do presidente da República, por ocasião do 25 de Abril, a ordem da Liberdade. Fiquei perplexo, tanto com a situação quanto com a forma como foi justificada (de que múltiplos foram os contributos para a construção desta democracia...). Perante tal justificação, pode perguntar-se por que não condecorar também todos os operacionais do ELP, cuja luta anti-comunista no PREC ajudou a cimentar a opção por uma democracia pluralista de tipo ocidental.
O C.D.S. foi o único partido que não se fez representar na cerimónia. Parece que Isabel do Carmo comentou a ausência como uma honra para ela. Eu, por meu lado, senti-me honrado por o C.D.S. ser de há muitos anos a minha escolha eleitoral.
O C.D.S. foi o único partido que não se fez representar na cerimónia. Parece que Isabel do Carmo comentou a ausência como uma honra para ela. Eu, por meu lado, senti-me honrado por o C.D.S. ser de há muitos anos a minha escolha eleitoral.
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"A priori economics" e "a priori ethics"
"Whatever else they may disagree on, Friedman and Mises agree that an a priori ethics is impossible. Those who defend the possibility of a rationally justifiable ethics, Mises contends, are essentially claiming that moral knowledge is “imparted to man by an inner voice, i.e., by intuition,” and fail to recognise that “with regard to the interpretation of the inner voice … no method of peacefully settling … disagreements can be found.”53 The parallel between Mises’ criticism of a priori ethics and Friedman’s criticism of Mises’ own a priori economics is striking – ans should lead us to suspect that Mises has here fallen into Friedman’s own confusion between the private character of an “inner voice” and the public character of logic."
Realism and Abstraction in Economics: Aristotle and Mises versus Friedman, Roderick T. Long
Observação certeira e que faz justiça à posição de Rothbard-Hoppe que sendo Miseseanos, avançaram em novas "frentes".
Realism and Abstraction in Economics: Aristotle and Mises versus Friedman, Roderick T. Long
Observação certeira e que faz justiça à posição de Rothbard-Hoppe que sendo Miseseanos, avançaram em novas "frentes".
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Banco Mundial critica países mais ricos
E diz que:
"O presidente do Banco Mundial (BM), James Wolfensohn, acredita que a comunidade internacional tem possibilidade de reduzir para metade a pobreza em todo o mundo até 2015, "mas apenas devido ao progresso notório" da situação económica da China e da Índia."
"Apenas" devido ao avançodo capitalismo da China e Índia, claro (os países com mais população mundial - que diga-se, enquanto o "Ocidente2 se envolve e distrai nas insignificantes questões dos árabes e companhia, a Àsia prepara-se para ser a civilização do milénio em que entramos.)
Mas por outro:
"Para atingir progresso nas outras metas de desenvolvimento, incluindo educação básica universal, Wolfensohn disse que os países ricos têm de compreender que "agora é o momento da verdade" para avançarem com mais compromissos de fundos. "
Ou seja, a solução é dar mais "fundos" (tirar a uns para dar a outros) a quem "apenas" não introduz reformas que protegem a propriedade e o livre contrato.
Sobre a China: "Pictures of downtown Shanghai--which you will not see in our free press--look like downtown Houston. There are stock markets, private companies, private homes, private schools, and much more religious freedom. Is there a ways to go? Of course, but the direction is heroic. Thanks to the civilizing and prosperity-generating effects of trade, we get great products at great prices. All hail Wal-Mart and other firms that specialize in pro-peace trade with China."
"O presidente do Banco Mundial (BM), James Wolfensohn, acredita que a comunidade internacional tem possibilidade de reduzir para metade a pobreza em todo o mundo até 2015, "mas apenas devido ao progresso notório" da situação económica da China e da Índia."
"Apenas" devido ao avançodo capitalismo da China e Índia, claro (os países com mais população mundial - que diga-se, enquanto o "Ocidente2 se envolve e distrai nas insignificantes questões dos árabes e companhia, a Àsia prepara-se para ser a civilização do milénio em que entramos.)
Mas por outro:
"Para atingir progresso nas outras metas de desenvolvimento, incluindo educação básica universal, Wolfensohn disse que os países ricos têm de compreender que "agora é o momento da verdade" para avançarem com mais compromissos de fundos. "
Ou seja, a solução é dar mais "fundos" (tirar a uns para dar a outros) a quem "apenas" não introduz reformas que protegem a propriedade e o livre contrato.
Sobre a China: "Pictures of downtown Shanghai--which you will not see in our free press--look like downtown Houston. There are stock markets, private companies, private homes, private schools, and much more religious freedom. Is there a ways to go? Of course, but the direction is heroic. Thanks to the civilizing and prosperity-generating effects of trade, we get great products at great prices. All hail Wal-Mart and other firms that specialize in pro-peace trade with China."
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Chipre
Furious UN Brokers Quit Cyprus
Parece que podemos estar a assistir ao nascimento de mais dois países independentes (ou pelo menos, regiões autónomas) e menos uma pedra na construção do sonho de grandes democracias multi-étnicas-culturais.
Claro que a UE não gostou e:
EU to 'Reward' Turkish Cypriots for Unification Vote
Parece que podemos estar a assistir ao nascimento de mais dois países independentes (ou pelo menos, regiões autónomas) e menos uma pedra na construção do sonho de grandes democracias multi-étnicas-culturais.
Claro que a UE não gostou e:
EU to 'Reward' Turkish Cypriots for Unification Vote
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Re: Victor Davis Hanson
Nota inicial: o triste é que que existem "europeus" que numa espécie de self-hating "europeans", gostam de acreditar e mitificar a acção do Estado Federal Americano (e recusando-se a reconhecer as "unintended consequences" da sua acção) mais do que apreciar as raízes "anti-state" da génese americana.
1) "Myth #2: Democracy cannot be implemented by force. This is a very popular canard now. The myth is often floated by Middle Eastern intellectuals and American leftists — precisely those who for a half-century damned the United States for its support of anti-Communist authoritarians. "
Pois, o que é estranho mesmo, é que professe os mesmos impetos revolucionários da esquerda de outros tempos. E ainda assim, uma boa parte das transições democráticas foram mesmo pacíficas, incluindo a da Europa de Leste que, foi instituída e oferecida ao "aliado" Estaline, e até na União Soviética, onde VDH quer convencer-se que foi com medo dos misseis americanos que os Russos se apressaram a implementar a democracia. Nada mais falso, a população depois de experimentar o falhanço económico de socialismo (e constatar os custos do intervencionismo no Afeganistão) foi capaz de fazer uma revolução interna ultra-pacífica! (quem sabe, os EUA passem pelo mesmo e uma revolução se ponha em marcha para repôr a espirito original da sua Constituição - sim, falemos de revoluções...).
2) "There would be no democracy today in Japan, South Korea, Italy, or Germany without the Americans' defeat of fascists and Communists. Democracies in France and most of Western Europe were born from Anglo-American liberation; European resistance to German occupation was an utter failure. Panama, Granada, Serbia, and Afghanistan would have had no chance of a future without the intervention of American troops. "
Gostava que este tipo se desse conta do numero de mortes europeus em combate na europa e os americanos que por cá apareceram no Quarto/Quinto ano de Guerra. E já agora os civis de ambos os lados. Foi devido a uma intervenção idealista que a paz entre os Impérios na Grande Guerra não se deu, o que teria permitido à democracia que existia em muitas formas, incluindo a Alemanha, ter-se enraízado, sem passar pelas repúblicas fascistas e comunistas que se seguiram à "libertação" americana na Primeira Grande Guerra, e que acabou por culminar na Segunda. (Quando ao Japão e Alemanha a lógica é do tipo: destrói-se tudo e depois conseguir renascer das cinzas é obra sua, of course...).
Panamá: que orgulho em os EUA terem fomentado e apoiado uns guerrilheiros (ou será terroristas?) separatistas para controlarem o canal. Afeganistão: democracia é coisa que não existe e não existirá tão cedo.
Nota final: a democracia aparece nos tempos próprios das nações, e de forma endógena. Para se estudar a mudança de regime imposto por forças estrangeiras é algo que deve começar sobretudo em Napoleão.
1) "Myth #2: Democracy cannot be implemented by force. This is a very popular canard now. The myth is often floated by Middle Eastern intellectuals and American leftists — precisely those who for a half-century damned the United States for its support of anti-Communist authoritarians. "
Pois, o que é estranho mesmo, é que professe os mesmos impetos revolucionários da esquerda de outros tempos. E ainda assim, uma boa parte das transições democráticas foram mesmo pacíficas, incluindo a da Europa de Leste que, foi instituída e oferecida ao "aliado" Estaline, e até na União Soviética, onde VDH quer convencer-se que foi com medo dos misseis americanos que os Russos se apressaram a implementar a democracia. Nada mais falso, a população depois de experimentar o falhanço económico de socialismo (e constatar os custos do intervencionismo no Afeganistão) foi capaz de fazer uma revolução interna ultra-pacífica! (quem sabe, os EUA passem pelo mesmo e uma revolução se ponha em marcha para repôr a espirito original da sua Constituição - sim, falemos de revoluções...).
2) "There would be no democracy today in Japan, South Korea, Italy, or Germany without the Americans' defeat of fascists and Communists. Democracies in France and most of Western Europe were born from Anglo-American liberation; European resistance to German occupation was an utter failure. Panama, Granada, Serbia, and Afghanistan would have had no chance of a future without the intervention of American troops. "
Gostava que este tipo se desse conta do numero de mortes europeus em combate na europa e os americanos que por cá apareceram no Quarto/Quinto ano de Guerra. E já agora os civis de ambos os lados. Foi devido a uma intervenção idealista que a paz entre os Impérios na Grande Guerra não se deu, o que teria permitido à democracia que existia em muitas formas, incluindo a Alemanha, ter-se enraízado, sem passar pelas repúblicas fascistas e comunistas que se seguiram à "libertação" americana na Primeira Grande Guerra, e que acabou por culminar na Segunda. (Quando ao Japão e Alemanha a lógica é do tipo: destrói-se tudo e depois conseguir renascer das cinzas é obra sua, of course...).
Panamá: que orgulho em os EUA terem fomentado e apoiado uns guerrilheiros (ou será terroristas?) separatistas para controlarem o canal. Afeganistão: democracia é coisa que não existe e não existirá tão cedo.
Nota final: a democracia aparece nos tempos próprios das nações, e de forma endógena. Para se estudar a mudança de regime imposto por forças estrangeiras é algo que deve começar sobretudo em Napoleão.
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Quando o verniz estala...
Daniel Oliveira não gostou do post 25 de Abril, nunca! de Rui A. e assegura:
Fica dado o aviso à direita portuguesa não civilizada de que, se quisesse (mas não quer), poderia debater "cada um dos argumentos do senhor Rui". Parece-me bem. Acho que o Daniel Oliveira só deve empregar os seus talentos para debater as suas divergências com a "direita portuguesa civilizada", a qual, naturalmente, será tanto mais civilizada quanto mais de acordo estiver com a extrema esquerda...
Por mim, poderia debater cada um dos argumentos do senhor Rui. Mas não o faço. Prefiro esperar pelo nascimento de uma direita portuguesa civilizada. Mas vou-me sentar, que esta espera é capaz de demorar.
Fica dado o aviso à direita portuguesa não civilizada de que, se quisesse (mas não quer), poderia debater "cada um dos argumentos do senhor Rui". Parece-me bem. Acho que o Daniel Oliveira só deve empregar os seus talentos para debater as suas divergências com a "direita portuguesa civilizada", a qual, naturalmente, será tanto mais civilizada quanto mais de acordo estiver com a extrema esquerda...
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Domingo, 25 de Abril de 2004
Victor Davis Hanson sobre a implementação da democracia
Victor Davis Hanson, no artigo Myth or Reality?:
Myth #2: Democracy cannot be implemented by force. This is a very popular canard now. The myth is often floated by Middle Eastern intellectuals and American leftists — precisely those who for a half-century damned the United States for its support of anti-Communist authoritarians.
Now that their dreams of strong U.S. advocacy for consensual government have been realized, they are panicking at that sudden nightmare — terrified that their fides, their careers, indeed their entire boutique personas might be endangered by finding themselves on the same side of history as the United States. Worse, history really does suggest that democracy often follows only from force or its threat.
One does not have to go back to ancient Athens — in 507 or 403 B.C. — to grasp the depressing fact that most authoritarians do not surrender power voluntarily. There would be no democracy today in Japan, South Korea, Italy, or Germany without the Americans' defeat of fascists and Communists. Democracies in France and most of Western Europe were born from Anglo-American liberation; European resistance to German occupation was an utter failure. Panama, Granada, Serbia, and Afghanistan would have had no chance of a future without the intervention of American troops.
All of Eastern Europe is free today only because of American deterrence and decades of military opposition to Communism. Very rarely in the modern age do democratic reforms emerge spontaneously and indigenously (ask the North Koreans, Cubans, or North Vietnamese). Tragically, positive change almost always appears after a war in which authoritarians lose or are discredited (Argentina or Greece), bow to economic or cultural coercion (South Africa), or are forced to hold elections (Nicaragua).
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Deverá um liberal festejar o “25 de Abril”?
O anterior post de LAS sobre o 25 de Abril está agora disponível sob a forma de artigo aqui.
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25 de Abril, nunca!
Recomendo também a leitura do post de Rui A. 25 de Abril, nunca!, no Blasfémias.
Por tudo isto há que dizer que o que hoje se comemora é um logro da História.
O 25 de Abril foi uma reacção corporativa dos oficiais menores do exército português, que não queriam continuar a guerra de África. Era-lhes indiferente a implantação da democracia que, de resto, nem sabiam bem em que consistia, como os factos vieram a demonstrar. Ancorados nos generais, em vaidosos úteis como Spínola, Costa Gomes, Galvão de Melo, há muito tempo à espera do seu «momento histórico» para o qual não tinham, como se demonstrou, nem capacidade, nem categoria, gente que nunca controlou verdadeiramente coisa nenhuma na revolução e que, à primeira oportunidade, foi lançada «borda fora» e só não foi dizimada porque fugiu para o estrangeiro, os «capitães» derrubaram um regime político velho, podre e verdadeiramente patético e indefeso. Por isso mesmo, como faria notar o Senhor de La Palice se ao tempo fosse vivo, o regime não se defendeu.
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Imitar a revolução
Ensaio de Vasco Pulido Valente, no DN:
O «25 de Abril» foi uma revolução? Não foi. O pronunciamento militar liquidou o antigo regime e dali em diante tudo o resto sucedeu com a protecção e com frequência o incitamento do MFA ou parte dele. Os «revolucionários» (do PS ou de qualquer grupúsculo) agiram sempre em liberdade e completa segurança, pessoal e colectiva. Em '74 e '75 nunca tiveram de enfrentar uma oposição séria e, quando encontraram a mais leve resistência (um fenómeno raro) o Exército resolveu o problema. A sua acção não passou em geral de um exercício de pura prepotência. Nenhum morreu, nenhum esteve na cadeia (durante o PREC, claro), nenhum perdeu o seu emprego. Não por acaso os mais fanáticos continuam a falar da «festa de Abril». Só que não há revoluções sob o alto patrocínio do poder político.
Mas, tirando isto, e não é tirar pouco, transformou a «revolução», como alguns pretendem, a sociedade portuguesa? Não transformou. Não se muda uma sociedade com ocupações seja do que for ou «saneamentos» seja de quem for. Um dos grandes mitos da Esquerda radical a ocupação (de terra ou de uma empresa) é um exercício absurdo que se derrota a si próprio (eliminando o patrão, o capital e o crédito leva fatalmente à falência e ao desemprego). Quanto aos «saneamentos», para durarem, exigem a instauração e consolidação de um novo regime e que esse regime exclua sistematicamente a elite da véspera (uma coisa impossível que nem Estaline tentou). Não admira que em cinco anos restasse vestígio de qualquer ocupação e que os «saneados» voltassem tranquilamente aos seus lugares, quando não ao governo. A agitação «revolucionária» produziu ruído e conseguiu incomodar muito gente. De importante e de permanente não trouxe nada.
Falta falar da «reforma agrária» e das nacionalizações. Se não existem, como não existiam movimentos de massa que as reclamem e defendam, cedo ou tarde, quem a título de «reforma agrária» se apropria de terra alheia, devolve a terra; e as nacionalizações são invertidas por privatizações (tanto mais que, no caso da indústria e da banca, o pessoal dirigente trabalhou para o «socialismo» como trabalhara e depressa tornaria a trabalhar para o capitalismo). Até o PC que observou que a «reforma agrária» e as nacionalizações não eram por si a revolução. De facto. Foram, isso sim, a ruína da economia portuguesa e presumo que irritaram muito, sem consequência de maior, algumas famílias. Como resultado, não se recomenda.
Ainda se diz que Portugal deve agradecer a sua presente «liberdade» aos «capitães de Abril». Não se vê por que razão. A liberdade nunca ocupou o primeiro lugar no seu «pensamento» ou na sua política. E, se hoje há um regime democrático, o responsável é Mário Soares, que precisamente o impôs contra a vontade dos militares. A verdadeira revolução foi a dele.
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Vale tudo
Sobre este artigo no Público de Francisco Louçã, recomendo a leitura do post Vale Tudo, no Picuinhices.
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Catastrophic Concessions
Michael Rubin sobre o partido Baath:
The Baath party was no ordinary political organization. Founded in 1944 by Michel Aflaq, Baathism was based upon contemporary Italian fascism and German Nazism. The party is ethnically chauvinist, blatantly advocating discrimination against Iraq's sizeable non-Arab communities. Baathism was the ideological basis for the Anfal ethnic-cleansing campaign, in which senior Iraqi army officers directed the slaughter of over 100,000 Iraqi Kurdish civilians. Under the Baath party, Shia were second-class citizens.
(...)
Proponents of re-Baathification — most of whom are not Iraqi — argue that CPA Order Number One deprived Iraq of technocrats and experienced educators. This is a myth. Under Saddam Hussein, government technocrats received promotions not on their merit, but rather on their political loyalty to the dictatorial regime. Skilled technocrats who happened to be Shia, Kurdish, or Turkmen were disqualified from most top-level ministry positions. De-Baathification did not ban top-tier Baathists from employment; they remained free to work in the private sector. No one is entitled to a government job.
De-Baathification likewise did not hamper the Iraqi education system. Upon liberation, there was a glut of unemployed schoolteachers, many of whom had never compromised themselves with Baathist membership. Now these newly hired educators will be thrown onto the street, as Saddam's henchmen reclaim jobs. Iraqis will pay the price for years to come, as corrupt Baathist teachers exact revenge upon students, failing — as they did before — those who do not regurgitate Baathist interpretations or pay hefty bribes.
The reverberations of the Coalition's decision to rehabilitate Saddam's support network will be long lasting and will lead to the deaths of Coalition soldiers. "Death to the Baath Party" banners hang throughout southern Iraq. Anti-Baath passion runs high among the vast majority of the Iraqi people. Eighty percent of the Iraqi population is not Sunni Arab, and the majority of the Sunni Arabs also welcomed liberation from 35 years of Baathist dictatorship. Many Iraqis see the U.S. as abandoning them yet again. We risk losing the silent majority. Iraqi Shia, most of whom viewed America as a liberator, will curse us for abandoning them to their oppressors. The sense of betrayal runs deep: Shia remember how the British government disenfranchised them following World War I. After decades of oppression, Iraq's Shia want assurance. Democracy provides it; rehabilitating Baathism does not. We risk driving Iraq's 14 million Shia into the arms of the Iranian government, which will claim to be their protector.
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Sexta-feira, 23 de Abril de 2004
PS: Dubai e as monarquias absolutas...
Do texto anterior:
"Dubai is viewed as an attractive place to keep money away from the taxation authorities since there are not taxes on individuals, corporation or merchandise sales there"
E metade da população é imigrante e está lá porque quer. Será uma população "oprimida" e sem "direitos" (e onde as "democracias" deviam fomentar e apoiar a oposição para derrubar o regime, como alguns - sem estarem na esquerda - escrevem)?
"Dubai is viewed as an attractive place to keep money away from the taxation authorities since there are not taxes on individuals, corporation or merchandise sales there"
E metade da população é imigrante e está lá porque quer. Será uma população "oprimida" e sem "direitos" (e onde as "democracias" deviam fomentar e apoiar a oposição para derrubar o regime, como alguns - sem estarem na esquerda - escrevem)?
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Padrão Ouro nos nossos tempos
1) The Islamic Dinar is a newly created 100% gold currency that its backers hope and believe will become the currency of more than one billion Muslims. (...)
The ISLAMIC DINAR is now being privately used in more than 22 countries and is currently being minted in four countries. Eventually, the list of countries where it is traded is likely to grow to a much larger number given the large number of Islamic Countries who are members in the Islamic Development Bank, which includes some 51 countries. During 1982, the Islamic Development Bank was prescribed by the IMF as a holder of Special Drawing Rights (SDR's).
An Islamic Agency has been set up to handle accounts and payments between accounts in the city of Dubai. This will allow the use of Islamic Dinars to spread in the Muslim world as a medium of exchange. At present, this undertaking is quite modest, with only $200,000 worth of gold deposited in Dubai. Dubai is viewed as an attractive place to keep money away from the taxation authorities since there are not taxes on individuals, corporation or merchandise sales there. This spokesman for the Islamic Dinar mint also claims his organization has a good relationship with the Royal Family in Dubai, which should help the group's efforts. After the summer a campaign aimed to the Muslim world to open accounts in dinars is anticipated and the goal is to open 10,000 accounts within the first year of operation.
The organization may link up with another new and exciting development in the modern world as far as gold is concerned. They may soon be trading gold Islamic Dinars globally on the Internet through an organization located at www.e-gold.com . Readers are encouraged to visit this web site for more information, but essentially, the technology now exists to enable you to buy and sell gold right from your computer. It will be quite easy to make compatible our Islamic Agency, which will be operated by a Web Site to your e-gold Web Site.
The sponsors of the Islamic Dinar will suggest to Muslims that they convert their paper currency denominated accounts into Islamic Dinar in Dubai. In addition to tax aspects, Dubai is an appropriate place from which to launch this new banking enterprise because it is forbidden for Muslims to deposit their money with non-Muslims. In the Qur'an itself, Allah makes this prohibition (which is a command for us) clear precisely when referring to the Islamic Dinar.
On May 22 through May 24, directors of the Islamic Mint Directors from all over the world were scheduled to meet in Dubai to move this project forward. Stay tuned. I plan to tell you more about this story as it unfolds and how you may be able to begin buying gold by way of e-gold.
(...)
2) There has even been an electronic dinar website started at www.e-dinar.com. The member countries of the Islamic Development Bank (some 51 countries) are committed to moving to the use of the Islamic Gold Dinar as a medium of exchange. The Islamic Dinar is equivalent in value to the IMF's Special Drawing Rights (SDR's) which is the unit currency of IMF and itself is backed by gold. There is also an agency in Dubai set up to handle accounts and payments between accounts. This is meant to allow the use to spread further throughout the Muslim world.
While there has been considerable press about the Islamic Dinar in Muslim countries it has caught little attention in the Western nations. That is probably because thus far it has not had much impact. But as gold continues to go higher and the US Dollar falls further that may change. We are reminded that while Gold and Silver are commodities they are also monetary assets.
While the potential for the growing use of the Islamic Gold Dinar will add to the monetary demand for gold (and silver) there is another potential monetary demand looming. That is China where the Chinese government in 2002 revived the long dormant (for 50 years) Shanghai Gold Exchange and also authorized the Bank of China and the commercial banks to trade in gold. Under the previous communist regime there was a long period of condemnation of gold.
In 2004 the people of China will be allowed to buy gold for the first time as an investment since 1949. This could be significant as for the past two years the Chinese government has been laying the groundwork. There is estimated to be upwards of US$1.3 trillion in savings currently in the Chinese banking system. These savings have helped fuel China's incredible growth but now being free to buy gold for the first time in years if even a small amount say 1% it would put pressure on the gold market to fill demands.
As well the Chinese have been openly concerned about maintaining the value of the Yuan given a long history of currency collapses. The Bank of China has been a significant purchaser of gold during the period when the announcements always seemed to be favouring that central banks were selling gold. As well the Bank of China has been a significant purchaser of US securities in order to help maintain the value of the Yuan against the US$. As a result China's foreign reserves have been growing and they want to maintain at least minimal levels of gold (2.4%) as a portion of their reserves. The Chinese are also very interested in the Islamic Gold Dinar and the possibility of backing the Yuan with gold. This could set the stage for Asian countries to be gold based in an era that the Western Nations maintain a fiat currency system.
We believe that the gold movements in the Islamic countries and China are largely being ignored in the Western nations because it has not as yet become significant. But the day of reckoning may be looming closer as the potential for a huge surge in demand from 1.3 billion Chinese and another 1.5 billion Muslims begins to take hold. India is already the world's largest consumer of Gold and if we add the potential in the Islamic countries plus China there would be two further demands for gold (and silver). One demand would be in the traditional commodity sense for jewellery and the other for monetary purposes in an area of the world that holds over half the world's population. None of this would be positive for the US$ currently the world's reserve currency.
The current weakness in gold (silver) is being driven by the desire of the Europeans and the Japanese to slow the advance of their currencies against the US$. This is temporary as each of them are in a race to the bottom in currency devaluation. But this correction is one that could last into the second quarter 2004. We have targets of at least $400 on Gold and possibly as low as $390 so investors may wish to be patient before jumping back into the gold market.
3) The e-dinar system is designed to be absolutely free of any financial risk. There can be no debt, contingent liabilities or exchange risk associated with e-dinar. Pursuant to the e-dinar Account Agreement, the physical bullion that comprises the value backing e-dinar must be insulated from physical, legal and political risks. Title is held by The e-gold/e-dinar Bullion Reserve Special Purpose Trust, a Special Purpose Trust in Bermuda that exists for the express purpose of holding bullion for the exclusive benefit of all e-dinar and e-gold account holders collectively. The bullion is held in the form of certified good delivery bars in allocated storage at the Transguard Storage Company in Dubai, UAE. Metal is held free of any lien or encumbrance whatsoever and explicitly may not be attached related to any liabilities of e-dinar Ltd./e-gold Ltd. or any other entity. No metal may be removed from storage or any other disposition made without the signatures of e-gold Ltd, e-dinar Ltd. and a third party Escrow Agent.
e-dinar FAQ
The ISLAMIC DINAR is now being privately used in more than 22 countries and is currently being minted in four countries. Eventually, the list of countries where it is traded is likely to grow to a much larger number given the large number of Islamic Countries who are members in the Islamic Development Bank, which includes some 51 countries. During 1982, the Islamic Development Bank was prescribed by the IMF as a holder of Special Drawing Rights (SDR's).
An Islamic Agency has been set up to handle accounts and payments between accounts in the city of Dubai. This will allow the use of Islamic Dinars to spread in the Muslim world as a medium of exchange. At present, this undertaking is quite modest, with only $200,000 worth of gold deposited in Dubai. Dubai is viewed as an attractive place to keep money away from the taxation authorities since there are not taxes on individuals, corporation or merchandise sales there. This spokesman for the Islamic Dinar mint also claims his organization has a good relationship with the Royal Family in Dubai, which should help the group's efforts. After the summer a campaign aimed to the Muslim world to open accounts in dinars is anticipated and the goal is to open 10,000 accounts within the first year of operation.
The organization may link up with another new and exciting development in the modern world as far as gold is concerned. They may soon be trading gold Islamic Dinars globally on the Internet through an organization located at www.e-gold.com . Readers are encouraged to visit this web site for more information, but essentially, the technology now exists to enable you to buy and sell gold right from your computer. It will be quite easy to make compatible our Islamic Agency, which will be operated by a Web Site to your e-gold Web Site.
The sponsors of the Islamic Dinar will suggest to Muslims that they convert their paper currency denominated accounts into Islamic Dinar in Dubai. In addition to tax aspects, Dubai is an appropriate place from which to launch this new banking enterprise because it is forbidden for Muslims to deposit their money with non-Muslims. In the Qur'an itself, Allah makes this prohibition (which is a command for us) clear precisely when referring to the Islamic Dinar.
On May 22 through May 24, directors of the Islamic Mint Directors from all over the world were scheduled to meet in Dubai to move this project forward. Stay tuned. I plan to tell you more about this story as it unfolds and how you may be able to begin buying gold by way of e-gold.
(...)
2) There has even been an electronic dinar website started at www.e-dinar.com. The member countries of the Islamic Development Bank (some 51 countries) are committed to moving to the use of the Islamic Gold Dinar as a medium of exchange. The Islamic Dinar is equivalent in value to the IMF's Special Drawing Rights (SDR's) which is the unit currency of IMF and itself is backed by gold. There is also an agency in Dubai set up to handle accounts and payments between accounts. This is meant to allow the use to spread further throughout the Muslim world.
While there has been considerable press about the Islamic Dinar in Muslim countries it has caught little attention in the Western nations. That is probably because thus far it has not had much impact. But as gold continues to go higher and the US Dollar falls further that may change. We are reminded that while Gold and Silver are commodities they are also monetary assets.
While the potential for the growing use of the Islamic Gold Dinar will add to the monetary demand for gold (and silver) there is another potential monetary demand looming. That is China where the Chinese government in 2002 revived the long dormant (for 50 years) Shanghai Gold Exchange and also authorized the Bank of China and the commercial banks to trade in gold. Under the previous communist regime there was a long period of condemnation of gold.
In 2004 the people of China will be allowed to buy gold for the first time as an investment since 1949. This could be significant as for the past two years the Chinese government has been laying the groundwork. There is estimated to be upwards of US$1.3 trillion in savings currently in the Chinese banking system. These savings have helped fuel China's incredible growth but now being free to buy gold for the first time in years if even a small amount say 1% it would put pressure on the gold market to fill demands.
As well the Chinese have been openly concerned about maintaining the value of the Yuan given a long history of currency collapses. The Bank of China has been a significant purchaser of gold during the period when the announcements always seemed to be favouring that central banks were selling gold. As well the Bank of China has been a significant purchaser of US securities in order to help maintain the value of the Yuan against the US$. As a result China's foreign reserves have been growing and they want to maintain at least minimal levels of gold (2.4%) as a portion of their reserves. The Chinese are also very interested in the Islamic Gold Dinar and the possibility of backing the Yuan with gold. This could set the stage for Asian countries to be gold based in an era that the Western Nations maintain a fiat currency system.
We believe that the gold movements in the Islamic countries and China are largely being ignored in the Western nations because it has not as yet become significant. But the day of reckoning may be looming closer as the potential for a huge surge in demand from 1.3 billion Chinese and another 1.5 billion Muslims begins to take hold. India is already the world's largest consumer of Gold and if we add the potential in the Islamic countries plus China there would be two further demands for gold (and silver). One demand would be in the traditional commodity sense for jewellery and the other for monetary purposes in an area of the world that holds over half the world's population. None of this would be positive for the US$ currently the world's reserve currency.
The current weakness in gold (silver) is being driven by the desire of the Europeans and the Japanese to slow the advance of their currencies against the US$. This is temporary as each of them are in a race to the bottom in currency devaluation. But this correction is one that could last into the second quarter 2004. We have targets of at least $400 on Gold and possibly as low as $390 so investors may wish to be patient before jumping back into the gold market.
3) The e-dinar system is designed to be absolutely free of any financial risk. There can be no debt, contingent liabilities or exchange risk associated with e-dinar. Pursuant to the e-dinar Account Agreement, the physical bullion that comprises the value backing e-dinar must be insulated from physical, legal and political risks. Title is held by The e-gold/e-dinar Bullion Reserve Special Purpose Trust, a Special Purpose Trust in Bermuda that exists for the express purpose of holding bullion for the exclusive benefit of all e-dinar and e-gold account holders collectively. The bullion is held in the form of certified good delivery bars in allocated storage at the Transguard Storage Company in Dubai, UAE. Metal is held free of any lien or encumbrance whatsoever and explicitly may not be attached related to any liabilities of e-dinar Ltd./e-gold Ltd. or any other entity. No metal may be removed from storage or any other disposition made without the signatures of e-gold Ltd, e-dinar Ltd. and a third party Escrow Agent.
e-dinar FAQ
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Conflitos e democracia
Parece que todas as morte provocadas aos palestinianos (In three day raid of northern Gaza Strip: Israel kills 17 Palestinians, including two girls.) são justificadas pela expressão abstracta ("conflito territorial" nunca, mas nunca é utilizada, e compreende-se porquê) de "Luta contra o Terrorismo" (ao longo da historia outras potências deviam ter-se lembrado dessa mais cedo, por exemplo, aos Romanos, que coitados, tiveram que combater terroristas por todo o lado - incluindo na Palestina... - onde levaram uma Nova Ordem, nunca lhes agradeceram), mas como é que uma das partes morre em números 4 a 5 vezes superior - rácio que antes desta última intifada e os seus frequentes e idiotas (Ghandi, infelizmente, parece ter sido um caso único de liderança não violenta, mas também no "Ocidente" existe muito quem odeie qualquer espécie de pacifismo, portanto, porque é que outros terão de escolher o protesto pacífico?) atentados suicidas, era ainda maior - e nem sequer é a parte ocupante, é a única acusada de "ethnic mass murder" (desconfio que muitos acham que uma "democracia" nunca pode ser acusada de tal...porque essas estão sempre do lado de "Bem"...use bombas atómicas e bombardeie alvos civis em massa, desde que seja uma decisão de um líder escolhido maioritáriamente...)? O Muro parece ser eficaz na prevenção e é irónico que tudo parece estar a agravar-se, mas, quem sabe, pode ser que não.
Existe aqui também a questão dos meios disponíveis entre duas partes em conflito, quando uma das partes é claramente superior na capacidade de defesa e ataque e na identificação mais certeira de alvos (ainda assim, com inúmeros "collateral damages"), a outra parte tende a recorrer ao máximo dano possível com os meios escassos que estão disponíveis. Não é uma justificação, apenas uma constatação, de ontem, no presente e provávelmente no futuro.
Um dos problemas dos modernos Estados é que a sua própria natureza acaba por fomentar a generalização dos conflitos às populações, como se num conflito ou disputa entre dois Estados, todos os cidadãos tenham de ficar envolvidos numa guerra (e assim se diz "Israel" ou "Americanos" ou "Franceses" ou ainda mais alargado, o "ocidente") quando antes eram os "Monarcas" e os seus exércitos, que se guerreavam enquanto os subditos continuavam a sua vida relativamente de forma amena, mantendo-se as relações comerciais, e sem grandes vestígios de ódio mútuo generalizado. Pelo menos neste aspecto, aquilo que chamamos de progresso civilizacional contém alguns germes de um mal absoluto (e o mesmo se verifica nas tentativas de estabelecimento de uma mesma democracia entre populações com mais de uma etnia - por exemplo, o Rwanda, nos Balcãs, etc).
Existe aqui também a questão dos meios disponíveis entre duas partes em conflito, quando uma das partes é claramente superior na capacidade de defesa e ataque e na identificação mais certeira de alvos (ainda assim, com inúmeros "collateral damages"), a outra parte tende a recorrer ao máximo dano possível com os meios escassos que estão disponíveis. Não é uma justificação, apenas uma constatação, de ontem, no presente e provávelmente no futuro.
Um dos problemas dos modernos Estados é que a sua própria natureza acaba por fomentar a generalização dos conflitos às populações, como se num conflito ou disputa entre dois Estados, todos os cidadãos tenham de ficar envolvidos numa guerra (e assim se diz "Israel" ou "Americanos" ou "Franceses" ou ainda mais alargado, o "ocidente") quando antes eram os "Monarcas" e os seus exércitos, que se guerreavam enquanto os subditos continuavam a sua vida relativamente de forma amena, mantendo-se as relações comerciais, e sem grandes vestígios de ódio mútuo generalizado. Pelo menos neste aspecto, aquilo que chamamos de progresso civilizacional contém alguns germes de um mal absoluto (e o mesmo se verifica nas tentativas de estabelecimento de uma mesma democracia entre populações com mais de uma etnia - por exemplo, o Rwanda, nos Balcãs, etc).
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Quinta-feira, 22 de Abril de 2004
"Civil Religion" e a sua Missão
"Freedom is the Almighty's gift to every man and woman in this world. And as the greatest power on the face of the Earth, we have an obligation to help the spread of freedom . . . That is what we have been called to do, as far as I'm concerned."
-- President George W. Bush's at his press conference last week
O pensamento Jacobino ("We will give you liberty, you want it or not") à direita - quem diria que (na direita) os iriamos ter de aturar no séc. 21 e ainda por cima vindos do lado de lá do Atlântico. Um espécie de fusão da imposição universal de valores (Ah, mas estes são os valores certos - dirão muitos!) e optimismo na capacidade da transformação social da esquerda com o militarismo e de um nacionalismo sem nação à direita - e ainda alguns aspectos de uma nova "civil religion" - a acção do Estado (e do seu expoente no "Império da Liberdade", o maior e mais poderoso de todos os Estados) como instrumento de um Deus numa missão messiânica pelo bem para acabar com todo o mal.
PS: os Liberais deviam perceber o problema que é conjugar "o maior poder" e "liberdade" na mesma frase: "as the greatest power on the face of the Earth, we have an obligation to help the spread of freedom".
Claes G. Ryn, "America the Virtuous", p. 138:
"Many members of the so-called Christian right share the view that America has a special mission . . . . they believe that the United States, as led by a man of God, has a virtually messianic role to play, especially in the Middle East, where God's chosen people, Israel, must be supported by the United States against their enemies. Breaking sharply with the mainstream of traditional Christianity, which has made a distinction between the things of God and the things of Caesar, this form of religion identifies a particular political power, America, with God's will."
-- President George W. Bush's at his press conference last week
O pensamento Jacobino ("We will give you liberty, you want it or not") à direita - quem diria que (na direita) os iriamos ter de aturar no séc. 21 e ainda por cima vindos do lado de lá do Atlântico. Um espécie de fusão da imposição universal de valores (Ah, mas estes são os valores certos - dirão muitos!) e optimismo na capacidade da transformação social da esquerda com o militarismo e de um nacionalismo sem nação à direita - e ainda alguns aspectos de uma nova "civil religion" - a acção do Estado (e do seu expoente no "Império da Liberdade", o maior e mais poderoso de todos os Estados) como instrumento de um Deus numa missão messiânica pelo bem para acabar com todo o mal.
PS: os Liberais deviam perceber o problema que é conjugar "o maior poder" e "liberdade" na mesma frase: "as the greatest power on the face of the Earth, we have an obligation to help the spread of freedom".
Claes G. Ryn, "America the Virtuous", p. 138:
"Many members of the so-called Christian right share the view that America has a special mission . . . . they believe that the United States, as led by a man of God, has a virtually messianic role to play, especially in the Middle East, where God's chosen people, Israel, must be supported by the United States against their enemies. Breaking sharply with the mainstream of traditional Christianity, which has made a distinction between the things of God and the things of Caesar, this form of religion identifies a particular political power, America, with God's will."
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Quarta-feira, 21 de Abril de 2004
WMD no Médio Oriente
"Mordechai Vanunu was released from Israeli prison today, where he was greeted by hundreds of Israelis gathered to wish him a speedy death and to express their regrets that he hadn't been killed at Auschwitz.
Vanunu says he will continue to campaign against Israel's nuclear policy of "ambiguity" and that "My message to all the world is open the Dimona reactor for inspections."
"(...) Born in Morocco to a religious Jewish family, Vanunu converted to Christianity(...)"
Vanunu says he will continue to campaign against Israel's nuclear policy of "ambiguity" and that "My message to all the world is open the Dimona reactor for inspections."
"(...) Born in Morocco to a religious Jewish family, Vanunu converted to Christianity(...)"
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Um liberal deve festejar o "25 de Abril"?
Ano após ano, as comemorações do "25 de Abril" estão enredadas numa série de equívocos que seria pueril esperar que políticos ou jornalistas desfizessem. Supostamente, festejamos nessa data a "democracia". Mas qual "democracia"? A que estava pressuposta no abraço frentista entre Álvaro Cunhal e Mário Soares dias depois do golpe de estado (que não seria muito diferente da dos oficiais da Coordenadora do M.F.A.)? Ou a que estava pressuposta na acção do general Spínola (e que, doa a quem doer, é aquela que hoje temos e quase todos defendem)?
Ao contrário do que possam pensar alguns distraídos, os liberais identificam-se com muito pouco no regime derrubado em 1974: não gostam de um figurino "constitucional" que limitara bastante as liberdades individuais instauradas no século XIX (e não na I República, como os mesmos distraídos pensam); não gostam da arbitrariedade com que o poder executivo se permitia violar as liberdades restantes; não gostam do monopólio político e sindical que o Estado patrocinava (União Nacional e estrutura corporativa); não gostam do regime económico profundamente regulado e proteccionista que fôra herdado do passado, mas que Salazar aperfeiçoara, sistematizara e tornara ainda mais pesado; não gostam da férrea regulação da educação e das actividades culturais que a burocracia e a polícia impunham.
Talvez tenham alguma simpatia pela geral ordem financeira em que o Estado vivia e pela política do "escudo forte"; mas, convenhamos, é pouco quando tanto estava tão mal. No que os liberais divergem dos "democratas de Abril" é no pouco entusiasmo com que olham para a cultura política que surgiu em 1974 como alternativa ao Estado Novo.
O "25 de Abril" não se fez em nome da experiência histórica do liberalismo que o republicanismo, primeiro jacobino e depois autoritário, interrompeu; fez-se em nome de uma míriade de socialismos coligados que iam fundar um "país novo" e que chegaram ainda a apresentar-se como nova "União Nacional democrática" no defunto M.D.P. (PCP+PS-PPD), como se ainda se vivesse, trinta anos depois, no equívoco frentismo anti-fascista de 1945.
Se essa "frente popular" tivesse seguido o seu curso, sem que a "maioria silenciosa" da sociedade civil tivesse forçado políticos como Mário Soares a corrigirem as suas opções, seria difícil aos liberais dizerem com clareza que a mudança valera a pena. Escolher entre a frente popular e Marcelo Caetano daria que pensar... No que ao "25 de Abril" em concreto diz respeito, a imagem de marca folclórica do frentismo socialista ficou-lhe colada e tem-se revelado impossível festejar "outro 25 de Abril".
Este monopólio esquerdista em torno da data tem tido vários efeitos inaceitáveis: a glorificação dos militantes comunistas opositores de Salazar, como se este fosse pior que o totalitarismo que os primeiros defendiam; a impossibilidade de se assumir os erros gravíssimos cometidos nas antigas províncias ultramarinas, entregues pela Coordenadora do M.F.A. aos aliados locais da União Soviética, numa estratégia que o P.C.P. manobrou e poucos à excepção dos spinolistas tentaram contrariar; a repetição ad nauseam da boutade da "revolução sem sangue" (claro que os que morreram nas provncias ultramarinas só em 1974-75 e que foram muitos mais do que as baixas dos dois lados durante a guerra de 1961-74 não são contabilizados porque já não são portugueses...); a dura verdade de que o país viveu em regime de ditadura militar e não em "democracia" nos anos de 74 e 75, com prisões arbitrárias, sem sistema judicial nem respeito pela propriedade privada, numa situação que só teve paralelo nas outras duas ditaduras oficialmente inexistentes da nossa história, as dos "governos provisórios" e das assembleias de partido único de 1820-1823 e 1910-1913; o esquecimento conveniente da incontornável verdade que a "obra social" do novo regime foi uma pura continuação dos programas sociais já delineados pelo Estado Novo, com a diferença da rédea livre dada à despesa pública.
Se quisessemos, como os liberais franceses do século XIX tentaram fazer com a revolução de 1789, distinguir no "25 de Abril" entre uma fase inicial, imaculada e generosa, e uma posterior degeneração jacobina (ou, neste caso, socialista), ficaríamos limitados a uma nesga de tempo que dificilmente permitiria comemorar "outro 25 de Abril". É que logo a 1 de Maio, quando a esquerda (melhor dizendo, os comunistas) tomou as ruas, ficou patente quem teria força para imprimir à revolução a direcção e a cor que lhe construiriam a identidade.
Apesar da resistência civil à esquerda militar e militante, a normalização de 1976 veio a fazer-se com uma vitória ideológica inequívoca do socialismo, que só o pragmatismo dos políticos e a realidade das coisas foi forçando a esbranquiçar em sucessivas revisões constitucionais. Onde, nesta "herança de Abril", os liberais se podem situar não é nada claro. Em Spínola? Na tímida e lenta liberalização do regime?
Mas será isso ainda o "25 de Abril"?
Ao contrário do que possam pensar alguns distraídos, os liberais identificam-se com muito pouco no regime derrubado em 1974: não gostam de um figurino "constitucional" que limitara bastante as liberdades individuais instauradas no século XIX (e não na I República, como os mesmos distraídos pensam); não gostam da arbitrariedade com que o poder executivo se permitia violar as liberdades restantes; não gostam do monopólio político e sindical que o Estado patrocinava (União Nacional e estrutura corporativa); não gostam do regime económico profundamente regulado e proteccionista que fôra herdado do passado, mas que Salazar aperfeiçoara, sistematizara e tornara ainda mais pesado; não gostam da férrea regulação da educação e das actividades culturais que a burocracia e a polícia impunham.
Talvez tenham alguma simpatia pela geral ordem financeira em que o Estado vivia e pela política do "escudo forte"; mas, convenhamos, é pouco quando tanto estava tão mal. No que os liberais divergem dos "democratas de Abril" é no pouco entusiasmo com que olham para a cultura política que surgiu em 1974 como alternativa ao Estado Novo.
O "25 de Abril" não se fez em nome da experiência histórica do liberalismo que o republicanismo, primeiro jacobino e depois autoritário, interrompeu; fez-se em nome de uma míriade de socialismos coligados que iam fundar um "país novo" e que chegaram ainda a apresentar-se como nova "União Nacional democrática" no defunto M.D.P. (PCP+PS-PPD), como se ainda se vivesse, trinta anos depois, no equívoco frentismo anti-fascista de 1945.
Se essa "frente popular" tivesse seguido o seu curso, sem que a "maioria silenciosa" da sociedade civil tivesse forçado políticos como Mário Soares a corrigirem as suas opções, seria difícil aos liberais dizerem com clareza que a mudança valera a pena. Escolher entre a frente popular e Marcelo Caetano daria que pensar... No que ao "25 de Abril" em concreto diz respeito, a imagem de marca folclórica do frentismo socialista ficou-lhe colada e tem-se revelado impossível festejar "outro 25 de Abril".
Este monopólio esquerdista em torno da data tem tido vários efeitos inaceitáveis: a glorificação dos militantes comunistas opositores de Salazar, como se este fosse pior que o totalitarismo que os primeiros defendiam; a impossibilidade de se assumir os erros gravíssimos cometidos nas antigas províncias ultramarinas, entregues pela Coordenadora do M.F.A. aos aliados locais da União Soviética, numa estratégia que o P.C.P. manobrou e poucos à excepção dos spinolistas tentaram contrariar; a repetição ad nauseam da boutade da "revolução sem sangue" (claro que os que morreram nas provncias ultramarinas só em 1974-75 e que foram muitos mais do que as baixas dos dois lados durante a guerra de 1961-74 não são contabilizados porque já não são portugueses...); a dura verdade de que o país viveu em regime de ditadura militar e não em "democracia" nos anos de 74 e 75, com prisões arbitrárias, sem sistema judicial nem respeito pela propriedade privada, numa situação que só teve paralelo nas outras duas ditaduras oficialmente inexistentes da nossa história, as dos "governos provisórios" e das assembleias de partido único de 1820-1823 e 1910-1913; o esquecimento conveniente da incontornável verdade que a "obra social" do novo regime foi uma pura continuação dos programas sociais já delineados pelo Estado Novo, com a diferença da rédea livre dada à despesa pública.
Se quisessemos, como os liberais franceses do século XIX tentaram fazer com a revolução de 1789, distinguir no "25 de Abril" entre uma fase inicial, imaculada e generosa, e uma posterior degeneração jacobina (ou, neste caso, socialista), ficaríamos limitados a uma nesga de tempo que dificilmente permitiria comemorar "outro 25 de Abril". É que logo a 1 de Maio, quando a esquerda (melhor dizendo, os comunistas) tomou as ruas, ficou patente quem teria força para imprimir à revolução a direcção e a cor que lhe construiriam a identidade.
Apesar da resistência civil à esquerda militar e militante, a normalização de 1976 veio a fazer-se com uma vitória ideológica inequívoca do socialismo, que só o pragmatismo dos políticos e a realidade das coisas foi forçando a esbranquiçar em sucessivas revisões constitucionais. Onde, nesta "herança de Abril", os liberais se podem situar não é nada claro. Em Spínola? Na tímida e lenta liberalização do regime?
Mas será isso ainda o "25 de Abril"?
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Causa Perdida
Fico a saber através deste post no Barnabé que terei interpretado mal a auto-crítica de Rui Tavares relativamente ao que escreveu sobre Omar Bakri Mohammed.
Embora lamentando a ausência de um pedido de desculpas sincero resta-me agradecer publicamente ao Rui Tavares o esclarecimento. Comprova-se assim que, de facto, nem sempre é fácil interpretar textos "com mais de um nível de leitura"...
Embora lamentando a ausência de um pedido de desculpas sincero resta-me agradecer publicamente ao Rui Tavares o esclarecimento. Comprova-se assim que, de facto, nem sempre é fácil interpretar textos "com mais de um nível de leitura"...
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Law is something to be discovered
"In the Roman law system—a somewhat decentralized legal system superior in many ways to the common law—Roman jurists (jurisconsults) helped develop the great body of Roman law by providing opinions on the best way to resolve disputes. These disputes were often purely hypothetical or imaginary cases, in which the jurists asked: “under such and such a possible or conceivable combination of circumstances, what would the law require?”25 It is conceivable that a large part or even all of the legal code existing in a given society can be “deduced” in this fashion, and then these rules applied like precedents to actual controversies as they arise.
As a libertarian (and, I confess, a lawyer), I must say that I believe I would be more comfortable living under a set of concrete rules deduced by libertarian philosophers than the(perhaps more concrete) set of rules developed under the actual common law.
[The civil law was derived from principles developed in a common-law fashion in the Roman law. It is the Roman law, more than the more positivistic and legislation-worshiping civil law, that bears a similarity with the common law. See Kinsella (1995, pp. 135–36).]
Still, Barnett’s argument in favor of a common-law system makes sense, even to libertarians who favor a deductive approach to rights (Hoppe 1989b, p. 131; Rothbard 1998; Kinsella 1997, pp. 607–45). Legal rules must be concrete in the sense that the rules must take into account the entire relevant factual context. Since there are an infinite number of factual situations that could exist in interactions between individuals, a process which focuses on actual cases or controversies is likely to produce the most “interesting” or useful rules.26
It probably makes little sense devoting scarce time and resources to developing legal precepts for imaginary or unrealistic scenarios. If nothing else, a common-law type system that develops and refines legal precepts as new cases arise serves as a sort of filter that selects which disputes (i.e., real, commonly-encountered ones) to devote attention to. Barnett thus makes a convincing case that, in a decentralized legal system such as the English common law (or the early Roman law, the Law Merchant, and even modern arbitral systems)—especially one in which judges or arbitrators attempt to apply fundamental notions of justice to concrete situations—it is reasonable to expect a body of concrete legal concepts and precepts to develop, which are more or less compatible with fundamental notions of justice.27
If and when unjust legal precepts do arise, they are not necessarily permanent because a common-law process allows them to be modified or replaced when this becomes apparent. However, unless it is clear that a given legal precept is inconsistent with justice, then there should be reluctance to jettison established legal rules or precedents. This thus gives rise to the legal doctrine of stare decisis (or jurisprudence constante in continental or civil-law systems) (Kinsella 1994, p. 1278)."
Review Essays: KNOWLEDGE, CALCULATION, CONFLICT, AND LAW - N. STEPHAN KINSELLA
THE STRUCTURE OF LIBERTY: JUSTICE AND THE RULE OF LAW. BY RANDY E. BARNETT. NEW
YORK: OXFORD UNIVERSITY (CLARENDON) PRESS, 1998.
As a libertarian (and, I confess, a lawyer), I must say that I believe I would be more comfortable living under a set of concrete rules deduced by libertarian philosophers than the(perhaps more concrete) set of rules developed under the actual common law.
[The civil law was derived from principles developed in a common-law fashion in the Roman law. It is the Roman law, more than the more positivistic and legislation-worshiping civil law, that bears a similarity with the common law. See Kinsella (1995, pp. 135–36).]
Still, Barnett’s argument in favor of a common-law system makes sense, even to libertarians who favor a deductive approach to rights (Hoppe 1989b, p. 131; Rothbard 1998; Kinsella 1997, pp. 607–45). Legal rules must be concrete in the sense that the rules must take into account the entire relevant factual context. Since there are an infinite number of factual situations that could exist in interactions between individuals, a process which focuses on actual cases or controversies is likely to produce the most “interesting” or useful rules.26
It probably makes little sense devoting scarce time and resources to developing legal precepts for imaginary or unrealistic scenarios. If nothing else, a common-law type system that develops and refines legal precepts as new cases arise serves as a sort of filter that selects which disputes (i.e., real, commonly-encountered ones) to devote attention to. Barnett thus makes a convincing case that, in a decentralized legal system such as the English common law (or the early Roman law, the Law Merchant, and even modern arbitral systems)—especially one in which judges or arbitrators attempt to apply fundamental notions of justice to concrete situations—it is reasonable to expect a body of concrete legal concepts and precepts to develop, which are more or less compatible with fundamental notions of justice.27
If and when unjust legal precepts do arise, they are not necessarily permanent because a common-law process allows them to be modified or replaced when this becomes apparent. However, unless it is clear that a given legal precept is inconsistent with justice, then there should be reluctance to jettison established legal rules or precedents. This thus gives rise to the legal doctrine of stare decisis (or jurisprudence constante in continental or civil-law systems) (Kinsella 1994, p. 1278)."
Review Essays: KNOWLEDGE, CALCULATION, CONFLICT, AND LAW - N. STEPHAN KINSELLA
THE STRUCTURE OF LIBERTY: JUSTICE AND THE RULE OF LAW. BY RANDY E. BARNETT. NEW
YORK: OXFORD UNIVERSITY (CLARENDON) PRESS, 1998.
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À procura de um Status Quo
O problema é que na história nenhum Status Quo sobre fronteiras entre Estados, sobrevive no longo prazo, quando uma paz injusta é imposta pela força. Mais tarde (mesmo que seja décadas depois) ou mais cedo o Status Quo é posto em causa, e ainda com mais violência e consequências do que anteriormente. A história dirá se Israel e Palestina conseguirão sobreviver aos seus próprios erros. "To kill or be killed" costuma resultar em "to kill and be killed".
"Speaking of the Palestinians, they were dealt a lethal blow," exulted a jubilant Ariel Sharon, "It will bring their dreams to an end."
Sharon was bragging about his trip to Washington where he bullied Bush into selling out the Palestinians as thoroughly as Neville Chamberlain sold out the Czechs at Munich. "Sharon Got It All" blared a banner headline in Israel. Indeed, he did.
(...)
Gaza was captured from Egypt in 1967. Though almost all Israelis wish to be rid of it, 7,500 Jewish squatters have moved into the enclave that is home to 1.2 million Palestinians. Israelis now occupy 20 percent of Gaza, though they are but one-half of 1 percent of the population.
However, under the occupation, Hamas has flourished in Gaza and Israeli troops have been tied down there. About to be forced out of Gaza by Hamas, as Israel was forced out of Lebanon by Hezbollah, Sharon decided to get Bush to reward him for doing what he had to do.
Sharon's ultimatum: In return for giving up Gaza, Bush must give him title to more desirable Palestinian lands on the West Bank.
(...)
What did Bush give up? None of the Palestinians driven out of their homes by the Irgun massacre at Deir Yassin and during the 1948 war will ever be allowed to return. Palestinian rights in that 78 percent of Palestine that is already Israel, and in the sectors of the remaining 22 percent Sharon plans to annex, are forfeit forever. At Camp David, Ehud Barak offered Arafat a more generous peace than Bush, under Sharon's direction, is willing to give the Palestinians.
Second, major Israeli settlements on the occupied West Bank, planted by Sharon in violation of international law, which every U.S. president has called "obstacles to peace," are now deeded to Israel. Like Lord Balfour, Bush is surrendering title to Arab lands he does not own and surrendering Palestinian rights that are not his to give up.
As for the Sharon Wall that snakes in and out of the West Bank, incorporating Palestinian fields, olive groves, homes and villages, Bush no longer insists it be confined to Israeli territory.
What does the mini-Munich mean? The great Zionist land thief has gotten America's blessing to keep his stolen goods. George Bush has out-sourced his Mideast policy to Tel Aviv. The custodian of our reputation for decency and honor in an Arab world of 22 nations is now Sharon.
As for Palestinians who put their faith and trust in the United States, they have been exposed as fools. "
Bush Outsources Mideast Policy, by Patrick J. Buchanan
"Speaking of the Palestinians, they were dealt a lethal blow," exulted a jubilant Ariel Sharon, "It will bring their dreams to an end."
Sharon was bragging about his trip to Washington where he bullied Bush into selling out the Palestinians as thoroughly as Neville Chamberlain sold out the Czechs at Munich. "Sharon Got It All" blared a banner headline in Israel. Indeed, he did.
(...)
Gaza was captured from Egypt in 1967. Though almost all Israelis wish to be rid of it, 7,500 Jewish squatters have moved into the enclave that is home to 1.2 million Palestinians. Israelis now occupy 20 percent of Gaza, though they are but one-half of 1 percent of the population.
However, under the occupation, Hamas has flourished in Gaza and Israeli troops have been tied down there. About to be forced out of Gaza by Hamas, as Israel was forced out of Lebanon by Hezbollah, Sharon decided to get Bush to reward him for doing what he had to do.
Sharon's ultimatum: In return for giving up Gaza, Bush must give him title to more desirable Palestinian lands on the West Bank.
(...)
What did Bush give up? None of the Palestinians driven out of their homes by the Irgun massacre at Deir Yassin and during the 1948 war will ever be allowed to return. Palestinian rights in that 78 percent of Palestine that is already Israel, and in the sectors of the remaining 22 percent Sharon plans to annex, are forfeit forever. At Camp David, Ehud Barak offered Arafat a more generous peace than Bush, under Sharon's direction, is willing to give the Palestinians.
Second, major Israeli settlements on the occupied West Bank, planted by Sharon in violation of international law, which every U.S. president has called "obstacles to peace," are now deeded to Israel. Like Lord Balfour, Bush is surrendering title to Arab lands he does not own and surrendering Palestinian rights that are not his to give up.
As for the Sharon Wall that snakes in and out of the West Bank, incorporating Palestinian fields, olive groves, homes and villages, Bush no longer insists it be confined to Israeli territory.
What does the mini-Munich mean? The great Zionist land thief has gotten America's blessing to keep his stolen goods. George Bush has out-sourced his Mideast policy to Tel Aviv. The custodian of our reputation for decency and honor in an Arab world of 22 nations is now Sharon.
As for Palestinians who put their faith and trust in the United States, they have been exposed as fools. "
Bush Outsources Mideast Policy, by Patrick J. Buchanan
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Terça-feira, 20 de Abril de 2004
Aula prática de teoria da escolha pública
Recomendo a leitura do post NO PARLAMENTO EUROPEU 2, no Abrupto:
Uma excelente ilustração de teoria da escolha pública.
Que votações são estas? Um pouco de tudo, muita matéria ambiental, muita regulamentação. Um dos núcleos mais importante da votação de hoje foi um "relatório sobre a proposta de directiva do PE e do Conselho relativa às pilhas e acumuladores assim como às pilhas e acumuladores usados". Porquê tão elevado número de emendas e tão grande afã dos deputados sobre estes textos? Em grande parte, devido à movimentação dos grupos de interesse europeus ligados às indústrias respectivas e, num outro sentido, às cada vez mais poderosas e fortemente subsidiadas indústrias ambientais. Cada grupo de interesses encontra, nos partidos políticos, diferentes "ecologias", umas mais próximas da "indústria", outras mais próximas do "ambiente" (e também da "indústria" do ambiente). O conflito entre estes interesses traduz-se numa chuva de emendas, pró ou contra a "indústria", com os deputados a actuar em função de grupos de interesse. Se isto, na cultura política portuguesa, é visto como vergonhoso, nos países mais industrializados, em particular do norte da Europa, é tido como normal.
Uma excelente ilustração de teoria da escolha pública.
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President Eisenhower, 1961
"In the councils of government, we must guard against the acquisition of unwarranted influence, whether sought or unsought, by the military-industrial complex. The potential for the disastrous rise of misplaced power exists and will persist. We must never let the weight of this combination endanger our liberties or democratic processes. We should take nothing for granted. Only an alert and knowledgeable citizenry can compel the proper meshing of the huge industrial and military machinery of defense with our peaceful methods and goals, so that security and liberty may prosper together."
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O Referendo de Blair
Mesmo a tempo para contrariar o fim do que melhor a questão do Iraque tinha proporcionado: a divisão europeia, que se reflectiu também na "Constituição".
O problema dos referendos constitucionais é pôr as pessoas a pensar sobre soberania e democracia, mas se o querem vamos lá:
Se 51% pode decidir a integração política e perda de soberania, 51% pode decidir a não integração, e 51% numa região pode pedir a Secessão/Autonomia do seu Estado
A regra dos 51% é uma coisa linda...
O problema dos referendos constitucionais é pôr as pessoas a pensar sobre soberania e democracia, mas se o querem vamos lá:
Se 51% pode decidir a integração política e perda de soberania, 51% pode decidir a não integração, e 51% numa região pode pedir a Secessão/Autonomia do seu Estado
A regra dos 51% é uma coisa linda...
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Kristol começa já a preparar a mudança para os Democratas
ou como os ratos abandonam um navio...
"Now that the neocons are adroitly joining the left, as their hero has become a zero and Kerry looks better all the time, why, suddenly, the enemy is Buchananite. Orwell couldn't have done it any better than this.
Here’s an excerpt, glowing with unusual Kristol candor:
Referring to the conservative commentator Patrick J. Buchanan, an outspoken opponent of the war and occupation, Mr. Kristol said in an interview on Friday: "I will take Bush over Kerry, but Kerry over Buchanan or any of the lesser Buchananites on the right. If you read the last few issues of The Weekly Standard, it has as much or more in common with the liberal hawks than with traditional conservatives."
“…"If we have to make common cause with the more hawkish liberals and fight the conservatives, that is fine with me, too," he said.” Via LRCBlog.
"Now that the neocons are adroitly joining the left, as their hero has become a zero and Kerry looks better all the time, why, suddenly, the enemy is Buchananite. Orwell couldn't have done it any better than this.
Here’s an excerpt, glowing with unusual Kristol candor:
Referring to the conservative commentator Patrick J. Buchanan, an outspoken opponent of the war and occupation, Mr. Kristol said in an interview on Friday: "I will take Bush over Kerry, but Kerry over Buchanan or any of the lesser Buchananites on the right. If you read the last few issues of The Weekly Standard, it has as much or more in common with the liberal hawks than with traditional conservatives."
“…"If we have to make common cause with the more hawkish liberals and fight the conservatives, that is fine with me, too," he said.” Via LRCBlog.
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Segunda-feira, 19 de Abril de 2004
Hilariante
No Barnabé aparentemente acharam muito engraçadas as declarações de Omar Bakri Mohammed a que fizemos referência aqui.
O Galo Verde adianta uma hipótese interessante para a manifestação de tão exaltado sentido de humor face à entrevista:
O Galo Verde adianta uma hipótese interessante para a manifestação de tão exaltado sentido de humor face à entrevista:
Desta vez a estratégia só podia ser, passar em branco, e não falar no assunto. É a bomba do dia e não se safavam. Ou fazer aquilo que fizeram.
Colocaram 14 post seguidos sobre o mesmo assunto (ninguém vai dizer que não falam da entrevista), mas nem uma palavra de reprovação. Em vez disso, "galhofaram"...
Uma boa maneira de tirar importância ao assunto. Uma boa maneira de banalizar as afirmações. Uma boa maneira de ser parcial.
Os 14 títulos dos post são esclarecedores... É uma galhofa pegada ! Uga, uga! Bum, bang!
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"Barnabé" – A TVI da blogosfera!
Sobre o Barnabé, no Afixe:
Se um blogue tivesse pernas era vê-los de feira em feira a dar o beijinho da praxe à D. Bitória.
Cheios daquilo que, por cartilha lida e relida, eles mesmo tanto criticam.
E começa a ficar tão inchado que qualquer dia rebenta de tanta verdade.
Porque, sim, para quem não sabe, tivesse este blog-boy carro para rodar e o destino o levasse à Figueira, tínhamos PM – pois se ele nunca se engana e raramente tem dúvidas.
E quem não tem dúvidas, tresanda!
Porque a certeza cheira mal e faz o mundo rodar em ponto morto.
Em suma: histórias de faca e alguidar a armar ao pingarelho e doutrina pimba a armar ao intelectual. Tudo em quantidades exageradas.
Assim é o Barnabé.
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Powell e Woodward
Powell's portrayal in book sharpens divisions in administration: report
The New York Times reported, citing unnamed administration officials,that Woodward's new book "Plan of Attack" has created problems for the secretary inside the administration just as the situation in Iraq is deteriorating and President George W. Bush is plunging into his re-election drive.
Powell has not acknowledged that he cooperated with Woodward, but the book presents the secretary's reservations in such detail that it leaves little doubt, the report said.
The Times said critics of Powell in the hawkish wing of the administration said they were startled by what they saw as his self-serving decision to help fill out a portrait that enhances his reputation as a farsighted analyst, perhaps at the expense of Bush.
Several said the book guaranteed what they expected anyway, that Powell will not stay as secretary if Bush is re-elected, the report said.
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Abril é Revolução
Recomendo a leitura da série de posts "Abril é Revolução" no Liberdade de Expressão.
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Petição barnabiana
O Jaquinzinhos comenta a petição para enviar José Manuel Fernandes para o Iraque lançada pelo Barnabé:
Os Barnabés querem desterrar José Manuel Fernandes para o Iraque. Nada mais natural: sempre que as características que definem Barnabés se intalaram no poder, não só desterraram e degredaram à fartazana como fizeram outras maldades bem piores. É que por ali, a liberdade é um conceito muito vago e que tem a ver principalmente com charros e abortos. A gente explica: O José Manuel Fernandes até pode gostar muito do Iraque actual, dizer maravilhas da gestão americana, acreditar que Chalabi é o anjo redentor e mesmo assim não querer ir para terras mesopotânias. É a tal questão da liberdade. A opção é do Zé Manuel. Adequando os exemplos ao mundo barnabiano, reparem que o Chico Louçã também nunca quis emigrar para a Albânia.
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MORDOR e todos nós
Artigo de Diogo Pacheco de Amorim:
Mordor, o império de Sauron, é um mundo essencialmente igualitário. Onde reina o ódio à diferença e à liberdade de espírito. Um mundo de orcs fabricados em série, orientados por um pensamento único, iguais e entre si permutáveis. Sauron pesca nas águas turvas das rivalidades da Terra Média, a Terra de Diferença, apostando na ingenuidade de uns, na cupidez de outros e na cobardia de quase todos.
(...)
Quando a sombra de Mordor desce sobre a Terra Média, desvanecem-se todas as cores e restam só duas: o preto e o branco. Apenas em Minastirith julgam continuar a ver outras.
Quando a sombra de Mordor desce sobre a Terra Média, na sala há só uma mesa; sobre a mesa, apenas um tabuleiro de xadrez. E neste tabuleiro, onde tudo se vai jogar, só peças de duas cores: as pretas e as brancas. Ganham as peças pretas, ou as brancas. Não há meio termo.
Têm ganho as brancas, até hoje. Graças ao Shire e a pouco mais, uma vez e outra a sombra de Mordor tem recuado da Terra Média - do Shire de Gondor e de Minastirith.
Até quando?
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The Last Samurai
(via Karen De Coster no LRC)
R.J. Stove sobre um excelente filme que foi praticamente ignorado:
R.J. Stove sobre um excelente filme que foi praticamente ignorado:
It treats - with, by Hollywood standards, considerable verisimilitude - one of the 19th century's most astonishing episodes: the 1877 uprising led by Saigo Takamori against Japan's pro-Western administrators. Clad in mediaeval armour and bearing no weapons more modern than swords, bows and arrows, Saigo's samurai forces held out for months against all that Tokyo's generals could hurl at them.
(...)
The Last Samurai asks questions that, to put it as blandly as possible, have lost none of their resonance in 2004. When does true patriotism lie in fighting against, rather than truckling to, corrupt governments? What does a nation gain, and what does it lose, by modernising and Westernising itself under less than tactful American patronage? What price a sovereign who is considered literally a god, while in political terms being wholly powerless? Far from being "escapist", The Last Samurai is an admirable history lesson, at least as relevant as today's newspaper, and a good deal more sustaining.
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Alain Minc
PMF recomenda Cartas Abertas aos Nossos Novos Senhores, de Alain Minc, no Democracia Liberal:
Mas, mais do que textos de reflexão aprofundada (que, de resto, não se coadunam com o estilo um pouco jornalístico, et pour cause, superficial, de MINC) ou de fundamentação de uma mundividência liberal, estas Cartas Abertas são, sobretudo, desabafos contra o estado da opinião pública (publicada?) e dos seus mestres (manipuladores) que vão dominando a cultura francesa. De resto, apesar de todas as críticas e alvos de MINC partirem da realidade sócio-política e cultural francesa, um dos pormenores que torna, para nós, os seus textos particularmente interessantes e elucidativos, prende-se, precisamente, com a similitude de vícios e de perspectivas ideológicas dominantes que, entre as duas realidades (a francesa e portuguesa) se encontra! Digamos que a ditadura cultural do politicamente correcto, de tons camufladamente avermelhados, saudosista de uma dialéctica materialista-marxista e planificadoramente estadualista (no sentido governamental-dependente) manifesta-se, de forma institucional e sociológica, em termos, no mínimo, paralelos, entre o mundo francês (talvez mais, parisiense?) e a realidade portuguesa.
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Cadê a oposição, PFL?
Artigo no Mídia Sem Máscara sobre a a oposição brasileira em geral e o PFL em particular:
Observem: o domínio esquerdista no panorama político e cultural é tão amplo que declarar-se de direita, no Brasil, já é algo esquisitíssimo, quase repulsivo. Quem o faz deve esconder-se debaixo da mesa.
Veja-se o caso do PFL. Dito Partido da Frente Liberal, de liberal este partido tem quase nada. Além de orgulhar-se dos “programas sociais” de suas prefeituras e governos estaduais – coisa que nenhum liberal jamais sonharia em fazer – as críticas ao governo Lula são, em sua totalidade, inócuas.
(...)
O que o PFL deveria mostrar à população é que o governo do PT não está paralisado. Muito pelo contrário: tem dado passos largos em direção à completa socialização deste País, aumentando a presença do Estado na economia, regulando ainda mais o já minguado mercado de trabalho, expandindo os direitos “sociais” e as políticas de ação afirmativa, elevando a carga tributária, implementando mais programas assistencialistas, etc.
Acontece que, para apontar todos esses problemas do governo Lula, o PFL deve entendê-los como problemas, coisa que não faz há muito tempo. Em verdade, quando aliou-se ao governo tucano, o PFL já havia perdido àquela altura qualquer convicção ideológica conservadora/liberal. Toda a agenda esquerdista tucana foi apludida de pé pelo PFL. O discurso conservador/liberal, que deveria ser a tônica do partido, desapareceu ao longo dos anos, transformando o PFL numa sombra pálida do PT, numa direita que a esquerda sempre sonhou: meiga e dócil. O PFL absolutamente não se pronuncia quanto à liderança de Lula no Foro de São Paulo, quanto à brutal diferença entre a retórica moderada dos líderes petistas face aos discursos subversivos proferidos em congressos internos do partido, quanto ao projeto gramscista de implantação de uma sociedade comunista pela via democrática, quanto à ocupação gradual da máquina pública, da mídia e do sistema educacional por militantes petistas há pelo menos 20 anos, quanto às ligações dos líderes petistas com terroristas, revolucionários e movimentos maoístas tipo “sem-terra”, “sem-teto” e assemelhados, quanto ao uso dos sindicatos como instrumentos de divulgação ideológica e partidária, quanto à aproximação evidente do governo Lula com regimes repressivos e assassinos etc.
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Entrevista a Omar Bakri Mohammed
Na Pública:
P. Mas o que pode justificar matar deliberadamente milhares de civis inocentes?
R. Nós não fazemos a distinção entre civis e não civis, inocentes e não inocentes. Apenas entre muçulmanos e descrentes. E a vida de um descrente não tem qualquer valor. Não tem santidade.
P. Mas havia muçulmanos entre as vítimas.
R. Isso está previsto. Segundo o Islão, os muçulmanos que morrerem num ataque serão aceites imediatamente no paraíso como mártires. Quanto aos outros, o problema é deles. Deus mandou-lhes mensagens, os muçulmanos levaram-lhes mensagens, eles não acreditaram. Deus disse: "Quando os descrentes estão vivos, guia-os, persuade-os, faz o teu melhor. Mas quando morrem, não tenhas pena deles, nem que seja o teu pai ou mãe, porque o fogo do Inferno é o único lugar para eles".
(...)
P. O terror é a única forma de consciencializar as pessoas?
R. O terror é a linguagem do século XXI. Se quero alguma coisa, aterrorizo-te, para o conseguir. Apoiar George Bush é uma forma de terrorismo. Apoiar a Al-Qaeda também. Toda a gente está envolvida, acredite. Todo o muçulmano é terrorista, mas todo o não-muçulmano também. Há épocas em que isto é necessário. É o "tempo dos assassinos", está previsto no texto divino.
P. O Corão diz isso?
R. Sim. As pessoas não percebem, porque a televisão e os jornais só entrevistam os seculares. Não falam com quem sabe. Os seculares dizem que "o Islão é a religião do amor". É verdade. Mas o Islão também é a religião da guerra. Da paz, mas também do terrorismo. Maomé disse: "eu sou o profeta da misericórdia". Mas também disse: "Eu sou o profeta do massacre". A palavra "terrorismo" não é nova entre os muçulmanos. Maomé disse mais: "Eu sou o profeta que ri quando mata o seu inimigo". Não é portanto apenas uma questão de matar. É rir quando se está a matar.
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Domingo, 18 de Abril de 2004
An End to Illusion
Editorial da National Review:
It is easy now to pick at what seem to have been errors in the occupation. There probably weren't enough troops. The administration probably wasn't determined enough to get international help, even on its own terms — although this would have had to happen in an environment poisoned by U.N. fecklessness and French bad faith in the run-up to the war. The administration clearly wasn't ready for the magnitude of the task that rebuilding and occupying Iraq would present.
Even if the administration had avoided these mistakes and made all moves correctly, it is still possible Iraq would be very messy. But this concession points to an intellectual mistake made prior to the occupation: an underestimation in general of the difficulty of implanting democracy in alien soil, and an overestimation in particular of the sophistication of what is fundamentally still a tribal society and one devastated by decades of tyranny. This was largely, if not entirely, a Wilsonian mistake. The Wilsonian tendency has grown stronger in conservative foreign-policy thought in recent years, with both benefits (idealism should occupy an important place in American foreign policy, and almost always has) and drawbacks (as we have seen in Iraq, the world isn't as malleable as some Wilsonians would have it).
But Iraq was not a Wilsonian — or a "neoconservative" — war. It was broadly supported by the Right as a war of national interest. The primary purpose of the war was always to protect U.S. national security, by removing a destabilizing and radical influence in the strategically crucial Persian Gulf and eliminating a potential threat to the United States. President Bush deserves great credit for grasping this nettle. The current task in Iraq is also driven by national-security concerns. Getting chased from Iraq would make it open season on U.S. interests throughout the Middle East. Allowing radicals to prevail there would be a sharp setback in the War on Terror. And forging a non-fascist, non-radical, non-hostile government in Iraq could affect the entire region's geopolitics for the better. Success in post-war Iraq therefore is necessary primarily to serve U.S. interests, secondarily to assist Iraqis.
In light of recent events, however, we should downplay expectations. If we leave Iraq in some sort of orderly condition, with some sort of legitimate non-dictatorial government and a roughly working economy, we will be doing very well. The first step toward that goal is dealing harshly with our enemies. We must re-establish the prestige and authority that were badly frayed when we watched a crowd of thugs desecrate American bodies in Fallujah. Just as important is the political process. Part of what is happening in Iraq now is a nationalist reaction to being governed by a foreign occupying force. We should do our best to stick to the June 30th deadline for a handover of power. The Governing Council, which appears to lack a deep well of legitimacy, should be dissolved and the "loya jirga option" — the selection of a broadly representative assembly that can in turn elect a cabinet — pursued.
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Sexta-feira, 16 de Abril de 2004
Será pedir muito?
Ou vamos continuar a insistir, no Kosovo (ou Chipre, ou Rwanda, etc), com em todos os conflitos étnicos do mundo que num mesmo Estado e uma democracia "que nos podemos dar todos bem" (com excepção de Israel, onde claro, tal hipótese é tabu ... e bem).
Os Sérvios foram atacados pela Nato por alegado "ethnic cleasing" (cuja dimensão foi afinal manipulada) numa guerra pelo controlo territorial, e acabam a ser sujeitos ao mesmo pelos separatistas muçulmanos albaneses, tendo que assistir à destruição do património cristão ortodoxo (dezenas de igrejas que remontam ao séc. 14).
Ao mesmo tempo, o "ethnic cleasing" do direito de não retorno e a negociação de novas fronteiras (e a sua protecção com muros), é uma realidade pragmáticamente aceite (e provávelmente bem) noutra parte do mundo. Como já tenho dito, a história de constituição do Estado de Israel será um precedente para outras histórias de constituição de Estados independentes noutras partes do mundo. Mas será que é isso que os seus mais empenhados defensores pretendem?
Serbia-Montenegro mission to UN charge d'affaires calls for territorial autonomy to protect Kosovo Serbs
"New York - Belgrade, April 14, 2004 - Roksanda Nincic, the charge d'affaires of the Serbia-Montenegrin mission to the United Nations, told a Security Council session last night that KFOR and UNMIK have failed to fulfill their obligations in Kosovo-Metohija and stressed that territorial autonomy is the only way to protect the rights of Serbs in the province.
By witnessing ethnic cleansing, violence and intimidation orchestrated by ethnic Albanians from March 17 to 19, KFOR and UNMIK have failed to perform their duties stemming from UN Security Council Resolution 1244, said Nincic."
Os Sérvios foram atacados pela Nato por alegado "ethnic cleasing" (cuja dimensão foi afinal manipulada) numa guerra pelo controlo territorial, e acabam a ser sujeitos ao mesmo pelos separatistas muçulmanos albaneses, tendo que assistir à destruição do património cristão ortodoxo (dezenas de igrejas que remontam ao séc. 14).
Ao mesmo tempo, o "ethnic cleasing" do direito de não retorno e a negociação de novas fronteiras (e a sua protecção com muros), é uma realidade pragmáticamente aceite (e provávelmente bem) noutra parte do mundo. Como já tenho dito, a história de constituição do Estado de Israel será um precedente para outras histórias de constituição de Estados independentes noutras partes do mundo. Mas será que é isso que os seus mais empenhados defensores pretendem?
Serbia-Montenegro mission to UN charge d'affaires calls for territorial autonomy to protect Kosovo Serbs
"New York - Belgrade, April 14, 2004 - Roksanda Nincic, the charge d'affaires of the Serbia-Montenegrin mission to the United Nations, told a Security Council session last night that KFOR and UNMIK have failed to fulfill their obligations in Kosovo-Metohija and stressed that territorial autonomy is the only way to protect the rights of Serbs in the province.
By witnessing ethnic cleansing, violence and intimidation orchestrated by ethnic Albanians from March 17 to 19, KFOR and UNMIK have failed to perform their duties stemming from UN Security Council Resolution 1244, said Nincic."
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Quinta-feira, 15 de Abril de 2004
O espirito optimista
...das teorias económicas e sociais correntes, em crer na capacidade de mudar (ou agir sobre) um estado de coisas mantendo tudo o resto constante devia ter em conta que esse optimismo só deve estar reservado a "nós" próprios quando "nos" decidimos a mudar (ou agir sobre) algo que "nos" diz directamente respeito, sendo pessimistas em relação a tudo o resto.
A juntar a esse problema, fica a discussão sobre como se define a limitação do que "nos" diz directamente respeito e depois como é que e que consequências advêm quando tornamos algo que "nos" não diz respeito em algo que passa a dizer (que pode acontecer voluntáriamente e conscientemente, involuntáriamente e sem o desejar ou ter solicitado, ou como resultado de uma prévia decisão de outra coisa pretender mudar ou agir sobre, não directamente relacionada), o que alarga quem "nós" somos por inclusão dos "outros", ou alarga "os outros" pela "nossa" inclusão.
E ainda, quando o que "nos" diz respeito, pelo mesmo processo (que pode acontecer voluntáriamente e conscientemente, involuntáriamente e sem o desejar ou ter solicitado, ou como resultado de uma prévia decisão de outra coisa pretender mudar ou agir sobre, não directamente relacionada), passa a dizer respeito a "outros", o que também alarga quem "nós" somos por inclusão dos "outros", ou alarga "os outros" pela "nossa" inclusão.
Alguém disse "evoquei o espirito e agora não me consigo livrar dele'". E aqui o "espirito" é considerar que "tudo" em "todo" o lugar "nos" diz respeito a "todos" - e esse espirito foi o socialismo que o evocou e nunca mais "nos" vamos ver livre dele.
A juntar a esse problema, fica a discussão sobre como se define a limitação do que "nos" diz directamente respeito e depois como é que e que consequências advêm quando tornamos algo que "nos" não diz respeito em algo que passa a dizer (que pode acontecer voluntáriamente e conscientemente, involuntáriamente e sem o desejar ou ter solicitado, ou como resultado de uma prévia decisão de outra coisa pretender mudar ou agir sobre, não directamente relacionada), o que alarga quem "nós" somos por inclusão dos "outros", ou alarga "os outros" pela "nossa" inclusão.
E ainda, quando o que "nos" diz respeito, pelo mesmo processo (que pode acontecer voluntáriamente e conscientemente, involuntáriamente e sem o desejar ou ter solicitado, ou como resultado de uma prévia decisão de outra coisa pretender mudar ou agir sobre, não directamente relacionada), passa a dizer respeito a "outros", o que também alarga quem "nós" somos por inclusão dos "outros", ou alarga "os outros" pela "nossa" inclusão.
Alguém disse "evoquei o espirito e agora não me consigo livrar dele'". E aqui o "espirito" é considerar que "tudo" em "todo" o lugar "nos" diz respeito a "todos" - e esse espirito foi o socialismo que o evocou e nunca mais "nos" vamos ver livre dele.
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Monarchy and War, Erik von Kuehnelt-Leddihn's
Via "Hans-Hermann Hoppe: Defying Leviathan", no samizdata.net:
Incluido em Myth of National Defense, The: Essays on the Theory and History of Security Production
"Democracy reappeared in a more civilised form in Athens, but when Socrates, in a truly political trial, praised monarchy, he was condemned to death. Remember also that Madriaga said rightly that our civilization rests on the death of two persons: a philosopher and the Son of God, both victims of the popular will."
"It [The Revolution] wanted to bring liberty and equality under a common denominator, something Goethe considered only charlatans would promise. Equality, indeed, could merely be established in some form of slavery – just as a hedge can only be kept even by constantly trimming it."
"It was the destruction of the Habsburg Empire that made Germany the geopolitical winner of World War I. Bordering after 1919 on only one great power—France—it was now the direct or indirect neighbour in the East of partly artificial, partly militarily indefensible states. (...). And it came. What Hitler actually inherited from these nincompoops who had dictated the Paris Suburban treaties was not only an internal situation characterized by the economic uprooting of important social layers and the imposition of an unworkable form of government, but also a uniquely profitable geopolitical position due to the division of Austria-Hungary. If Hitler had had any sense of humor, he would have erected a colossal monument to Woodrow Wilson."
[Nota: O ministro austríaco disse na altura que (depois de perder 75% do território) a "Aústria desistiu de viver". E assim, a concorrência entre a influência da Prússia e do Império-Austro-Húngaro na Alemanha e Europa Central perdeu-se. Curiosamente os franceses recearam sempre o dominio dos Habsburg e o Sacro Império Romano, quando os Prussos derrotaram a Áustria (antes da sua vitória sobre a França em 1871), os franceses sob Napoleão III celebraram - só mais tarde se aperceberam do problema que colocava o Federalismo de Bismarck (um percursor dos ideais federalistas - 40 estados/principados/cidades constituíam a Alemanha - e do presente Welfare State), com o predomínio da Prússia. O direito à "auto-determinação dos Povos" de Wilson (que os franceses aproveitaram em pleno) acabou definitivamente com o factor de equilíbrio... e com a própria monarquia, quer na Áustria quer na Alemanha...quer na Rússia...quer em Espanha...Itália...]
Incluido em Myth of National Defense, The: Essays on the Theory and History of Security Production
"Democracy reappeared in a more civilised form in Athens, but when Socrates, in a truly political trial, praised monarchy, he was condemned to death. Remember also that Madriaga said rightly that our civilization rests on the death of two persons: a philosopher and the Son of God, both victims of the popular will."
"It [The Revolution] wanted to bring liberty and equality under a common denominator, something Goethe considered only charlatans would promise. Equality, indeed, could merely be established in some form of slavery – just as a hedge can only be kept even by constantly trimming it."
"It was the destruction of the Habsburg Empire that made Germany the geopolitical winner of World War I. Bordering after 1919 on only one great power—France—it was now the direct or indirect neighbour in the East of partly artificial, partly militarily indefensible states. (...). And it came. What Hitler actually inherited from these nincompoops who had dictated the Paris Suburban treaties was not only an internal situation characterized by the economic uprooting of important social layers and the imposition of an unworkable form of government, but also a uniquely profitable geopolitical position due to the division of Austria-Hungary. If Hitler had had any sense of humor, he would have erected a colossal monument to Woodrow Wilson."
[Nota: O ministro austríaco disse na altura que (depois de perder 75% do território) a "Aústria desistiu de viver". E assim, a concorrência entre a influência da Prússia e do Império-Austro-Húngaro na Alemanha e Europa Central perdeu-se. Curiosamente os franceses recearam sempre o dominio dos Habsburg e o Sacro Império Romano, quando os Prussos derrotaram a Áustria (antes da sua vitória sobre a França em 1871), os franceses sob Napoleão III celebraram - só mais tarde se aperceberam do problema que colocava o Federalismo de Bismarck (um percursor dos ideais federalistas - 40 estados/principados/cidades constituíam a Alemanha - e do presente Welfare State), com o predomínio da Prússia. O direito à "auto-determinação dos Povos" de Wilson (que os franceses aproveitaram em pleno) acabou definitivamente com o factor de equilíbrio... e com a própria monarquia, quer na Áustria quer na Alemanha...quer na Rússia...quer em Espanha...Itália...]
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